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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM I CORÍNTIOS 2.6-10

TEXTO: I CORÍNTIOS 2.6-10

INTRODUÇÃO

Estamos trazendo uma série sobre a centralidade do Evangelho, vimos na primeira parte que o Evangelho centraliza Cristo e a sua obra (vv.1-5), a partir desse instante veremos a segunda parte dessa mensagem que trata da centralidade do plano eterno de Deus na salvação, faremos isso a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A CENTRALIDADE DO EVANGELHO

TEMA 02: O EVANGELHO É CENTRALIZADO EM UM PLANO ETERNO DE DEUS!

1. A ORIGEM DO EVANGELHO: ETERNIDADE. V.7

1.1 Deus já planejou o evangelho desde os tempos eternos. V.7

A passagem bíblica nos diz que o plano de Deus já estava posto desde a eternidade: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7)

Lições: A. Deus já planejou a vinda de Cristo ao mundo desde toda a eternidade: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.7; I Pe 1.20). B. Deus já planejou a morte de Cristo desde toda a eternidade: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). C. Deus já planejou a nossa salvação desde toda a eternidade: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (II Ts 2.13).

1.2 Deus manteve o evangelho de forma oculta por séculos. V.7

O grande mistério foi oculta por Deus durante séculos conforme está escrito: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). Verdades: A. Deus ocultou este mistério porque Ele é soberano: “Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10.21). B. Deus ocultou aos grandes para revelar aos pequenos: “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). C. Deus ocultou este mistério para revelar somente em Cristo: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27).

1.3 Deus permite que este mistério seja desvendado e chegue até nós. V.7

O texto nos afirma que o mistério agora foi desvendado, consoante está escrito (v.7): “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). Aplicações: A. O misterio do evangelho é desvendado pela pregação: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). B. O mistério do evangelho é desvendado porque Ele quis se revelar aos gentios: “Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios […]” (Cl 1.27a). C. O misterio do evangelho é desvendado trazendo Cristo como a única esperança da glória: “[…] Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1.27b).

2. A EXECUÇÃO DO EVANGELHO: OBRA DE CRISTO. VV.6,8

2.1 A execução acontece nos experimentados, isto é, nos crentes. V.6a

Deus executa o evangelho para salvação dos crentes (experimentados) conforme está no texto (v.6a). Notas: A. Os experimentados são aqueles que já receberam a Cristo: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele” (Cl 2.6). B. Os experimentados são os que são guiados pelo espírito Santo: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14). C. Os experimentados são os que receberam sabedoria espiritual de Deus: “Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados […]” (v.6a)

2.2 A execução não é aceita pelos homens do mundo. V.6b

O texto está nos dizendo que essa execução de salvação não é compreendida pelos homens mundanos, conforme se registra: “[…] não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada” (v.6b). Explicações: A. Os homens do mundo acham loucura a mensagem da salvação: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.6b; I Co 1.18). B. Os homens do mundo por achar o evangelho loucura, o rejeita: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2.14). C. Os homens do mundo não aceitam que pecadores sejam alcançados por Cristo: “30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.30-32).

2.3 A execução se deu através da obra de Cristo. V.8

Cristo pela sua obra na cruz é que executa essa obra de salvação (v.8). Aprendizados: A. A crucificação de Cristo foi feita por homens ignorantes espiritualmente: “Sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória” (v.8). B. A crucificação se deu pelo determinado designio e presciência de Deus: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2.23). C. A crucificação traz culpa aos homens que fizeram, mas estava dentro de um plano: “27 Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, 28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.27-28).

3. O RESULTADO O EVANGELHO: REJEIÇÃO OU ACEITAÇÃO. VV.9-10

3.1 O evangelho resulta em rejeição por alguns. V.9a

Alguns homens cujos corações não estão iluminados pela graça salvadora rejeitam o evangelho (v.9). Pontuações: A. Deus convida a todos de modo geral e sincero para o evangelho: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17.30). B. Deus quando é rejeitado, os homens o fazem por causa da maldade do coração: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). C. Deus quando é rejeitado, os homens que o fazem serão condenados: (Mt 10.33). D. Deus é rejeitado por aqueles cujo evangelho não entrou no coração: “Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano […]” (v.9a)

3.2 O evangelho resulta em aceitação por outros. V.9

O evangelho precisa ser aceito pelos homens para salvação, alguns aceitam (v.9b). Pontos: A. Alguns aceitam o evangelho porque ouviram a pregação: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). B. Alguns aceitam de modo livre sem ser forçado: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). C. Alguns aceitam verdadeiramente no coração: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (v.9b).

3.3 O evangelho entrará apenas nos que o Espírito agir no coração. V.10

O texto nos afirma que o Espírito Santo a salvação ao coração do homem (v.10). Verdades: A. O Espirito age no coração nos revelando a verdade: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (v.10). B. O Espírito age abrindo o nosso coração para a fé: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). C. O Espírito age tirando o véu que está sobre o coração: “15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado” (II Co 3.15-16).

CONCLUSÃO

Observamos nesta mensagem que o evangelho é centralizado no plano eterno de Deus. Verificamos que o evangelho tem origem na eternidade; é executado pela obra de Cristo e; resultado do evangelho que é aceitação ou rejeição. Aplicação: Crentes: O evangelho sendo originado na eternidade, não temos méritos nem orgulho humano; sendo executado pela obra de Cristo devemos pregar Cristo e a sua obra para salvação; sendo o resultado aceitação ou rejeição, podemos e devemos pregar, pois se alguns rejeitarão a nossa mensagem, outros aceitarão. Então vivamos o evangelho em humildade, preguemos e vivamos Cristo. Vamos fazer?. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que precisamos tomar a decisão de aceitar a mensagem de Cristo para termos vida eterna. Você pode ter certeza de vida eterna se render sua vida a Cristo. Quer fazer isso hoje?

 

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