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domingo, 10 de abril de 2022

OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO: O SÉTIMO BRADO – O BRADO DE SATISFAÇÃO

TEXTO: LUCAS 23.46

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou”.

INTRODUÇÃO

Nós estamos trazendo a serie de mensagens sobre os brados que o Salvador deu na cruz, vimos que o primeiro foi de perdão; o segundo, de salvação; o terceiro, de afeição; o quarto, de angústia; o quinto, de sofrimento, o sexto, de vitória. Hoje estaremos tratando do sétimo brado de Cristo na cruz, que foi o de satisfação, no qual Ele satisfez a justiça de Deus, ficou satisfeito ao morrer por nós e abriu o céu para sermos aceitos satisfatoriamente por Deus. Trataremos disso conforme o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: SÉTIMO BRADO – O BRADO DE SATISFAÇÃO

I. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE SATISFEZ TODA A JUSTIÇA DE DEUS.

A. A justiça de Deus exigia o cumprimento da pena do pecado. Êx 34.6,7

Deus é um juiz justo e inflexível quanto ao pecado, este precisa ser punido, pois Ele não inocenta o culpado, conforme observamos: 6 E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor , Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; 7 que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” (Êx 34.6,7). Deus não inocenta o culpado, pelo contrário, sua justiça exige que puna o pecado, devido a isto que Cristo levou sobre si o nosso pecado para assumir nossa culpa (I Pe 2.24). O homem sozinho diante de Deus está perdido!!!

B. A justiça de Deus exigia que a pena fosse paga por alguém perfeito. I Pe 1.18-19

A satisfação da justica de Deus encontra-se em Cristo, visto que o homem não poderia quitá-la, pois era imperfeito, afinal Deus olhou do céu para terra e não havia um justo sequer (Rm 3.9-10), então, alguém perfeito deveria arcar com aquela conta, então entra a obra do Senhor Jesus, vejamos: 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pe 1.18-19). Algumas verdades sobre o assunto: 1. Coisas materiais não pagam a divida com homem com Deus (v.18). 2. Somos devedores a Deus porque herdamos a natureza caída dos nossos pais (v18b). 3. Somente o sangue valoroso (precioso), oferecido em sacrifício (cordeiro), perfeito (sem defeito e sem mácula) pode nos salvar. (v.19a). 4. Somente Cristo ocupa toda a perfeição, sendo capaz de pagar com a sua vida pelo nosso pecado (o sangue de Cristo).(v.19b). A justiça de Deus exigiu que um perfeito morresse para pagar o preço do pecado dos imperfeitos.

C. A justiça de Deus exigia que o pagamento fosse a morte. Rm 6.23

Deus havia dito ao homem que se comesse da arvore do conhecimento do bem e do mal, ele morreria (Gn 2.16-17), Paulo vai enfatizar que o pecado traz morte: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Existem três tipos de morte (Gr. “Thanatos”, separação): 1. Morte fisica que é a separação do corpo do Espírito (Tg 2.26). 2. Morte espiritual sendo a separação do homem de Deus (Ef 2.1). 3. Morte eterna indicando a separação eterna de Deus (Jo 11.25-26). Ao render o espirito e expirar, Jesus nos garatiu a vitória sobre a morte física (ressurreição), da morte espiritual (regeneração) e da morte eterna (vida eterna).

II. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE FICOU SATISFEITO AO MORRER POR NÓS, NÃO DESISTIU.

A. Aquele momento de entrega final indicava que Ele foi até o fim, chegou até a cruz. Fp 2.8

Cristo sabendo que iria morrer e experiementar o cálice da ira de Deus, não arredou um milimetro da sua missão, foi até o fim, sobre isso Paulo diz que: “A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Podemos observar algumas particularidades neste versículo, segundo veremos: 1. Ele se humihou (v.8a), sua humilhação se deu ao nascer como homem (Jo 1.14), nascido sob a lei e de mulher (Gl 4.4), foi rejeitado pelos seus (Jo 1.11). 2. Ele foi obediente em tudo ao plano do Pai (v.8b), Ele rejeitou um caminho que excluísse a cruz,alguns diziam: desça da cruz se é o Filho de Deus (Mt 27.40), mas Ele não desceu, nós precisavamos Dele na cruz. 3. Ele culminou sua caminhada na cruz (v.8c), a cruz foi a prova que Jesus não desistiu.

B. Aquele momento de entrega final apresenta que Ele trocou a alegria proposta pela cruz.

Jesus poderia ter permanecido no céu com a sua alegria e gloria já existente, pois trocou aquela alegria pela cruz: “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). Jesus subsistindo como Deus, trocou a sua glória celeste pela humanidade e morte na cruz (Fp 2.6-8), não desistiu de nós!

C. Aquele momento de entrega final apresenta que Ele nos amou até as últimas consequencias. Jo 15.13

Jesus não desistiu de nós, mas ficou satisfeito em morrer por que Ele nos amou como ninguém, vejamos: Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). Ele nos amou tanto que deu a sua vida por nós, fez isso voluntariamente (Jo 10.17-18), você e eu precisamos entender que ninguém nos ama como Jesus, pois Ele morreu por nós na cruz!

III. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE SATISFEZ O PAI E ABRIU O CÉU PARA SERMOS ACEITOS POR DEUS.

A. O momento da entrega final de Cristo na cruz abriu o nosso acesso direto a Deus. Hb 10.19-20

Quando Cristo rendeu o espirito ao Pai o véu se rasgou (Mc 15.37-38), o autor aos Hebreus vai nos explicar o que significou este véu se rasgar, vejamos: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20). Quando o véu se rasgou na morte de Cristo recebemos alguns benefícios: 1. Podemos entrar no Santo dos Santos, o lugar mais profundo da presença de Deus (v.19). 2. O acesso que temos é pela obra de Cristo realizada por nós na cruz (v.19b-20). Ele satisfez a justiça de Deus e abriu acesso ao céu para nós!

B. O momento da entrega final de Cristo na cruz nos traz a seguranca de que somos aceitos por Deus. Rm 5.10

Paulo vai nos informar que somos aceitos por Deus através da obra do seu Filho na cruz, segundo está escrito: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10). Algumas lições explicadas: 1. Todos nós éramos inimigos de Deus, estavámos condenados (v.10a). 2. Fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho (v.10b). 3. Somos salvos pela sua vida (ressurreição) (v.10c). Nós fomos recebidos por Deus mediante a morte do seu Filho! Você pode ser aceito por Deus e ter certeza de vida eterna se você se entregar a Cristo!

 

C. O momento da entrega final de Cristo na cruz nos cobriu com a sua perfeita justica. II Co 5.21

A morte de Cristo foi uma troca conosco, Deus colocou o nosso pecado sobre o seu Filho e ao mesmo tempo nos imputou a sua perfeita justiça, conforme está escrito: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). O nosso pecado feio, nojento, imundo foi lançado sobre Jesus, Ele experimentou o cálice da ira de Deus e nos tornou aceitáveis por Deus. Jesus aceitou trocar a sua alegria e gloria celeste para nos substituir na cruz, Ele ao entregar o seu espírito ao Pai estava cumprindo a sua missão, satisfez a perfeita justiça do Pai e fez que o Pai se satisfizesse em nós por causa da sua justiça em nós colocada.

CONCLUSÃO

Jesus satisfez a justiça de Deus e ao mesmo tempo ficou satisfeito ao morrer por nós, depois do seu brado final, a sua missão foi cumprida, sobre isso o profeta Isaías diz: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11). Jesus ficou satisfesto ao morrer por nós, como sua morte satisfez a justiça de Deus, Ele pode nos tornar e aceitos por Deus, basta que entreguemos o nosso coração e a nossa vida a Cristo!

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO: O SEXTO BRADO - O BRADO DE VITÓRIA

TEXTO: JOÃO 19.29-30

29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. 30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”

INTRODUÇÃO

Nós Vimos até agora cinco Brados do salvador na cruz do calvário: Primeiro, o brado de perdão aos que o vilipendiavam; Segundo, o brado de salvação ao malfeitor moribundo que nada merecia; Terceiro, o brado de afeição à sua mãe terrena e seu apóstolo João não os deixando desamparados; Quarto, o brado de angústia, sendo desprezado na cruz por Deus por causa dos nossos pecados; Quinto, o brado de sofrimento, no qual teve sede e lhe deram vinagre, assumindo nossa sede e amargor para nos oferecer a doçura do céu. Hoje trataremos sobre o sexto brado do salvador na cruz: “Está Consumado” que é a expressão grega “Teléstai” que indica para a conclusão de uma tarefa, quitação de uma dívida e a posse de uma propriedade, iremos observar estas questões tendo como base o assunto e tema expostos.

ASUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: SEXTO BRADO – O BRADO DE VITÓRIA

I. INDICA A CONCLUSÃO DE UMA TAREFA.

1. A obra da salvação já está segura da sua conclusão desde o seu começo. Fp 1.6

O termo “teléstai” usado por Jesus ao indicar uma tarefa cumprida aponta para o total cumprimento da obra salvadora de Jesus, sobre isso Paulo aponta isto na seguinte passagem: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). Paulo aqui nos informa algumas verdades: a) A salvação é uma certeza para quem crê em Jesus: Estou plenamente certo [...]” (v.6a). b) A fonte da salvação é Deus: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós [...]”. c) A salvação não ficará pela metade será totalmente concluída: “[...] aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. A salvação já está concluída desde o começo!

2. A obra da salvação já está segura da sua conclusão até aquele dia. II Tm 1.12

O termo teléstai para o cumprimento da salvação de modo seguro, pois o Senhor é quem nos assegura, vejamos: “E, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (II Tm 1.12). Quando Jesus diz que “está consumado” (Teléstai) está garantindo que esta salvação está segura, vejamos: a) A vida cristã aqui passa por lutas e sofrimentos (v.12a). b) A fé em Cristo nos traz esta certeza de segurança (v.12b). c) A nossa salvação está segura nas mãos de Deus (v.12c). Até a volta de Jesus, Deus nos segura salvos!

3. A obra da salvação já está segura da sua conclusão por causa de Cristo. Jo 10.28

A palavra de Cristo sobre esta salvação completa é que ela não será impedida de forma nenhuma, conforme observamos: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.28). Jesus nos traz algumas verdades sobre a salvação: a) Jesus nos traz a vida eterna hoje, pois o verbo está no presente (v.28a). b) Jesus garante que os que são salvos por, no futuro, eles jamais se perderão (v.28b). c) Jesus informa que a salvação está garantida porque ninguém pode tirar os salvos das mãos Dele (v.28c). Cristo é a causa da salvação tanto agora como na eternidade.

II. INDICA A QUITAÇÃO DE UMA DÍVIDA.

1. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, é impagável para o homem. Sl 49.7-8

O homem ao pecar contra Deus adquiriu uma dívida para com a justiça de Deus, observemos: 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate 8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.)” (Sl 49.7-8). Vejamos: a) nenhum ser humano pode remir o pecado da humanidade (v.7a). b) Nenhum ser humano pode pagar o resgate da alma do homem (v.7b). c) Nenhum ser humano tem as condições de pagar o valor da alma, pois é caríssima (v.8a). d) Nenhum ser humano viverá para sempre e sua oportunidade de pagar a dívida cessaria (v.8b). A dívida do homem com Deus, ele não poderia pagar.

2. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, foi paga definitivamente por Cristo. Cl 2.14

A Bíblia diz que Cristo pagou definitivamente o preço do nosso pecado, conforme o texto nos indica: 13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; 14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.13-14). O texto nos informa algumas lições: a) Nós estamos vendidos à escravidão do pecado: mortos – incapazes; incircuncisos – Fora da aliança (v.13a). b) Cristo rasgou a divida que era contra nós, removendo totalmente a nossa culpa na cruz (v.14). Alguém que era preso por dívida, quando ele pagava a dívida, subia na parte mais alta da cidade, rasgava a nota promissória e gritava: “Teléstai”, a divida está ´paga. Cristo subiu parte mais alta, na cruz e gritou “telestai”, a nossa dívida foi paga!! Estamos perdoados!

3. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, recebe a absolvição total pela fé em Cristo. Rm 5.1

Devido ao pagamento de Cristo na cruz, Ele assumiu nossa culpa nos absolvendo de todos os nossos pecados, vejamos: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O verbo justificar utilizado aqui vem do grego “dikaiôthentes”, está na voz passiva (tendo sido absolvidos), isto é, o termo indica que por causa de Cristo, Deus nos absolve de todos os nossos pecados, pois Cristo pagou a nossa dívida na cruz!

III. INDICA A POSSE DE UMA PROPRIEDADE HERDADA.

1. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade no céu. Sl 73.24

Cristo quando bradou “está consumado” (Teléstai) nos adquiriu uma propriedade no céu, vejamos: “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória” (Sl 73.24). Deus nos guia enquanto aqui vivermos, quando chegar o fim dessa vida seremos recebidos no céu de glórias, ali teremos a maior alegria que é ver Jesus como Ele é (I Jo 3.2). O brado de Cristo nos deu vitória eterna e uma casa nova no céu.

2. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade permanente no céu.

Enquanto estivemos aqui vivemos como peregrinos, pois nossa morada permanente não aqui, mas no céu, conforme o texto nos informa: “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14). As pessoas muitas vezes estão apenas preocupadas com as coisas terrenas (Fp 3.19), mas todos os que seguem a Cristo pela Bíblia sabem que nossa vida aqui é apenas uma passagem, um dia partiremos para uma morada permanente ao lado de Cristo. Detalhe: Somente irão para este lugar os que já se renderam a Cristo e receberam Dele a certeza de vida eterna!

3. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade para viver eternamente com Ele no céu.

Jesus nos garantiu que temos uma propriedade no céu, na qual viveremos para sempre ao lado Dele, consoante o texto nos indica: 1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. 3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também (Jo 14.1-3). Jesus vai falar algumas verdades sobre esta casa: a) Irá morar nesta casa celeste apenas os que nele creem (v.1). b) Irá morar nesta casa apenas quem confiar no que Jesus disse (v.2a). c) Esta casa foi preparada por Jesus (v.2b). d) Jesus voltará para levar todos os que Nele creem para estar ao seu lado sempre nesta casa (v.3). Jesus tem uma propriedade adquirida para nos oferecer e somente entregando a vida a Ele iremos morar Nela.

CONCLUSÃO

Jesus disse no sexto brado na cruz: “Está consumado (Teléstai). Ele concluiu a obra da salvação; quitou a dívida do nosso pecado e; nos deu posse de uma propriedade no céu. Você pode hoje receber a salvação de uma vez por todas pela fé em Cristo. Pode ter todos os seus pecados perdoados e ainda hoje receber uma morada eterna no céu. Tudo que aqui falamos ficou claro? Isso faz sentido para você? Gostaria de receber estas bençãos descritas e ter a plena certeza da sua salvação? Você que já experimentou tudo isso, nada que você faça para Jesus é muito, pois tudo Ele fez por ti, assim sendo, evangelize, viva o evangelho para glória de Deus!

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. Textos e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. Textos Bíblicos Selecionados. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz

OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ: O QUINTO BRADO - O BRADO DE SOFRIMENTO

TEXTO: JOÃO 19.28-29

INTRODUÇÃO

Nós estamos tratando sobre uma série de mensagem sobre os brados que Cristo deu na cruz. Vimos que no primeiro brado foi o brado de perdão aos que o matavam; o segundo foi de salvação para um malfeitor moribundo; o terceiro foi o brado de afeição para sua mãe e João; o quarto foi de angustia quando foi abandonado pelo Pai para que nós fôssemos aceitos por Deus; hoje trabalharemos sobre o quinto brado de Jesus na cruz, que foi de sofrimento, tendo sede e recebendo aos invés de água, vinagre para que recebêssemos a água da vida (salvação). Extrairemos algumas lições tendo como base o assunto e tema propostos a seguir.

ASSUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: QUINTO BRADO – O BRADO DE SOFRIMENTO.

I. O SOFRIMENTO DE CRISTO ATESTA QUE ELE É HUMANO: TENHO SEDE.

1. Os sofrimentos de Cristo e a sua sede como ser humano. O quinto brado de Cristo na cruz foi: “Tenho sede”, este revela a sua humanidade, pois somente homens podem ter sede, Jesus como homem que se tornou na encarnação (Jo 1.14), revela sem sombra de dúvidas que Ele tinha uma natureza humana, estava ali exposto ao sol na cruz, devido a isto teve sede. Ele é o nosso representante, devido a isto, tornou-se homem e sofreu nossas dores, até mesmo nossa sede.

2. O sofrimento de Cristo e a sua sede cumpriu todas as Escrituras. Quando Cristo declarou sua sede ali estava cumprindo as Escrituras, pois esta passagem havia sido profetizada no Salmo 69.21: Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre”, pois quando pediu água lhe deram vinagre, o seu sofrimento foi intensificado na cruz, mas tudo isso já estava no plano de Deus e revelado nas Escrituras, tudo que aconteceu a Jesus, inclusive as ações dos homens que o mataram já estava predeterminado por Deus (At 4.25-28).

3. O sofrimento de Cristo e a sua sede cumpre de modo submisso a vontade do Pai. Tudo o que aconteceu com o Filho estava em um plano soberano e eficaz do Pai para salvar todo o que Nele crê, vejamos: De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.40).O Filho cumpriu toda a vontade do Pai na cruz, inclusive o sofrimento, até mesmo a sua sede e o vinagre que lhe ofereceram, pois tomava nosso lugar para nos tirar o amargor da condenação e conceder a doçura do céu.

II. O SOFRIMENTO DE CRISTO NOS SUBSTITUI: TENHO SEDE.

1. A alma do homem tem uma sede que somente Deus pode satisfazer. O homem possui uma sede que nada nem ninguém pode saciar, exceto Jesus, vejamos: 1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? (Sl 42.1-2). Quando Jesus disse “tenho sede” estava fazendo de modo vicário, pois sua sede abria a porta para que nós pudéssemos saciar a sede da nossa alma.

2. Jesus assumiu a nossa sede na cruz para nos conceder a água da vida. Ao afirmar tenho sede, Jesus também estava fazendo um convite, pois Ele estava nos chamando para receber a água da vida, segundo o texto afirma: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). Jesus convida-nos a experimentar o fim da sede espiritual, vejamos: a) A água da vida é ofertada pelo Espírito através da igreja (v.17a). b) Esta água deve ser oferecida individualmente por cada pessoa que já experimentou (v.17b). c) Os que ouvem precisam querer receber esta água da vida (v,17c). A sede de Jesus na cruz nos convida a sair da sede espiritual e receber a água da vida (vida eterna).

3. A água que Jesus oferece acaba a nossa sede de modo eficaz e eterno. Jesus teve sede na cruz para que nós fôssemos saciados eternamente, consoante o que o texto nos afirma: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Ele nos oferece uma satisfação eterna, aquele que recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador recebe a água da vida e nunca mais sua alma terá sede, mais uma fonte começa a jorrar para a vida eterna. Isto significa satisfação plena em Cristo e certeza de vida eterna. Você já tem esta certeza?

III. O SOFRIMENTO DE CRISTO NOS LIVROU DO SOFRIMENTO ETERNO.

1. Há uma sede eterna que o homem sofrerá no inferno: Condenação. Há um registro interessante sobre o inferno na história sobre o rico e Lázaro, vejamos: 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lc 16.22-24). Aprendemos aqui que: a) A morte chega para todos (v.22). b) A morte inicia a eternidade no céu ou inferno (v.22-23). c) O homem sofrerá uma sede eterna no inferno que jamais será saciada (v.24). Pense hoje na sua eternidade, pois depois da morte será tarde demais.

2. Há uma sede eterna que já se demonstra no afastamento de Deus. A sede eterna e insaciável se dá porque o homem se afastou de Deus, como Deus é o manancial de águas vivas, se afastar Dele é viver uma sede eterna, segundo examinamos: “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jr 2.13). O texto vai nos informar que o povo de Israel se afastou de Deus e devido a isto ficaram com sede (v.13a) e por se afastar do Senhor eles tentaram produzir sua própria satisfação para a sede, mas as suas tentativas são como cisternas rotas que não retém águas (v.13b). Como você está vivendo? Satisfeito em Deus ou insatisfeito por estar distante Dele?

3. Há apenas uma maneira de se livrar desta sede eterna: Por meio de Jesus. Jesus traz um desafio para os seres humanos, vejamos: 37 No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37-38). Jesus neste texto nos diz algumas verdades: a) Os seres humanos possuem uma sede espiritual (v.37a). b) Jesus convida todos que reconhecem sua sede espiritual para ir até Ele (v.37b). c) Somente recebe a satisfação espiritual aquele que crê em Jesus segundo as Escrituras (v.38). A sede de Jesus na cruz é um convite para saciarmos nossa sede espiritual Nele!

CONCLUSÃO

Jesus disse na cruz: “Tenho sede” como nosso substituto Ele estava tomando nossa sede na cruz para que nossa alma fosse satisfeita em Deus. O homem possui uma sede na alma que nada neste mundo pode satisfazer, devido a isto somente podemos ter nossa alma satisfeita entregando nossa vida a Cristo. Você já tem certeza de vida eterna? Se sua resposta é positiva então ande com Cristo e anuncie este evangelho para que outras pessoas tenham suas almas satisfeitas em Deus. Se sua resposta é negativa, você pode ainda hoje ter um encontro com Cristo e ter sua sede espiritual satisfeita e receber certeza de vida eterna. Você quer fazer isso hoje?

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva