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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM I CORÍNTIOS 2.10-16

TEXTO: I CORÍNTIOS 2.10-16

INTRODUÇÃO

Nós estamos obsrvando nesta série de mensagens sobre a centralidade do evangelho, sobre isso vemos que o evangelho centraliza Cristo e a sua obra (vv.1-5), é centralizado em um plano eterno de Deus (vv.6-10) e a partir deste instante nós iremos verificar a centralidade deste evangelho na revelação do Espírito Santo de Deus, faremos isso tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A CENTRALIDADE DO EVANGELHO

TEMA 03: O EVANGELHO É CENTRALIZADO NA REVELAÇÃO DO ESPÍRITO!

1. O ESPÍRITO SANTO E SUA RELAÇÃO COM DEUS. VV.10-11

1.1 O Espírito Santo Revela Deus ao nosso coração - Confirmação. V.10

O Espírito vem habitar no coração do salvo, confirmando sua redenção pela revelação espiritual da verdade (v.10). Anotações: A. Deus revela seu filho ao nosso coração pelo Espírito Santo: “15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve 16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (Gl 1.15-16). B. Deus revela seu Filho pelo Espírito confirmando a salvação: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). C. Deus revela seu Filho pelo Espírito para entendermos o evangelho de forma salvadora: “9 Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. 10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (vv.9-10a).

1.2 O Espírito é uma pessoa divina que tem conhecimento - Intelecto. VV.10-11

A Bíblia afirma que o Espírito Santo é uma pessoa divina que tem intelecto (vv.10-11). Verdades: A. O Espírito Santo é uma pessoa divina juntamente ao Pai e ao Filho: “3 Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? 4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 5.3-4). B. O Espírito Santo é uma pessoa porque tem vontade própria: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente” (I Co 12.11). C. O Espirito Santo é uma pessoa que tem conhecimento: “10 Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. 11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (vv.10-11)

1.3 O Espírito é Deus que perscruta todas as coisas - Onisciencia. V.10

A Bíblia Sagrada nos diz que o Espírito santo tem atributos divinos (v.10). Alguns atributos: A. O Espírito Santo tem o atributo divino da eternidade: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!” (Hb 9.14). B. O Espírito Santo tem o atributo divino do amor: ”Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor” (Rm 15.30). C. O Espírito Santo tem o atributo divino da onisciência: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (v.10).

2. O ESPÍRITO SANTO E SUA RELAÇÃO COM OS ÍMPIOS. V.14

2.1 As coisas do Espírito não são compreendidas pelo homem ímpio. V.14

A Bíblia nos afirma que os homens impios não entendem o evangelho trazido pelo Espírito Santo: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). Lições: A. O homem ímpio não compreende as coisas do Espírito porque está cego pelo diabo: “Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (II Co 4.4). B. O homem ímpio não compreende as coisas do Espírito porque Ele está escravo: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). C. O homem ímpio não compreende as coisas do Espírito porque precisa de uma ação de Deus para entendê-las: (I Jo 5.20).

2.2 As coisas do Espírito não são aceitas pelo homem ímpio. V.14

O evangelho não é aceito pelo homem ímpio e carnal (v.14). Pontuações: A. O homem ímpio não aceita as coisas de Deus porque a palavra é loucura para os perdidos: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.14; I Co 1.18). B. O homem ímpio não aceita as coisas de Deus porque é carnal e aquelas espirituais: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). C. O homem ímpio não aceita as coisas de Deus porque há um véu fechando seu coração: “Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até ao dia de hoje, quando fazem a leitura da antiga aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, em Cristo, é removido” (II Co 3.14)

2.3 As coisas do Espírito são rejeitadas pelo homem ímpio. V.14

A passagem da Escritura aponta os ímpios rejeitando o evangelho (v.14). Pontos: A. O ímpio sempre rejeita o evangelho porque são homens de dura cerviz: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis” (At 7.51). B. O ímpio sempre rejeita o evangelho porque são pessoas carnais: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (v.14). C. Os ímpios sempre rejeita o evangelho porque para aceitar é preciso que Deus aja no coração: “O Senhor, teu Deus, circuncidará o teu coração e o coração de tua descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas” (Dt 30.6).

3. O ESPÍRITO SANTO É A SUA RELAÇÃO COM OS CRENTES. VV.12-16

3.1 O crente é habitado pelo Espírito Santo. v.12

O Espírito habita o crente e age Nele para que seja salvo (v.12). Aplicações: A. O crente é habitado pelo Espírito por uma ação de Deus: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (v.12). B. O crente é habitado pelo Espírito Santo para pertencer ao Senhor: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (I Co 6.19). C. O crente é habitado por Deus para selo e penhor da redenção: “13 Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13-14).

3.2 O crente é ensinado pelo Espírito Santo. V.13

O Espírito Santo além de habitar, Ele ensina o crente, conforme a Bíblia diz (v.13). Lições: A. O Espírito ensina o crente através da verdade bíblica: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13). B. O Espírito ensina o crente para conhecer a salvação pela graça: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (v.12). C. O Espírito ensina o crente para que ele tenha entendimento espiritual: “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais” (v.13).

3.3 O crente é maturado pelo Espírito Santo. vv.15-16

A Palavra de Deus nos diz que o Espírito Santo faz o crente ficou maduro: “15 Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo” (vv.15-16). Verdades: A. O crente se torna maduro espiritualmente por causa do Espírito Santo (v.15). B. O crente pode julgar questões espirituais por causa do Espírito Santo (v.15). C. O crente possui a mente de Cristo por causa do Espírito (v.16).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem que o evangelho é centralizado na revelação do Espírito. Vimos o Espírito e sua relação com Deus - Revelando, conhecendo tudo, sendo onisciente. O Espírito e sua relação com os ímpios - Aqueles não compreendem e não aceitam, rejeitando as coisas espirituais. O Espírito e sua relação com os crentes - Habitando, ensinando e maturando o crente. Aplicação: Crentes: Nós precisamos pregar a verdade sobre o Espírito Santo, sua divindade, habitação, buscar sua presença poderosa, Ele está em nós, precisamos apenas buscá-lo, pois nos ensina, e matura a nossa vida. Busque o poder do Espírito Santo. Não Crentes: Nós vimos numa parte dessa mensagem que o homem sem Cristo está sem a habitação do Espírito Santo, então para ser habitado pelo Espírito Santo e ter a salvação necessita ter um encontro com Jesus. Faça isso hoje!

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM I CORÍNTIOS 2.6-10

TEXTO: I CORÍNTIOS 2.6-10

INTRODUÇÃO

Estamos trazendo uma série sobre a centralidade do Evangelho, vimos na primeira parte que o Evangelho centraliza Cristo e a sua obra (vv.1-5), a partir desse instante veremos a segunda parte dessa mensagem que trata da centralidade do plano eterno de Deus na salvação, faremos isso a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A CENTRALIDADE DO EVANGELHO

TEMA 02: O EVANGELHO É CENTRALIZADO EM UM PLANO ETERNO DE DEUS!

1. A ORIGEM DO EVANGELHO: ETERNIDADE. V.7

1.1 Deus já planejou o evangelho desde os tempos eternos. V.7

A passagem bíblica nos diz que o plano de Deus já estava posto desde a eternidade: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7)

Lições: A. Deus já planejou a vinda de Cristo ao mundo desde toda a eternidade: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.7; I Pe 1.20). B. Deus já planejou a morte de Cristo desde toda a eternidade: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). C. Deus já planejou a nossa salvação desde toda a eternidade: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (II Ts 2.13).

1.2 Deus manteve o evangelho de forma oculta por séculos. V.7

O grande mistério foi oculta por Deus durante séculos conforme está escrito: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). Verdades: A. Deus ocultou este mistério porque Ele é soberano: “Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado” (Lc 10.21). B. Deus ocultou aos grandes para revelar aos pequenos: “Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25). C. Deus ocultou este mistério para revelar somente em Cristo: “Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt 11.27).

1.3 Deus permite que este mistério seja desvendado e chegue até nós. V.7

O texto nos afirma que o mistério agora foi desvendado, consoante está escrito (v.7): “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). Aplicações: A. O misterio do evangelho é desvendado pela pregação: “Mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (v.7). B. O mistério do evangelho é desvendado porque Ele quis se revelar aos gentios: “Aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios […]” (Cl 1.27a). C. O misterio do evangelho é desvendado trazendo Cristo como a única esperança da glória: “[…] Cristo em vós, a esperança da glória” (Cl 1.27b).

2. A EXECUÇÃO DO EVANGELHO: OBRA DE CRISTO. VV.6,8

2.1 A execução acontece nos experimentados, isto é, nos crentes. V.6a

Deus executa o evangelho para salvação dos crentes (experimentados) conforme está no texto (v.6a). Notas: A. Os experimentados são aqueles que já receberam a Cristo: “Ora, como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele” (Cl 2.6). B. Os experimentados são os que são guiados pelo espírito Santo: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Rm 8.14). C. Os experimentados são os que receberam sabedoria espiritual de Deus: “Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados […]” (v.6a)

2.2 A execução não é aceita pelos homens do mundo. V.6b

O texto está nos dizendo que essa execução de salvação não é compreendida pelos homens mundanos, conforme se registra: “[…] não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada” (v.6b). Explicações: A. Os homens do mundo acham loucura a mensagem da salvação: “Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (v.6b; I Co 1.18). B. Os homens do mundo por achar o evangelho loucura, o rejeita: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2.14). C. Os homens do mundo não aceitam que pecadores sejam alcançados por Cristo: “30 Os fariseus e seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31 Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. 32 Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5.30-32).

2.3 A execução se deu através da obra de Cristo. V.8

Cristo pela sua obra na cruz é que executa essa obra de salvação (v.8). Aprendizados: A. A crucificação de Cristo foi feita por homens ignorantes espiritualmente: “Sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória” (v.8). B. A crucificação se deu pelo determinado designio e presciência de Deus: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2.23). C. A crucificação traz culpa aos homens que fizeram, mas estava dentro de um plano: “27 Porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, 28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.27-28).

3. O RESULTADO O EVANGELHO: REJEIÇÃO OU ACEITAÇÃO. VV.9-10

3.1 O evangelho resulta em rejeição por alguns. V.9a

Alguns homens cujos corações não estão iluminados pela graça salvadora rejeitam o evangelho (v.9). Pontuações: A. Deus convida a todos de modo geral e sincero para o evangelho: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17.30). B. Deus quando é rejeitado, os homens o fazem por causa da maldade do coração: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). C. Deus quando é rejeitado, os homens que o fazem serão condenados: (Mt 10.33). D. Deus é rejeitado por aqueles cujo evangelho não entrou no coração: “Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano […]” (v.9a)

3.2 O evangelho resulta em aceitação por outros. V.9

O evangelho precisa ser aceito pelos homens para salvação, alguns aceitam (v.9b). Pontos: A. Alguns aceitam o evangelho porque ouviram a pregação: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). B. Alguns aceitam de modo livre sem ser forçado: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). C. Alguns aceitam verdadeiramente no coração: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (v.9b).

3.3 O evangelho entrará apenas nos que o Espírito agir no coração. V.10

O texto nos afirma que o Espírito Santo a salvação ao coração do homem (v.10). Verdades: A. O Espirito age no coração nos revelando a verdade: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (v.10). B. O Espírito age abrindo o nosso coração para a fé: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). C. O Espírito age tirando o véu que está sobre o coração: “15 Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. 16 Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado” (II Co 3.15-16).

CONCLUSÃO

Observamos nesta mensagem que o evangelho é centralizado no plano eterno de Deus. Verificamos que o evangelho tem origem na eternidade; é executado pela obra de Cristo e; resultado do evangelho que é aceitação ou rejeição. Aplicação: Crentes: O evangelho sendo originado na eternidade, não temos méritos nem orgulho humano; sendo executado pela obra de Cristo devemos pregar Cristo e a sua obra para salvação; sendo o resultado aceitação ou rejeição, podemos e devemos pregar, pois se alguns rejeitarão a nossa mensagem, outros aceitarão. Então vivamos o evangelho em humildade, preguemos e vivamos Cristo. Vamos fazer?. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que precisamos tomar a decisão de aceitar a mensagem de Cristo para termos vida eterna. Você pode ter certeza de vida eterna se render sua vida a Cristo. Quer fazer isso hoje?

 

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM I CORÍNTIOS 2.1-5

TEXTO: I CORÍNTIOS 2.1-5

INTRODUÇÃO

A centralidade do Evangelho é um lema da Reforma Protestante, pois centraliza A Escritura, a fé, a graça, Cristo e a dá glória somente a Deus. A carta foi escrita em 55 d.C. em Éfeso (16.8), traz a centralidade da obra de Cristo na pregação, pois ali haviam partidos em favor de homens (1.10-13), queria que a Igreja colocasse Ele no centro, sobre isso veremos algumas verdades tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A CENTRALIDADE DO EVANGELHO

TEMA 01: O EVANGELHO CENTRALIZA CRISTO E A SUA OBRA

1. O CONTEÚDO DO EVAGELHO. V.2

1.1 O conteúdo do evangelho não são assuntos secundários. V.2a

Paulo quando foi pregar não precisou saber de nada deles, seu ensino já era completo (v.2a). Lições: A. O que A Bíblia não precisava de acréscimos: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando” (Dt 4.2). B. O conteudo do evangelho não poderia ultrapassa o que estava escrito: “Estas coisas, irmãos, apliquei-as figuradamente a mim mesmo e a Apolo, por vossa causa, para que por nosso exemplo aprendais isto: não ultrapasseis o que está escrito; a fim de que ninguém se ensoberbeça a favor de um em detrimento de outro” (I Co 4.6). C. O que Paulo pregava era completo: “Porque decidi nada saber entre vós […]” (v.2a).

1.2 O conteúdo do evangelho é Cristo. V.2b

Paulo diz que o conteúdo do evangelho que ele pregou era Jesus Cristo (v.2b). Verdades: A. O evangelho tem que pregar arrependimento em nome de Cristo: “E que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc 24.47). B. O evangelho tem que pregar salvação pela fé em nome de Cristo: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (II Tm 3.15). C. O evangelho tem que pregar a exclusividade de Jesus Cristo: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo […]” (v.2)

 1.3 O conteúdo do evangelho é a obra de Cristo na cruz. V.2c

O texto nos mostra que não há evangelho sem a obra de Cristo (v.2c). Ensinos: A. A obra de Cristo passa pela crucificação: “[…] senão a Jesus Cristo e este crucificado” (v.2c). B. A obra de Cristo passa pela sua ressurreição: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pe 1.3). C. A obra de Cristo passa pela sua intronização no céu: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2.33). D. A obra de Cristo passa pela sua intercessão constante: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25)

2. A DEDICAÇÃO QUE DEVEMOS TER AO EVANGELHO. VV.1,2,4

2.1 O pregador deve ir até onde estao as pessoas. V1a

Observamos aqui que Paulo foi até as pessoas para lhes falar (v.1a). Aplicações: A. Paulo foi até onde estavam as pessoas: “Eu, irmãos, quando fui ter convosco […]” (v.1a). B. Cristo foi até onde estavam as pessoas: “Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judeia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume” (Mc 10.1). C. O cristão deve ir até onde estão as pessoas: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15)

2.2 O pregador deve testemunhar sobre Deus. V.1b

O texto nos apresenta o testemunho que se deve dar sobre o evangelho (v.1b). Notas explicativas: A. O tesstemunho sobre Deus deve ser anunciado: “[…] anunciando-vos o testemunho de Deus […]” (v.1b). B. O testemunho sobre Deus é a vida eterna que Deus nos deu em seu Filho: ”9 Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho. 11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. 12 Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. 13 Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (I Jo 5.9-13). C. O testemunho sobre Deus precisa ser crido, do contrário estamos chamando Deus de mentiroso: “Aquele que crê no Filho de Deus tem, em si, o testemunho. Aquele que não dá crédito a Deus o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho” (I Jo 5.10).

2.3 O pregador deve buscar conhecimento e poder. V.1c, 4

Observamos Paulo afirmando que além de buscar conhecimento deve-se buscar poder, vejamos: “1 Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria 4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder” (vv.1,4). Anotações: A. A pregação não deve ter apenas linguagem e sabedoria humana (v.1c; 4a). B. A pregação deve realizada na unção do Espírito Santo de Deus (v.4). C. A pregação além do conhecimento precisa ter poder espiritual (v.4).

3. A FORMA DE PREGAR O EVANGELHO. VV.3,5

3.1 A forma de pregar o evangelho é com humildade. V.3

Paulo vai nos dizer que pregava de forma humilde usando os termos fraqueza, temor e tremor (v.3). Aplicações: A Paulo usou termos que denotam humildade: “E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós” (v.3). B. A Bíblia enaltece a humildade como uma necessidade para entrar no Reino de Deus: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3). C. Jesus foi o maior exemplo de humildade, tanto Paulo como nós devemos segui-lo: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45).

3.2 A forma de pregar o evangelho não é para ter fã-clube, mas fazer a vontade de Deus. V.5a

O apóstolo vai continuar dizendo que a pregação é para fazer a vontade do Senhor e não para ser aplaudido ou ter fãs (v.5a). Aprendizados: A. Paulo não queria que a sua sabedoria ficasse em evidência e sim o poder de Deus: “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (v.5). B. Deus apresenta o evangelho como um tesouro em vaso de barro, isto é, a glória é de Deus: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (II Co 4.7). . C. Quando pregamos não devemos buscar elogios humanos, mas expor a verdade: “Pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração” (I Ts 2.4)

3.3 A foma de pregar o evagelho é fortalecendo a fé da Igreja. V5b

Paulo vai nos dizer que a pregação precisa ser edificante para a igreja (v.5b), vejamos: A. A pregação precisa fortalecer a Igreja, embora também deva alcançar os perdidos: “13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14 Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? 15 E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (v.5b; Rm 10.13-15). B. A pregação para fortalecer a Igreja e salvar o perdido precisa ser fiel às Escrituras: ¹⁶ Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (v.5; I Tm 4.16). C. A pregação para fortalecer a Igreja não basta ter conhecimento, precisa ter poder: “Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (v.5b)

CONCLUSÃO

Obseeervamos nessa mensagem sobre a centralidade do evangelho sobre Cristo e sua obra. Observamos: O conteúdo do evangelho, não são assuntos secundários, mas Cristo e sua obra na cruz; Dedicação ao evangelho, indo às pessoas, testemunhando e buscando conhecimento e poder; Forma de pregar o evangelho com humildade, fazer a vontade de Deus e não fã-clube e fortalecendo a fé da Igreja, bem como alcançando os perdidos. Aplicação: Crentes: Vamos pregar a Palavra, falar da obra de Cristo na cruz para nos salvar; ir até as pessoas, ser testemunhas fiéis, buscar conhecimento e poder; preguemos com humildade, para agradar Deus e não homens, visando fortalecer a fé da Igreja e alcançar os perdidos. Temos feito isso? Não Crentes: Nós vimos que uma parte da mensagem que a pregação visa salvar os perdidos. Se você não tem certeza da sua salvação, não sabes para onde vais e estás perdido. Jesus veio buscar e salvar o perdido (Lc 19.10). Você pode ter certeza da sua salvação, deixando de ser perdido para ser salvo. Entregue sua vida a Cristo hoje!

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.25-29

TEXTO: ROMANOS 2.25-29

“25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão. 26 Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão? 27 E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei. 28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. 29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.

INTRODUÇÃO

Hoje concluiremos essa série de mensagens sobre o falso moralismo na Igreja, até agora vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16); 4. A confiança do falso moralista nas coisas externas sem uma mudança interior (vv.17-20); 5. A confiança do falso moralista baseada em uma teoria sem pratica correta (vv.21-24). Hoje nós veremos sobre a confiança dos falsos moralistas apenas em uma filiação externa à Igreja, isso faremos tendo como base o assunto e tema propostos.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA

TEMA: A CONFIANÇA DOS FALSOS MORALISTAS EM UMA FILIAÇÃO EXTERNA À IGREJA

1. A CIRCUNCISÃO/BATISMO NÃO PODE SER SUBSTITUTO PARA A OBEDIÊNCIA. V.25

1.1 A circuncisão/batismo é uma ordenança de Deus para pais e filhos na Antiga e Nova Aliança (v.25).

Nós estamos verificando que Deus ordenou a circuncisão/batismo: “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão” (v.25). Notas: I. A aliança de Deus com o seu povo envolvia pais e filhos: “Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações” (Gn 17.9). “38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.38-39). II. A Aliança envolvia uma sinal visivel: Circuncisão: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado” (Gn 17.9). Batismo: “10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). III. A aliança trazia o sinal para pais e filhos: “11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe” (Gn 17.11-12). “14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (At 16.14,15). “1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co 10.1-2). “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37)

1.2 A circuncisão/batismo não traz salvação, é uma figura desta bênção eterna (Cl 2.10-12; I Pe 3.21).

Nós estamos observando que ninguém é salvo porque se batizou, pois este não é a realidade, mas o símbolo da salvação (I Pe 3.21). Aprendizados: I. A circuncisão e o batismo simboliza a purificação no coração feito pelo Espírito Santo: “Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz” (Dt 10.16). “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). II. A circuncisão e o batismo simbolizam um despojamento feito não por mãos, no interior: “10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). III. A circuncisão/batismo é simbolo da salvação, não a realidade do que ocorre no coração: “A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (I Pe 3.21).

1.3. A circuncisão tal qual o batismo não pode ser dissociado da vida de obediência (v.25).

A Escritura nos afirma que a circuncisão/batismo deve ser associado à vida cristã de pratica do evangelho (v.25). Ensinos: I. A circuncisão/batismo não tem valor sem o novo nascimento: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6.15). II. A circuncisão/batismo vivendo em pecado é impiedade: “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão” (v.25). III. A circuncisão/batismo deve ser seguida de vida de santidade: “A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (I Co 7.19).

2. A CIRCUNCISÃO/BATISMO E A RELIGIÃO EXTERNA NÃO SIGNIFICA TRANSFORMAÇÃO INTERIOR. VV.26-27

2.1. a transformação interior é mais importante que o rito exterior (v.26).

O texto biblico afirma que é mais importante a transformação interior do que a cerimônia externa (v.26). Observemos: I. Há pessoas judias que falavam de Deus e seu coração estava longe Dele: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). II. Há pessoas gentias que observavam a Palavra de Deus e são povo da aliança: “Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?” (v.26). III. judeus e gentios são pecadores e ambos precisam de Deus e de sua misericórdia: “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Rm 3.9). “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” (11.32).

2.2. o cumprimento da lei se dá por transformação interna e não por rito externo (v.27).

O texto nos orienta que a obediência deve ser fruto de um coração transformado e não por meio de cerimônias externas: “E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei” (v.27). Lições: I. Os gentios crentes que não tinham a circuncisão obedeciam a Deus: “E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti […]” (v.27a). II. Os judeus incrédulos que tinham a circuncisão transgrediam a Palavra de Deus: “[…] não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei” (v.27b). III. Judeus e gentios entravam na aliança por uma ação de Deus no coração e não por religião externa: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Jl 2.13).

2.3. A religiosidade externa sem um coração transformado é abominável para Deus

Alguns religiosos até falam de Deus, mas sua religião não vem de um coração regenerado, é apenas uma religião externa sem transformação, vejamos: I. A verdadeira religião inicia no coração regenerado, pois Deus dá um novo coração: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26). II. A falsa religião provém de um coração cheio de pecado: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19). III. A verdadeira ou falsa religião proveem do coração, sendo a verdadeira fontes da vida e a falsa abominaççao: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1.13)

3. A CIRCUNCISAO/BATISMO DO VERDADEIRO JUDEU/CRISTÃO NÃO É PARA QUEM HERDA O SANGUE DE ABRAÃO, MAS A SUA FÉ. VV.28-29

3.1 O verdadeiro povo de Deus não possui apenas uma fé externa, mas interna (v.28).

A passagem bíblica nos traz a verdade cristalina que os verdadeiros cristãos não possuem apenas uma féformal, mas espiritual e interna: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne” (v.8). Notas: I. Há pessoas que são crentes apenas de forma externa: Judeus/cristãos externos (v.28). II. As pessoas que são crentes apenas externamentes não pertencem a Cristo - Não são judeus/cristãos de fato (v.28). III. Aqueles que são judeus/crentes apenas externamente caminham para condenação: “11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. 12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 8.11,12).

3.2 O verdadeiro povo de Deus não possui apenas uma aliança externa, mas interna (vv.28-29).

A passagem bíblica está informando que não devemos apenas receber o simbolo externo, mas receber o que ele simboliza de forma real no coração, vejamos: “28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. “29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (vv.28-29). Verdades: I. Existe uma aliança com um sinal visível - Circuncisão (v.28). II. Existe uma aliança com um sinal interno - Circuncisão no coração (v.29). III. Existe uma aliança apenas que é eficaz, no coração - A outra é incompleta, pois é apenas externa (v.29).

3.3 O verdadeiro povo de Deus é conhecido por Deus e não por homens apenas (v.29).

O texto vai dizer ainda que o povo que tem seu coração resgatado por Cristo, é conhecido por Deus, conforme observamos: “Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (v.29). Argumentos bíblicos: I. O senhor conhece todos aqueles que lhe pertencem: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19). II. O Senhor conhece o louvor daqueles que o pertencem: “Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (v.29). III. O Senhor conhece o caminho do seu povo, pois Ele traçou: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.6)

CONCLUSÃO:

Nós vimos nessa mensagem que o falso moralista confia apenas em uma filiação externa á Igreja. Sobre issovimos sobre a Circuncisão/Batismo que esta(e) não pode substituir a obediência; nem significa transformação de vida e; não é para quem herda o sangue de Abraão ou religião dos pais, mas para quem tem a sua fé. Aplicação: Crentes: Você que está aqui e já recebeu o sinal externo do batismo cristão, você tem obedecido ao evangelho ou acha que porque já batizado pode viver em pecado que está tudo bem? O seu nome está na membresia da Igreja, mas você já faz parte da Igreja dos salvos? Você segue a religião dos seus pais ou já recebeu verdadeiramente a fé em Cristo que eles possuem. Lembre que naquele dia Jesus dirá para alguns que estiveram na Igreja: Apartai-vos que nunca vos conheci, vós que praticais a iniquidade (Mt 7.23). Se a sua situação for de religioso apenas, Jesus lhe convida para experimentar o novo nascimento hoje e ter certeza de vida eterna. Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó (Mt 8.11). Isto significa as Bodas do Cordeiro, a morada eterna no céu. Você já tem certeza que estará no céu com Jesus? Senão, hoje você pode ter um encontro pessoal com Cristo, entregando sua vida a Ele. Quer fazer isso hoje?

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.21-24

TEXTO: ROMANOS 2.21-24

“21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? 23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? 24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa”.

INTRODUÇÃO

Estamos ainda trazendo a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso, nós já vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16); 4. A confiança do falso moralista nas coisas externas sem uma mudança interior (vv.17-20), hoje trabalharemos sobre a falsa confiança do falsa moralista numa vida teórica sem prática, para isso usaremos o assunto e tema postos a seguir.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA!

TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA BASEADA EM UMA TEORIA SEM PRATICA CORRETA!

1 A RESPONSABILIDADE DO ENSINO DA IGREJA. VV.21-22

1.1 Quando o ensino da igreja falha pela falta de disciplina própria (v.21a).

A Igreja quando ensina sem que tenha uma disciplina em si mesma (v.21). Vejamos: I. A disciplina deve ser amada e não odiada pelo crente: “Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido” (Pv 12.1). II. A disciplina quando rejeitada demonstra falta de confiança e distância de Deus: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (Sf 3.2). III. A disciplina só faz efeito positivo se a pessoa que a exerce fizer uma autodisciplina: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? (v.21a)

1.2 Quando não há honestidade real, isto é, é ortodoxo nas palavras e heterodoxo nas atitudes (v.21b).

O ensino da Igreja será sem efeito se ela tem verdade sem prática (v.21b). Consoante veremos: I. O ensino da Igreja não pode ser farisaico - Faça o que digo e não faça o que eu faço: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23.3). II. O ensino da Igreja não pode ser apenas de aparência, mas real: “27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.27,28). III. O ensino da Igreja não deve ser apenas ortodoxo, mas ortopraxo: “Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? […]” (v.21b)

1.3 Não há pureza moral de modo real, pois, ensina-se a moralidade cristã e vive como pagão (v.22).

A Escritura vai nos dizer que quando se prega moralidade e se vive de forma ímpia s eprejudica o ensino da Igreja (v.22). Aplicações: I. Homens que condenam o pecado do adultério e o praticam direta ou indiretamente: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes?” (v.22a). II. Homens que condenam a idolatria, mas agem como idolátras, até de si mesmo: “Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22b). “Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” (II Tm 3.2). III. Homens que pregam moralidade, mas vivem um paganismo pessoal: “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1.16).

2. A RESPONSABILIDADE DA PRATICA DA IGREJA. VV.22-24

2.1 Quando há contradiçao entre o fala e o praticar (v.22).

O versículo em destaque demonstra o problema da pratica contrariar o que se diz: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22). Anotações: I. Fala é não praticar é um ato de julgamento: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12). II. Falar e não praticar é um ato enganoso: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (I Jo 2.4). III. Falar e não praticar é um ato de insensatez: “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (Mt 7.26).

2.2 Obediência apenas de aparência (v.23).

O texto nos atesta a respeito da obediência apenas aparentemente, sem uma pratica real (v.23). Explicações: I. Orgulho do conhecimento da Lei: “Tu, que te glorias na lei […]” (v.23a). II. Desonra á lei pela vida ímpia: “[…] desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23b). III. Vida que leva fala mais alto que aquilo que fala: “Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?” (Tg 2.20).

2.3 Desonram a Deus por suas práticas (v.24).

O texto diz que aquelas pessoas causam desonra ao Senhor (v.24). Notas: I. Deus é puro de olhos e não poder ver o mal sem puni-lo: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13). II. Deus deseja que todos os seus servos pratiquem o evangelho: “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tt 3.8). III. Deus é blasfemado quando os que se dizem crentes não vivem o evangelho: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24).

3. A TEORIA DEVE SER ALIADA Á PRÁTICA. VV.23-24

3.1 O conhecimento deve ser aliado à pratica porque o contrário desonra a Deus (v.23).

O texto vai nos dizer que o saber deve ser ligado ao fazer, conforme se verifica (v.23). Verdades: I. Conhecer e praticar é o ideal para o cristão: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). II. Conhecer e praticar é o ideal para o cidadão do céu: “1 Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? 2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade” (Sl 15.1,2). III. Conhecer e praticar honra a Deus e o contrario o desonra: “Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23).

3.2 O conhecimento deve ser aliado á prática, pois sem viver a verdade, Deus será blasfemado (v.24).

A Escritura nos afirma que deve-se saber e fazer, para que o nome do Senhor não seja blasfemado (v.24). Explicações: I. Somos vigiados por uma grande nuvem de testemunha, devido a isso devemos ter pratica do evangelho: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). II. Somos filhos de Deus e devido a isso devemos viver uma vida que agrada a Deus: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10). III. Somos povo de Deus e uma vida pratica divorciada do conhecimento irá trazer blasfemia ao Nome de Deus: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24)

3.3 O conhecimento deve ser aliado à pratica para que Deus seja glorificado (I Pe 2.12).

Quando nós vivemos uma vida que Deus se agrada, aliando o saber a vida prática, sobre isso veremos que: I. A nossa vida de boas obras traz gloria ao Nome do SENHOR: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (I Pe 2.12). II. Somente teremos um testemunho relevante se santificarmos a Cristo em nosso coração: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). III. Somos chamados para termos uma vida pratica de testemunho como luzeiros neste mundo perverso: “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

CONCLUSÃO:

Nós observamos nessa mensagem sobre uma falsa confiança do falso moralista baseado em uma teoria sem pratica correta. Observamos que a Igreja tem responsabilidade pelo ensino; pela prática, pois a teoria deve ser aliada à prática. Aplicação: Crentes: O ensino da Igreja somente terá eficácia se for seguida de vida pratica dos seus membros, como veremos o mundo sendo tomado pela glória do Senhor se a Igreja não fizer a diferença. Não adianta ter boa teoria sem uma pratica correta. Você pratica o que você diz crê?. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que há um lugar no céu para aquele que é o cidadão do Céu, aquele que creu e depositou sua vida nas mãos de Cristo, vivendo para ele de verdade. Quer entregar sua vida a Cristo hoje?

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.17-20

TEXTO: ROMANOS 2.17-20

“17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; 18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; 19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade”.

INTRODUÇÃO

Continuamos hoje a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso dentro da Igreja, vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16)), a partir de hoje traremos mensagens sobre a falsa confiança dos falsos moralistas, tratando a respeito hoje de depositar esta em coisas externas sem mudança no coração. Isso faremos tendo como o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA

TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA NAS COISAS EXTERNAS SEM UMA MUDANÇA INTERIOR

1. NÃO BASTA VOCÊ DIZER QUE É CRENTE SEM UMA TRANSFORMAÇÃO REAL. V.17

1.1 . Ter nome de quem serve a Deus e não servir é tolice (v.17).

Ter nome de cristão e não servir é bobagem, conforme se observa: “Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus” (v.17). Anotações: I. Nem todo que diz que Jesus é Senhor entrará no céu, mas o que fizer a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). II. Nem todo o que diz que Jesus é senhor está disposto a obedecer os seus ensinos: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46). III. Nem todo que diz que serve a Jesus está disposto a renunciar por Ele: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

1.2 Ter nome de quem serve a Deus, mas é apenas religioso externamente, não no coração (Rm 2.28).

Muitos apenas servem de aparência, conforme o texto nos afirma: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne” (Rm 2.28). Notas: I. Muitos possuem Cristo nos lábios e o mundo no coração: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). II. Muitos possuem um atitude de piedade externa sem agir no coração: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Jl 2.13). III. Muitos parecem sepulcros caiados, por fora parecem piedosos, por dentro há podridão: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23.27).

1.3. Ter nome de que serve a Deus, mas está interessado apenas nas coisas daqui (Fp 3.18,19)

A Escritura nos afirma que aqueles que pensam apenas nas coisas daqui não serve a Deus realmente: “18 Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. 19 O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp 3.18-19). Verdades: I. As pessoas que se preocupam apenas com as coisas tererenas são inimigas da cruz de Cristo (v.18). II. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas possui um outro Deus: Seu ventre (v.19). III. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas estão em busca de uma glória passageira (v.19). IV. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas caminham para a perdição (v.19).

2. NÃO BASTA CONHECER A PALAVRA E NÃO SABER SOBRE DEUS. V.17

2.1. O conhecimento da palavra é uma ordem de Deus (Mt 22.29).

A Escritura traz a realidade do conhecimento da Palavra de Deus sendo requerido pelo SENHOR (Mt 22.29). Anotações: I. Todos precisam conhecer a Palavra de Deus: “Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos” (Cr 16.8). II. Erram as pessoas porque não conhecem a Palavra de Deus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29). III. As pessoas perecem por falta do conhecimento da Palavra de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4.6)

2.2 O conhecimento da palavra não pode ser divorcidado da pratica (Tg 1.22)

Conhecimento e pratica da Palavra devem andar juntos, vejamos: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). Lições: I. O conhecimento da Palavra é importante para o cristão (v.22). II. O conhecimento precisa estar associada á piedade (v.22). III. O conhecimento sem pratica é um engano (v.22).

2.3 O conhecimento da Palavra precisa nos levar à confiança em Deus e não soberba (Rm 3.27).

O texto nos afirma que saber da verdade não deve nos levar ao orgulho, mas confiança no Senhor: “Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé” (Rm 3.27). Verdades: I. O conhecedor da Palavra deve entender que não foi salvo por obras - Não tem do que se gloriar (v.27). II. O conhecedor da Palavra deve entender que foi salvo pela fé - Isto denota confiança em Deus (v.27). III. O conhecedor da Palavra deve entender que a sabedoria de Deus e não do mundo é o que importa (I Co 1.20).

3. NÃO BASTA SABER DO COMPROMISSO COM DEUS SEM UMA AÇÃO REAL. VV.18-20

3.1. O nosso compromisso é conhecer a vontade revelada de Deus (v.18; Dt 29.29).

O texto nos afirma que precisa-se saber a vontade que Deus revelou na sua lei: “Que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei” (v.18). Aplicações: I. A vontade de Deus precisa ser conhecida (v.18). II. A vontade de Deus não apenas deve ser conhecida, mas aprovada (v.18). III. A vontade de Deus está revelada na Lei: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (v.18; Dt 29.29).

3.2 O nosso compromisso é levar outros ao conhecimento de Deus pela vontade revelada (v.19-20).

O texto está afirmando que precisamos transmitir o conhecimento a respeito de Deus, vejamos: “19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” (vv.19-20). Notas: I. Quando conhecemos a Cristo devemos guiar outros na luz (v.19a). II. Quando vivemos o que pregamos, podemos testemunhar melhor de Cristo: (v.19b; Fp 2.15). III. Quando temos a vontade revelada escrita recebemos o conhecimento (sabedoria) para praticar (verdade) (v.20).

3.3 O nosso compromisso nao e apenas saber a vontade de Deus, mas viver (v.21).

A passagem aqui nos traz o ensino de que precisamos não apenas de saber a verdade, mas vivê-la, segundo se observa: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?” (Rm 2.21). Explicações: I. Antes de ensinar aos outros devemos ensinar a nós mesmos (v.21a). II. Deve-se viver o que se prega para que a pregação tenha eficácia e credibilidade (v.21b). III. A pregação deve ser ornada por uma vida de boas obras (Charles H. Spurgeon).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa primeira mensagem a respeito do falso moralismo dos judeus religiosos, observamos que eles estavam com o coração na religião e não em Deus, confiando nas coisas externas sem uma mudança interior. Nós vimos que não basta dizer que é crente sem uma transformação real; não basta conhecer a Palavra sem saber quem é Deus e; não saber do compromisso com Deus sem uma ação real. Crentes: Você e eu precisamos fazer uma autoavaliação para não sermos apenas religiosos, dizendo que servimos ao SENHOR sem experimentar uma mudança de vida, conhecer sobre Deus é importante, mas precisamos saber quem é Deus na nossa vida, devemos saber não apenas do compromisso, mas viver isso na vida real. Não Crentes: Você pode conhecer a Deus e Ele está interessado em ser conhecido por ti, podes conhecê-lo para salvação e receber a certeza de vais morar no céu com Jesus! Você quer experimentar essa benção eterna na sua vida? Entregue-se a Cristo hoje!