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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Esboço de Sermão Baseado em João 2.13-17

TEXTO: JOÃO 2.13-17

INTRODUÇÃO

Há ajuntamento do povo de Deus, isto é normal, mas, o problema é que as pessoas sempre tiveram um certo misticismo com relação ao templo, para os judeus Deus só estaria presente no templo, Jesus veio e aqui nesta passagem faz uma prévia do que iria acontecer com o templo principal, que era seu corpo que seria destruído e depois de três seria reedificado (v.19), eles pensavam que Ele estivesse falando do templo fisico, mas falava dele próprio (v.20-21), Jesus trata aqui de uma relação dele com o templo, purificando o culto do mesmo, e sobre este assunto iremos falar tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 01: JESUS PURIFICA O CULTO DO TEMPLO

1. ELE PURIFICA O CULTO TIRANDO DELE OS OBJETOS ESTRANHOS A ELE. V.13-15

A Palavra de Deus nos diz Deus retira aquilo que não está prescrito por Ele, como o comércio da fé, vejamos: 13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; 15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (vv.13-15). Alguns aprendizados serão enfatizados a seguir.

A. Há pessoas que fazem do templo local de comércio (vv.13-14).

13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados (vv.13,14). Lições: I. Eles estavam no lugar certo para a o culto - Jerusalém (v.13). II. Eles estavam no momento certo - Festa da páscoa (v.13). III. Eles mesmo no lugar e mmomento certos, mas fizeram a coisa errada - Venderam a fé (v.14).

B. Jesus é contra o comércio no templo, Ele está irado contra isso (v.15).

“Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). Verdades: I. O comercio no templo é atitude de falsos cristãos: (II Pe 2.3). II. O comércio no templo deve ser evitado pelo servo de Deus: (II Co 2.17). III. O comércio no templo traz a ira de Jesus contra os que assim agem: (v.15)

C. Jesus condenará todos os que fazem do templo lugar de comércio (II Pe 2.3).

Jesus condena o comércio da fé, no qual falsos líderes usam a boa fé das pessoas para o engano, comercializando a fé, Vejamos: I. Os que fazem do templo o lugar de comércio quer apenas lucrar com as ovelhas: (Ez 34.3). II. Os que fazem do templo o lugar de comércio pensam apenas apenas nas coisas terrenas: (Fp 3.19). III. Os que fazem do templo o lugar de comércio estão no caminho do juízo de Deus: (II Pe 2.3).

2.  ELE PURIFICA O CULTO EXTRAINDO DELE O MERCADO DA FÉ. V.16

Jesus fez a purificação do culto, tirando dali o mercado religioso contrário á sua Palavra: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16). Veremos algumas verdades expostas neste instante.

A. Jesus identifica quem são os vendilhões do templo (v.16a).

Jesus traz a identidade dos vendilhõe, falando diretamente com eles: “ e disse aos que vendiam as pombas […]”. A Escritura ainda afirma sobre eles dizendo que: deles dizendo que : A. Eles são pessoas que fazem da religião fonte de lucro (v.15). B. Eles são pessoas que fazem do culto um negócio (v.16a). C. Eles são pessoas que amam o dinheiro mais do que tudo (I Tm 6.5,10)

B. Jesus ordena que eles abandonem essa prática (v.16b).

Jesus antes da punição alerta os homens a que abandonem o erro, na questão do comércio da fé não é diferente, vejamos: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b). Ensinamentos: A. O perdão não é para quem reconhece, mas para quem deixa: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). B. O perdão vem seguido de duas partes: Arrependimento - Reconhecimento do erro e conversão - Uma volta para Deus: 19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, 20 a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus” (At 3.19-20). C. O perdão para aquela paratica de tornar o templo um mercado, viria se eles deixassem isso: “[…] Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b).

C. Jesus retira do culto tudo que não está prescrito por Ele na sua Palavra.

Jesus tirou do culto ali coisas que eram contrárias á Palavra, pois Deus mesmo prescreve na Escritura o que Ele quer que esteja no culto, vejamos algumas verdades: I. O culto deve ter aquilo que está prescrito na Escritura: Oração: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1.14); Músicas: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16), Leitura Bíblica: “Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.15); Pregação: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (I Tm 4.2); Ofertório: 1 Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 2 Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas” (Lc 21.1-2). e Sacramentos: Batismo: Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Ceia do Senhor: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7). II. O culto não pode ter negociatas como os vendilhões estavam fazendo: “15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas 16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (Jo 2.15-16). III. O culto onde o dinheiro é mais importante que a adoração é pagão e diabólico, não cristão: 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10)

3  ELE PURIFICA O TEMPLO TENDO UM ZELO SANTO POR DEUS. V.17

Jesus teve um santo zelo pela casa de Deus e nós também devemos ter, vejamos: 17 Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Observemos algumas verdades a seguir.

A. Jesus purificou o templo porque a Escritura nos orienta quanto ao zelo pela casa de Deus (v.17a)

O texto nos afirma que a Escritura trata sobre o zelo pela casa do Senhor: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Verdades: I. O termo zelo (Gr. Zêlos) significa diligente, empenhado, cuidadoso (V.17). Deste termo vem o nome do partido político Zelotes que tinham um zelo pela idependência de Israel. II. O termo zelo pode ter sentido de um zelo sem entendimento correto: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10.2). E um zelo ignorante. III. O povo de Deus deve ter um zelo de santidade por Deus: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).

B. Jesus foi consumido pelo zelo pela casa de Deus (v.17b).

Jesus afirma que o zelo da casa de Deus o consumiria como já era predito na Escritura: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Aplicações: I. O zelo de Jesus pela causa divina já havia sido profetizado na Escritura: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim” (Sl 69.9). II. O zelo de Jesus pela causa de Deus o fez se irar contra os mercadejantes do templo: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). III. Jesus foi consumido pela casa de Deus: “[…] O zelo da tua casa me consumirá” (v.17b). Aqui se refere também á sua morte.

C. Jesus arrumou inimigos por causa do zelo pela casa de Deus (Mc 11.15-18).

O texto paralelo exposto apresenta pessoas que odiaram Jesus por causa da sua ação contra o comércio no templo, como se observa: 15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina” (Mc 11.15-18). Notas: I. O comércio do templo acontecia com a anuência dos religiosos (v.18). II. O comércio do templo foi condenado tenazmente por Jesus (vv.15,16). III. O comércio do templo foi um meio de Jesus ensinar sobre o papel do templo (v.17). IV. O comércio do templo fez os promotores se tornarem inimigos de Jesus (v.18).

APLICAÇÃO 01: Nós observamos nessa primeira parte da mensagem que Jesus purifica o culto no templo, tirando dele os objetos estranhos a ele, extraindo dele o mercado da fé e tendo um zelo santo por Deus. Aplicação: Crentes: “[…] o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras […]” (CFW, Cap. XXI, 1). O culto não pode ser um mercado, Jesus não pode ser um produto e nem os crentes consumidores. Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Jesus exige que haja arrependimento com o abandono do pecado e uma conversão que é uma volta pra Deus, tendo seus pecados perdoados e apagados para salvação. Quer receber isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

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