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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.18-23 - PARTE 4 (A PRIMAZIA DE CRISTO SOBRE A MORTE)

TEXTO: COLOSSENSES 1.18-23

ASSUNTO: JESUS, A PRIMAZIA SOBRE TODAS AS COISAS.

TEMA 4: CRISTO TEM A PRIMAZIA SOBRE A MORTE

INTRODUÇÃO:

A palavra primazia (Gr. “Proteuon”: preeminência, prioridade, supremacia), vimos que Cristo tem a primazia sobre a obra da salvação (vv.13-14), criação (vv.15-17), igreja (vv.18-19), a partir deste insttante veremos que Cristo tem a supremacia sobre a própria morte, conforme observamos: “18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, 19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude”. (vv.18-19). Algumas lições lições

1. ELE VENCEU A MORTE DE UMA VEZ POR TODAS. V.18a

A passagem afirma sobre a supremacia de Cristo sobre a morte da seguinte forma: “18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (v.18). O texto nos aponta o termo primogênito, dentre os mortos para indicar a sua vitória sobre a morte, indica que Ele não morreria, mas estaria vivo para todo o sempre. Algumas verdades expostas:

I. Ele venceu a morte para sempre porque a morte não é paréa para Ele.

Pedro trata sobre a sobre a ressurreição de Cristo como uma vitória definitiva, vejamos: “Ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (At 2.24). Algumas implicações importantes: 1. Cristo rompeu os grilhões da morte, isto é, quebrou as suas cordas (Gr. Lysas) (v.24a). 2. A vitória de Cristo sobre a morte implicava que a morte não podia detê-lo, não era paréa para Ele (V.24b). Ele é maior que a morte, por isso está VIVO!

II. Ele venceu a morte de uma vez por todas e trará os mortos á vida novamente.

Por causa da ressurreição de Cristo a nossa ressurreição futura está garantida: “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda” (I Co 15.23). O cristão não teme a morte, pois a ressurreição de Cristo garante que nossos corpos danificaddos pelos efeitos do tempo um dia será glorificado (Fp 3.20-21), a ressurreição de Cristo nos traz esperança até mesmo em face da morte, pois venceu a morte, também a venceremos e diremos: “Onde está ó morte, a tua vitória!” (I Co 15.55).

III. Ele venceu a morte de uma vez por todas para garantir nossa eterna salvação.

A vitória de Cristo sobre a morte garante a nossa salvação de forma segura para sempre, vejamos: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Aprendemos que: 1. Cristo venceu a morte para nos salvar totalmente (v.25a); 2. Cristo venceu a morte para nossa ponte ao céu (v.25b), 3. Cristo venceu a morte para ser nosso intercessor vivo, constante e e ficaz (v.25c). A ressurreição de Cristo garante que nossa salvação está segura para sempre!

2. ELE POR VENCER A MORTE TEM A PRIMAZIA. V.18b

Cristo por sua vitória sobre a morte é supremo sobre todas as coisas, conforme observamos: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (v.18). Vejamos o que a Escrutura fala sobre esta primzia de cristo sobre tudo.

I. Ele tem a primazia sobre tudo porque sempre existiu. Jo 1.15

A passagem imdica que Cristo é superior a tudo porque Ele sempre exsitiu, conforme nos ensina João Batista: “João testemunha a respeito dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia, porquanto já existia antes de mim” (Jo 1.15). A passagem aqui somente pode indicar a eternidade de Jesus, pois humanamente João veio antes de Jesus seis meses (), o texto está então indicando que Jesus é preexistente, isto é, existe antes de todas as coisas (Cl 1.17).

II. Cristo tem a primazia sobre tudo porque Ele está vivo para sempre.

O que indica a primazia de cristo sobre tudo seria visto através da sua ressurreição, comforme podemos observar: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (v.18). Cristo ao ressuscitar estava nos apresentando a sua supremacia sobre tudo que existe, até mesmo sobre a morte e o inferno (Ap 1.17-18). Quão grande é Jesus! Magnifico Ele é!

III. Cristo tem a primazia porque Ele é Deus pleno. v.19; Cl 2.9

tendo a primazia (supremacia) sobre todas as coisas, Jesus possui a plenitude, vejamos: “Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude” (v.19). Jesus tem em si toda a plenitude da divindade, pois Ele é Deus, observemos: “Porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Cl 2.9). Jesus tem toda a plenitude, assim sendo somente Ele pode satisfazer o vazio da nossa alma e nos conceder alegria, salvação e prazer espiritual. Como é bom conhecer a Jesus! Maravilhoso é sentir sua presença e plenitude!

3. ELE POR VENCER A MORTE NOS RECONCLIOU COM DEUS. VV.20-23

Jesus por causa da sua supremacia sobre a morte trouxe a nossa reconciliação com Deus de modo perfeito, vejamos algumas lições a este respeito.

I. A fonte da reconciliação é Deus. v.20

O texto lido nos ensina que Deus, e não o homem, é a fonte da reconciliação, vejamos: “E que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus (Cl 1.20). I. O homem estava separado de Deus precisando de reconcliação (v.20). II. O homem não tomou a iniciativa da reconcliaçao e sim Deus (v.20). III. O homem foi reconcliado com Deus tendo como base o sangue de Cristo (v.20).

II. O alcance da reconcliação é extensa. VV.20-21

A passagem bíblica nos indica que a obra da reconciliação é extensa, vejamos: “20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 21 E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas’ (Cl 1.20-21). 1. A reconciliação de Cristo tem poder para alcançar o mundo inteiro (V.20). 2. Alcança de modo eficaz oee pecadores perdidos alançados pelo evangelho (v.21). 3. Alcança os céus e a terra (v.20), reconciliando a humanidade com Deus (II Co 5.17-21), a criação (Rm 8.18-21), vencendo o poder do mal (Cl 2.15; Jd v.6).

III. O resultado da reconciliação é benéfico. VV.20,22

A reconciliação que Cristo nos trouxe por sua morte e ressurreição traz benefícios para aqueles que são alcançados, vejamos: “20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. 22 Agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl 1.20,22). Os benefícios que a reconciliação com Deus nos trouxe foram os seguintes: 1. Traz paz com Deus quanto os pecados do passado (v.20). 2. Traz a certeza de salvação agora no presente (v.22a). 3. Nos pferece esperança para o futuro (v.22b). Cristo ao nos reconcliar com Deus nos oferece certeza de salvação agora e no futuro. Você já tem certeza da sua salvação?

IV. A reconcliação é evidenciada na nossa vida. V.23

A reconciliação é algo que Deus realiza no coração, mas pode ser evidenciada através de uma vida prática, segundo podemos observar: “Se é que permaneceis na fé, alicerçados e firmes, não vos deixando afastar da esperança do evangelho que ouvistes e que foi pregado a toda criatura debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (Cl 1.23). Vejamos as evidências: I. Através de uma fé firme (v.23a). II. Tendo uma vida constante no evangelho (v.23b). III. Deve ser pregado para outros pelos reconciliados (v.23c).

APLICAÇÃO:

Cristo tem a supremacia sobre a morte. Pois Ele venceu a morte de uma vez por todas, por causa dessa vitória sobre a morte Ele tem a primazia sobre tudo e por causa da sua morte nos reconciliou com Deus. Cristo está vivo, assim sendo sua vida faz sentido e seu culto deve ser vivo e empolgante, divulgue este evangelho com alegria e fervor, pois O nosso Jesus está VIVO!!! Se você ainda não tem certeza de vida eterna, o Cristo que venceu a morte para todo o sempre te oferece salvação eterna ainda hoje, basta você crê e se entregar a Jesus recebendo-o como o seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos/Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

  

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.18-20 - PARTE 3 (A PRIMAZIA DE CRISTO NA IGREJA)

TEXTO: COLOSSENSES 1.18-20

ASSUNTO: JESUS, A PRIMAZIA SOBRE TODAS AS COISAS.

TEMA 3: JESUS TEM A PRIMAZIA SOBRE A IGREJA.

INTRODUÇÃO

Paulo vai nos informar sobre a primazia de Cristo sobre a salvação de pecadores, na criação do universo, e agora ele vai dizer que Cristo também é a primazia sobre a igreja, conforme observamos: “18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, 19 porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus. (vv.18-20). Sobre este assunto iremos observar algumas lições importantes que serão expostas a seguir.

1. JESUS É A CABEÇA DA IGREJA. V.18,19

O texto afirma que Jesus é o cabeça da igreja, conforme está registrado, segundo observamos:”Ele é a cabeça do corpo, da igreja” (v.18a). Ao afirmar que Cristo é o cabeça da igreja, Paulo usou a palavra grega “Kephalê” que indica origem, chefia e sustento, iremos observar algumas lições sobre o assunto a seguir.

I. Como cabeça Ele é a origem da igreja. V.18; At 4.11

A Igreja tem origem em Cristo que é o seu fundamento e a sua Pedra fundamental, segundo a passagem indica: “Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular” (At 4.11). Jesus como o cabeça da igreja é também seu fundador, assim sendo estamos diante de uma verdade que precisa ser falada, a igreja não teve origem em outra pessoa, senão em Cristo que é seu cabeça e supremo.

II. Como cabeça Cristo é chefe da igreja. Ef 5.24

A Escritura também vai nos informar que Jesus como cabeça é o chefe da igreja, pois, a igreja deve ser submissa a Ele, conforme observamos: “Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido” (Ef 5.24). A Escritura afirma que Jesus é o cabeça da igreja, esta deve ser sujeita a Ele, então, Cristo ser cabeça da igreja indica que Ele é quem tem o direito de mandar na igreja e esta deve lhe obedecer. A Igreja não tem dono ou fundamento humano, pois somente Jesus é.

III. Como cabeça Cristo sustenta a igreja. Ef 5.29-30

A Escritura também afirma que Jesus como cabeça é que supre as necessidades da igreja, segundo observamos: “29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; 30 porque somos membros do seu corpo” (Ef 5.29-30). O texto nos indica algumas verdades sobre o sustento de Cristo pela igreja: I. Sustento emocional - Ao invés de ódio, amor (v.29a). I. Sustento do alimento espiritual (v.29b) - Bíblia, oração e consagração. III. Sustento de cuidado (v.29c) - guia, guarda. IV. Sustento dos membros no corpo (v.30) - Ele incorpora pessoas no corpo e as mantém no corpo.

IV. Como cabeça, Cristo traz sua plenitude para igreja. V.19

Paulo descreve que Jesus possui toda a plenitude, seegundo está escrito: “Porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude (v.19). Tendo a plenitude, o Senhor está disposto para trazê-la para sua igreja, assim sendo Cristo como cabeça da igreja tem o prazer de encher sua igreja de modo pleno, nada pode preencher nosso ser até nos deixar plenos, somente Jesus Cristo.

2. CRISTO É A FONTE DE ONDE SE ORIGINA A IGREJA. V.18a

Paulo nos informa que Cristo é o principio da Igreja, segundo está registrado: “18 Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio [...] 20 e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (Cl 1.18a,20). Sobre esta origem da igreja, podemos examinar algumas lições.

I. A origem da igreja é o plano eterno em Cristo. I Pe 1.2

O texto bíblico nos traz a verdade de que a igreja já estava nos planos eternos de Deus, segundo podemos observar: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Pe 1.2). A igreja foi eleita por Deus antes da eternidade, esta eleição teve como causa o amor de Deus e não as qualificaçoes humanas (Dt 7.7,8), pela graça e não pelas obras (Rm 11.5-6). Desde toda a eternidade (Ef 1.4-5), Deus já escolheu os membros da igreja (I Co 12.27).

II. A origem da igreja tem como fundamento a obra de Cristo na história.

O texto lido da primeira carta de Pedro capítulo 1 e versículo 2 nos indica que a origem da Igreja tem como firme fundamento a obra de Cristo, segundo podemos observar: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Pe 1.2). A obra de Cristo fundamenta e sustenta a Igreja.

III. A origem da igreja tem como prosseguimento a obra do Espírito Santo.

A Igreja tem seu progresso na obra de santificação do Espírito Santo, segundo a Bíblia relata: “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas” (I Pe 1.2). A Escritura afirma que o Espírito Santo é quem aplica esta obra salvadora através da santificação. A base e fonte de onde vem tudo isso é Cristo!

3. CRISTO É O RESGATADOR DA IGREJA. V.20

Cristo tem a primazia sobre a Igreja porque é seu resgatador, o versículo a seguir nos indica esta verdade: “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (v.20). Sobre esta verdade observamos algumas lições importantes.

I. Cristo resgatou a Igreja pelo seu sangue. V.20

O apóstolo Paulo nos informa que Cristo ao derramar o seu sangue na cruz, consoante o texto nos indica: “e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus” (v.20). Algumas lições importantes: a) O resgate de Cristo na cruz nos traz a paz que precisamos (v,20a). b) O resgate de Cristo na cruz reconciliou o céu e a terra (v.20b). Não há resgate sem Cristo, somente Ele pode resgatar a humanidade e unir céu e terra.

II. Cristo resgatou a Igreja de maneira eterna. Hb 9.12

A Escritura vai nos informar que que o resgate que Cristo fez por nós é eterno, sobre isto podemos observar: “Não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção” (Hb 9.12). Este resgate se deu da seguinte: a) Não foi por sacrificios paliativos, mas pelo sangue de Cristo(v.9a). b) Já está plenamente realizado, pois Cristo entrou no Santo dos Santos, lugar último da presença de Deus (v.9b). c) Cristo já realizou a redenção de forma definitiva e eterna (v.9c).

III. Cristo resgatou a Igreja da maldição da Lei. Gl 3.13

Pela sua morte na cruz, Jesus resgatou a Igreja “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro )”. Cristo assumiu a nossa maldição, para que nós recebésemos as bênçãos espirituais da aliança, dentre estas a redenção eterna.

APLICAÇÃO:

Cristo tem a primazia sobre todas as coisas, inclusive sobre a igreja, aprendemos que Cristo é o cabeça da Igreja; a onte de onde origina a igreja e; resgatou a Igreja. A maior honra na igreja é de Cristo, pois somente Ele tem a primazia, devemos honrá-lo com uma vida de meditação nas Escrituras, oração, anunciando sua grandeza. Para fazer parte do povo de Deus, necessitas receber a Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador, receberás certeza de vida eterna, fazendo parte do povo sob o dominio de Cristo. Você quer?

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos/Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.15-17 - PARTE 2 (A PRIMAZIA DE CRISTO NA CRIAÇÃO)

TEXTO: COLOSSENSES 1.15-17

ASSUNTO: JESUS, A PRIMAZIA SOBRE TODAS AS COISAS.

TEMA 2: JESUS TEM A PRIMAZIA NA OBRA DA CRIAÇÃO.

INTRODUÇÃO

Além de informar que Jesus tinha a primazia sobre a salvação de pecadores, Paulo também vai revela que Ele a tinha igualmente sobre a criação, conforme observaremos: “15 Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 16 pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. 17 Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (Cl 1.15-17). Já vimos que Primazia (Gr. “Proteuon”, preferência, preeminência). Ele tem a preeminência sobre as coisas criadas, segundo veremos a seguir.

1. JESUS É A IMAGEM REAL DE DEUS. V.15a

I. Ele é a imagem de Deus. Cl 1.15

O apostólo Paulo vai apresentar Jesus como a imagem real do Deus que não podemos ver, conforme podemos observar: “Este é a imagem do Deus invisível” (v.15a). Para entender isso devemos voltar para o início, pois o primeiro Adão foi criado à imagem de Deus (Gn 1.27), , Cristo o segundo Adão restaura a imagem de Deus no homem (Ef 4.24), foi nosso representante para salvação (Rm 5.17), sendo a imagem de Deus trouxe a revelação real de Deus (Jo 1.18), Ele é superior a toda a criação, pois é a imagem real de Deus.

II. Ele é imagem que é a expressão exata do ser de Deus. Hb 1.3

A Escritura vai afirmar que Jesus é a expressão exata de Deus, vejamos: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3). Jesus é divino, pois é exatamente o ser o Deus (v.3), Ele é igual a Deus (Jo 5.18), Jesus é o Deus verdadeiro (Jo 1.1; I Jo 5.20).

III. Ele é a imagem que Deus coloca nos salvos. Rm 8.29

Todos os homens tiveram a imagem original de Deus manchada, os que recebem a Cristo esta imagem é restaurada neles, vejamos: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29). Algumas lições: 1. Os que receberam a Cristo foram por Deus conhecidos e escolhidos na eternidade (v.29a). 2. A imagem de Cristo é reautarada nos salvos (v.29b). 3. Eles se tornam filhos de Deus (v.29c).

2. JESUS OCUPA A MAIOR HONRA NA CRIAÇÃO. V.15b

I. Primogenito não significa que foi o primeiro ser criado, mas que recebeu a maior honra. V.15b

O termo primogênito nesta passagem não pode significar a primeira criatura, pois o contexto imediato indicaque Ele já existia antes da criação, conforme está escrito: Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (v.17). Já verificamos que primogenitura neste contexto significa maior honra sobre a criação.

II. Primogenito indica que Jesus tem a preferência sobre tudo e sobre todos.Hb 1.6

As Escrituras também nos indicam que o termo primogênito indica também sua honra sobre tudo, inclusive sobre os anjos, vejamos: “E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1.6). A Bíblia afirma que os os anjos adoraram (Gr. “Proskyneos”, prestar culto, servir, prostrar-se). Criaturas não podem ser adoradas, somente o criador (Rm 1.25), se Jesus é adorado Ele não é criatura, mas Deus criador (Hb 1.6).

III. Primogênito aponta para a obra da salvação, Nele nos tornamos filhos de Deus. Rm 8.29

O texto aponta Jesus como sendo a razão da nossa adoção como filhos de Deus, vejamos: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29). A Bíblia diz que Jesus é o Filho Unigênito de Deus (Jo 3.16), nós fomos adotados como filhos de Deus quando cremos em Jesus (Jo 1.12), Jesus nos quer como seus irmãos. Jesus tem a honra maior na salvação de pecadores, nos tornando seus irmãos.

3. JESUS É O AUTOR DA CRIAÇÃO. V.16

I. Jesus é a fonte de toda a criação. V.16a

A Escritura afirma que Jesus foi o criador, junto ao Pai (Jo 1.2), e com o Espírito Santo (Gn 1.2), aqui Paulo vai nos alertar esta verdade: “Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades [...]” (.16a). Jesus é a origem da criação, tudo que existe teve origem Nele, pois Ele é a causa primária de todas as coisas. Nada existe sem que Ele decreta ou permita. Ele deu origem à vida visível e invisível. Jesus é a fonte da criação!!!

II. Jesus é o agente de toda a criação. V.16b

Além de Paulo informar que Jesus é a fonte, também diz que ele é o agente de toda a criação, conforme o texto continua indicando: “[...] Tudo foi criado por meio dele [...]” (v.16b). A origem da criação não foi uma evolução de bilhões de anos, mas as mãos poderosas de Jesus. Ele é quem executou a criação. Ele não é criatura, mas criador!

III. Jesus e sua glória é o alvo de toda a criação. V.16c

O texto continua dizendo que a criação além de ter origem em Jesus, execução por Ele, também tem como alvo a sua glória, vejamos: ” [...] Tudo foi criado por meio dele e para ele” (v.16c). O fim último de tudo que existe é que Ele seja glorificado, conforme Paulo afirma noutra passagem: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.36). Toda a criação visa glorificar ao Senhor! Você tem glorificado a Ele com a sua vida!

4. JESUS É SUPREMO SOBRE A CRIAÇÃO. V.17

I. Ele preexiste a criação. V.17a

O texto anuncia a verdade bendita de que Jesus é eterno, pois Ele já existia antes de todas as coisas, vejamos: “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste” (v.17). Ele não teve sua origem no nascimento, pois já existia antes de Abraão (Jo 8.58), e antes de toda criação (Cl 1.17), tinha uma glória com o Pai antes que houvesse mundo (Jo 17.5). Jesus é eterno, pois é um com o Pai (Jo 10.30). Ele sempre existiu e sempre existirá (Hb 13.8), pois nunca teve principio de dias e nem terá fim de existência (Hb 7.3)

II. Ele é maior do que toda a criação. V.17b

Sendo antes de toda a criação, Ele também é maior do que toda criação, pois como Criador, Ele existe antes da criação, assim sendo Ele é supremo sobre toda a criação, ou seja, é transcendente, maior e distinto da criação. Jesus está acima de tudo que existe, devido a isto o nome Dele está acima de todo nome (Fp 2.9), sendo maior de tudo quanto existe.

III. Jesus sustenta toda a criação. V.17

A Escritura afirma que além Dele existir antes da criação, sendo maior que toda ela, também a sustenta, conforme o texto diz: ”Nele, tudo subsiste” (v.17)., faz isto da seguinte forma: 1. Sustenta pela palavra do seu poder: “[...] sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder [...]” (Hb 1.3b). 2. Sustenta para que ela se mova e exista: “Pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos [...]” (At 17.28a). 3. Sustenta para que seja manifesta a sua glória: “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Ap 5.13).

APLICAÇÃO:

Jesus tem a primazia sobre toda a criação, pois é a imagem real do Deus criador, possui a maior honra (primogenitura) sobre toda a obra criada, é autor e supremo sobre toda a criação. Ele sempre existiu antes da ccriação. Este Senhor que tem a primazia sobre a criação, deve ser louvado e obedecido por todos nós, além disso pode fazer de você uma nova criação para a salvação, como diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17). Desejas ser nova criatura para salvação? renda-se a Cristo hoje!

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos/Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.13-14 - PARTE 1 (A PRIMAZIA DE CRISTO NA REDENÇÃO)

TEXTO: COLOSSENSES 1.13-14

ASSUNTO: JESUS, A PRIMAZIA SOBRE TODAS AS COISAS.

TEMA 1: JESUS TEVE A PRIMAZIA NA OBRA DA REDENÇÃO

INTRODUÇÃO:

Jesus tem a primazia (Gr. “Proteuon”, preferência, preeminência), sobre todas as coisas, inclusive sobre a redenção dos pecadores, vejamos: “13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (vv.13-14). Jesus pagou o preço para a redenção através do seu sacrificio eficaz feito de uma vez por todas (Hb 10.10), esta obra da salvação que Jesus realizou em nosso lugar nos faz refletir em algumas verdades a partir desses versículos, vejamos a seguir.

1. ELE TROUXE A LIBERTAÇÃO DO IMPERIO DAS TREVAS. V.13

O texto começa falando da libertação que Jesus nos oferece através da sua obra na cruz em nosso lugar, conforme observamos isso no trecho: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (v.13). O termo libertar (Gr. “Eleutheros”, livrar um preso, abrir uma algema, tirar uma cadeia), Império (Gr. “Euxosia”) é um domínio que sobrepuja as pessoas. Jesus traz libertação espiritual sobre as pessoas e sobre esta ação divina podemos aprender algumas lições.

I. O império do mal é uma realidade nua e crua. II Tm 2.25-26

A Escritura afirma que o reino das trevas é real e traz males sobre as pessoas, vejamos: “25 Disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, 26 mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade” (II Tm 2.25-26). Este império traz alguns malefícios, descritos a seguir: 1. Leva as pessoas a se opor ao evangelho (v.25a). 2. Leva as pessoas a não conhecerem a verdade (v.25b). 3. Leva as pessoas à insensatez (v.26a). 4. Leva as pessoas cair cair em laços escravizadores (v.26b). O império das trevas é uma realidade, não brinque com isto!

II. O homem é impotente em si mesmo para se ver livre deste imperio. II Co 4.4

O império das trevas traz uma impotência para que os homens permaneçam longe de Deus, conforme o texto informa: “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (II Co 4.4). A ação do império das trevas leva o homem sem Cristo à uma impotência quanto as questões espirituais, vejamos: 1) Ele recebe uma cegueira no coração (v.4a). 2) Ele fica incapacitado de entender o evangelho (v.4b). 3) Ele fica impedido de ir à Cristo (v.4c). A ação do mal impede o homem de buscar a deus, tornando-o incapaz de ir a Cristo ou se preparar para isto, somente uma ação de Cristo pode libertar este, assunto visto a seguir.

III. O Senhor é quem nos arranca deste imperio de uma vez por todas. Lc 4.18

Jesus veio a este mundo para desfazer as obras do Diabo (I Jo 3.8), quando Ele discursou na Sinagoga em nazaré, falou esta verdade, vejamos: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lc 4.18). Algumas verdades que precisamos enfatizar sobre esta libertação: 1. Ela vem pela obra do Espírito Santo (v.18a). 2. Ela vem pela evangelização e pregação do evangelho (v.18b). 3. Ela liberta a pessoa: Tirando as algemas espirituais (v.18c), retira a cegueira espiritual (v.18d), arranca toda a opressão (v.18e). Você deseja ser liberto? Renda-se a Cristo, Ele tem verdadeira libertação!

2. ELE NOS TRANSPORTOU DAS TREVAS PARA O REINO DE CRISTO. V.13

O texto vai nos informar que Jesus nos transportou das trevas para o reino do seu Filho amado, conforme o texto nos orienta: “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (v.13). O termo transportar (Gr. “Metestesên”, arrancar pela raiz). Jesus um dia nos tomou, como se fossemos uma arvore e nos tirou pela raiz do reino das trevas e plantou no seu reino, sobre isso veremos algumas verdades.

I. Passamos da morte para a vida em Cristo. Jo 5.24

Jesus falando afirmou que aquele que crê recebe uma recompensa eterna, saindo de um estado de cadáver espiritual para uma nova vida em Cristo, vejamos: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). Jesus afirma que a conversão é uma passagem de um estado de morte (Gr. Thanatos, separação de Deus), para a vida (Gr. “Zoe”, vida espiritual, eterna, salvação). Os homens sem Cristo estão mortos em pecados (sepoarados de Deus), quando conhecem a Cristo, recebem a vida eterna (salvação).

II. Passamos das trevas para a luz de Cristo. I Pe 2.9

O apóstolo Pedro afirma que quando conhecemos a Cristo nós somos retirados das trevas para luz, segundo está escrito: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pe 2.9). Sair das trevas para a luz é ser liberto do pecado, pois trevas indica pecado (Jo 8.12), luz indica santidade (Fp 2.15). Cristo nos arrancou de uma vez por todas das trevas para a luz!

III. Passamos da condenação para salvação de Cristo. Rm 8.1

Paulo trata sobre um salvo como alguém que saiu de um estado de condenação para salvação, sendo livre da eterna condenação, vejamos: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). O termo condenação vem do grego “Katakrima” e indica sentença condenatória de um juiz, isto é, aqueles que creem em Jesus se livram da sentença condenatória do justo juiz de toda a terra, os que creram em Jesus foram transportados da eterna condenação para eterna salvação (Jo 3.18). Creia!!!

3. ELE TROUXE O PERDÃO COMPLETO DOS NOSSOS PECADOS. V.14

Jesus trouxe o perdão pleno para o seu povo, conforme está registrado: “No qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (v.14). Cristo oferece o perdão para todos os que, quebrantados, se voltem para Ele, o perdão dos nossos pecados não está em práticas religiosas como penitências, indulgências ou amuletos sagrados, pelo contrário, não há perdão fora de Cristo, somente seu sangue nos purifica de todo pecado (I Jo 1.7), sobre este perdão podemos observar algumas lições expostas a seguir.

I. Jesus fez a redenção, isto é, pagou a divida do nosso pecado. V.14a.

O termo redenção (Gr. “Apolytrosên”, saldar dívida de um escravo), para entender isso precisamos entender algumas questões: 1. O preço do pecado era impagável para o ser humano: (Sl 49.7-8). 2. Cristo pagou a divida do nosso pecado definitivamente (Cl 2.15). 3. Cristo ao pagar a divida do nosso pecado, nos redimiu da escravidão do pecado (Cl 1.1.14). Cristo pagou a divida da nossa redenção, definitivamente! Aleluia!!!

II. Jesus fez a remissão, ou seja, nos perdoou a dívida. .14b

Paulo também usa outra palavra para se referir ao perdão que Cristo oferece, o termo usado é “remissão” (Gr. “Afesina”, Perdão, liberação de culpa). Ele não apenas nos comprou da esravidão do pecado, mas nos liberou da dívida. A Escritura afirma que Ele nos justificou (Gr. “Dikaiothentes”, absolvido). Ele realizou uma obra de perdão completa.

III. Jesus já fez tudo para remissão, mas precisamos arrepender e converter para receber. At 3.19

Jesus já fez a redenção, isto é, pagou a dívida do nosso pecado, também nos remiu, ou seja, nos liberou da culpa do pecado, porém para tomarmos posse desta benção maravilhosa do perdão precisamos passar pelo arrependimento e conversão, vejamos: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19). Arrepedndimento é o reconhecimento do erro, conversão é você voltar para Deus.

APLICAÇÃO: Nós observamos nesta mensagem que Jesus tem a primazia sobre todas as coisas, inclusive sobre a nossa salvação. Sobre este assunto observamos que: Jesus nos trouxe libertação do império das trevas; transportou-me das trevas para luz e; nos concedeu completo perdão de pecados. Se já temos certeza de vida eterna devemos viver em santidade e evangelizar pessoas. Para receber a salvação de modo certo seguro e eterna é preciso se arrepender dos seus pecados e experimentar uma verdadeira conversão, recebendo Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Faça isso agora! 

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos/Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008.

 AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.9-12

TEXTO: COLOSSENSES 1.9-12

INTRODUÇÃO

O escritor E. M. Bounds no livro poder através da oração diz que a pregação da letra mata, mas a pregação banhada pelo Espírito através da oração traz vida e poder de Deus. Paulo trata nesta seção sobre o poder obtido através da oração, iremos buscar meditarmos neste texto tendo como base o temaa abaixo.

TEMA: VIDA DE ORAÇÃO, VIDA DE PODER!!!

1. O CONTEÚDO DA ORAÇÃO É CONHECER O PODER. V.9

a) O cristão precisa connhecer a vontade de Deus pela oração. V.9

Para nós conhecermos a vontade de Deus, devemos ler as Escrituras, mas também vivermos em oração, isto está indicado na passagem aqui referida: “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (v.9). Para conhecermos a vontade de Deus devemos orar, muitos crentes não conhecem a vontade de Deus, fazem a vontade da carne porque não vivem uma vida de oração.

b) O cristão precisa conhecer a plenitude de Deus pela oração. V.9

Deus não quer apenas que o conheçamos, mas que este conhecimento inunde nossa vida de modo que toda nossa vida esteja recheada da sua vontade, vejamos: “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (v.9). Paulo para tatar sobre o assunto usa duas palavras “Transbordar” (Gr. “Plerothetes”, ser totalmente preenchido) e Pleno (Gr. “Pleros”, cheio, preenchido), estas duas palavras indicam que toda a vida de um homem ou mulher de oração é totalmente cheia da vontade de Deus.

c) O cristão precisa conhecer o discernimento espiritual pela oração. V.9

As Escrituras nos ensina que uma vida de oração nos leva a ter discernimento espiritual, segundo veremos no texto: “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (v.9). Aprendemos aqui algumas lições sobre o discernimento espiritual alcançado pela vida de oração: I. O discernimento espiritual se recebe por uma vida constante de oração (v.9). I. O discernimento espiritual se recebe pela sabedoria dada por Deus (v.9). II. O disccernimento espiritual se recebe quando recebemos entendimento espiritual (v.9). Ore e receba discernimento espiritual dado por Deus.

2. O PROPOSITO DA ORAÇÃO É BUSCAR O PODER. VV.10-11

a) A oração visa adquirirmos poder para viver para Deus. V.10

A passagem nos indica que o poder de Deus que vem sob nós quando oramos nos leva à uma vida próxima do Senhor, vejamos: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (v.10). Viver de modo digno do Senhor é viver como aalguém que foi salvo por Ele, é querer sempre fazer a vontade Dele. Viver para o inteiro agrado do Senhor é viver em Cristo, pois todo prazer do Pai está em Jesus (Mt 3.16-17). Viva para Ele, agrade-o!

b) A oração visa poder para produzirmos boas obras. V.10

Além de afirmar que devemos viver para Deus, Paulo também diz que devemos viver uma vida de de boas obras: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (v.10). A salvação não é pelas boas obras (Ef 2.9), mas é para as boas obras (Ef 2.10), mas estas obras é Deus que produz nos salvos (Is 26.12). Aqueles que dizem que a salvação é por merecimento estão erraddos, mas os que defendem que os salvos podem viver na pratica do pecado também estão errados, pois os que pertencem a Cristo se apartam da iniquidade (II Tm 2.19).

c) A oração visa poder para crescermos no conhecimento de Deus. V.10

A oração ajuda-nos a ter uma vida de crescimento no conhecimento pessoal com Deus, observemos: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (v.10). O conhecimento de Deus aqui descrito não é saber sobre Deus, ter informações a respeito do Senhor, mas ter intimidade com Ele. Conhecer a Deus é ter confiança Nele, tendo a convicção que ele está no controle . Um vôo deu turbulência e uma menino disse tranquilo: “Não se preocupem, tudo ficará bem, eu conheço o piloto, ele é meu pai”. O piloto da história é Deus, conheça e confie!

d) A oração visa poder para sermos fortalecidos espiritualmente. V.11

Ainda podemos aprender que a oração nos traz fortaleza espiritual, conforme o texto nos aponta: “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria” (v.11). O Senhor é a nossa força, Ele nos orienta a nos fortalecermos Nele e na força do seu poder para vencermos todas as ciladas preparadas pelo maligno. Se você está sem forças, ore que forças virão do céu em seu favor. Não desista, não pare, ore, espere em Deus, fortaleça seu coração em oração. DELE VEM A RESPOSTA!!! ALELUIA!!!

3. O RESULTADO DA ORAÇÃO É VIVER O PODER. VV.11-12

a) Quando vivermos o poder recebemos forças para perseverarmos nas horas dificéis. V.11

A passagem bíblica indica que a oração nos fortalece para perseverarmos nas lutas, vejamos: “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria” (v.11). A palavra perseverança (Gr. “Hupomonên”, resistência, constância, insistir), isto é, uma vida de oração nos traz o poder para não desistirmos. Quando deixamos de orar, vmos nos deixando levar pelo pecado, quanto mais oramos, uma força vem de Deus e resistimos contra o mundo, carne e diabo.

b) Quando vivermos o poder conseguimos tratar de modo cristão pessoas complicadas. V.11

o poder obtido na oração nos leva para uma vida de paciencia mesmo quaando vivenciamos situações adversas, vejamos: “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade com alegria” (v.11). A palavra longanimidade (Gr. “Makrothumia”, paciencia com pessoas complicadas) nos indica que nossa impaciência é gerada pela falta de oração. Quanto menos você ora, mesmo peciente você fica! Ore mais ee receba paciência para ajudar complicadas a se descomplicar.

c) Quando vivemos o poder passamos a ter alegria ultracircunstancial no Senhor. V.11

Paulo era um homem de profunda oração, quaando se converteu a Cristo passou três dias em oação e jejum (At 9.9,11), uma alegria indizivel invadiu seu coração, a ponto de estar preso, mas escrever uma carta aos filipenses de 4 capítulos falando 16 vezes sobre alegria. Esta esta carta aos Colossenses também esccrita da prisão, Paulo atesta que o poder de Deus recebido em oração traz alegria, vejamos: “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria” (v.11). Quando temos vida de oração, o poder de Cristo inunda nosso coração e nos enche de alegria!!!

d) Quando vivemos o poder olhamos mais para o céu do que para terra. V.12

“Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.: I. Devemos ser gratos a Deus pela existência do céu: “Dando graças ao Pai [...]” (v.12a). II. Devemos entender que Deus é quem nos prepara para a herança no céu “Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança [...] (v.12b). III. Precisamos olhar, não para o que o mundo oferece, mas para a herança no céu: “Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos [...]” (V.12c). IV. Precisamos observar que somente os que abandonam o pecado para viver em santidade é que irão morar no céu: “Dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz” (v.12d).

CONCLUSÃO

Vimos nesta mensagem que vida de oração é vida de poder, observamos que: O CONTEÚDO DA ORAÇÃO É CONHECER O PODER: Para Conhecer a vontade, plenitude de Deus, bem como receeber discernimento espiritual. O PROPOSITO DA ORAÇÃO É BUSCAR O PODER: Para viver para Deus, produzir boas obras, crescermos no conhecimento de Deus e recebermos poder espiritual. O RESULTADO DA ORAÇÃO É VIVER O PODER: Para perseverar nas horas dificeis, paciencia para lidar com pessoas difíceis, ter alegria indizível e olhar mais para terra do que para o céu. APLICAÇÃO: Precisamos orar mais para vivermos uma vida de poder, não apenas teoricamente, mas de modo pratico. Se você orar, força vem do céu para você, as situações mais complicadas serão vencidas pela oração. Se você entrou aqui e não tem certeza de vida eterna, faça uma oração sincera entregando-se a Ele e serás aceito. Você quer?

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008. 

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM COLOSSENSES 1.3-8

TEXTO: COLOSSENSES 1.3-8

INTRODUÇÃO

Paulo escreveu esta carta para combater um falso evangelho, que era uma mistura de gnosticismo com judaísmo, pois eles exigiam obediência as leis cerimoniais para ser salvo e ao mesmo tempo cultuavam anjos, baseando-se em visões (Cl 2.18), Paulo então combate o judaísmo apresentando todas as leis mosaicas como sombras de Cristo (Cl 2.16-17), bem como apresenta Jesus como superior a todos. Sobre o evangelho de Cristo pregado por Paulo extraíremos algumas lições baseados no tema abaixo.

TEMA: O EVANGELHO DE NOSSO SENHOR CRISTO.

1. O EVANGELHO REQUER VIDA DE ORAÇÃO. V.3

a) A nossa oração deve vir acompanhada sempre de gratidão. V.3

Paulo tratando sobre oração nos informa que quando orarmos não devemos apenas pedir, mas agradecer ao Senhor, conforme está escrito: “Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós” (v.3). A gratidão deve estar presente na vida do cristão, pois muitos de nós temos uma lista de pedidos enorme, mas quando recebemos os pedidos que fizemos, sequer lembramos de agradecer, sejamos gratos!

b) A nossa oração deve ser feita a Deus Pai na autoridade do nome de Jesus. V.3

Além de falar sobre sobre a gratidão que devemos ter ao buscarmos a Deus em oração, também vemos Paulo falando a quem devemos orar (Deus Pai), e a autoridade da oração (o nome de Jesus), vejamos: “Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós” (v.3). A oração não deve ser feita aos santos, anjos ou qualquer outro ser, mas somente a Deus, a autoridade por meio da qual nossa oração é respondida é Jesus , Ele é mediador (I Tm 2.5), intercesssor (Rm 8.34), meio de buscar (Jo 14.6).

c) A nossa oração deve ser feita também pelos outros e não apenas por nós mesmos. V.3

A oração além de ser feita com gratidão, a Deus e na autoridade de Jesus, deve ser feita sem egoísmo, isto é, ao levantarmos nossa voz a Deus em oração, devemos orar também pelos outros e não apenas pensando no nosso próprio umbigo, vejamos: “Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vós” (v.3). Quando formos orar precisamos colocar as necessidades alheias nas orações.

2. O EVANGELHO EXIGE FÉ DE PARTE DO CRISTÃO. V.4

a) A fé do cristão deve ser evidenciada por outras pessoas. V.4a

As Escrituras afirmam que a fé daqueles irmãos era tão real que as pessoas davam notícias dela, vejamos: “Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos” (v.4). A sua fé deve ser tão real que as pessoas ao se aproximar de ti, compartilhem da grandeza de Deus através da sua fé. Sua fé pode apresentar Cristo às pessoas de modo evidente e poderoso!

b) A fé do cristão precisa ser depositada em Jesus. V.4b

A fé do cristão não deve ser depositada nos santos, anjos ou qualquer outro ser, mas somente na pessoa bendita de Jesus, segundo está registrado: “Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos” (v.4). A fé do cristão somente é válida se for depositada em Jesus, pois Ele é o autor e consumador da nossa fé (Hb 12.2), assim sendo, não faz sentido depositar sua fé em outras pessoas, mas somente Nele!

c) A fé do cristão deve ser demonstrada através do amor. V.4b

A fé cristã somente será levada a sério pelas pessoas se ela for demonstrada através de uma vida de amor aos nossos irmãos, vejamos: “Desde que ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos” (v.4). Muitos cristãos dizem ter fé, mas falta amor pelas pessoas, A Palavra de Deus afirma que aquele que não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê (I Jo 4.20). Fé se expressa com amor a Deus e ao próximo!

3. O EVANGELHO TRAZ ESPERANÇA ESCATOLÓGICA PARA O CRISTÃO. V.5

a) A esperança do cristão não é ilusória, mas real. I Tm 1.1

A Escritura afirma que Cristo é a nossa única esperança, conforme está escrito: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança” (I Tm 1.1). A única esperança para o cristão é Cristo, esta esperança é real, pois Cristo está vivo, sendo real em nosso viver, então precisamos depositar somente Nele nossa esperança.

b) A esperança do cristão não está na terra, mas no céu. V.5a

A esperança do cristão não se encontra nesta terra, mas no céu, conforme o texto nos indica: “Por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” (v.5a). A esperança (Gr. “Elpida, espera confiante) do cristão não está depositada nos governantes terrenos, forcas humanas, mas no Senhor Jesus e o alvo da esperança cristã é o céu, isto é, não devemos nos embaracar com as coisas daqui, mas aguardar o céu! A palavra preservada (Gr. Apokeimenên, guardada segura).

c) A esperança do cristão veio por causa da pregação fiel da Escritura. V.5b

A pregação do evangelho deve trazer esperança para o ser humano, conforme podemos examinar na passagem: “Por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho” (v.5b). A Escritura sendo pregada na sua fidelidade gera fé, pois a fé vem pelo ouvir a pregação da Palavra (Rm 10.17). é preciso informar que existe salvação para quem crê em Jesus e condenação para os que rejeitam Jesus (Jo 3.18). Devemos pregar a verdade bendita do evangelho, mesmo que desagrade alguns!

4. O EVANGELHO PRECISA SER CONHECIDO PELO MUNDO. V.6-8

a) A pregação do evangelho deve ser feita por honens que entenderam a graça. V.6

Homens que reconheceram que nada podiam fazer pela sua salvação, mas a receberam de graça, pregaram: “Que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo, tal acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes e entendestes a graça de Deus na verdade” (v.6). Algumas lições importantes: I. Antes de pregar para outros o evangelho precisa ter chegado em mim (v.6a). II. O evangelho vai se espalhar por todo o mundo por meio dos convertidos (v.6b). III. O evangelho vai ao coração do pecador que faz entender que tudo foi pela graça (v.6c). Você já entendeu a graça? Pregue!

b) A pregação do evangelho deve ser feita por homens que são fíéis. V.7

Paulo cita um irmão chamado Epafras, seu cooperador que era um pregador do evangelho, vejamos: “Segundo fostes instruídos por Epafras, nosso amado conservo e, quanto a vós outros, fiel ministro de Cristo” (v.7). Aqui aprendemos sobre a pregação do fiel Epafras: I. Ela instruía os homens na Palavra. Instruir (Gr. Emathete”, Discipular). (v.7a). II. Estava sob a supervisao de um tutor, pois é um conservo (Gr. Syndoulos, Servo de servo). III. Era ministro de Cristo, pregava somente o que Cristo ordenara. Ministro (Gr. Diakonos, serviçal). Sejamos pregadores fieis do evangelho.

c) A pregação do evangelho deve ser feita por homens para gerar amor nos que crêem. V.8

A Escritura nos afirma que toda a vida cristã se resume no amor (v.8). Sobre este amor veremos algumas lições: I. O amor deve ser demonstrado a Deus sobre tudo: Respondeu-lhe Jesus: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37). II. O amor deve ser também dado ao próximo como a si mesmo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39). III. O amor somente pode ser gerado pelo Espírito Santo: “O qual também nos relatou do vosso amor no Espírito” (v.8; Rm 5.5).

CONCLUSÃO

Esta mensagem trouxe algumas verdades sobre o evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo, observamos que: O evangelho requer vida de oração, exige fé do homem, traz esperança escatológica para o cristão e precisa ser conhecido pelo mundo. Aplicação: É impossivel um cristão viver sem uma vida de oração, se você não ora, precisa rever a sua fé. O evangelho traz a exigência da fé sendo assim. ninguém será salvo sem depositar sua fé em Cristo. Há uma esperança segura para o homem que deposita sua fé em Cristo, você já fez isso? Precisamos fazer que o evangelho seja conhecido pelo mundo pela pregação fiel da Escritura. Você precisa receber a Jesus depositando Nele sua fé para ter certeza de vida eterna, quer fazer isso agora?

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008. 

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BAASEADO EM COLOSSENSES 1.1-2

TEXTO: COLOSSENSES 1.1-2

INTRODUÇÃO

O chamado é uma convocação para uma missão, quando o exército chama soldados, eles largam tudo para cumprir sua missão. Paulo escreveu esta carta no ano 60 d. C. para defender a supremacia de Cristo, combater os falsos ensinos e convocar os cristãos para viver na dependencia do Senhor. Ele chama seu povo para realizar a sua missão. Nós iremos tratar sobre este chamado tendo como base o tema exposto a seguir.

TEMA: DEUS TEM UM CHAMADO PARA O SEU POVO

1. O AGENTE DO CHAMADO DE DEUS: HOMENS. V.1

Deus sempre chamou homens ao longo da história, Paulo foi um destes homens que o Senhor chamou da iniquidade para o perdão pela graça, Todo cristão é chamado para frutificar dentro de uma missão, sobre este chamado algumas lições

a) Paulo foi enviado para uma missão apostólica. V.1a

O texto vai informar que Deus fez um chamado para Paulo com uma missão, vejamos: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus [...]” (v.1a). A palavra apóstolo vem do grego “Apostolew” e significa ser enviado para divulgar Cristo Onde Ele ainda não fora conhecido. Não existem apóstolos como ofício da igreja hoje, pois para ser apóstolo precisava ter andado com Jesus literalmente e ser testemunha ocular da ressurreição de Jesus (At 1.15-26). Porém, existe a missão apostólica para toda a igreja anunciar Jesus para que Ele seja conhecido.

b) Paulo foi chamado pelo próprio Deus. V.1b

O texto continua nos informando que o chamado de Paulo aconteceu porque o próprio Deus interviu, observemos: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus [...]” (v.1b). O chamado de Paulo não foi humano em nenhum aspecto, pois o próprio Deus revelou seu Filho ao seu coração (Gl 1.15-16), quando Paulo foi alcançado por Cristo, não foi desobediente ao chamado (At 26.19), Deus interveio e o chamou de modo soberano para salvação e proclamação do evangelho. Todo salvo é chamado para pregar! E aí vai encarar?

c) Paulo foi chamado para trabalhar em equipe. V.1c

Paulo foi chamado e enviado por Deus para levar Cristo para os homens que ainda não o conheciam, tudo isso aconteceu pela vontade de Deus, bem como aprende desde cedo que a vida cristã não é isolada, conforme examinamos: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo” (v.1c). Paulo reconhece que a obra deve ser feita em parceria, pastores precisam de ajuda, crentes precisam de ajuda. Paulo precisou de Timóteo, bem como de outros cooperadores. E você vai ajudar ou apenas assistir?

2. O DESTINO DO CHAMADO: À IGREJA. V.2a

O chamado de Deus para divulgar o evangelho não era apenas pregar e deixar as pessoas entregues às baratas, mas agregar elas em uma comunidade cristã chamada igreja, pois da mesma forma que o pastor não consegue fazer a obra sozinho, o cristão não consegue viver isolado do povo da aliança. Vejamos algumas características que a igreja deve ter.

a) A igreja deve ser conhecida por sua santidade. V.2a

A igreja precisa incentivar os seus membros para que vivam em santidade, segundo a passagem indica: “Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos [...]” (v.2a). A palavra santo vem do grego Hágion e significa separado e transformado para o uso de Deus. Santo não significa impecável, mas alguém que luta contra o pecado e quando peca se entristece pelo pecado, arrepende-se e retorna ás primeiras obras. Como está sua santidade nas vestes, fala, relacionamentos, motivações? Vigiem santos!!!

b) A igreja deve ser conhecida por sua fidelidade. V.2a

Além de tratar sobre a santidade da igreja, Paulo também trata sobre sua fidelidade, consoante o texto nos informa: “Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos [...]”. O termo fiéis deriva do grego “Pistóis” e significa “correto com a fé”, isto é, precisamos não apenas crer na verdade das Escrituras, mas viver à verdade da Palavra de Deus. Devemos viver Cristo de tal forma que as pessoas possam vê-lo em nós!

c) A igreja deve ser conhecida por sua irmandade. V.2a

Os integrantes da comunidade cristã devem viver o evangelho de tal forma que se pareçam uma família, pois são chamados irmãos segundo o texto da Escritura nos apresenta: “Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos [...]”. A palavra irmão é oriunda do grego “adelfos” e tem um sentido de irmão de sangue, isto é, a igreja é uma familia. Quando você fica fomentando contendas nos bastidores contra a igreja, contra o pastor, falando mal da sua igreja para pessoas de fora, você demonstra que não está agindo como crente e precisa se consertar urgentemente!

d) A igreja deve ser conhecida por sua acessibilidade. V.2a

A igreja precisa ser acessível, isto é, chegar às cidades onde estão as pessoas, consoante o texto sagrado infirma: “Aos santos e fiéis irmãos em Cristo que se encontram em Colossos [...]”. A igreja precisa chegar às cidades, nações, tribos, línguas não alcançadas, devido a isto, precisamos concentrar esforços para chegar onde Cristo ainda não foi anunciado. Há muitos lugares que ainda não foram alcançados. A IPB investe mais de 54% da arrecadação em missões e evangelização, quando você não contribui com seu dízimo e oferta está dificultando a igreja chegar mais longe e levar o acesso ao evangelho aos que ainda não conhecem a Cristo!

3. O RESULTADO DO CHAMADO: PREGAÇÃO FIEL DO EVANGELHO. V.2bc

O resultado do chamado de Deus na vida do homem é que este, além de salvo, vai pregar o evangelho que está exposto nas Escrituras, Ele não vai falar daquilo que pensa, mas da Escritura, sobre o evangelho que deve ser pregado pela igreja, veremos algumas lições expostas a seguir.

a) O evangelho exalta a graça de Deus. V.2b

Observemos que na saudação de Paulo, ele utiliza primeiramente a Graça e depois a paz, pois o evangelho exalta a salvação pela graça, vejamos: “[...] graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai”. Tudo que acontece na vida do cristão desde a salvação (Ef 2.8), santificação (Hb 10.14) e até a perseverança (Jd v.1,24) é um fruto da graça de Deus. Se nós dependéssemos pelo menos um segundo de nós mesmos estaríamos perdidos, mas dependemos da graça e misericórdia de Deus (Rm 9.16).

b) O evangelho resulta na verdadeira paz. V.2b

O verdadeiro evangelho traz a verdadeira paz para a vida de quem é alcançado por ele, “[...] graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai”. A palavra paz é derivada do grego “Eirene” e significa satisfação plena, bem-estar total, ainda conciliação entre partes em desarmonia. O evangelho nos trouxe a paz, pois satisfez totalmente nosso coração com a presença de Cristo e também nos reconciliou com Deus quando éramos seus inimigos. Que benção é ter a paz do evangelho de Cristo!

c) O verdadeiro evangelho centraliza Deus. V.2c

O evangelho centraliza Deus como o centro, não os prazeres e caprichos humanos, devido a isto podemos observar o que Paulo disse: “[...] graça e paz a vós outros, da parte de Deus, nosso Pai”. A salvação teve início em Deus, pois Ele já planejou ela antes dos tempos eternos (I Pe 1.20), também executou na história por meio da obra do seu Filho na cruz derramando seu sangue na Cruz (I Pe 1.2), e Ele aplica esta salvação através do Espírito Santo que nos santifica (II Ts 2.13). As orações, músicas, pregações, leituras no culto devem centralizar Deus. Quando uma igreja precisa ter dia profético, dia de libertação, dia do Espírito Santo, dia da prosperidade, é porque falta evangelho! O evangelho centraliza Deus e não o homem!!!

CONCLUSÃO:

Vimos nesta mensagem que Deus chama homens para seu serviço, os homens chamados devem edificar a igreja e também pregar fielmente o evangelho. A nossa maior missão é servir a Deus seja no culto (independente se eu estiver na liturgia ou nao) bem como na evangelização de pessoas. Servindo ao Senhor no chamado, precisamos pregar o evangelho conforme apontam as Escrituras. Você tem servido ao Senhor neste chamado? Algo que precisamos ainda informar é que o primeiro chamado que Deus tem para nós é para salvação, assim sendo você e eu precisamos ter certeza da nossa salvação. Você já tem? Se sua resposta é positiva, então adore a Deus e evangelize. Porém, se sua resposta for negativa ainda hoje se renda a Cristo!

REFERÊNCIAS

Barclay, William. Filipenses, Colosenses, I e II Tesalonicenses. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1973.

Bíblia de Estudos de Genebra. Textos e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

Hendriksen , William. Colosenses e Filemon. Grand Rapids, 1982.

LOPES, Hernandes Dias. Colossenses: A Suprema Grandeza de Cristo, o cabeça da igreja. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2008. 

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva