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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Esboço de Sermão Baseado em João 2.18-21

TEXTO: JOÃO 2.18-21

INTRODUÇÃO

João escreve aqui narrando Jesus falando sobre a relação que Ele tem com o templo, na primeira parte desta mensagem nós vimos que Jesus purificou o culto do templo e a partir desse momento observaremos que Ele realiza o scrificio por nós no templo, isso faremos tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 02: JESUS REALIZA O SACRIFICIO NO TEMPLO

1. JESUS DESCREVE A SUA OBRA EM NOSSO FAVOR. VV.18-21

O texto nos afirma que Jesus trata da sua obra por nós, vejamos: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. 20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? 21 Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (vv.18-21). Vejamos algumas verdades:

A. A maior obra realizada por Jesus foi a sua obra salvífica em nosso lugar (vv.18-19)

Jesus realizou sua obra na cruz em nosso favor (v.18,19). Verdades: 1. A obra de Cristo é o maior sinal realizado para nos salvar: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei” (vv.18-19). 2. A obra de Cristo traz redenção e remissão de pecados: 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13-14). 3. A obra de Cristo salva: Perfeitamente: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30) e Permanentemente: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25)

B. A obra de Cristo inicia com a morte, mas se conclui com a ressurreição (v.19-20)

A obra de Cristo inicia com sua vida, morte e se conclui na ressurreição, conforme se observa: 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei.20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? (Vv.19,20). Aprendizados: 1. Jesus venceu a morte de uma vez por todas: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18). 2. Jesus venceu a morte para ser nosso representante no céu: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). 3. Jesus venceu a morte, sendo nosso caminho para o céu: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20)

C. A obra de Cristo foi um sacrificio para nos salvar de forma perfeita (v.21)

Cristo trata do seu corpo como um santuário onde ocorreu o sacrifício, vejamos: Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). O seu corpo foi o santuário do sacrifício perfeito. John Stot disse que a obra de Cristo por nós se deu em tres dimensões: 1. Jesus nos salvou no santuário: Lugar do sacrifício perfeito: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (v.21; Hb 1.3). 2. Jesus nos salvou no mercado de escravos: Comprou-nos por um preço grandioso: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6.20). 3. Jesus nos salvou no tribunal: Ele nos absolveu dos nossos pecados e nos conduziu a Deus:1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2)

2. O SACRIFÍCIO DE CRISTO FOI FEITO DE MANEIRA PERFEITA. V.21; I PE 1.18-20

Tratando sobre a obra de Cristo verificamos que ela aconteceu no santuário (v.21), perfeitamente, vejamos: 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (I Pe 1.18-20). Alguns ensinos serão enfatizados a seguir.

A. A salvação não pode ser comprada nem merecida (v.18).

A Escritura deixa bem claro que nós não podemos comprar nem merecer a nossa salvação, vejamos: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram” (v.18). Verdades: 1. Deus nos salva pela graça sem obras da lei: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). 2. Deus salva pela graça tanto antes como depois de Cristo: “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At 15.11). 3. Deus salva pela graça através da obra de Cristo: 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23-24).

B. A salvação foi paga pelo angue de Cristo (v.19).

O texto afirma que o sangue de Cristo foi o pagamento que a justiça de Deus exigiu (v.19). Lições extraídas: 1. O resgate da alma para o ser humano é impagável: 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate 8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.), 9 para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova” (Sl 49.7-9). 2. O resgate da alma foi feita de forma perfeita por Cristo: ”Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). 3. O resgate da alma foi feito de forma definitiva por Jesus: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14)

C. A salvação em Cristo foi planejada e executada por Deus (v.20).

O texto trata da soberania de Deus que tanto planejou como executou a salvação: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.20). Aplicações: 1. Deus planejou a obra de Cristo antes de existir o mundo (v.20a). 2. Deus executou a obra de Cristo na história, enviando seu Filho ao mundo (v.20b). 3. Deus executou a obra de Cristo por amor a nós (v.20c)

3. O SACRIFICIO DE CRISTO NOS ALCANÇOU DE FORMA TOTAL. V.21

Jesus nos alcançou de modo pleno no santuário que se tornou seu corpo, conforme observamos: “Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). Algumas verdades serão enfatizadas:

A. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira irrepetida:

A Escritura nos afirma que a obra de Cristo aconteceu de uma vez por todas, conforme se observa: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12). Aprendizados: I. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrifício (v.12a). II. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrificio de forma perfeita (v.12b). III. Jesus é o nosso sacerdote que continua sua obra no céu (v.12c). Qualquer cerimônia que se diga ser renovação do sacrifício de Cristo é uma heresia do inferno, pois este aconteceu de uma vez por todas, não se repete!

B. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira salvadora:

A obra de Cristo trouxe salvação para o povo de Deus, vejamos: Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Notas: I. Jesus salva totalmente e não parcialmente (v.25a). II. Jesus salva somente os que se entregam a Ele (v.25b). III. Jesus preserva o seu povo salvo pela sua intercessão (v.25).

C. O sacrificio e ressurreição o atesta como nosso intercessor (Rm 8.31-34).

A Escritura nos demonstra a obra de Cristo pelos eleitos, nos afirmnando que: 31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.31-34). Anotações: I. Ninguem pode derrotar o povo eleito de Deus, pois, Deus é com Ele (v.31). II. Ninguém pode sonegar as riquezas celestes ao povo de Deus, pois, Deus em Cristo já nos deu graciosamente (v.32). III. Ninguém pode acusar o povo eleito de Deus, pois Deus o justifica (v.33). IV. Ninguém pode condenar o povo eleito de Deus, pois Cristo morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por ele (v.34).

APLICAÇÃO 02: Nós observamos que Jesus realiza o sacrificio no templo, descreve a sua obra em nosso favor, de maneira perfeita, nos alcançando de forma total. Aplicação: Crentes: Jesus ao descrever o seu sacrificio por nós não queria apenas nos informar que fomos alcançados por este sacrificio, mas nos desafiando a proclamar esta gloriosa bênção a outras pessoas que fomos alcançados por Ele e que outras pessoas também podem ser. Vamos fazer isso? Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Cristo nos salva de modo perfeito, não por merecimentos nosso, mas pelo seu precioso sangue derramado na cruz. Você pode ser alcançado hoje por esta grande salvação, basta você render o seu coração a Cristo, aceitando-o como seu Único Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

Esboço de Sermão Baseado em João 2.13-17

TEXTO: JOÃO 2.13-17

INTRODUÇÃO

Há ajuntamento do povo de Deus, isto é normal, mas, o problema é que as pessoas sempre tiveram um certo misticismo com relação ao templo, para os judeus Deus só estaria presente no templo, Jesus veio e aqui nesta passagem faz uma prévia do que iria acontecer com o templo principal, que era seu corpo que seria destruído e depois de três seria reedificado (v.19), eles pensavam que Ele estivesse falando do templo fisico, mas falava dele próprio (v.20-21), Jesus trata aqui de uma relação dele com o templo, purificando o culto do mesmo, e sobre este assunto iremos falar tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 01: JESUS PURIFICA O CULTO DO TEMPLO

1. ELE PURIFICA O CULTO TIRANDO DELE OS OBJETOS ESTRANHOS A ELE. V.13-15

A Palavra de Deus nos diz Deus retira aquilo que não está prescrito por Ele, como o comércio da fé, vejamos: 13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; 15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (vv.13-15). Alguns aprendizados serão enfatizados a seguir.

A. Há pessoas que fazem do templo local de comércio (vv.13-14).

13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados (vv.13,14). Lições: I. Eles estavam no lugar certo para a o culto - Jerusalém (v.13). II. Eles estavam no momento certo - Festa da páscoa (v.13). III. Eles mesmo no lugar e mmomento certos, mas fizeram a coisa errada - Venderam a fé (v.14).

B. Jesus é contra o comércio no templo, Ele está irado contra isso (v.15).

“Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). Verdades: I. O comercio no templo é atitude de falsos cristãos: (II Pe 2.3). II. O comércio no templo deve ser evitado pelo servo de Deus: (II Co 2.17). III. O comércio no templo traz a ira de Jesus contra os que assim agem: (v.15)

C. Jesus condenará todos os que fazem do templo lugar de comércio (II Pe 2.3).

Jesus condena o comércio da fé, no qual falsos líderes usam a boa fé das pessoas para o engano, comercializando a fé, Vejamos: I. Os que fazem do templo o lugar de comércio quer apenas lucrar com as ovelhas: (Ez 34.3). II. Os que fazem do templo o lugar de comércio pensam apenas apenas nas coisas terrenas: (Fp 3.19). III. Os que fazem do templo o lugar de comércio estão no caminho do juízo de Deus: (II Pe 2.3).

2.  ELE PURIFICA O CULTO EXTRAINDO DELE O MERCADO DA FÉ. V.16

Jesus fez a purificação do culto, tirando dali o mercado religioso contrário á sua Palavra: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16). Veremos algumas verdades expostas neste instante.

A. Jesus identifica quem são os vendilhões do templo (v.16a).

Jesus traz a identidade dos vendilhõe, falando diretamente com eles: “ e disse aos que vendiam as pombas […]”. A Escritura ainda afirma sobre eles dizendo que: deles dizendo que : A. Eles são pessoas que fazem da religião fonte de lucro (v.15). B. Eles são pessoas que fazem do culto um negócio (v.16a). C. Eles são pessoas que amam o dinheiro mais do que tudo (I Tm 6.5,10)

B. Jesus ordena que eles abandonem essa prática (v.16b).

Jesus antes da punição alerta os homens a que abandonem o erro, na questão do comércio da fé não é diferente, vejamos: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b). Ensinamentos: A. O perdão não é para quem reconhece, mas para quem deixa: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). B. O perdão vem seguido de duas partes: Arrependimento - Reconhecimento do erro e conversão - Uma volta para Deus: 19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, 20 a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus” (At 3.19-20). C. O perdão para aquela paratica de tornar o templo um mercado, viria se eles deixassem isso: “[…] Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b).

C. Jesus retira do culto tudo que não está prescrito por Ele na sua Palavra.

Jesus tirou do culto ali coisas que eram contrárias á Palavra, pois Deus mesmo prescreve na Escritura o que Ele quer que esteja no culto, vejamos algumas verdades: I. O culto deve ter aquilo que está prescrito na Escritura: Oração: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1.14); Músicas: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16), Leitura Bíblica: “Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.15); Pregação: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (I Tm 4.2); Ofertório: 1 Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 2 Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas” (Lc 21.1-2). e Sacramentos: Batismo: Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Ceia do Senhor: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7). II. O culto não pode ter negociatas como os vendilhões estavam fazendo: “15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas 16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (Jo 2.15-16). III. O culto onde o dinheiro é mais importante que a adoração é pagão e diabólico, não cristão: 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10)

3  ELE PURIFICA O TEMPLO TENDO UM ZELO SANTO POR DEUS. V.17

Jesus teve um santo zelo pela casa de Deus e nós também devemos ter, vejamos: 17 Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Observemos algumas verdades a seguir.

A. Jesus purificou o templo porque a Escritura nos orienta quanto ao zelo pela casa de Deus (v.17a)

O texto nos afirma que a Escritura trata sobre o zelo pela casa do Senhor: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Verdades: I. O termo zelo (Gr. Zêlos) significa diligente, empenhado, cuidadoso (V.17). Deste termo vem o nome do partido político Zelotes que tinham um zelo pela idependência de Israel. II. O termo zelo pode ter sentido de um zelo sem entendimento correto: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10.2). E um zelo ignorante. III. O povo de Deus deve ter um zelo de santidade por Deus: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).

B. Jesus foi consumido pelo zelo pela casa de Deus (v.17b).

Jesus afirma que o zelo da casa de Deus o consumiria como já era predito na Escritura: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Aplicações: I. O zelo de Jesus pela causa divina já havia sido profetizado na Escritura: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim” (Sl 69.9). II. O zelo de Jesus pela causa de Deus o fez se irar contra os mercadejantes do templo: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). III. Jesus foi consumido pela casa de Deus: “[…] O zelo da tua casa me consumirá” (v.17b). Aqui se refere também á sua morte.

C. Jesus arrumou inimigos por causa do zelo pela casa de Deus (Mc 11.15-18).

O texto paralelo exposto apresenta pessoas que odiaram Jesus por causa da sua ação contra o comércio no templo, como se observa: 15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina” (Mc 11.15-18). Notas: I. O comércio do templo acontecia com a anuência dos religiosos (v.18). II. O comércio do templo foi condenado tenazmente por Jesus (vv.15,16). III. O comércio do templo foi um meio de Jesus ensinar sobre o papel do templo (v.17). IV. O comércio do templo fez os promotores se tornarem inimigos de Jesus (v.18).

APLICAÇÃO 01: Nós observamos nessa primeira parte da mensagem que Jesus purifica o culto no templo, tirando dele os objetos estranhos a ele, extraindo dele o mercado da fé e tendo um zelo santo por Deus. Aplicação: Crentes: “[…] o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras […]” (CFW, Cap. XXI, 1). O culto não pode ser um mercado, Jesus não pode ser um produto e nem os crentes consumidores. Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Jesus exige que haja arrependimento com o abandono do pecado e uma conversão que é uma volta pra Deus, tendo seus pecados perdoados e apagados para salvação. Quer receber isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

Esboço de Sermão Baseado em João 2.1-12

 TEXTO: JOÃO 2.1-12

INTRODUÇÃO

O evangelho de João foi escrito para levar as pessoas a crer em Jesus e ter a vida eterna (Jo 20.30,31), sua data varia de 85 a 90 d.C. Seu objetivo foi tanto evangelistico para levar pessoas è fé; como também apologético, combatendo um falso ensino embrião do Gnosticismo que negava que o Deus eterno pudesse se tornar homem. João trata também sobre contrastes como morte e vida, luz e trevas; fé e incredulidade. Nesta passagem Jesus realiza seu primeiro milagre de transformar água em vinho, sobre este evento nós iremos extrair algumas lições a partir do tema seguinte>

TEMA: JESUS, O SENHOR QUE FAZ UMA TRANSFORMAÇÃO EXCELENTE!

I. UM CONVITE NECESSÁRIO: JESUS PARA DENTRO DO LAR. VV.1-3

1. Não esqueça do principal: Jesus (vv.1,2)

As pessoa convidam muitas pessoas para sua vida muitas vezes se arreendem de ter chamado alguns convidados, o casal fez convite a pessoas vejamos: 1 Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galileia, achando-se ali a mãe de Jesus. 2 Jesus também foi convidado, com os seus discípulos, para o casamento” (vv.1,2). Aplicações: a. Você pode ter muitas companhias (v.1). b. A companhia principal é a de Jesus (v.2). c. A pessoa que tem a companhia de Jesus também se une aos seus discípulos (v.2)

2. Você pode ter Jesus presente e ainda assim faltar alegria no lar (v.3a)

Muitas pessoas, mesmo tendo Jesus, por muitos motivos podem ter a alegria roubada da sua vida, como aconteceu com o casal que teve o vinho faltando, consoante lemos: “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho” (v.3a). Lições: A. Um problema: O vinho acabou (v.3). b. Um significado: Vinho simbolizava alegria, euforia (v.2). c. Uma lição: Não deixe a legria acabar na sua vida e no seu casamento; se acabou, busque ajuda em Jesus (v.3).

3. É necessário que alguém tenha sensibildade espiritual para percber quando algo não vai bem (v.3b)

A nossa amada irmã em Cristo, Maria percebeu que tinha algo errado, conforme se verifica: “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho” (v.3a). Algumas notas para aprendizado:

a. Jesus permite que problemas aconteçam: falta de vinho (v.3). b. Jesus quer que as pessoas tenham empatia pela dor alheia: Ela se sentiu com o problema deles (v.3). c. Jesus atende necessidades muitas vezes a partir de pessoas que se interessam pelas outras: Ela comunicou a Jesus o problema (v.3).

II. UMA DECISÃO NECESSÁRIA: BUSCAR A SOLUÇÃO DO PROBLEMA. VV.3-5

1. Para resolver o problema é preciso buscar quem pode resolver: Jesus (v.3).

As pessoas estão buscando solução para seus problemas em muitas portas, mas Maria foi na fonte certa, consoante vemos (v.3). Verdades: a. Jesus já sabe de tudo que precisamos: 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas” (Mt 6.31,32). b. Jesus quer que as pessoas peçam pelas suas necessidades: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6). c. Jesus quer que o busquemos tambem em favor de outros: “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm mais vinho” (v.3a).

2. Para resolver o problema precisamos esperar o tempo certo: A agenda de Jesus (v.4)

Jesus tem uma agenda feita no céu e não pelos homens, Ele cumpre essa agenda em detrimento daquilo quie os homens buscam: “Mas Jesus lhe disse: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora” (v.4). Anotações: a. Jesus falou aqui não como filho de Maria, mas como o Deus de Maria (v.4). b. Jesus atesta que a sua hora não era a hora Dela (v.4). c. Jesus vem não na agenda humana, mas na sua agenda soberana (v.4). Jesus não está a uma agenda pré-fabricada por uma instituição, Ele vem na sua própria hora!

3. Para resolver o problema precisamos obedecer ao Senhor Jesus (v.5).

Jesus tem solução para nós, a questão é que nossa desobediência é que causa nossos problemas, vejamos, então o melhor caminho é a obediência: “Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que ele vos disser (v.5). Verdades: a. Jesus usa seres humanos para chamar os homens à obediência (v.2a). b. Jesus quer que a nossa obediencia seja total (v.5b). c. Jesus nos afirma que a obediência é marca registrada de quem o ama: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (Jo 14.15). d. A pessoa salva deve ter Cristo como Senhor, obedecendo: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46).

III. UMA ATITUDE NECESSÁRIA: FÉ CONFIANTE. VV.6-8

1. Fé é ver Jesus usar coisas simples para o milagre: Talhas de Pedra (v.6)

Jesus não fez cair do céu talhas de pedra, Ele usou aquelas que os judeus usavam, cnforme vemos: “Estavam ali seis talhas de pedra, que os judeus usavam para as purificações, e cada uma levava duas ou três metretas” (v.6). lições: a. Jesus usa talhas de pedra para o recipiente do milagre, ele também usa as coisas pequenas para ser glorificadas nelas (v.6). b. Jesus sempre usou as coisas simples: Um casal pobre para ser sua família (Lc 2.21-24); Uma manjedoura como seu berço natal (Lc 2.7), simples pastores como seus mensageiros (Lc 2.8-20). Ele usou um vaqueiro e agricultor como profeta: Amós (Am 7.14). Ele usou um homem como Moody, com pouco conhecimento, para ser o maior avavalista da América. Ele pode te usar com grande poder. c. Ele usou homens simples e iletrados para virar o mundo de ponta-cabeça: “Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (At 17.6). Deus quer homens e mulheres que na sua simplicidade se coloquem na mão dele. Você quer ser essa pessoa? Diga a Deus: Eu quero ser essa pessoa!

2. Fé é crer antes de ver o milagre (v.7,8)

Aqueles homens que estavam ali receberam a ordem de Jesus de colocar água nas talhas de pedra e levar ao mestre sala, eles obedeceram: “7 Jesus lhes disse: Enchei de água as talhas. E eles as encheram totalmente. 8 Então, lhes determinou: Tirai agora e levai ao mestre-sala. Eles o fizeram” (vv.7.8). Aprendizados: a. Eles estavam sem vinho e Jesus mandou levar água - Isso não faz sentido para o homem natural (v.7). b. Eles mesmo vendo que ali havia agua fizeram a vontade de Jesus - Muitas vezes Jesus nos pede algo sem sentido, mas que na sua soberana vontade vontade faz todo sentido (v.7). c. Quando levaram as talhas cheias de água eis que era vinho - Jesus premiou a fé com o milagre (v.8,9). Deus pode agir com os meios, sem os meios ou contra os meios (CFW, Cap. V, III).

3. Fé é ver o invisível e crê no inacreditável (Hb 11.1)

A fé enxerga aquilo que os olhos humanos se recusam a ver e crê naquilo que o coração humano se não consegue, vejamos: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11.1). Notas: a. Fé é a certeza de receber o que está esperando (v.11). b. Fé é convicção de que verá o que seus olhos não vêem ainda (v.11). c. Fé é a bem-aventurança de Crê em Cristo ainda que não vejamos: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20.29).

IV. UM RESULTADO SATISFATÓRIO: JESUS É HONRADO. VV.9-12

1. Jesus deve ser honrado porque Ele sempre transforma do pior para o melhor (vv.9-10)

Quando os serventes entregaram a água ao mestre-sala, ele provando agora a água transformada em vinho, observou que era melhor do que a que os noivos ofertaram: 9 Tendo o mestre-sala provado a água transformada em vinho (não sabendo donde viera, se bem que o sabiam os serventes que haviam tirado a água), chamou o noivo 10 e lhe disse: Todos costumam pôr primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o inferior; tu, porém, guardaste o bom vinho até agora” (vv.9-1-10). Implicações: a. Cristo transformou água em vinho melhor do que o da família - do pior para o melhor: (v.9-10). b. Ele nos transformou da morte para a vida - Do pior para melhor: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo (condenação), mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24). c. Ele nos tirou das trevas para a luz - Do pior para o melhor: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8). Há uma mudança do pior para o melhor através de Cristo. Você já passou por essa transformação? Se não, então há algo errado com a sua fé.

2. Jesus deve ser honrado, pois sua glória foi manifesta entre os homens (v.11)

O texto nos informa que ao transformar água em vinho, Jesus reflete sua glória no seu povo: “Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele” (v.11). Verdades Fundamentais: a. Os milagres devem glorificar a Jesus e não homens (v.11). b. Devemos glorificar a Ele em tudo que formos fazer: “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus” (I Co 10.31). c. A glória de Deus é manifesta no seu povo - pois Cristo está dentro da Igreja: 12 E virei-me para ver a voz que falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; 13 E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro” (Ap 1.12-13).

3. Jesus deve ser honrado, pois tudo que faz é visando levar homens à crença Nele (v.11,12)

O texto vai nos informar que Jesus pelo seu milagre levou pessoas à fé Nele, devido a isso deve ser Ele honrado por estes, vejamos: 11 Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele. 12 Depois disto desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias” (vv.11-12). Lições extraídas: a. Somente é discipulo quem crê verdadeiramente em Jesus (v.11,12). b. A fé é insubstituível para a salvação: 8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. 9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). c. A fé é indispensável para a vida cristã (II Co 5.7). d. A fé deve ser depositada somente em Jesus: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (II Tm 3.15).

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem sobre o milagre da transformação de água em vinho por Jesus. Vimos ali teve um convite necessário: Jesus para dentro do lar; Uma decisão necessária: Solucionar o problema na pessoa certa que é Jesus; Uma atitude necessária: Fé confiante e; Um resultado satisfatório: Jesus sendo honrado pela transformação do pior para o melhor, manifestando sua glória aos homens e sendo crido pelos homens. Aplicação: Crentes: Você precisa convidar Jesus para integrar sua vida de modo total, buscar a solução dos seus dilemas em Jesus, tendo uma fé confiante no Senhor, Jesus sendo honrado na sua transformação, as pessoas vendo a glória Dele em ti e vivendo uma fé saudável e bíblica. Tens sido assim irmão? Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que somente poderemos seguir Jesus como discípulo se já entregamos nossa vida a Ele, recebendo a salvação pela fé exclusivamente em Jesus. Você já chegou a um ponto da sua vida espiritual que poderia dizer que tem certeza da sua salvação. Se você estivesse agora frente à frente com o justo juiz, receberia sentença de salvação ou condenação? Estás em dúvida, então sua vida corre perigo, pois a dúvida traz condenação. Quer ter certeza da sua salvação? Renda-se a Cristo ainda hoje! Quer fazer isso?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva (Igreja Presbiteriana do Brasil)

 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM LUCAS 2.49-52

TEXTO: LUCAS 2.49-52

49 Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? 50 Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera. 51 E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração. 52 E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.

INTRODUÇÃO

Tratando sobre o nascimento e infância de Jesus nós vimos que: 1. Deus na sua soberania usou um decreto de um rei ímpio para levar José e Maria ao lugar e hora certa (vv.1-6); 2. Nosso coração deve parecer com a manjedoura, não com a hospedaria (v.7); 3. Os homens precisam encontrar com Jesus como os pastores de belém (vv.8-20); 4. Jesus é o nome do Rei Salvador (v.21); 5. Jesus passou pela purificação e resgate da lei para nos purificar e resgatar para salvação (vv.22-24); 6. Deus usa homens e mulheres como cidadãos do reino como Simeão e Ana (vv.25-38); 7. Jesus tornou-se homem para implantar o reino de Deus (vv.39,40); 8. Jesus como homem foi religioso na familia da aliança (vv.41,42); 9. Não Podemos Esquecer Jesus, pois Ele é o rei do reino (vv.43-45); 10. Jesus Deve Ser Encontrado Por Quem Integra O Reino De Deus (vv.46-48), no trecho de hoje (vv.49-52) veremos sobre as duas naturezas de Jesus: Divino/Humana, faremos isso tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: O EVANGELHO DO REINO DE DEUS

TEMA: JESUS É ENCONTRADO E SUAS DUAS NATUREZAS APARECEM NO REINO

I. A SUA NATUREZA DIVINA É EXPOSTA. VV.49-50

a. Ele é o Filho de Deus que é igual a Deus (v.49)

Jesus se declara como Filho de Deus ao dizer que Ele era seu Pai, vejamos: “Ele lhes respondeu: Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai? (v.49). Verdades sobre Jesus como Filho: 1. Jesus não é menor do que Deus, mas igual a Deus: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus” (Jo 5.18). 2. Jesus é a revelação do Pai, pois quem vê Ele vê o Pai: 8 Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. 9 Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? (Jo 14.8,9). 3. Jesus é um Deus com o Pai em essência divina: 30 Eu e o Pai somos um. 31 Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar. 32 Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais? 33 Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (Jo 10.30-33). Jesus como Filho é igual a Deus, isto é, Ele é Deus!

b. Ele é o Filho de Deus que é chamado de Deus (v.49; Jo 1.1)

A Escritura diz que Jesus é o Filho de Deus, mas diz também que Ele é Deus (v.49). Anotações:

1. Jesus é chamado por Deus na Escritura Sagrada: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). 2. Jesus é chamado de Deus pelo próprio Pai: 7 Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; 8 mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino” (Hb 1.7,8). 3. Jesus é o Deus verdadeiro que nos dá vida eterna: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20).

c. Ele é o Filho de Deus que tem nome divino EU SOU (v.49; Jo 8.24).

Jesus ao se declarar Filho denotava sua divindade (v.49), conforme se observa: 1. Jesus diz que quem não crê Nele como Deus (EU SOU) morrerá nos seus pecados: “Por isso vos digo que vós morrereis nos vossos pecados. Porque se não credes que Eu Sou, vós morrereis nos vossos pecados” (Jo 8.24). 2. Jesus usou o mesmo termo divino (EU SOU) que Deus usou para falar com Moisés: “Disse Deus a Moisés: Eu Sou o Que Sou. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: Eu Sou me enviou a vós outros” (Êx 3.14). 3. Jesus usou o termo divino (EU SOU) para falar da sua existência eterna: “Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade eu vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou” (Jo 8.58).

II. A SUA NATUREZA HUMANA É DEMONSTRADA. VV.51-52

a. Como ser humano estava preso as limitações desta vida (v.51).

Jesus nasceu como homem, com um corpo limitado, vejamos: “E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração” (v.51). Aplicações: I. Ele nasceu como homem, mesmo sendo obra do Espírito Santo: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo” (Mt 1.18). II. Ele viveu como homem (Lc 11.37; Jo 4.7; Mt 8.24). Comeu: “Ao falar Jesus estas palavras, um fariseu o convidou para ir comer com ele; então, entrando, tomou lugar à mesa” (Lc 11.37). Bebeu: “Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber” (Jo 4.7) Dormiu: “E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia” (Mt 8.24). III. Ele morreu como homem numa cruz: “A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). IV. Ele como homem precisou viajar para sua terra de morada: “E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso” (v.51).

b. Como homem tinha que seguir as regras sociais da família (v.51).

O texto nos apresenta Jesus como humano se adequando as regras da sociedade, inclusive na familia (v.51). Explicações: I. Jesus como homem foi submisso aos seus pais: “E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso” (v.51). II. Jesus como homem pagou impostos para os homens: “Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas?” (Mt 17.24). III. Jesus como homem ía à sinagoga cultuar: “Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles” (Mt 12.9).

c. Ele passou pelas fases do crescimento humano (v.52)

Jesus como homem passou pelo progresso humano e do povo de Deus, observemos: “E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens” (v.52). Notas: I. Jesus cresceu intelectualmente: Sabedoria (v.52). II. Jesus cresceu fisicamente: Estatura (v.52). III. Jesus cresceu espiritualmente: Graça (v.52). IV. Jesus cresceu de forma integral: Diante de Deus e dos homens (v.52).

III. A SUA NATUREZA HUMANA E DIVINA NÃO SÃO COMPREENDIDAS. V.50

a. Os homens naturais tem sua mente impedida de entender Cristo plenamente.

O texto nos diz que nem mesmo seus pais humanos o entenderam, vejamos: “Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera” (v.50). Verdades: 1. Há um véu sobre o coração das pessoas impedindo-as de conhecer a Jesus: 14 Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido. 15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado” (II Co 3.14-16). 2. Há uma cegueira espiritual sobre o coração das pessoas que as impede de crê: “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (II Co 4.4). 3. Há uma incompreesão natural do ser humano, até dos salvos, quanto as coisas de Deus: Não compreenderam, porém, as palavras que lhes dissera” (v.50).

b. Os homens precisam de uma ação de Deus para que compreendam o evangelho.

A Sagrada Escritura nos diz que para que os homens entendam o evangelho, Deus age primeiro neles, conforme vemos: 1. Deus traz a sua luz retirando toda a cegueira e escuridão do coração: “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (II Co 4.6). 2. Deus abre o entendimento para que compreendamos as Escrituras: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45). 3. Deus revela seu filho ao nosso coração para que sejamos salvos: 15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve 16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (Gl 1.15,16).

c. Os homens quando compreendem espiritualmente a obra de Cristo são por ela alcançados.

A Bíblia nos aponta que para entender a Palavra de Deus para vida eterna, precisam ter uma ação divina, vejamos: 1. Os pecadores que o Pai traz ao Filho virão até Ele de uma vez por todas: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). 2. Os pecadores que o pai traz ao Filho serão ressuscitados no último dia para salvação: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44). 3. Os pecadores que o Pai traz ao Filho serão salvos por Ele eternamente: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.40)

CONCLUSÃO

Nesta mensagem bíblica nós vimos que Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo, não sendo compreensível à mente humana, mas sendo uma verdade bíblica, mesmo que eu não entenda, devo aceitar, negar um ou outro leva á condenação, pois está negando a verdade bíblica. Aplicação: Crentes: Jesus sendo Deus, Ele sempre existiu, se fez homem para nos salvar, não podemos aceitar qualquer ensino que negue a verdade sobre Jesus, se não defendemos esta gloriosa doutrina da Trindade Santíssima, somos falsos cristãos, se a pregarmos somos negligentes, assim sendo devemos ter coragem de pregar a verdade de Jesus, o Homem perfeito e Deus majetoso. Você tem feito isso? Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que nós não conhecemos a Jesus espiritualmente por nosso próprio intelecto, mas Deus age em nosso coração, nos alcança para a salvação, basta que creiamos, nos entregando a Cristo. Você quer receber a bênção da salvação? Precisa receber Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM LUCAS 2.46-48

TEXTO: LUCAS 2.46-48

INTRODUÇÃO

Nós estamos vendo sobre o nascimento e infância de Jesus, nós vimos que Deus é soberano usando um decreto de rei ímpio para levar José e Maria ao lugar certo e hora certa de Jesus nascer (vv.1-6), deppois observamos que nosso coração deve parecer com a manjedoura e não com a hospedaria, pois na primeira havia lugar para Jesus e na segunda não (v.7), após isso observamos que os homens deve se encontrar com Jesus como os pastores de Belém (vv.8-20), verificamos ainda que Jesus é o nome do nosso Rei Salvador (v.21), ainda exaurimos que Jesus cumpriu a lei da purificação e resgate para nos purificar e resgatar para salvação (vv.22-24), ainda percebemos que Deus usa homens e mulheres como autênticos cidadãos do reino como Simeão e Ana (vv.25-38), após isso vimos que Jesus se fez totalmente homem para implantar o reino na terra (vv.39-40), então explicitamos que Jesus, como homem, fez parte de uma família da aliança (vv.41,42), observamos que Jesus não pode ser esquecido (vv.43-45), hoje iremos tratar sobre o encontro de Maria e José com Jesus, o rei do reino em Jerusalém, segundo o assunto e tema nos sugerem.

ASSUNTO: O EVANGELHO DO REINO DE DEUS

TEMA: JESUS DEVE SER ENCONTRADO POR QUEM INTEGRA O REINO DE DEUS!

I. O ENCONTRARAM NO LUGAR CERTO: NO TEMPLO ENTRE OS DOUTORES (V.46)

a. O povo de Deus sempre se reuniu para cultuar. V.46

O texto afirma que Jesus estava reunido no templo, vejamos: “Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v.46). Aplicações: 1. A reunião do povo de Deus é para toda a família: “Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento” (Jl 2.16). 2. A reunião do povo de Deus deve ter louvores biblicos: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16). 3. A reunião do povo de Deus deve ter pregação bíblica: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm 4.2).

b. Deixar de cultuar de forma comunitária é pecado. Hb 10.25

O texto afirma que Deus ordena não abandonar a congregação, como se observa: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.25). Lições: 1. Participar da reunião comunitária é uma ordenança divina (v.25a). 2. Não participar da reunião comunitária é costume de algumas pessoas (v.25b). 3. Participar da reunião comunitária é para fortalecimento mútuo (v.25c).

c. A comunhão no culto comunitário é indispensável à vida cristã.

Jesus, como homem, esteve também no local de culto da época de forma comunitária (v.46). Anotações: 1. A reunião comunitária é indispensável, pois faz parte da vida cristã: “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” (At 2.44). 2. A reunião comunitária é indispensavel, pois traz vitalidade aos irmãos: 1 Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! 2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.1-3). 3. A reunião comunitária é indispensável, pois Deus está no meio dos louvores do seu povo: “Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel”(Sl 22.3).

II. O ENCONTRARAM FAZENDO A COISA CERTA: OUVINDO-OS E FAZENDO PERGUNTAS (V.46).

a. Jesus ouve a respeito da verdade da Escritura (v.46).

Jesus foi encontrado fazendo o que era correto, ouvindo a respeito da verdade bíblica, vejamos: “Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v.46). Aplicações bíblicas: 1. Ouvir sobre a verdade do evangelho é uma ordem de Deus: “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do Senhor!” (Jr 22.29). 2. Ouvir sobre a verdade do evangelho traz vida para quem ouve atentamente: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi” (Is 55.3). 3. Ouvir sobre a verdade do evangelho só será eficaz se tiver ação do Espírito Santo: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.6)

b. Jesus pergunta a respeito da verdade da Escritura (v.46).

vejamos: “Três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (v.46). Lições bíblicas: 1. A nossa pergunta sobre a verdade deve ser direcionada à pessoa certa: Jesus: 11 Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem, 12 porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (Gl 1.11-12). 2. A nossa pergunta sobre a verdade deve ser buscada no lugar certo: Escritura: “Examinaisas Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). 3. A nossa pergunta sobre a verdade deve ter um objetivo certo: Obediência: “Então, o povo respondeu à uma: Tudo o que o Senhor falou faremos. E Moisés relatou ao Senhor as palavras do povo” (Êx 19.8)

c. Jesus responde a respeito da verdade das Escrituras (v.47).

Jesus além de ouvir, perguntar, ele responde sobre a Palavra de Deus, conforme vemos aqui: “E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (v.47). Notas escriturísticas: 1. Precisamos estar prontos para responder sobre a nossa fé bíblica: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). 2. Precisamos responder com firmeza sobre a nossa fé bíblica: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (v.47; Mt 5.37). 3. Precisamos confiar que o Espírito Santo nos guia ao responder sobre nossa fé bíblica: 11 Quando vos levarem às sinagogas e perante os governadores e as autoridades, não vos preocupeis quanto ao modo por que respondereis, nem quanto às coisas que tiverdes de falar. 12 Porque o Espírito Santo vos ensinará, naquela mesma hora, as coisas que deveis dizer” (Lc 12.11-12).

III. O ENCONTRARAM RECEBENDO A ATITUDE CERTA: ADMIRAÇÃO POR SUA SABEDORIA (V.47-48)

a. Sabedoria de Jesus surpreende o homem (v.47)

Quando Jesus responde, suas respostas sapientíssimas deixam seus os seres humanos surpreendidos, observemos: “E todos os que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (v.47). Anotações: 1. Deus nos surpreende porque Ele tem todo poder: “Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é,que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.8). 2. Des nos surpreende porque seus planos são perfeitos: 1 Então, respondeu Jó ao Senhor: 2 Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.1-2). 3. Deus nos surpreende porque seu agir é maior do que podemos entender: 33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? 36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36).

b. Sabedoria de Jesus deixa o homem maravilhado (v.48a)

O texto nos apresenta os pais humanos de Jesus ficaram admirados com Ele, vejamos: “Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados […]” (v.48a). Verdades: 1. Os homens ficam maravilhados com Jesus porque Ele é majestoso: “E todos ficaram maravilhados ante a majestade de Deus” (Lc 9.43). 2. Os homens ficam maravilhados com Jesus e se prostram diante Dele: “Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador” (Lc 5.8). 3. Os homens ficam maravilhados com Jesus porque só Ele tem palavras de vida eterna: “Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68).

c. Sabedoria de Jesus deixa o homem sem compreensão (.48b).

A sabedoria de Jesus deixou seus pais humanos sem compreensão, vejamos: “[…] sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura” (v.48b). Aplicações: 1. As ações de Jesus nem sempre são compreendidas pelos homens: “Respondeu-lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora; compreendê-lo-ás depois” (Jo 13.7). 2. Os homens não entendem o agir de Jesus, pois sua sabedoria é incalculável: “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento” (Is 40.28). 3. Os homens tem uma mente pequena para entender um Deus infinito: “³⁴ Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? ³⁵ Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?” (Rm 11.34-35).

IV. O ENCONTRARAM RECEBENDO O QUE PRECISAVAM: FIM DA SUA ANGÚSTIA DO CORAÇÃO (V.48).

a. O encontro com Jesus é o momento mais marcante da vida dealguém (Lc 19.9-10)

A Escritura nos diz que José e Maria por fim encontraram Jesus, depois da procura (v.48). Pontuações: 1. Encontrar com Jesus traz salvação real e eterna: 9 Então, Jesus lhe disse: Hoje, houve salvação nesta casa, pois que também este é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.9-10). 2. Encontrar com Jesus traz esperança viva e vibrante: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pe 1.3). 3. Encontrar com Jesus traz a adoção de filhos e uma herança no céu: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.7). “Para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros (I Pe 1.4).

b. O encontro com Jesus tira todo o fardo pesado da sua vida. (Mt 11.28-30).

Maria e José encontraram Jesus (vv.46,48), quando se encontra Jesus há um alívio do fardo da alma, conforme se observa: 28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30). Verdades: 1. Ao encontrar Jesus traz alívio espiritual para nossa alma (v.28). 2. Ao encontrar Jesus recebems a sua presença maravilhosa (v.29b). 3. Ao encontrar Jesus aprendemos Dele para nossa vida (v.29b) 4. Ao encontrar Jesus recebemos o descanso para nossa alma (v.30)

c. O encontro com Jesus tira toda angústia do coração (v.48).

Quando os pais de Jesus o encontraram a angustia interior deles foi vencida, consoante se verifica: “Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura” (v.48). Ensinos: 1. Quando encontramos com Jesus nos livramos da angústia lançando tudo sobre Ele: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (I Pe 5.7). 2. Quando encontramos com Jesus nos livramos da angústia, pois Ele atende nossas orações: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6). 3. Quando encontramos com Jesus nos livramos da angústia, pois colocamos Ele em primeiro lugar: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33).

CONCLUSÃO:

Nós observamos nesta mensagem que Jesus foi encontrado, nesta verificamos que eles o encontraram no lugar certo, isto é, no templo; fazendo a coisa certa, ou seja, buscando ouvir, perguntar e responder sobre a palavra de Deus; recebendo a atitude certa que é admiração por sua sabedoria e; receberam o que procuravam, o fim da sua angústia interna. Aplicação: Crentes: Jesus foi encontrado pelos seus pais, nós devemos encontrá-lo, nós já o encontramos para salvação, mas precisamos ter um encontro todos os dias para intimidade com a comunhão da Igreja; pela Bíblia ouvindo, perguntando e respondendo pela Escritura, buscando em oração de modo a nos surpreendermos e maravilharmos com Jesus, Nele temos vida eterna, alivio e descanso. Devemos então divulgar o nosso encontro com Jesus com alegria e empolgação. Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que Jesus dá, a quem o encontra, vida eterna, tira o fardo espiritual da alma e retira a angustia do coração. Você pode ter paz na alma, certeza de salvação, aliviando a angustia espiritual do coração. Você pode receber Jesus e ter este presente. Quer fazer isso hoje?