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terça-feira, 29 de novembro de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM I TIMÓTEO 1.1-2

TEXTO: I TIMÓTEO 1.1-2

INTRODUÇÃO

A carta foi escrita no ano 62 D.C. Para orientar o jovem Timóteo contra os falsos mestres que atormentavam a igreja de Éfeso com a verdadeira apologética do evangelho, apresentando que devemos resistir à falsa doutrina na Igreja, ao legalismo que afasta pessoas da graça. A maneira de combater o falso ensino é pregando o verdadeiro evangelho. Sobre isso veremos algumas verdades tendo como base o tema exposto.

TEMA: UMA CARTA ESCRITA PARA DIVUGAR A VERDADE DIVINA

1. AUTORIA DA CARTA: PAULO. V.1

Paulo é o autor humano da carta, mas Deus é o autor espiritual e inspirador da carta (II Tm 3.16), a Escritura é transmitida por Deus a homens fiéis para transmitir para outras pessoas, vejamos: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança” (I Tm 1.1), sobre o autor humano desta carta podemos observar algumas verdades.

a) Ele era apóstolo. V.1

O autor é descrito como sendo “apóstolo” (Gr. “Apostoleo”, desbravador, enviado pelo próprio Cristo), hoje não temos mais apóstolos, pois para ser um destes deveria ter andado com Jesus e ter visto ele ressuscitado, mas a missão apóstolica permanece, pois temos a missão de desbravar os corações sem Cristo, levando-lhes a Palavra da salvação. Todo coração com cristo é missionário e todo coração sem Cristo é um campo missionário” (Alexander Duffer). O que faremos, ficamos calados ou pregamos?

b) Ele estava a serviço de Deus. V.1

A Palavra de Deus nos diz que ele era apóstolo de Jesus Cristo (v.1), não era da igreja, nem da cidade, mas de Jesus Cristo. Tem muito pastor que pretende se engajar em muita coisa da cidade, seja politica, ONGs, não que seja errado, o problema é que muitos destes para fazer média com as pessoas que os circundam deixam de falar a verdade da Escritura para não desagradar as pessoas que estão lhe elogiando, entre os elogios ou amizades do mundo devemos agradar a Cristo, pois estamos á serviço Dele!

c) Ele pertencia a Cristo.

Paulo pertencia a Cristo porquê: I. Cristo o chamou. (v.1), o chamado de Paulo não veio dos homens, mas do próprio Cristo. II. Cristo o ordenou para o serviço (v.1), O termo “mandato (Gr. “Epytagên”, comando, ordem, mandamento) aponta que a partir de Damasco Paulo é governado por Deus. III. Cristo o salvou (v.1), salvar (Gr. “Soter”, salvar, livrar e preservar), Cristo salvou, libertou e preservou . IV. Cristo é a sua esperança (v.1), a esperança (Gr. “Elpideos”, espera certa e confiante), se você pertence a Cristo, não se despere, pois o seu futturo é cheio de esperança!

2. O DESTINO DA CARTA: TIMÓTEO. V.2a

Paulo escreve esta carta para orientar o jovem Timóteo nas veredas do evangelho, falando sobre o jovem crente, ele disse que: “A Timóteo, verdadeiro filho na fé [...]” (v.2a). Vejamos algumas verdades que Paulo destaca sobre Timóteo nesta passagem.

a) Timóteo era um crente verdadeiro. V.2

Paulo vai destacar a veracidade da fé de Timóteo ao dizer que ele é um “verdadeiro filho na fé” (v.2), isto é, ele não era um crente meia-boca, um cristão falso, mas sua fé era real na teoria e na prática. Deus não chama pessoas para ter status, mas estilo de vida. O evangelho não pode ser apenas conhecimento, mas praticidade de vida. Que tipo de cristão você é? Apenas conhece ou também pratica o evangelho. Sua vida é o evangelho vivo ou você o nega com suas praticas erradas?

b) Timóteo era fruto da evangelização de Paulo. V.2

Paulo foi um fruto da evangelização de Paulo, pois ele o chama de “filho na fé” (v.2), ou seja, a evangelização é uma concepção espiritual que gera pessoas convertidas. Nós não podemos ser estéreis espiritualmente, mas evangelizarmos, gerando filhos na fé. Um crente não pode se contentar em viver toda sua vida sem levar uma única pessoa para Cristo. Geremos filhos espirituais para o reino de Deus, vendo crianças espirituais surgindo no reino de Deus!

c) Timóteo recebe a ordenação pastoral do Presbitério. I Tm 4.14

Além de ser um crente verdadeiro, fruto de evangelização, ele também chegou a ser ordenado ao pastorado pelo Presbitério, segundo observamos: “Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (I Tm 4.14). Observe que antes do cidadão ser pastor, precisa ter experimentado uma verdadeira conversão, pois primeiro Timóteo foi gerado espiritualmente e foi convertido verdaddeiramente, depois tornou-se líder. Líder sem conversão é tragédia!

3. O CONTEÚDO DA CARTA: EVANGELHO. V.2

Paulo vai informar para Timóteo o que faz parte do evangelho como conteúdo, vejamos: “[...] graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.2b). O texto dessa saudação de Paulo nos informa quão rico é o evangelho que vem de Deus para nós, vejamos algumas lições a seguir.

a) O conteúdo é a graça de Deus em nosso favor. V.2

A Graça (Gr. “Charis”) é receber um favor que não merecemos, algo que não pode ser comprado por obras (Ef 2.9) nem merecida (Rm 3.24) mas gratuito. O evangelho de Cristo não há lugar para para merecimento humano, mas para o favor de Deus que Ele nos oferece através da pessoa de Jesus, Ele é rico em graça (Ef 2.7), mesmo sem merecermos nos oferece salvação gratuita e eterna! Creia e se entregue a Ele

b) O conteúdo é a misericórdia de Deus. V.2

Misericordia (Gr. “Eleos”) é trocar a punição pelo perdão, isto é, indica que não receberemos a condenaçao que merecemos, mas o perdão e salvação que não merecemos. Deus na sua misericórdia fez uma troca, colocou o nosso pecado sobre Jesus na cruz, mesmo sem Ele ter pecado, a justiça perfeita de Cristo Ele nos imputou. Oh que misericordia inaudita! Que Deus maravilhoso que dá misericórdia a nós sem merecermos!

c) O conteúdo é a paz de Deus. V.2

A paz (Gr. “Eirene”) é o resultado da graça e misericordia de Deus, nos aproximando de Deus. Significa satisfação interior e conciliação entre partes que estavam em conflito. A paz de Deus inunda o nosso coração, depois que somos alcançados pela graça de Deus e recebemos misericórdia da parte de Deus.

d) O conteudo é Teocêntrico e Cristocêntrico. V.2

O evangelho é uma obra do Pai e do seu Filho Jesus, segundo obervamos: “[...] graça, misericórdia e paz, da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor” (v.2). O evangelho não tem lugar para mensagens de exaltação humana, mas somente para exaltação de Deus na salvação de pecadores. Ele descreve Deus como Pai dos que creem em Jesus (v.2; Jo 1.12) e de Jesus como o Filho divino de Deus (v.2; Jo 5.18) e como o Senhor da nossa vida (v.2). Se a mensagem não for Teocêntrica e Cristocêntrica, ela não tem evangelho!

CONCLUSÃO

Nós crentes temos uma missão apóstolica de anunciar o evangelho da graça e misericórdia de Deus, sem merecimento humano, mas temos também o dever de viver o evangelho de modo autêntico. Você já tem certeza plena da sua salvação? saiba que se alguém lhe disse que ninguém pode ter certeza isso é mentira, pois Jesus no evangelho oferece certeza plena de salvação. Você precisa apenas render sua vida a Cristo, faça isso hoje!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM II TESSALONICENSES 1.5-12

TEXTO: II TESSALONICENSES 1.5-12

INTRODUÇÃO

Um Soldado foi à guerra e prometeu à sua noiva que voltaria, ela depois de um ano de espera casou com outro. Ele ao fim de três anos retornou e quando a procurou, encontrou a mesma casada, ele disse: “Eu prometi que voltaria, porque não mes esperou?”. Cristo prometeu voltar e devemos esperar. Nós vimos nesta carta as seguintes mensagens: Uma Carta Escrita para Orientar o povo de Deus; Uma Carta Escrita para Falar de Gratidão e agora veremos uma mensagem na carta sobre a segunda vinda de Cristo, sobre isto falaremos tendo como base o tema exposto a seguir.

TEMA: UMA CARTA ESCRITA PARA DESCREVER A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

1. COMO SERÁ A VINDA DE CRISTO. V.7

A Escritura afirma a realidade da segunda vinda de Cristo, a passagem lida nos ensina isso, vejamos: “E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder” (v.7). Podemos observar aqui a forma que Jesus virá, vejamos a seguir.

a) Será pessoal e visível. V.7

A Escritura nos afirma que Jesus vai se manifestar (Gr. “Apokalipsys”, tirar o véu, aparecer pessoalmente), haverá uma manifestação pública de Jesus, com base nisso podemos examinar o que Apocalipse afirma, dizendo que “todo olho o verá” (Ap 1.7), esta aparição do Filho indica tanto sua pessoalidade como sua visibilidade aos olhos de todos, assim sendo, não haverá arrebatamento secreto, todos o verão publicamente vindo nos ares.

b) Será com toda autoridade do céu. V.7.

O texto vai informar que sua manifestação será do céu, isto aponta a sua autoridade, pois a Bíblia diz que quem vem do céu está acima de todos (Jo 3.31), no céu está o trono de Deus (Mt 5.34), Jesus está no céu (Jo 3.13), Jesus é o pão que desceu do céu para dar vida eterna (Jo 6.51), Jesus subiu acima de todos os céus (Ef 4.10), Ele subiu ao céu e está assentado à direita de Deus intercedendo por nós (Rm 8.34), de lá voltará para nos buscar e executar julgamento contra o mundo. Do céu virá exercendo sua autoridade!

c) Será na companhia de anjos poderosos. V.7

A Bíblia vai ainda nos informar que Jesus será seguido pela coorte celestial, rodeado de anjos poderosos, a função dos anjos na vinda de Cristo será recolher os seus escolhidos de uma à outra extremidade da terra aos céus (Mc 13.26-27) e lançar os ímpios na fornalha acesa - fogo eterno (Mt 13.40-42). Jesus como um rei será seguido dos seus anjos e ali execeutará por meio de anjos tanto a entrada dos eleitos no reino celeste quanto o lançamento dos réprobos na prisão eterna.

2. O QUE ACONTECERÁ NA VINDA DE CRISTO. VV.5, 6, 8, 9, 10

a) Haverá recompensa eterna para os salvos. VV.7,10

A recompensa eterna dos salvos é descrita de duas formas descritas a seguir, vejamos:

I. Receberão alivio das tribulações: “E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder” (v.7). A Igreja aqui será atribulada (Gr. “Thlibomenoes”, afligido(a), oprimido, apertado), receberá alívio (Gr. “Anesyn”, repouso, descanso, folga, sossego).

II. Verão Cristo ser glorificado Neles: “Quando vier para ser glorificado nos seus santos e ser admirado em todos os que creram, naquele dia (porquanto foi crido entre vós o nosso testemunho)” (v.10). Jesus será glorificado (Gr. “Endoxasthênai”, Glorificado, exaltado como Rei). Jesus será admirado (Gr “Thaumasthênai”, admirado, maravilhado). Isso somente acontecerá nos que creram no evangelho e viveram em santidade (santos). É preciso pregar o evangelho para que pessoas creiam e naquele dia possamos ver esta glória!

b) Haverá castigo eterno contra os ímpios. VV.5, 6, 8, 9

O castigo eterno já está claramente revelado nas Escrituras, vejamos:

I. Eles serão julgados de maneira reta: “Sinal evidente do reto juízo de Deus, para que sejais considerados dignos do reino de Deus, pelo qual, com efeito, estais sofrendo” (v.5). O texto afirma que o juizo de Deus será reto (Gr. “Dikaias”, justo, reto, correto, sem erro), ninguém poderá alegar injustiça no julgamento.

II. Eles serão julgados sendo atribulados: “Se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam” (v.6). Os impios serão atribulados (Gr. “Thlibousin”, afligido, oprimido), eles sofrerão o castigo por sua vida longe de Deus.

III. Eles serão julgados recebendo a vingança por desobedecer ao evangelho: “Em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (v.8). A vingança será em chama de fogo, o fogo é eterno (Mt 25.41), Deus se vingará de todos os impios que o rejeitaram e desobedeceram, rejeitando o convite do evangelho de Cristo. Cuidado! Se você rejeita o evangelho caminha para o fogo eterno.

IV. Eles serão julgados sofrendo eternamente longe da presença de Deus: “Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder” (v.9). A penalidade será eterna destruição (Gr. “Olethron”, ruina) por toda eternidade, não indica aniquilação. Serão banidos (Gr. “Apo”, expulso para longe) da presença de Deus para sempre.

3. COMO ESPERAR A VINDA DE CRISTO. VV.11-12

a) Esperamos a vinda de Cristo orando. V.11

Devemos orar ao Senhor, observe a passagem: “Por isso, também não cessamos de orar por vós, para que o nosso Deus vos torne dignos da sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé” (v.11). A vida de oração precisa ter algumas características: A. A oração deve ser constante (v.11). B. A oração deve buscar a dignidade espiritual do chamado de Deus (v.11). C. A oração deve buscar o poder de Deus (v.11). D. A oração visa cumprir os propósitos de Deus e fortalecer a fé (v.11).

b) Esperamos a vinda de Cristo vivendo para a glória de Cristo. V.12a

Devemos viver para a glória de Deus enquanto aguardamos a sua vinda, segundo o texto nos informa: “A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.12a). Nós vivemos para glória de Deus na adoração (I Co 10.31), nós promovemos a glória de Deus quando fazemos evangelização e missões (Sl 96.3). Aguardando a vinda de Jesus adorando e evangelizando.

c) Esperamos a vinda de Cristo exaltando a graça de Deus. V.12b

Nós agaurdamos a vinda de Cristo exaltando a graça de Deus, segundo a passagem indica: “A fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em vós, e vós, nele, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (v.12b). Algumas lições: A. A graça (Gr. “Charis”) é o favor de Deus em nosso favor (v.12). B. A graça de Deus é manifesta na pessoa de Jesus Cristo (v.12). C. A graça de Deus é a causa da nossa salvação sem as obras (Ef 2.8-9). Enquanto Cristo não vem pregamos o evangelho da graça de Deus!

CONCLUSÃO

Jesus voltará, a sua vinda será visível a todos, descerá nas nuvens com poder e glória, na sua vinda Ele dará recompensa de salvação eterna aos que creram Nele e de eterna condenação aos que o rejeitaram. Você já está preparado para a vinda de Cristo? Se sua resposta é positiva, deves esperar sua vinda orando, adorando e evangelizando com o evangelho da graça. Se você não está preparado para a vinda de Jesus, o dia de se preparar para aquele dia é hoje, se arrependendo dos seus pecados e recebendo a Jesus como o seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Faça isso agora!

AUTOR: Pastor veronilton Paz da Silva

 

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM II TESSALONICENSES 1.3-4

TEXTO: II TESSALONICENSES 1.3-4

INTRODUÇÃO

Nós estamos vendo uma sequência de mensagens na Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses. Nós vimos na mensagem anterior que a carta foi escrita para orientar a Igreja: Sendo inspirada por Deus e escrita por homens, tem como destino o povo de Deus e, transmite as bençãos espirituais da graça e paz de Deus. Nesta mensagem da sequência vemos que Paulo escreveu demonstrando sua gratidão a Deus pela igreja, isto faremos tendo como base o tema exposto a seguir.

TEMA: UMA CARTA ESCRITA PARA DEMONSTRAR GRATIDÃO

1. O OBJETO DA NOSSA GRATIDÃO. V.3

A gratidão (Gr. “Eucaristheos”) precisa fazer parte da vida cristã, um cristão ingrato é alguém que não entendeu a grande obra de Deus na vida dele, pois lembrando de como aconteceu sua salvação, já deve fazer o cristão ter um coração grato ao senhor, Paulo trouxe algumas informações sobre gratidão expostas a seguir.

A. A nossa gratidão deve ser constante. V.3

A nossa gratidão não deve ser em alguns momentos, mas constantemento, conforme o texto nos informa: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3). Devemos dar graças a Deus sempre porque todas as coisas cooperam para o bem dos servos de Deus (Rm 8.28), isto é, nada acontece fora do seu controle. Seja grato a Deus seja nas bênçãos ou nas lutas, tudo serve para crescermos.

B. A nossa gratidão deve ser feita é Deus. V.3

A nossa gratidão precisa ser direcionada aquele de onde provém todas as dádivas (Tg 1.17), então precisamos direcionar nosssa gratidão ao nosso Deus, vejamos: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3). Deus deve ser sempre o objetivo primário da nossa gratidão, pois quando as pessoas nos abençoam, Deus é quem as usou em nosso benefício!

C. A nossa gratidão deve ser motivada pela existência de pessoas fiéis. V.3

A gratidão a Deus precisa ser direcionada sobre aquelas pessoas que Deus usou na obra, como Paulo fez, dando graças pela fé dos irmãos de Tessalônica, conforme observamos: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3). Seja grato pelas pessoas que Deus usou para te abençoar, especialmente aqueles que te aproximaram de Deus, ore sempre por essas pessoas!

2. O PORQUÊ DA GRATIDÃO. VV.3-4

A gratidão de Paulo tinha objetivos bem especificados no escopo separado para esta mensagem, alguns dos objetivos serão destacados a seguir, conforme será exposto a seguir.

A. A fé dos irmãos de Tessalônica. V.3

Paulo exalta a fé dos irmãos: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3). Paulo agradece a Deus por causa da fé que aqueles irmãos demonstravam. Algumas lições: A. A fé (Gr. “Pytesus”) é a confiança em Deus (v.3; Ef 2.8). B. A fé (Gr. “Pysteus”) cresce à medida que vivemos vida cristã comunitária (vv.1,3). C. A fé (Gr. “Pysteus”) cresce de modo progressivo como resultado da sua busca ao Senhor (v.3).

B. O amor dos irmãos de Tessalônica. V.3

Paulo traz uma referência ao amor daqueles irmãos, pelo qual ele dava graças a Deus, vejamos: “Irmãos, cumpre-nos dar sempre graças a Deus no tocante a vós outros, como é justo, pois a vossa fé cresce sobremaneira, e o vosso mútuo amor de uns para com os outros vai aumentando” (v.3). Alguns verdades sobre o amor cristão: I. É derramado no nosso coração pelo Espírito Santo (Rm 5.5). II. Nos livra do egoísmo e nos leva à mutualidade (v.3). III. É crescente através do convívio com a diversidade na igreja (v.3).

C. A constância dos irmãos de Tessalônica. V.4

Paulo agradece a Deus porque aqueles irmãos não eram pessoas de ânimo dobre, eles eram constantes no Senhor, vejamos: “A tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais” (v.4). O cristão que não tem firmeza vai entrar em situações difíceis, pois haverá momentos que sua fé será colocada em dúvida por causa da sua falta de firmeza. Os cristãos de Tessalônica mesmo nas perseguições e lutas enfrentadas eram firmes. Se as pessoas hoje inventam desculpas para não vir aos cultos, imaginem se terão firmeza numa perseguição!

3. O CONTÁGIO DA GRATIDÃO. V.4

A gratidão dos cristãos deve ser contagiante para que outras pessoas desfrutem das ações do Senhor em e por nós através da nossa gratidão, vejamos algumas lições.

A. Devemos contagiar, com nossa gratidão, falando bem e não mal da Igreja.

Paulo falava das virtudes da Igreja de Tessalõnica em outras igrejas, ele não era maledicente com relação àquela igreja, vejamos: “A tal ponto que nós mesmos nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus [...]” (v.4a). Amigo verdadeiro é aquele que lhe fala a verdade de frente e defende nas costas, Paulo não falava dos irmãos pelas costas, pelo contrário, demonstrava gratidão pelas virtudes daqueles irmãos, seja grato a Deus pelas virtudes dos irmãos e não fale dos seus defeitos nas suas costas.

B. Devemos contagiar, com nossa gratidão, mesmo nas lutas.

O texto vai informar que ele demonstra sua gratidão por que a igreja se manteve firme mesmo nas lutas, conforme observamos: “[...] nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, à vista da vossa constância e fé, em todas as vossas perseguições e nas tribulações que suportais” (v.4). As lutas nos ajudam a fortalecer o nosso caráter, nos tornar fortes, devido a isto, o apóstolo agradece pelas lutas e perseguições sofridas por ele e pela igreja. Você e eu somos gratos a Deus pelas lutas enfrentadas e perseguições sofridas?

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem que Paulo escreveu esta carta para demonstrar gratidão constantemente a Deus pela fé, amor e constância dos irmãos de tessalônica, nossa gratidão deve ser contagiante falando das virtudes e não defeitos dos irmãos e sendo gratos mesmo em lutas e perseguições. Aplicação: A gratidão deve fazer parte da nossa vida, precisamos encerrrar as murmurações e sermosgratos ao Senhor. A maior maneira de demonstrarmos gratidão a Deus é por meio de Jesus, recebendo-o como nosso Único e Suficiente Senhor e Salvador, fazendo isso além de demonstrar gratidão, se recebe a vida eterna. Você quer?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM II TESSALONICENSES 1.1-2

TEXTO: II TESSALONICENSES 1.1-2

INTRODUÇÃO

A Segunda Carta de Paulo aos Tessalonicenses foi escrita para tratar sobre os sinais da segunda vinda de Cristo, bem como para alertar o povo à perseverança, sem ser levados por especulações sobre a vinda de Cristo, no Capítulo 1.1-2 Paulo traz um prefácio e introdução à carta, Ele queria orientar o povo de Deus.

TEMA: UMA CARTA ESCRITA PARA ORIENTAR O POVO DE DEUS!

1. CARTA INSPIRADA POR DEUS E ESCRITA POR HOMENS. V.1

A Escritura foi inspirada por Deus (II Tm 3.16), revelada à homens santos movidos pelo Espírito Santo (II Pe 1.20-21), aqui nesta carta é citada uma tripla autoria vejamos: “Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo” (V.1). Algumas verdades sobre estes autores:

A. Paulo, o apostolo.

Paulo foi perseguidor contra a igreja (Fp 3.6), apóstolo por vontade de Deus (I Co 1.1), sua mensagem veio por revelação de Jesus Cristo (Gl 1.11-12). A Palavra Apostolo (Gr. “Apostolew”, enviado com uma missão, desbravar). O apostolado de Paulo aconteceu pela graça de Deus mediante Jesus Cristo. Nós também somos chamados para desbravar os corações afastados de Cristo, levar o evangelho aos corações onde Cristo não foi anunciado (Rm 15.20). Não existem apóstolos hoje, mas a missão apostólica continua, é nossa.

B. Silvano, o cooperador.

Silvano foi um cooperador na obra de Deus, ele ajudou na obra, e independente de quem fosse o líder, estava disposto a ajudar. Ele é o mesmo Silas que pregou a palavra com Paulo e foi perseguido: (At 16.25), era profeta de Jerusalém, mas saiu para obra missionária (At 15.40), ajudou Pedro na obra e escrita das suas cartas (I Pe 5.12). Ele era um cooperador da obra, disposto a trabalhar para Cristo e nós estamos dispostos também?

C. Timóteo, o jovem pastor.

O Timóteo era filho de mãe judia crente e Pai grego (At 16.1), aprendeu desde a infância a Escritura com sua mãe Eunice e vó loide (II Tm 1.5), ele foi ordenado pastor pelo presbitério (I Tm 4.14) ainda na juventude (I Tm 4.12), como jovem pastor foi um auxiliar de Paulo e o ajudou na missão. Timóteo foi um jovem cristão exemplar, mesmo não sendo perfeito, tornou-se exemplo para as igrejas. Temos sido exemplo? Jovem, você tem sido exemplo?

2. UMA CARTA ESCRITA PARA O POVO DE DEUS. V.1

A carta foi escrita tendo como destinatário o povo de Deus, segundo está registrado: “Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo” (v.1). A Bíblia é uma carta de amor de Deus para o seu povo, a passagem lida traz algumas verdades sobre este povo, vejamos a seguir.

A. O povo de Deus é uma assembléia.

O povo de Deus é denominado Igreja (Gr. “Eklesia”, assembleia), isto indica que você não é um cristão isolado, mas na integração do povo de Deus, na assembleia dos santos, o cristão se filia à assembléia dos santos, ele integra uma comunidade que prega e vive a Palavra e valores que ele incorpora e passa a viver segundo eles. Não existe cristão sem igreja, sem fazer parte da assembleia do povo de Deus, precisamos juntamente com nossos filhos integrar o povo de Deus.

B. O povo de Deus deve estar onde estão esão as pessoas.

O povo de Deus foi chamado para alcançar as pessoas através da pregação dos pastores e crentes, o texto diz que a igreja estava em uma cidade chamada Tessalônica, isto é, ela deveria chegar nas localidades para alcançar as pessoas que habitavam ali. A Igreja que não é missionária perdeu o sentido de ser, pois igreja é chamada por Deus com a missão de adorar e evangelizar visando incorporar novos salvos à comunidade dos santos. Se a Igreja não cresce algo está errado, se a igreja está estéril na busca de novos salvos, algo não está bem!

C. O povo de Deus está ligada somente a Ele.

O texto nos informa que o povo de Deus é uma assembléia, comunidade; deve ir em busca das pessoas, mas também precisa está ligada a Deus, vejamos algumas lições: I. A Igreja pertence a Deus (v.1). II. A Igreja é formada por pessoas adotadas por Deus como filhos (v.1; Jo 1.12). III. A Igreja foi alcançada pela obra de Jesus Cristo (v.1). A Igreja tem um dono que é Deus, Ele executou uma obra salvadora através do sangue de Jesus, para as pessoas integrar esta igreja precisam aceitar esta obra de Deus sobre sua vida.

3. UMA CARTA PARA TRANSMITIR BENÇÃOS ESPIRITUAIS. V.2

A carta traz nesta parte introdutória a saudação bem costumeira de Paulo e que nós reformados usamos largamente, vejamos: “Graça e paz a vós outros, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo” (v.2). Paulo traz algumas verdades sobre as bençãos espirituais que Deus nos oferece, vejamos a seguir.

A. A benção da graça imerecida quando merecíamos o castigo. V.2

A palavra Graça (Gr. “Charis’, favor imerecido, receber algo sem mérito), isto indica que Deus nos dá o indulto celestial do perdão dos pecados e da eterna justificação, quando o que nós merecíamos era o castigo eterno. Paulo exalta a graça como a raiz da salvação, como a causa da eleição (Rm 11.15-6) e da salvação dos eleitos (Ef 2.8). Oh maravilhosa graça que Deus nos concedeu na pessoa do seu Filho Jesus!

B. A benção da paz como resultado da graça recebida. V.2

Paulo ainda vai nos informar na sua saudação que após recebermos o favor imerecido da graça, como resultado disso recebemos a paz (Gr. “Eirene”, concliliação, satisfação interior), o texto nos aponta para o sentido de uma satisfação em Jesus quando fomos alcançados pelo Senhor. Uma paz tão grande envolve o coração do salvo. Spafford perdeu quatro filhas num naufrágio e com o coração partido, fez uma música ao Deus que tira poesia das tragedia dizendo: “Sou feliz, com Jesus, Meu Senhor!”. Deus pode te encher de paz em Jesus!

C. A benção da graça e da paz são oriundos de Deus. V.2

Tanto a graça como a paz são bençãos espirituais provindas de Deus, vejamos: “Graça e paz a vós outros, da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo” (v.2). O homem não pode trazer a graça de Deus para outros homens, pois a graça vem de Deus e nos foi entregue por Jesus (Jo 1.16-17), sua paz - satisfação somente é nos entregue pelo Senhor, então não podemos ser satisfeitos fora de Cristo, a paz que excede todo entendimento vem de Deus (Fp 4.7). Receba a salvação pela graça e a paz eterna através do Senhor!

CONCLUSÃO

Vimos nesta mensagem que Paulo escreveu esta carta para orientar o povo de Deus, sobre isso verificamos que a carta foi inspirada por Deus e escrita por homens; foi escrita para o povo de Deus e nos transmite bençãos espirituais da paz e graça de Deus. Aplicação: Crentes: A Escritura foi escrita por homens inspirados por Deus, devido à inspiração, ela é inerrante e infalível, você deve confiar e obedecer os seus ensinos, vivendo e pregando a Palavra de Deus. Não Crentes: Nós vimos em uma parte desta mensagem que Deus oferece salvação pela graça e paz interna e eterna no coração. Você já tem certeza que se você comparecesse hoje perante o tribunal de Cristo, você teria certeza de salvação? Se sua resposta é negativa, estás caminhando num pantano escorregadio e vai te levar ao abismo, mas você pode hoje ainda receber a certeza de vida eterna através de Cristo Jesus. Você quer?

AUTOR: Pastor Veroniton Paz da Silva

 

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

VOZES DA REFORMA: A FÉ É INDISPENSÁVEL PARA A VIDA CRISTÃ - SOLA FIDE! (HEBREUS 11.1-3)

TEXTO: HEBREUS 11.1-3

“1 Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. 2 Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. 3 Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”.

INTRODUÇÃO

A fé um dom de Deus (Ef 2.8), ela é dada aos eleitos (Tt 1.1), somos justificados por meio dela sem as obras da Lei (Rm 3.28), sem fé não podemos agradar a Deus (Hb 11.6), precisamos de fé para orar (Mt 21.22), assim sendo não há vida cristã sem fé. A Carta aos Hebreus trata sobre a superioridade de Cristo, neste capítulo 11 trata da fé em Jesus como o motivo da vida de todos os heróis da fé, nós iremos tratar sobre a tema da fé definida na Reforma Protestante, para isto trabalharemos o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: VOZES DA REFORMA, MENSAGENS DA PALAVRA DE DEUS!

TEMA: A FÉ É INDISPENSÁVEL PARA A VIDA CRISTÃ - SOLA FIDE!

1. A NATUREZA DA FÉ. V.1

A fé (Gr. Pisteus, Confiança) é o meio que nós podemos tomar posse da salvação e das bençãos espirituais deccorrentes desta. Sem fé não é possível se aproximar de Deus (Hb 11.6), pois se não confiarmos Nele não podemos nos achegaarmos a Ele, a seguir veremos algumas caracteristicas da fé que precisamos ter para com Deus.

a) É uma espera certa e confiante. V.1a

A fé não é uma possibilidade, mas uma certeza, devido a isto quando se tem fé se espera de modo confiante, conforme se observa: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam [...]” (v.1a). Quando eu tenho fé não penas tenho a salvação como algo possível, mas como um fato certo e consumado. A confiança do salvo deve ser firme de tal forma que tenha certeza daquilo que se espera! A confiança em Deus para salvação é a fé salvadora (Ef 2.8) sem obras da Lei (Rm 3.28). A Palavra certeza (Gr. Hipóstase, garantia certa).

b) É uma convicção de fatos que fogem aos olhos. V.1b

A fé traz uma convicção de fatores que ainda não estão patentes aos nossos olhos, segundo está escrito: “Ora, a fé é [...] a convicção de fatos que se não veem” (v.1b). Ter convicção (Gr. Elenkos, Certeza firme) é mesmo antes de ver algo acontecer já ter a certeza que já é certa sua ocorrência, esta é a fé cristã. Jesus disse que são bem - aventurados os que não o viram e creram (Jo 20.29), Paulo disse que sa esperança que se vê não é esperança, pois o que não vemos aguardamos com paciência (Rm 8.24). Temos convicão mesmo antes de ver, isto é fé!

c) É uma espera que não nos estagna, mas nos leva a andar com Deus. II Co 5.7

Muitas pessoas que se podemos ter uma certeza plena da salvação pela fé nos levaria à uma vida de estagnação e pecado, mas não é isso que a Bíblia afirma, constatemos: “Visto que andamos por fé e não pelo que vemos” (II Co 5.7). A fé nos leva a ter uma vida cristã mobilizada, pois o verbo andar usado aqui traz uma ideia de movimento, contancia e não de inércia, quando recebemos a Cristo pela fé, nossa vida deve movimentar-se na direção da vontade de Deus através de uma vida pratica de cristianismo! Como está nossa vida?

2. O TESTEMUNHO DA FÉ. V.2

Homens que creram no Senhor tiveram um bom testemunho de vida, pois a fé nos leva a uma vida de testemunho, seegundo está relatado no texto: “Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho” (v.2). O texto de Hebreus 11 fala largamente dos hérois da fé, vehamos em alguns recortes o bom testemunho ali expresso.

a) O testemunho da fé levam homens à confiar totalmente no Senhor. Hb 11.8

Abraão é citado como um exemplo de fé confiante, segundo está escrito: “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (v.8). Algumas lições importantes: A. Foi o próprio Deus que chamou Abraão (v.8a). B. Abraão obedeceu ao chamado de Deus (v.8b). C. O chamado era para sair da sua terra e parentela para uma terra herdada (v.8c). D. Abraão obedeceu pela fé confiando na promessa de Deus, pois não sabia onde era a terra (v.8d).

b) O testemunho da fé levam homens à uma dignidade espiritual. Hb 11.37-38

Há uma dignidade espiritual dada àqueles que creem em Jesus, observemos: “37 Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados 38 (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra” (vv.37-38). Algumas verdades precisam ser enfatizadas: I. Aqueles homens foram desprezados pelo mundo (v.37). II. Aqueles homens foram perseguidos pelo mundo (vv.37-38). III. O mundo não era digno daqueles homens (v.38). Os salvos não possuem holofotes da terra, mas do céu!

c) O testemunho da fé leva homens á preferir morrer do que negar Jesus. Hb 11.35b

Servos de Deus foram torurados até a morte, por não nagar a fé, eles criam na ressurreição: “[...] Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição” (Hb 11.35b). Homens que preferiram morrer do que negar sua fé como John Huss, William Tyndade, Jean Du Bourdeal, Mattheiu Verniel e Pierre Bourdone (mártires da Guanabara), preferiram morrer do que negar a sua fé em Cristo, perderam a vida, mas não perderam a fé. Guarde a fé, mesmo sofrendo investidas pesadas, gera bom testemunho!

3. A RACIONALIDADE DA FÉ. V.3

A fé cristã é inteligente, traz entendimento ee discernimento espiritual nas várias situações, bem como nos aponta para uma crença esclarecida, pois a nossa fé se baseaia em um Deus real e atuante e que pode ser conhecido, devido a isto nossa fé é inteligível, sobre este aspecto vejamos algumas verdades.

a) Pela fé cremos e entendemos que Deus é o criador. V.3

O homem pode saber da existência de Deus ao observar a natureza (Sl 19.1), mas para ter uma intimidade com o Deus criador é preciso fé, vejamos: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (v.3). Algumas lições: a. A fé nos faz crer e entender que Deus criou o universo (v.3). b. A fé noss faz crer e entender que Deus criou tudo pela sua Palavra (v.3). c. A fé nos faz crer e entender que Deus criou tudo do nada (v.11).

b) Pela fé cremos e entendemos que Deus é o salvador. I Jo 5.20

O texto nos traz a verdade do entendimento para salvação, vejamos: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20). Algumas verdades: A. Pela entendemos que Jesus veio ao mundo (v.20). B. Pela fé recebemos entendimento para o reconhecermos e estarmos Nele (v.20). C. Pela fé entedemos a divindade de Jesus (v.20). D. Pela fé recebemos entendimento para a vida eterna - salvação (v.20). Pela fé receba escalrecimento para salvação!

c) Pela fé cremos e entendemos que Deus tem todo poder. Ef 1.18-19

Sobre o assunto vejamos: “18 iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos 19 e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Ef 1.18-19). Verdades fundamentais do texto: 1. O entendimento que recebemos de Deus é espiritual, no coração (v.18a). 2. O entendimento nos faz ter esperança (v.18b). 3. O entendimento da fé nos faz entender ao valor da herança eterna que recebemos (v.18c). 4. O entendimento da fé nos faz ter discernimento da eficácia do poder de Deus (v.19).

CONCLUSÃO

Meus irmãos nesta mensagem vimos que a fé é indispensavel para a vida cristã. Sobre isto observamos sobre a natureza da fé como uma espera certa e confiante, convicção de fatos que foge aos olhos, e esta fé não nos estagna, mas nos leva a andar com Cristo. Observamos também sobre o testemunho da fé confiando em Deus, tendo dignidade espiritual e não negar a fé. Ainda observamos sobre a racionalidade da f´é que nos ensina que Deus é criador, salvador e Todo-Poderoso. Aplicação: Crentes: Nós precisamos confiar em Deus, buscá-lo, até morrer se for necessario pela fé, orando, clamando e buscando o evangelho. Não Crentes: A salvação é pela fé independente das obras da Lei, você pode hoje render seu coração a Cristo e, por meio da fé, ter certeza da salvação.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

segunda-feira, 24 de outubro de 2022

VOZES DA REFORMA: A TEOLOGIA CENTRALIZADA NA GLÓRIA DE DEUS - SOLI DEO GLORIA (ROMANOS 11.33-36)

TEXTO: ROMANOS 11.33-36

INTRODUÇÃO

A carta de Paulo aos Romanos é a carta mais teológica que ele escreveu, ela tem teologia profunda (1.1-11.36), a teologia na prática da vida cristã (12.1-33), saudaçoes e recomendações cristãs (16.1-27). No texto lido podemos conferir que se trata de uma doxologia, que é uma exaltação a Deus depois de um discurso realizado. Paulo vem de uma sequencia teologica muito profunda: salvação eterna e imperdivel dos eleitos (8.1-39), soberania de Deus na eleição dos salvos e rejeição dos reprobos (9.1-33), a responsabilidade pela rejeição é dos pecadores, embora Deus seja soberano (10.1-11.32), Paulo então, humanamente não entende como isso pode se entrelaçar, se prostra e exalta a este Deus que tem planos profundos e insondáveis.

ASSUNTO: VOZES DA REFORMA, MENSAGENS DA PALAVRA DE DEUS

TEMA: A TEOLOGIA CENTRALIZADA NA GLÓRIA DE DEUS - SOLI DEO GLORIA!

1. ELA INDUZ O SERVO DE DEUS À DEVOÇÃO. V.33a

O texto indica devoção, vejamos: “Ó profundidade da riqueza [...]” (v.33a). O apostolo usa aqui o vocativo que era usada devoções.. Algumas verdades importantes.

1.1 A devoção a Deus requer exclusividade. Mt 6.24

A nossa devoção deve ser feita ao Senhor de forma exclusiva, vejamos: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24). Algumas verdades: A. A devoção a dois senhores é impossível (v.24). B. A devoção envolve amor único (v.24). C. A devoção envolve devoção única (v.24). Paulo atesta isso ao usar o vocativo no versiculo 33 e ao afirmar que seu viver era Cristo e o morrer lucro (Fp 1.21).

1.2 A devoção a Deus requer conhecimento de Deus. Os 6.3

Há um convite das Escrituras para que conheçamos a Deus, vejamos: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). Algumas lições: a. Deus é transcendente, Ele é maior e distinto da criação: “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (I Rs 8.27). b. Deus é imanente, Ele se faz presente na criação: “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15). c. Deus é cognoscível, Ele se faz conhecer ao homem por meio de Jesus: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27).

1.3 A devoção a Deus requer vida prática de consagração. Lc 2.36-38

A Escritura traz algumas verdades sobre a consagração: “36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara 37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. 38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém”. (Lc 2.36-38). Algumas lições sobre a consagração de Ana: a. Ela jejuava constantemente (v.36-37). b. Ela orava diuturanamente (v. 37). c. Ela congregava regularmente (v.37). d. Ela falava sobre Jesus ousadamente (v.38). Quem se consagra, recebe ousadia e poder para falar de Jesus!

2 INDUZ O SERVO DE DEUS À HUMILHAÇÃO. V.33-35

2.1    Devemos nos humilhar porque Deus é profundo em riqueza. V.33

Paulo inicia a passagem dizendo que Deus é profundamente rico, vejamos: “Ó profundidade da riqueza [...]” (v.33a). Algumas lições importantes: 1. Deus é rico em bondade: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.4). 2. Deus é rico em perdoar: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor , que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55.7). 3. Deus é rico em doar: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (Fp 3.8).

2.2 Devemos nos humilhar porque Deus é inescrutável em sabedoria. V.33b

a. Por causa da sua sabedoria, Deus é onisciente. “[...] tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus” (v.33b). A teologia chama o conhecimento de Deus de onisciência, Ele sabe tudo. b. Por causa da sua sabedoria, Deus é insondável em seus juízos: ”[...] Quão insondáveis são os seus juízos [...]” (v.33c) Insondável significa algo que cujo fundo e/ou limite não se consegue encontrar. A forma que ele os realiza nem sempre são compreensíveis para as nossas mentes. c. Por causa da sua sabedoria, Deus é inescrutável em seus caminhos: “[...] quão inescrutáveis, os seus caminhos!” (v.33d) Os caminhos do Senhor, tal como os seus juizos são traçados de tal forma que mesmo que pareçam desconexos, mas se encontram na perfeição divina.

2.3    Devemos nos humilhar porque Deus é suficiente em seu ser. V.34-35

A Escritura afirma que Deus é autossuficiente, vejamos: “34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?” (vv.34-35). São perguntas retóricas que a resposta é óbvia. Ninguém conheceu a mente do Senhor (v.34), Ele não precisou de conselheiro algum, é perfeito (v.34). Ele não recebeu de ninguém, pois Ele é quem dá a todos (v.35). Deus é suficiente em seu ser! Louvado seja o seu nome!

3. ELA INDUZ O SERVO DE DEUS À UMA TOTAL RENDIÇÃO.V.36

3.1 Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas tem origem Nele. V.36a

A Palavra de Deus afirma que Deus é a origem de tudo, vejamos: “Porque dele [...]” (V.36a). Deus é a origem do mundo natural e espiritual. A criação não veio de explosão cósmica ou de uma evolução, segundo a biologia códigos genéticos não são originados espontaneamente, ou seja, eles são implantados em nós pelo Deus Todo Poderoso. Tudo veio Dele! Ele é o criador das coisas visíveis e invisíveis, Louvado seja Deus!

3.2 Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas são sustentadas por Ele. V.36b

Podemos observaar que Deus sustenta tudo que existe, consoante está escrito: “[...] e por meio dele [...]” (v.36b). Paulo está tratando aqui sobre a origem de tudo e que as coisas não somente foram criadas, elas continuam existindo “por meio Dele”, porque este Deus cria, sustenta o universo criado pela palavra do seu poder (Hb 1.3), nada existe sem que Ele tenha criado, nada há sem que o Senhor sustente.

3.3 Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas têm a sua finalidade de existência Nele. V.36c

A Escritura nos afirma que tudo tem o sentido de existir em Deus, conforme está registrado: “[...] e para ele são todas as coisas [...]”. Deus criou tudo e sustenta tudo, mas isto tem uma finalidade “para Ele”, as preposições gregas “EK”, “Eis” indicam finalidade, ou seja, a finalidade de todas as coisas é estar junto a Deus, quando os homens entenderem isto, estarão satisfeitos em Deus.

3.4    Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas redundam em gloria a Ele. V.36c

Tudo deve levar os homens a glorificar a Deus: “[...] A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”. Paulo conclui aqui dizendo que como todas as coisas são criadas, sustentadas e tem por finalidade louvar a Deus, fecha com chave de ouro dizendo: “A Ele, pois, a gloria eternamente. Amém”. Toda a glória deve ser dada a Deus, somente vai se declarar desta forma, aqueles que se rendem a Ele de maneira total.

CONCLUSÃO

A presente mensagem trouxe algumas lições sobre a Utilidade de Uma Teologia Centralizada na glória de Deus, vimos que ela induz o servo de Deus à devoção, humilhação, à uma total rendição. Aplicação: A nossa teologia deve centralizar a glória de Deus, quando eu não entender os planos de Deus, devo adorar. Se você está vivendo uma vida longe de Deus, de forma pecaminosa, saiba que fostes criado para viver glorificando a Deus, somente irás encontrar paz quando estiveres em Deus. Você já tem certeza de vida eterna? Se sua resposta é sim, viva para glória de Deus, se é não, entregue-se a Cristo ainda hoje e receberás certeza de ir morar no ceu com Jesus, ainda viverás para glória e louvor do Senhor!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

  

VOZES DA REFORMA: A REVELAÇÃO ESCRITA DE DEUS PARA NÓS - SOLA SCRIPTURA! (SALMOS 19.1-14)

TEXTO: SALMOS 19.1-14

INTRODUÇÃO

O homem não pode conhecer a Deus, a menos que Este se revele a Ele, Ele faz isso de maneira naural pela criação, também de modo especial pela Escritura. O Salmista trata deste assunto neste Salmo 19, sobre a Revelação Natural (vv.1-6), Especial (vv.7-8), aplicação da Revelação Especial no coração (vv.9-14). A Reforma Protestante trouxe a Revelação Especial e Escrita de Deus de volta ao centro do culto, vejamos algumas lições a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: VOZES DA REFORMA: MENSAGENS DA PALAVRA DE DEUS

TEMA: A REVELAÇÃO ESCRITA DE DEUS PARA NÓS - SOLA SCRIPTURA!

I. A REVELAÇÃO NATURAL DE DEUS. VV.1-6

A revelação natural se dá pelas obras da criação, ela não traze salvação, mas deixa os homens indesculpaveis diante de Deus (Rm 1.20), mesmo não trazendo salvação, a revelação natural é importante, vejamos algumas lições.

1. A revelação pela criação ensina a glória de Deus. V.1

A glória de Deus é vista na criação do mundo, vejamos: “Os céus proclamam a glória de Deus [...]” (v.1a). Toda a criação numa só voz, sejam os seres vivos como animais do campo, aves, reptéis e peixes, ou mesmo inanimados como água, terra, ar, etc. Tudo no seu tempo diz glória (Sl 29.9), se a criação irracional glorifica a Deus, nós homens também devemos fazer!

2. A revelação pela criação ensina a existencia de Deus. V.1

A criação indica que Deus é atuante, agiu na criação e continua intervindo na história: “[...] e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. (v.1b). A criação apresenta que Deus é real, Ele age, realizou a grande obra da criação, Ele criou tudo, Ele Existe! Ele é poderoso! Ele se deu a conhecer a todos os homens!

3. A revelação pela criação ensina sobre Deus de modo didático. VV.2-6

A criação é didática, nos transmite uma mensagem inteligivel, vejamos: “2 Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. 3 Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; 4 no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol, 5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como herói, a percorrer o seu caminho. 6 Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu percurso; e nada refoge ao seu calor” (vv.2-6). A. A criação discursa de modo intercalado (v.2). B. A criação discursa de modo silencioso e eficaz (v.3). C. A criação discursa de forma universal, todos conhecem a Deus (v.4). D. A criação discursa através dos elementos criados e pela beleza que apresentam como faz o sol (v.5-6).

II. A REVELAÇÃO ESPECIAL DE DEUS.VV.7-8

A Escritura nos afirma que além da revelação natural, Deus se revelou de maneira de modo especial pela sua revelação Escrita (Lc 1.1-4), vejamos algumas características desta revelação:

1. A revelação especial de Deus é perfeita. V.7.

A revelação Escritta de Deus é inerrante e infalível, devido à sua perfeição: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7a). A revelação especial de Deus não falha, pois é perfeita, inspirada por Deus (II Tm 3.16), por homens movidos pelo Espírito Santo (II Pe 1.20-21). A Palavra de Deus não falha, Deus se revela por Ela!

2. A revelação especial de Deus traz restauração. V.7

A Palavra do Senhor nos traz restauração, segundo observamos: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7). Deus nos restaura pela sua Palavra.

3. A revelação especial traz sabedoria espiritual. V.7

A Palavra de Deus traz sabedoria aos que entregam sua vida a Cristo, mesmo que sejam simples: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7). Muitos são preconceituosos contra cristãos e dizem que estes são ignorantes, mas a sabedoria de Deus é loucura para o mundo (I Co 1.20-21), devido a isto, conhecer e viver a Palavra de Deus é sabedoria dada por Deus!

4. A revelação especial de Deus traz alegria ao coração e iluminação. V.8

A Palavra de Deus traz a alegria de Deus aos corações, iluminando o interior dos que recebem a Palavra, vejamos: “Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro e ilumina os olhos” (v.8). O Espírito age na Palavra (Jo 16.13; Jo 17.17), ilumina os olhos (Ef 1.18), convence (Jo 16.8), tudo pela Palavra!

III. A REVELAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS NO CORAÇÃO. VV.9-14

A. A forma de ser recebida a palavra: 1. Deve ser recebida com temor reverente:“O temor do Senhor é límpido e permanece para sempre; os juízos do Senhor são verdadeiros e todos igualmente, justos” (v.9). 2. Deve ser desejada de modo intenso: “São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos” (v.10). 3. Deve ser aceita a sua admoestação: “Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa” (v.11). Como você recebe a Palavra?

B. O efeito que a palavra traz: 1. Nos livra de pecar contra Deus: Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. (v.12). 2. Livra-nos da soberba: “Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão” (v.13). 3. Influencia o nosso falar e pensar: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor , rocha minha e redentor meu!” (v.14).

CONCLUSÃO

A Palavra trouxe uma mensagem sobre a revelação de Deus ao seu povo, sobre isto verificamos que Deus se revelou de modo natural pela criação; de modo especial pela Escritura e que esta revelação precisa ser aplicada ao coração. Aplicação: Crentes: A Revelação perfeita de Deus está na Escritura, precisamos conhecê-la (discipulado), praticá-la (santidade) e proclamá-la (pregação e evangelização). Temos feito isso? Não Crente: Se você não tem certeza de vida eterna, saiba que revelação da Escritura nos diz que devemos ter a Palavra, dar lugar à Palavra e aceitar a palavra no coração. Fazendo isso receberemos vida eterna - salvação. Você entendeu o que falamos? Isso faz sentido para você? Se isso faz sentido, você gostaria de ter certeza da sua salvação? Para isso precisas entregar teu coração a Cristo, quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva