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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Esboço de Sermão Baseado em João 2.18-21

TEXTO: JOÃO 2.18-21

INTRODUÇÃO

João escreve aqui narrando Jesus falando sobre a relação que Ele tem com o templo, na primeira parte desta mensagem nós vimos que Jesus purificou o culto do templo e a partir desse momento observaremos que Ele realiza o scrificio por nós no templo, isso faremos tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 02: JESUS REALIZA O SACRIFICIO NO TEMPLO

1. JESUS DESCREVE A SUA OBRA EM NOSSO FAVOR. VV.18-21

O texto nos afirma que Jesus trata da sua obra por nós, vejamos: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. 20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? 21 Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (vv.18-21). Vejamos algumas verdades:

A. A maior obra realizada por Jesus foi a sua obra salvífica em nosso lugar (vv.18-19)

Jesus realizou sua obra na cruz em nosso favor (v.18,19). Verdades: 1. A obra de Cristo é o maior sinal realizado para nos salvar: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei” (vv.18-19). 2. A obra de Cristo traz redenção e remissão de pecados: 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13-14). 3. A obra de Cristo salva: Perfeitamente: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30) e Permanentemente: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25)

B. A obra de Cristo inicia com a morte, mas se conclui com a ressurreição (v.19-20)

A obra de Cristo inicia com sua vida, morte e se conclui na ressurreição, conforme se observa: 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei.20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? (Vv.19,20). Aprendizados: 1. Jesus venceu a morte de uma vez por todas: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18). 2. Jesus venceu a morte para ser nosso representante no céu: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). 3. Jesus venceu a morte, sendo nosso caminho para o céu: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20)

C. A obra de Cristo foi um sacrificio para nos salvar de forma perfeita (v.21)

Cristo trata do seu corpo como um santuário onde ocorreu o sacrifício, vejamos: Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). O seu corpo foi o santuário do sacrifício perfeito. John Stot disse que a obra de Cristo por nós se deu em tres dimensões: 1. Jesus nos salvou no santuário: Lugar do sacrifício perfeito: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (v.21; Hb 1.3). 2. Jesus nos salvou no mercado de escravos: Comprou-nos por um preço grandioso: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6.20). 3. Jesus nos salvou no tribunal: Ele nos absolveu dos nossos pecados e nos conduziu a Deus:1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2)

2. O SACRIFÍCIO DE CRISTO FOI FEITO DE MANEIRA PERFEITA. V.21; I PE 1.18-20

Tratando sobre a obra de Cristo verificamos que ela aconteceu no santuário (v.21), perfeitamente, vejamos: 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (I Pe 1.18-20). Alguns ensinos serão enfatizados a seguir.

A. A salvação não pode ser comprada nem merecida (v.18).

A Escritura deixa bem claro que nós não podemos comprar nem merecer a nossa salvação, vejamos: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram” (v.18). Verdades: 1. Deus nos salva pela graça sem obras da lei: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). 2. Deus salva pela graça tanto antes como depois de Cristo: “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At 15.11). 3. Deus salva pela graça através da obra de Cristo: 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23-24).

B. A salvação foi paga pelo angue de Cristo (v.19).

O texto afirma que o sangue de Cristo foi o pagamento que a justiça de Deus exigiu (v.19). Lições extraídas: 1. O resgate da alma para o ser humano é impagável: 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate 8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.), 9 para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova” (Sl 49.7-9). 2. O resgate da alma foi feita de forma perfeita por Cristo: ”Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). 3. O resgate da alma foi feito de forma definitiva por Jesus: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14)

C. A salvação em Cristo foi planejada e executada por Deus (v.20).

O texto trata da soberania de Deus que tanto planejou como executou a salvação: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.20). Aplicações: 1. Deus planejou a obra de Cristo antes de existir o mundo (v.20a). 2. Deus executou a obra de Cristo na história, enviando seu Filho ao mundo (v.20b). 3. Deus executou a obra de Cristo por amor a nós (v.20c)

3. O SACRIFICIO DE CRISTO NOS ALCANÇOU DE FORMA TOTAL. V.21

Jesus nos alcançou de modo pleno no santuário que se tornou seu corpo, conforme observamos: “Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). Algumas verdades serão enfatizadas:

A. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira irrepetida:

A Escritura nos afirma que a obra de Cristo aconteceu de uma vez por todas, conforme se observa: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12). Aprendizados: I. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrifício (v.12a). II. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrificio de forma perfeita (v.12b). III. Jesus é o nosso sacerdote que continua sua obra no céu (v.12c). Qualquer cerimônia que se diga ser renovação do sacrifício de Cristo é uma heresia do inferno, pois este aconteceu de uma vez por todas, não se repete!

B. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira salvadora:

A obra de Cristo trouxe salvação para o povo de Deus, vejamos: Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Notas: I. Jesus salva totalmente e não parcialmente (v.25a). II. Jesus salva somente os que se entregam a Ele (v.25b). III. Jesus preserva o seu povo salvo pela sua intercessão (v.25).

C. O sacrificio e ressurreição o atesta como nosso intercessor (Rm 8.31-34).

A Escritura nos demonstra a obra de Cristo pelos eleitos, nos afirmnando que: 31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.31-34). Anotações: I. Ninguem pode derrotar o povo eleito de Deus, pois, Deus é com Ele (v.31). II. Ninguém pode sonegar as riquezas celestes ao povo de Deus, pois, Deus em Cristo já nos deu graciosamente (v.32). III. Ninguém pode acusar o povo eleito de Deus, pois Deus o justifica (v.33). IV. Ninguém pode condenar o povo eleito de Deus, pois Cristo morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por ele (v.34).

APLICAÇÃO 02: Nós observamos que Jesus realiza o sacrificio no templo, descreve a sua obra em nosso favor, de maneira perfeita, nos alcançando de forma total. Aplicação: Crentes: Jesus ao descrever o seu sacrificio por nós não queria apenas nos informar que fomos alcançados por este sacrificio, mas nos desafiando a proclamar esta gloriosa bênção a outras pessoas que fomos alcançados por Ele e que outras pessoas também podem ser. Vamos fazer isso? Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Cristo nos salva de modo perfeito, não por merecimentos nosso, mas pelo seu precioso sangue derramado na cruz. Você pode ser alcançado hoje por esta grande salvação, basta você render o seu coração a Cristo, aceitando-o como seu Único Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

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