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sábado, 21 de março de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.37-41

TEXTO: ATOS 2.37-41

37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”

INTRODUÇÃO

Continuamos trabalhando sobre o derramamento do Espírito Santo em pentecostes, vimos que veio como fogo (vv.1-4), evento de voz e audição com línguas idiomáticas (vv.5-13), estamos tratando da pregação cheia do Espírito Santo desse derramar pelas Escrituras (vv.14-21), tendo Jesus como o autor desse derramamento (vv.22-36), por fim trataremos a respeito da necessidade de arrependimento que foi trazida pela mensagem, levando homens ao arrependimento (vv.37-41). Faremos isso tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO ESPÍRITO!

TEMA 03. UMA PREGAÇÃO QUE APRESENTA A NECESSIDADE DE ARREPENDIMENTO PARA RECEBER O DOM DO ESPÍRITO SANTO

1. A pregação que alcançou o coração daqueles homens. V.37

A. Eles ouviram a pregação dos apóstolos (v.37a).

A Escritura nos informa que aqueles antes de se quebrantados, ouviram a Palavra de Deus pregada pelos apóstolos, consoante se observa: “Ouvindo eles estas coisas […]” (v.37a). Lições: I. É papel da Igreja pregar o evangelho a toda criatura: E disse-lhes: Ide por todo o mundoe pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). II. A pregação deve ser segundo as Escrituras Sagradas: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm 4.2). III. A pregação visa a salvação de pecadores: 30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30-31).

B. Eles tiveram o seu coração compungido (v.37b).

O texto nos diz que os seus corações foram compungidos, segundo se observa: “[…] compungiu-se-lhes o coração […]” (v.37b). Verdades: I. Deus abre o coração dos pecadores á fé: 14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (At 16.14-15). II. Deus ilumina os olhos do coração para a fé: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18). III. Deus tira a cegueira espiritual do coração para a fé: 4 nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. 6 Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (II Co 4.4-6). IV. Deus perfura o coração empedernido para que o evangelho penetre: “[…] compungiu-se-lhes o coração […]” (v.37b). O verbo conpungir está conjugado no texto grego da seguinte forma: “Katenygêsen en Kardia”, foram pergurados no coração (vp). Deus perfurou seus corações para se quebrantarem.

C. Depois que o seu coração foi perfurado ou aberto pelo Espírito Santo, eles se preocuparam com o seu estado atual (v.37c).

Aqueles homens depois que Deus interveio no seu coração, viram seu estado pecaminoso e pediram ajuda (v.37c). Explicações: I. O homem antes de Cristo está totalmente insensível ao seu estado, pois estava morto: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2.1). II. O homem ao ouvir a Palavra de Deus Deus infunde a fé ao seu coração: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). III. O homem depois de ser despertado pelo Espírito Santo reconhece seu estado e busca ajuda: “[…] e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos?” (v.37).

2. A pregação que desafiou aqueles homens à mudança. VV.38-40

A. Aqueles homens foram desafiados ao arrependimento (v.38).

O texto vai nos dizer que Pedro desafiou aqueles homens ao arrependimento, vejamos: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito” (v.38). Sobre o arrependimento nós observamos que: I. O arrependimento é concedido por Deus aos salvos: “Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5.31). “E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (At 11.18). “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.4). II. O arrependimento é a porta de entrada no reino dos céus: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos,porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4.17). III. O arrependimento verdadeiro faz que nossos pecados sejam apagados: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19).

B. Aqueles homens foram desafiados á integrar a Igreja pelo batismo (vv.38-39).

Depois que se arrependessem e cressem, eles deveriam ser batizados para fazer parte formalmente da Igreja (vv.38-39). Anotações: I. O batismo deve ser feito em nome da Trindade: “Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). II. O batismo deve ser na autoridade do nome de Jesus: Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38). III. O batismo deve ser para os pais e seus filhos pequenos como era a circuncisão: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso chamar” (At 2.39). 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe” (Gn 17.10-12). 10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). 1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co 10.1-2). “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37).

C. Aqueles homens receberam a promessa de salvação (v.38).

Aqueles homens foram desafiados a se arrepender e serem batizados, receberiam o dom do Espírito Santo que é a salvação (v.38). Sobre isso observamos que: I. Deus chamou para a salvação pessoas longe Dele: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3). II. Deus chama para a salvação pessoas de forma eficaz: 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.37,44). III. Deus chama para a salvação pessoas através da Palavra: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). IV. Deus chama para a salvação pessoas deforma graciosa, pois a salvação é um dom: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38).

D. aqueles homens receberam o desafio de viver vida santa (v.40).

O texto fala para sair da perversidade que está na geração, usando os termos geração perversa (Gr. gêneas skolias) indica pessoas que tinham valores invertidos, que não buscavam valores de Deus, mas do mundo (v.40). Nós devemos fazer o contrário e viver em santidade. Verdades: I. A santificação do crente inicia na conversão com a justificação: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Co 1.2). II. A santificação do crente continua na vida cristã com o progresso espiritual: 12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13). III. A santificação do crente será finalmente concluída no céu: 1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (I Jo 3.1-3). IV. A santificação implica em abandonar toda perversidade: “Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa” (v.40).

3. A pregação que levou aqueles homens a aceitar a Jesus. V.41

A. Os que aceitaram a Jesus, aceitaram a Palavra. (v.41).

A primeira parte do versículo diz que aquelas pessoas aceitaram a Palavra, isto demonstra que aceitaram o que a Palavra fala sobre Jesus, vejamos: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). Aplicações: I. Aceitar a Jesus é crer Nele: 30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? 31 Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16.30-31). II. Aceitar a Jesus é confessá-lo com a boca: 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9,10). III. Aceitar a Jesus é obedecer seus ensinos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14). IV. Aceitar a Jesus é fazê-lo conhecido por outros: 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro) (Jo 1.40-41)

B. Os que aceitam a Jesus recebem o batismo bíblico (v.41).

O texto afirma que as pessoas que aceitaram Jesus receberam o batismo bíblico (v.41), conforme já vimos deve ser para os pais e seus filhos pequenos grego Teknóis, crianças (v.39). O batismo não salva, mas é um compromisso com Deus (v.41). Verdades: I. O batismo bíblico é figura da morte do crente na morte de Cristo: 3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.3-4). II. O batismo é um compromisso formal com Deus: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). III. O batismo deve ser aplicado uma única vez a mesma pessoa: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4.5).

C. Os que aceitam a Jesus integram a Igreja. V.41

Aqueles que aceitaram Jesus integraram a Igreja, segundo se observa: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). Verdades: I. As pessoas salvas devem integrar a Igreja como membros: 20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. 27 Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (v.41; I Co 12.20,27). II. As pessoas salvas não abandonam a Igreja, mas nela permanecem: 24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.24-25). III. As pessoas que abandonam a Igreja e voltam ao estado anterior nunca foram salvas: ”Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (I Jo 2.19).

APLICAÇÃO 03: Nós vimos nessa terceira parte dessa mensagem que a pregação cheia do Espírito Santo convida os homens ao arrependimento para salvação. Vimos que aquela pregação alcançou o coração daqueles homens, foram desafiados a se arrepender e aceitar Jesus. Crentes: Você já ouviu a pregação, já foi alcançado pelo Espírito Santo, já integra o povo de Deus, então você precisa se livrar dessa geração perversa (v.40), viver em santidade e levar a Palavra à frente. O que você vai levar para casa dessa mensagem? Quero desafiar você nesse momento. Algum crente quer aceitar esse desafio? Não Crentes: Aqui nós vimos que aquelas pessoas tiveram seus corações compungidos ao ouvir a pregação, ficaram desesperados ao perceberem sua situação pecaminosa, receberam a Jesus a Cristo e foram salvos, passando a integrar a igreja. Você já pensou na sua situação se você partir desse mundo sem Jesus? Partir desse mundo sem Jesus é padecer eternamente. Você gostaria de ter certeza que vai para o céu com Jesus? A solução é fazer igual aqueles homens e mulheres ali, receber Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Você quer fazer isso hoje?

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.22-36

TEXTO: ATOS 2.22-36

22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. 32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. 36 Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

INTRODUÇÃO

Estamos trazendo mensagens sobre o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, observamos que desceu como fogo (vv.1-4), trouxe um milagre tanto de audio como de audição, os discipulos falando línguas estrangeiras de forma sobrenatural e 15 nações foram evangelizadas ese comunicaram com os apóstolos (vv.5-13), estamos agora observando a pregação cheia do fogo do Espírito (vv.14-41), na primeira parte vimos ue a pregação explica segundo a Escritura sobre a promessa e recebimento do Espírito Santo (vv.14-21), agora trataremos a respeito da pregação indicando que Jesus é o doador do derramamento do Espírito (vv.22-36), faremos isso tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO ESPÍRITO

TEMA 02: UMA PREGAÇÃO QUE APONTA PARA JESUS COMO O DOADOR DO DERRAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

1. Pregação que aponta para a vida de Cristo. V.22

A pregação de Pedro trata sobre Jesus como o doador do Espírito Santo, mas antes Ele viveu entre nós conforme a passagem cita: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis” (v.22). Verdades bíblicas:

A. Jesus veio aqui para ser como o salvador aprovado por Deus (v.22a).

O texto da Bíblia que Jesus recebeu aprovação de Deus para realizar a sua missão, vejamos: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus […]” (v.22). pontuações: I. Jesus foi aprovado por Deus porque Ele foi tentado em tudo, mas não pecou: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). II. Jeus foi aprovado por Deus, porque Ele cumpriu a missão de salvar todos que o Pai lhe deu: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). III. Jesus foi aprovado por isso recebeu toda autoridade no céu e na terra: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18)

B. Jesus veio aqui para realizar obras poderosas (v.22b).

Jesus realizou aqui obras poderosas, Pedro na sua pregação relembra isso (v.22b), sobre essas obras de poder observaremos que: I. As obras poderosas de Jesus o aprovaram como messias prometido nas Escrituras: 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.17-21). II. As obras poderosas de Jesus demonstram Deus agindo entre os homens: “[…] com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis” (v.22b). III. As obras de Cristo foram realizadas para fazer o bem ás pessoas: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At 10.38).

C. Jesus veio aqui para libertar pessoas das amarras do diabo (I Jo 3.8)

O texto está nos infirmando que Jesus veio trazer uma verdadeira libertação, consoante vemos na passagem: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (I Jo 3.8). Verdades: I. O diabo que levou os homens ao pecado: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (II Co 11.3). II. Quem vive na pratica do pecado pertence ao diabo (v.8). III. Cristo ao se manifestar libertou pessoas e destruiu a obra do diabo que havia naquela pessoa (v.8). A vinda de Cristo além da redenção trouxe grande libertação para o seu povo! Você já foi liberto por Jesus? Já tem certeza da sua salvação?

2. Pregação que aponta para a morte de Cristo. V.23

A. Jesus morreu dentro de um plano soberano de Deus (v.23a).

A passagem nos apresenta um plano eterno e perfeito de Deus para que Jesus morresse por nós (v.23). 

Sobre isso aprendemos que: I. O termo presciência não significa apenas pré-conhecimento, pois Deus quem colocou o futturo lá: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus […]” (v.23; I Pe 1.2). Deus não paenas sabia, Ele determinou o futuro. II. A morte de Cristo dentro de um plano (Determinado Designio, Gr. Horismenê Boulê) de Deus demonstra que seus planos não podem ser frutados: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (v.23a; Jó 42.2). III. A morte de Cristo já estava dentro de um plano salvador eterno: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). Deus está no controle de tudo, Ele tem um plano soberano para salvar seu povo pela morte do seu Filho!

B. Jesus morreu por mãos de homens iniquos (v.23).

O texto nos diz que aqueles homens que mataram Jesus, fizeram porque são iniquos (v.23b), então nós observamos que: I. Aqueles homens iniquos mataram Jesus por inveja: “Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado” (Mt 27.18). II. Aqueles homens iniquos mataram Jesus com tramas mentirosas: “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte” (Mt 26.59). III. Aqueles homens iniquos mataram Jesus por maldade, pois eram iniquos: “[…] vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos […]” (v.23). Jesus foi morto por homens invejosos, mentirosos e maus. Aqueles homens eram culpados por isso, mas Deus não teve seu plano fracassado!

C. Jesus morreu por mãos humanas, dentro de um plano de Deus (At 4.26-28).

A soberania de Deus não retira a responsabilidade humana, então Lucas registra isso: 26 Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; 27 porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, 28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.26-28). Verdades: I. Homens cometem pecados contra Jesus porque quiseram, não foram forçados (vv.26.27). II. Deus de uma forma que não entendemos já predeterminou todas as suas ações (v.28). III. Deus não é pego de surpresa, Ele decretou tudo e a culpa pelo pecado é dos homens, não de Deus : 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (Gn 50.19-21). Deus já predeterminou tudo que acontece, mas isso de tal forma que nem Ele é o autor do pecado nem fere a vontade do homem!

3. Pregação sobre a ressurreição de Cristo. VV.24-32

A. A ressurreiçao de Jesus aconteceu pelo poder de Deus (v.24).

Deus pelo seu poder ressuscitou a Jesus Cristo (v.24), pelo seu poder (I Co 6.14), sobre isso nós observamos que: I. A ressurreição de Jesus foi uma vitória definitiva contra a morte: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18). II. A ressurreição de Jesus foi uma vitória de um mais forte do que ela: “Ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (v.24). III. A ressurreição de Jesus foi vitória para nós na futura ressurreição: “Sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco” (II Co 4.14)

B. A ressurreição de Jesus já estava profetizada na Escritura (vv.25-31).

O texto nos mostra que já no Antigo Testamento foi predito a ressurreição de Jesus, vejamos: 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou a corrupção” (vv.25-31). Verdades: I. A Escritura já falava sobre a posição exaltada de Cristo antes de se tornar homem (v.25).II. A Escritura já atesta sobre a vida perfeita de Jesus na terra (vv.26,27). III. A Escritura afirma que Jesus ressuscitaria dos mortos (vv.28-31)

C. A ressurreição de Jesus foi testemunhada por pessoas (v.32).

O texto trata de nos dizer que a ressurreição não foi apenas contada, ela foi vista por testemunhas oculares, vejamos: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas” (v.32). Verdades: I. Jesus foi ressuscitado e vistos pelas mulheres: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram” (Mt 28.9). II. Foi visto pelos discipulos: 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 20 E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor” (Jo 20.19,20). III. Foi visto por mais de quinhentos irmãos: “Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem” (I Co 15.6). IV. Foi visto por Paulo como por um nascido fora de tempo: “E, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo” (I Co 15.8).

4. Pregação sobre a exaltação de Cristo no céu. V.33-36

A. Jesus foi assunto ao céu exaltado á Direita de Deus (v.33a).

Jesus ao ressuscitar de entre os mortos foi assunto aos céus e se assentou à direita de Deus em exaltação (v.33a). Aplicações: I. À direita de Deus é uma posição de autoridade: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (v.33). II. À direita de Deus é uma posição de mediação: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, Homem” (I Tm 2.5). III. À direita de Deus é uma posição de intercessão: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34)

B. Jesus foi assunto ao céu e de lá enviou o Espírito Santo (v.33b).

O texto nos afirma que Jesus ao ser recebido no céu à direita de Deus, enviou o Espírito Santo, vejamos: “[…] tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (v.33b). Lições: I. Cristo enviou o Espírito Santo como seu substituto: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (Jo 14.16). II. Cristo enviou o Espírito Santo para todos os crentes: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (I Jo 2.20). III. Cristo enviou o Espírito Santo para agir na sua igreja: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.6). “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17).

C. Jesus foi assunto ao céu com superioridade sobre os seus inimigos (v.34-35).

Jesus ao ser assunto aos céus tem superioridade aos seus inimigos (vv.34-35), sobre isso aprendemos que: I. Todos os seus inimigos estão debaixo dos seus pés: 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés” (vv.34-35). II. Jesus é superior a toda e qualquer pessos, todos se dobrarão diante Dele: 9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-10). III. Jesus se fez por um pouco menor que os anjos: “Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hb 2.9), com sua ascensão se fez maior que o céu: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

D. Jesus foi assunto ao céu como Senhor e Cristo: Deus e Homem (v.36).

Nesta passagem nós observamos que Ele no céu é Senhor (Deus) e Cristo (Homem) ao nosso favor, conforme se observa (v.36). Explicações: I. Ele é o Deus verdadeiro e a vida eterna: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20). II. Ele é o homem perfeito que nos representa como nosso mediador: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). III. Ele é Deus e Homem ao mesmo tempo no céu: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (v.36).

APLICAÇÃO 02:Nesta segunda parte da mensagem nós vimos que Pedro enfatiza que Jesus é o que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja. Ele tratou da vida de Jesus como sendo aprovada por Deus (v.22), morrendo dentro de um plano soberano de Deus para nos salvar (v.23), ressuscitando dentre os mortos para nos justificar e viver conosco para sempre (vv.24-32) e sendo exaltado sobre tudo e todos, de lá derramando o Espírito Santo (vv.33-36). Crentes: Nossa pregação deve fazer igual Pedro fez, pode faltar tudo, menos Cristo. Devemos sempre exaltar a obra de Cristo na Igreja e não à homens, Sua obra se conclui com sua exaltação, pois Cristo morreu, mas ressuscitou, está entronizado no céu. Amém! Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna, isto indica que somente Ele concede a vida eterna. Você sabia que você pode ter certeza absoluta de sua salvação? Basta que você entregue sua vida a Cristo, faça isso agora ou nos procure após o culto.

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.14-21

TEXTO: ATOS 2.14-21

14 Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. 15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. 19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. 21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

INTRODUÇÃO

Nós estamos observando algumas mensagens sobre a descida do Espírito Santo no dia de pentecostes, vimos que O Espírito Santo foi derramado como fogo (vv.1-4), depois vimos que houve um milagre de audio e audição em que os discípulos falaram línguas estrangeiras de forma sobrenatural e 15 nações foram evangelizadas (vv.5-13), agora tratamos sobre a pregação de Pedro cheio do Espírito Santo (vv.14-41), observando nessa primeira parte a promessa da vinda do Espírito (vv.14-21), nós veremos isso a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO FOGO DO ESPÍRITO!

TEMA 01: UMA PREGAÇÃO QUE EXPLICA A PROMESSA DO DERRAMENTO DO FOGO DO ESPÍRITO.

1. Pedro se levanta com os onze e chamam a atenção daqueles homens. VV.14-15

A. Os apóstolos com os outros discipulos foram alvo de zombaria. V.13

Nós vimos que os apóstolos sofreram escárnio das pessoas (v.13). Anotações: I. O evangelho sempre foi perseguido desde o Éden: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). II. O evangelho sofreu perseguições na época de Cristo: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). III. O evangelho sempre será perseguido pelo mundo: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo 15.18). IV. O evangelho foi zombado e perseguido até mesmo na descida do Espírito Santo: 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” (At 2.12,13). Se os discípulos foram escarnecidos, se você é um cristão sério, será também!

B. Os apostolos não revidam o ultraje recebido, mas falam com aqueles homens. V.14

Os homens e mulheres de Deus foram uktrajados e ao invés de devolver na mesma moeda, eles pregaram a verdade para eles (v.14). notas: I. Os apostolos ao não revidar o ultrage estavam imitando Jesus: “Pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (I Pe 2.23). II. Os apóstolos ao não revidar deram àqueles homens a oportunidade de ouvir o evangelho: “Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras” (v.14). III. Os apóstolos por não revidar, mas pregar puderam ganhar almas para Cristo: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (At 2.41). Aqueles homens, semelhante a Jesus, não revidaram, mas pregaram!

C. Os apóstolos trataram de retirar o falso entendimento sobre o que aconteceu. V.15

A pregação de Pedro tratou de ensinar a verdade, extraindo as ideias erradas deles naquele momento (v.15), Eles defenderam sua crença. Lições: I. Eles defenderam a sua fé e nós devemos fazer também: “Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia” (v.15). “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). II.Eles defenderam sua integridade moral ao dizer que não estavam embriagados: “Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia” (v.15). III. Eles retiraram aquele falso entendimento para que o verdadeiro evangelho fosse pregado: 15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel” (vv.15,16). A Bíblia nos ensina a defender a fé sempre como fizeram os apóstolos.

2. Pedro e os onze tratam sobre o derramento do Espírito como uma promessa de Deus. V.16

A. O avivamento é uma promessa de Deus na Escritura: Derramarei. V.17

O texto nos apresenta a promessa de Deus na Escritura de derramar do seu Espírito sobre seu povo (v.17). Explicações: I É uma promessa segura pois Deus é Todo- Poderoso: “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente” (Gn 17.1). II. É uma promessa abundante, pois Deus dá o Espírito sem medida: “Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida” (Jo 3.34). III. É uma promessa vificadora, pois Deus traz vida pelo Espírito ao seu povo: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida” (Jó 33.4).

B. O avivamento é uma promessa de Deus sem dinstinção: Toda carne. V.17

A promessa de derramamento não foi somente para judeus, mas também gentios, por isso se usou a expressão “toda carne” (v.17). Verdades: I. Deus não faz acepção de pessoas, por isso derrama seu Espírito sobre todos os povos: judeus ou gentios: 44 Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo” (At 10.44,45). II. Deus derrama seu Espírito sobre todos, pois seu desejo é que todos os povos o louvem: 1 Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos. 2 Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. Aleluia!” (Sl 117.1-2). III. Deus derrama seu Espírito sobre todos, pois Ele é soberano: O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). IV. Toda carne indica convertidos de todos os homens e não todos os indivíduos: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (v.17).

C. O avivamento é uma promessa de Deus que é certa, pois quem prometeu é fiel.

O Deus que prometeu enviar o Espírito Santo não deixará de fazer, pois fiel, consoante se observa: I. Deus prometeu que enviaria seu Filho para para pisar na cabeça da serpente, Ele cumpriu: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2.15). II. Deus prometeu que enviaria seu Espírito Santo e derramaria sobre sua Igreja, ele assim fez: “Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Is 44.3). “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2.33). III. Deus promete na sua Palavra que dá o Espírito Santo a todo aquele que lhe pede, Ele assim vai fazer: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).

3. Pedro junto com os onze trata de falar dos benefícios trazidos sobre o derramamento do Espírito Santo. VV.16-21

A. O derramamento do Espírito Santo é uma marca do final dos tempos.

O derramar do Espírito marca um evento dos últimos tempos que iniciou com o nascimento de Cristo (), continua com a dispensão do Espírito sobre a Igreja, vejamos: I. Aconteceu nos últimos tempos da presente era: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (v.17). II. Aconteceu antes dos eventos cataclismaticos da vida de Jesus: 19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor” (vv.19-20). III. Aconteceu e nós devemos buscar sempre sermos cheios do Espírito Santo: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

B. O derramamento do Espírito Santo quebrou as barreiras.

O derramamento do Espírito retirou barreiras que os judeus impunham sobre as pessoas, vejamos: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão” (vv.17-18). Verdades: I. As barreiras de gênero foram quebradas: Filhos e filhas (v.17). II. As barreiras de idade foram quebradas: Jovens e velhos (v.17). III. As barreiras sociais foram quebradas: Servos e servas (v.18).

C. O derramamento do Espirito Santo é uma promessa de Deus que leva à Igreja aos salvos. V.21

O texto vai nos dizer que o Espírito Santo quando é derramado faz os pecadores correrem para Cristo em busca de salvação (v.21), consequentemente leva a Igreja ir em busca dos perdidos. Aplicações: I. O Espírito impulsiona a igreja a fazer missões escolhendo obreiros para a obra: 1 Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (At 13.1-3). II. O Espírito impulsiona a Igreja a fazer missões, pois Ele convence pecadores para que creiam no Salvador: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). III. O Espírito impulsiona a Igreja a fazer missões, levando pecadores a clamarem por Jesus e serem salvo: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v.21). “Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (I Co 12.3).

APLICAÇÃO 01: Nesta primeira parte nós vimos a pregação tratando da promessa sobre o derramamento di Espírito Santo. Pedro e os demais apóstolos mesmo sendo zombados falaram para eles sobre a verdade; relataram a promessa da vinda do Espírito Santo nas Escrituras e; trataram sobre os benefícios que trouxe o derramar do Espírito Santo. Aplicação: Crentes: Você e eu recebemos uma promessa de que aquele que busca, recebe o derramar do Espírito Santo, pois Deus prometeu, é fiel para cumprir sua promessa, não havendo barreira de gênero, idade ou classesocial. Busquemos esse derramamento prometido. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que o Espírito Santo leva os honens a clamarem por Jesus em busca de salvação, você está sentindo o toque do Espírito Santo? Renda-se a Cristo hoje e receba certeza de vida eterna! Quer fazer isso hoje?

quarta-feira, 4 de março de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.5-13

TEXTO: ATOS 2.5-13

5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!”

INTRODUÇÃO

Nós estamos observando nesta série de mensagens sobre o derramamento definitivo do Espírito Santo sobre a Igreja, observamos na primeira mensagem que o Espírito Santo desceu como fogo sobre seus discípulos (vv.1-4), hoje veremos a expansão do evangelho que o fogo do Espírito trouxe através dos discípulos de Jesus como o dom de falar em línguas idiomáticas, alcançando cerca de 15 nações, sobre isso trataremos tendo como o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: PENTECOSTES, LUZ NA MENTE E FOGO NO CORAÇÃO!

TEMA 02: A EXPANSÃO DA IGREJA EM DIVERSAS LÍNGUAS PELA DOM DO ESPÍRITO!

1. O DOM DE LÍNGUAS BÍBLICO DADO AOS DISCÍPULOS. VV.4-7

1.1 O dom de línguas foi dado mediante ação soberana do Espírito Santo. V.4

A Escritura nos fala da soberania do Espírito Santo que distribui os dons como quer (I Co 12.11), inclusive o de línguas (v.4). Lições: A. Houveram três lugares em que as pessoas foram cheias do Espírito Santo e falaram em línguas (At 2,4,6,8,11; 10.46; 19.6). B. Houveram nove lugares em que as pessoas foram cheias do Espírito Santo e não falaram em língua (At 4.8,31; 6.3,5; 7.55; 9.17; 11.24; 13.9,52). C. O dom de línguas era dado segundo soberania do Espírito Santo: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4). D. O dom de línguas não é evidência inicial do batismo com o Espírito Santo, pois todos foram batizados: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (I Co 12.13).

1.2 O dom de línguas teve um objetivo dado por Deus (vv.5,6,7,8)

O texto vai continuar nos ensinando que o falar em línguas não foi um evento aleatório,mas o cumprimento de um objetivo de divulgação do evangelho de forma universal, vejamos: 5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?” (vv.5-8). Aplicações: A. O dom de línguas foi dado para cumprimento de um plano evangelistico global (v.5). B. O dom de línguas foi um milagre tanto de fala como de audição (v.6). C. O dom de línguas foi um milagre que deixou os homens de nações maravilhados (vv.7,8).

1.3 O dom de línguas foi um milagre de unidade de pessoas convertidas das nações. VV.9-11

O dom de Línguas uniu pessoa em torno do Senhor, vejamos: 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9 Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de de Deus” (At 2.8-11). Liçôes:A. O evento da confusão das línguas em Babel dispersou as nações: 7 Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. 8 Destarte, o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. 9 Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o Senhor a linguagem de toda a terra e dali o Senhor os dispersou por toda a superfície dela” (Gn 11.7-9). B. O evento das línguas em pentecostes uniu cerca de 15 nações em torno de Cristo: (vv.8-11). C. As línguas exaltaram a Deus na língua das nações: “Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos” (v.11; Sl 117.1).

2. O DOM DE LÍNGUAS BÍBLICO CAUSOU ALVOROÇO ENTRE OS POVOS. VV.6,7,8

2.1 O dom de línguas atraiu uma multidão. v.6

A Palavra de Deus nos informa que uma multidão foi atraída quando ouvimos aqueles homens falarem línguas estrangeiras: “Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua” (v.6). Notas: A. A multidão foi atraída quando ouviu o som das línguas estrangeiras faladas por homens sem ter estudado (v.6). B. A multidão ao ser atraída entendeu o evangelho na sua própria língua (v.6). C. A multidão foi atraída por Deus para ouvir o evangelho na sua língua e se converter (At 2.41).

2.2 O dom de línguas causou alvoroço por causa do que falaram. V.6

O texto afirma que as pessoas se alvoroçaram com o que eles ouviram, consoante se afirma: “Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua própria língua” (v.6). Anotações: A. Eles ficaram espantados por causa do falar em linguas estrangeiras por homens (v.6). B. Eles ficaram admirados porque ouviram as grandezas de Deus na sua própria língua (v.11). C. Eles ficaram suspensos sem saber o que aquilo significava (v.12).

2.3 O dom de línguas trouxe alvoroço por causa de quem falou. v.7-8

O texto mostra que o fato deles serem galileus levou os homens a se espantar vendo falar línguas estrangeiras: 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna” (vv.7,8). Pontuações: A. Os judeus diziam que da galileia não saía profeta: “Responderam eles: Dar-se-á o caso de que também tu és da Galileia? Examina e verás que da Galileia não se levanta profeta” (Jo 7.52). B. Outros agora ficaram perplexos por causa de simples galileus falarem sua língua sem ter preparo: (vv.7-8). C. Deus usa as pessoas sem levar em conta o que outros pensem delas, como fez com os galileus: (vv.7,8).

3. O DOM DE LÍNGUAS BÍBLICO TROUXE REAÇÃO DIVERSAS. VV.7,8,11,12,13,14

3.1 Alguns tiveram preconceito com relação ao dom recebido. V.7,8

O texto nos apresenta um preconceito sofrido pelos irmãos galileus: 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura, galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna” (vv.7,8). Aprendizados: A. Galileus eram considerados pessoas de índole má e inferior (v.7). B. Jesus chamou galileus para lhe servir (v.7). C. Galileus iletrados falaram e foram compreendidos em outros idiomas (v.8). Deus é soberano e usar quem quem Ele quer, como quer e onde quiser.

3.2 Alguns tiveram admiração com respeito ao dom recebido. VV.11,12,14,15

O texto mostra a admiração que aqueles homens sentiram com este dom recebido, conforme cita-se a seguir: 11 Tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios. Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 14 Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas: 15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia” (vv.11,12,14,15). Explicações: A. Eles ficaram atônitos e perplexos com o que viram (v.11). B. Eles não entenderam aquilo, precisou que alguém os explicasse (v.12, 14,15). C. Eles também passaram a entender as línguas, pois perguntaram uns aos outros (v.12).

3.3 Alguns tiveram zombaria com relação ao dom recebido. V.13

A passagem afirma que diferente de outros que ficaram sem entender, alguns zombaram, vejamos: “Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” (v.13). Impressões: A. O termo “outros” usado indica que foram os judeus locais que zombaram (v.13). B. Eles acusaram os discípulos de estarem bêbados por causa das línguas e não por andarem como bêbados como afirmam as seitas neopentecostais (v.13,11). C. Os apóstolos ao pregarem em outros idiomas sofreram afrontas, não espere que será diferente contigo ao pregar o evangelho (v.13).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem que Deus deu o dom de línguas de forma soberana, visando alcançar povos e de unidade de judeus e gentios; Também observamos que este dom causou alvoroço atraindo uma multidão, por causa do que foi falado e de quem falou; Verificamos ainda que houveram reações diferentes tais como preconceito, admiração e zombaria. Aplicação: Crentes: A Igreja Presbiteriana afirma, na sua Carta Pastoral sobre o Espírito nas págs. 16-17, que Deus na sua soberania pode usar o dom de línguas em qualquer período da história, mas ele não é evidência do batismo com o Espírito Santo que acontece na hora da conversão (I Co 12.13), essas linguas são idiomas (At 2.8-11; I Co 14.20.20-21), não se deve deve falar em público, pois é preferível falar lingua que as pessoas entendam (I Co 14.18,19), deve-se falar apenas por dois ou três, um após o outro, e se houver intérprete, não havendo intérprete fique calado na igreja somente com Deus (I Co 14.27,28), resumindo, não somos frios, somos bíblicos. Busquemos o poder do Espírito Santo! Não Crentes: Nós vimos que o resultado do derramamento do Espírito Santo foi a conversão de quase três mil pessoas de diversas nações. Essas pessoas somente receberam o Dom do Espírito Santo (salvação) quando se arrependeram e creram em Jesus, sendo batizados (At 2.37-41). Você gostaria que esta obra do Espírito Santo trazendo salvação ocorresse na sua vida? Basta hoje você convidar Jesus para a sua vida, aceitando-o como seu Único e Suficiente Senhor e salvador! Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva