Total de visualizações de página

segunda-feira, 2 de março de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.1-4

TEXTO: ATOS 2.1-4

1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2 de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. 3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”

INTRODUÇÃO

O livro de Atos é a segunda obra de Lucas, a primeira foi o evangelho de Lucas, em ambas ele trata muito sobre oração e sobre o Espírito Santo, antes no ministério terreno de Jesus e agora, Ele demonstra a promessa da derramamento do Espírito (At 1.5,8), eles viviam sempre em oração (At 1.14). foi numa dessas reuniões de oração, no dia de Pentecostes no primeiro dia da semana que Deus derramou o seu Espírito. Nós queremos tratar sobre esse ilustre assunto, tendo como base o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: PENTECOSTES, LUZ NA MENTE E FOGO NO CORAÇÃO!

TEMA 1: A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO COMO FOGO!

1. QUANDO DESCEU: DIA DE PENTECOSTES. V.1

1.1 O que Significava o Dia de Pentecostes.

Quando nós observamos a Bíblia observamos que o Dia de pentecostes era uma festa judaaica, conforme se observa: A. A palavra significa quinquagésimo dia e acontecia 50 dias após a páscoa: 15 Contareis para vós outros desde o dia imediato ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. 16 Até ao dia imediato ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias; então, trareis nova oferta de manjares ao Senhor” (Lv 23.15,16). B. Era a festa das semanas - Festa da colheita: “E celebrarás a Festa das Semanas ao Senhor, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o Senhor, teu Deus, te houver abençoado” (Dt 16.10). “Guardarás a Festa da Sega, dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita, à saída do ano, quando recolheres do campo o fruto do teu trabalho” ((Êx 23.16). C. Era a festa em que as pessoas ofereciam as primícas a Deus: “Também tereis santa convocação no dia das primícias, quando trouxerdes oferta nova de manjares ao Senhor, segundo a vossa Festa das Semanas; nenhuma obra servil fareis” (Nm 28.26).

1.2 O que Indica o Pentecostes para Nós Hoje!

Para nós hoje, não comemoramos o dia de pentecostes judaico, pois era sombra de Cristo (Cl 2.16,17), mas algumas lições sobre o que aconteceu naquele dia, observamos que: A. Significa uma promessa cumprida por Deus: “Porque João, na verdade, batizou comágua,mas vós sereis batizados como Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). B. Significa revestimento de poder do céu: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai;permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). C. Significa um testemunho poderoso no poder do Espírito Santo: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhastanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).

1.3. O que resulta o Dia de Pentecostes para nós!

O resultado do que aconteceu naquele dia de pentecostes está descrito nas Escrituras como: A. Pregação corajosa do evangelho: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). B. Corações compungidos se arrependendo e convertendo: 37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (At 2.37-41). C. Batismo do Espírito Santo a todos os crentes: “Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito” (I Co 12.13).

2. QUEM RECEBEU O FOGO DO ESPÍRITO SANTO: OS SERVOS DE DEUS. VV.1-2

2.1 Eles estavam todos reunidos no mesmo lugar - Eles congregavam (v.1).

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar” (v.1). Verdades: I. Um crente que deseja ser cheio do Espírito Santo deve congregar (v.1). II. Um crente cheio do Espírito Santo congrega para obedecer a Deus (Hb 10.25). III. Um crente cheio do Espírito Santo congrega porque ama estar junto dos irmãos (v.1).

2.2 Eles estavam todos assentados - Eles não eram do reteté: (v.2).

Alguns dizem que quando são cheios do Espírito Santo perdem o controle, e ficam girando, aqui demonstra que eles foram cheios do Espírito Santo e estavam assentados: “De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados” (v.2). O texto apresenta uma igreja espiritual que recebeu o poder do Espírito (v.2), tudo deve ter decência e ordem (I Co 14.40), não existe reteté na Bíblia!

2.3 Eles estavam todos em oração - Eles não eram indolentes na vida espiritual: (At 1.12-14).

Os discípulos passaram a viver com uma nova perspectiva sobre a vida, inclusive de oração, aao saber que Jesus estava vivo, vejamos: 12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. 13 Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. 14 Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At .2-14). Aplicações: I. Os discípulos ao ver Cristo ressuscitado retornaram para suas atividades normais alegremente (v.12). II. Os discípulos ao ver Cristo ressuscitado voltaram para reunir-se e esperar o poder descer sobre eles (Lc 24.49; v.13). III. Os discípulos depois de ver Cristo ressuscitado viviam em oração constante (V.14).

3. QUE SINAIS OCORRERAM QUANDO DESCEU: VENTO, FOGO E LINGUAS. VV.2-4

3.1 Um Som Semelhante a Um Forte Vento. V.2

O texto continua dizendo que aconteceram alguns sinais que são descritos nas Escrituras, aqui o símbolo do Espírito Santo usado é o vento: A. Vento é um das figuras do Espírito Santo na Bíblia: “De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados” (v.2). B. O Vento Indica a Ação Soberana do Espírito Santo: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). C. Vento indica o sopro do Espírito que traz vida onde estava morto: “Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente” (Gn 2.7).

3.2 Receberam Linguas como Fogo que pousou sobre cada um deles. V.3

O Texto ainda usa um outro símbolo do Espírito Santo, qual será? Vejamos: 

A. O fogo também é símbolo do Espírito Santo: “E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (v.3): Ao longo da Bíblia nós vemos o uso desse simbolo: 1. A Palavra de Deus é como Fogo (Jr 23.29); 2. Deus falou a Moisés numa sarça ardendo com fogo (Êx 3.2); 3. Quando Salomão orou, Deus respondeu com fogo (II Cr 7.1-3); 4. Quando Elias orou Deus fez cair fogo do céu (I Rs 18.37-39); 5. Deus faz dos seus ministros labaredas de fogo (Sl 104.4); 6. Quando Deus fala, a sua voz despede chamas de fogo (Sl 29.7). 7. O Espírito desceu como línguas de fogo (At 2.3). Deus quer que o coração receba fogo nesse momento! 

B. O Espírito desceu parecido com língua de fogo (v.3): O texto das Escrituras nos diz que Deus trouxe línguas parecidas com fagulhas de fogo sobre os irmãos, conforme observamos: “E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (At 2.3). Ao tratarmos sobre as línguas de fogo, algumas verdades serão publicadas: 1. O Espírito ao trazer fogo, traz sua habilidade á lingua dos servos de Deus (v.3). 2. O Espírito ao trazer fogo, faz que a língua do servos de Deus fale das grandezas de Deus (v.11); 3. O Espírito ao trazer o fogo faz os servos de Deus pregar o evangelho com poder e graça (At 6.8). 4. O Espírito ao trazer o fogo faz pecadores se renderem a Cristo como Senhor ante a pregação (I Co 12.3).

C. As línguas de fogo pousaram sobre cada crente e não sobre alguns especiais: “E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles” (At 2.3). Verdades: 1. Deus não faz diferença entre um e outro, envia sobre todos os crentes o Espírito Santo (v.3; I Co 12.3). 2. Deus traz o Espírito Santo sobre todos os que creem (Ef 1.13). 3. Quem não tem o Espírito Santo não é convertido (Rm 8.9). 4. Todos os verdadeiros crentes são habitados pelo Espírito Santo (I Co 3.16).

3.3 falaram em Linguas estrangeiras que não tinham estudado. V.4

Houve além do vento e fogo, um dom de falar idioma não estudado, de forma sobrenatural: “Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (v.4). Verdades: A. Antes de falar em linguas eles foram cheios do Espírito Santo (v.4). B. Depois eles falaram em outras linguas - Gr. Heterais Glossais, linguas diferentes das deles (v.4). C. As linguas faladas foram idiomas de outras nações - Grego Dialektos, dialetos, idiomas (v.6,8). D. Em Babel as linguas foram divididas e ninguem se entendia, em pentecostes as linguas foram unidas, todas entenderam e muitos se converteram. (Gn 11.7-9; At 2.11, 41). E. As linguas além de ser idiomas humanos dadas pelo Espírito Santo (I Co 14.20,21) precisavam ser somente dois ou três, um após o outro e deveria ter intérprete (I Co 14.27-28). As línguas faladas pelos apóstolos eram idiomas, porque hoje seria diferente? Eu fico com as Escrituras Sagradas! A IPB na Carta pastoral sobre o Espírito Santo nas páginas 16,17 diz que Deus em sua soberania pode usar o dom de línguas em qualquer época, mas da forma que está na Escritura!

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem que Pentecostes trouxe um fogo que não se apaga, observamos que o Espírito Santo desceu como fogo no dia de pentecostes que era a festa da colheita, ali frutos espirituais foram colhidos como poder e almas para Cristo; as pessoas que receberam essa bênção foram os servos e servas de Deus e; ali houve vento, fogo e idiomas estrangeiros falados sobrenaturalmente alcançando 15 nações. Aplicação: Crentes: Você e eu precisamos buscar este poder do Espírito Santo a cada dia, eu gostaria de desafiar você a buscar este enchimento neste dia em oração e consagração. Não Crentes: Nós vimos que o Espirito Santo levou pessoas ao arrependimento e salvação, Ele está falando ao seu coração hoje, te convidando para se arrepender dos seus pecados e receber a salvação eterna, basta você receber a Jesus hoje! Quer fazer isso nessa noite?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz

 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Esboço de Sermão Baseado em João 2.23-25

TEXTO: JOÃO 2.23-25

23 Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome; 24 mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos. 25 E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana”.

INTRODUÇÃO

Tem havido um crescimento do público evangelico segundo o IBGE, estima-se que até 2049 os evangelicos serão maioria segundo O Jornal BBC:. Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0r12xdl7rko. Porém, esse crescimento não vem sendo acompanhado de qualidade, pois tem havido muita adesão e pouca conversão; muito gemido e pouco quebrantamento; muito barulho e pouca unção; muito show e pouca adoração. Nem toda manifestação de fé é verdadeira. Você tem fé verdadeira ou falsa? Todas as obras, ensinos e vida de Jesus sempre trouxeram manifestação de fé ou de incredulidade, alguns ao se deparar com seus milagres, curas, libertações, criam Nele, mas também outro sentimento brotava de outros, que era a incredulidade ou falsa fé Esta passagem apresenta pessoas crendo no Senhor (v.23), mas Cristo sabia que a crença de alguns não era genuína. Sobre esta possibilidade, iremos trabalhar o seguinte tema.

TEMA: FÉ FALSA OU VERDADEIRA, QUAL É A SUA?

1. A FÉ É UMA MANIFESTAÇÃO QUE ALGUNS DEMONSTRAM AO TER CONTATO COM O EVANGELHO. V.23

O texto da Escritura nos ensina sobre a fé vai ser manifesta quando o evangelho é pregado, conforme se verifica: “Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome” (v.23). Algumas verdades serão enfatizadas a seguir.

1.1 Jesus usava as oportunidades para levar o evangelho: Em Jerusalém, durante a festa da páscoa (v.23a)

Jesus não perdia as oportunidades para pregar, Ele que é a própria verdadeira páscoa foi ali na páscoa judaica para pregar a Palavra: “Estando ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa […]” (v.23a). Verdades: I. Devemos usar as oportunidades que Deus nos dá para pregar a tempo e fora de tempo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (II Tm 4.2). II. Devemos como Jesus aproveitar os lugares de ajuntamentos que possamos usar sem negar a fé para pregar como na feira, praças etc. (v.23). III. Devemos ser estratégicos para ocuparmos lugares e tempos onde há mais pessoas: Jerusalém durante a festa da páscoa (v.23).

1.2 Jesus fazia sinais com um propósito: levar pessoas a crer no seu nome (v.23b)

A Escritura nos mostra que cada milagre de Jesus tinha um objetivo intencional, conforme se observa: “[…] muitos, vendo os sinais que ele fazia, creram no seu nome” (v.23b). Aplicações: I. Jesus sempre foi intencional, marcava encontros na sua agenda soberana para resgatar pessoas como: A mulher samaritana: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14); Pedro: 8 Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pecador. 9 Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros, 10 bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram seus sócios. Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lc 5.8-10); Saulo de Tarso: 6 Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco, quase ao meio-dia, repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim. 7 Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 22.6,7). Hoje Ele ainda marca encontros para tirar gente da sargeta para o reino de Deus! II. Jesus foi intencional ao realizar milagres/sinais (Gr. semeion), indicava que o reino Dele era chegado (v.23). III. Jesus foi intencional e levou pessoas à fé Nele, demonstrando que seu maior milagre é a salvação (v.23).

1.3 Jesus levava o evangelho para que pessoas cressem, mas a fé em Cristo tem resultados (v.23)

Jesus tinha por fim com os seus milagres levar pessoas, chegar à fé, vejamos: I. A fé demonstrada de maneira sincera leva o nome do Senhor a ser glorificado: “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (I Pe 2.12). II. A fé demonstrada de maneira sincera leva o pecador a ser salvo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (I Tm 4.16). III. A fé demonstrada de maneira sincera leva o salvo a ser edificado: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo” (Jd 1.20)

2. A FÉ NEM SEMPRE É UMA MANIFESTAÇÃO GENUINA DAQUELES QUE SE DECLARAM CRISTÃOS. V.24

Nem todos os que aderem à fé cristã são verdadeiramente convertidos, conforme o texto nos informa: “Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Sobre isso observaremos algumas pontuações bíblicas, expostas a seguir.

2.1  Não é todo que declara fé em Cristo que permanece fiel. V.24; I Jo 2.19

Jesus não confiava naquelas pessoas porque sabia que sua fé era volátil, não tinha profundidade, vejamos: “Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Lições: I. Jesus não confiava em todos os que diziam crer nele: “Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). II. Jesus sabia que há pessoas na Igreja que não são Dele: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (I Jo 2.19a). III. Jesus um dia desmascara e manifesta os que não são verdadeiros: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (v.19b). IV. Jesus sabe que estes não permanecem porque nunca foram salvos: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (v.19c).

2.2  Não é todo que declara fé em Cristo que foge do pecado. V.24; Mt 7.22-23

Muitas pessoas ao longo da história aderiram ao cristianismo sem uma conversão genuína (v.24), dizendo que conheciam a Jesus, mas sem mudar de vida (Mt 7.22,23), observemos: I. As pessoas podem enganar os homens quanto à fé, mas Cristo o conhece na sua essência: “Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). II. As pessoas podem experimentar uma reliosidade externa sem uma conversão interna: saber que ele é senhor: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! […]” (v.22a). II. As pessoas podem até realizar sinais e maravilhas em nome de Jesus e não ser convertidos: “[…] Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?” (v.22b). III. As pessoas serão salvas não pela sua religiosidade, ou por milagres experimentados, se vivem em pecado serão condenadas: “Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (v.23).

2.3  Não é todo aquele que declara fé em Cristo que estará com Ele no céu. V.24; Mt 7.21

O texto das Sagradas Escrituras nos demonstra que nem todo que confessa Cristo estará no céu com Ele, vejamos: I. As pessoas podem ter uma confissão de fé falsa sem correspondente na vida cristã: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mt 7.21a). II. As pessoas que possuem uma fé falsa estão caminhando para condenação: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus” (Mt 7.21b). III. As pessoas precisam confirmar sua confissão de fé com uma vida que agrade a Deus: “[…] mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21c). IV. As pessoas que vivem uma vida de pecado não conseguem se esconder de Cristo: “Mas o próprio Jesus não se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (Jo 2.24).

3. A FÉ SENDO GENUINA OU NÃO SUA MANIFESTAÇÃO SÓ QUEM A CONHECE É JESUS. V.25

Nós observamos a vida das pessoas e com base nisso damos opinião sobre o seu cristianismo, mas alguém pode usar uma máscara e ser um falso cristão, conforme observamos: “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (v.25).

3.1 Jesus não precisa de que ninguém o informe sobre o interior do homem - Ele é onisciente (v.25a)

O texto nos apresenta a onisciência de Jesus, pois Ele não precisou que ninguém lhe contasse sobre o que estava no coração do homem: “E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem […]” (v.25a). Anotações:I. Jesus conhece os pensamentos do coração humano: Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas ações (Jr 17.10). II. Jesus conhece as intenções do coração humano: “Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus” (I Co 4.5). III. Jesus conhece quando a fé verdadeira está no coração: “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele […]” (II Cr 16.9a).

3.2 Jesus conhece o que está no interior do homem - Ele sonda o nosso interior (v.25b)

“E não precisava de que alguém lhe desse testemunho a respeito do homem, porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana” (v.25). Notas: I. Jesus sonda o nosso nosso coração: “Examina-me, Senhor, e prova-me; sonda-me o coração e os pensamentos” (Sl 26.2). II. Jesus conhece nosso interior e nos dá um novo coração para crermos Nele: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26). III. Jesus conhece nosso interior e ilumina os olhos do coração para crermos Nele: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18).

3.3 Jesus conhece a crença interior de cada pessoa, não adianta fingir (v.25).

Jesus conhece o que está no nosso coração, sabe se há nele fé ou incredulidade (v.25), vejamos algmas lições: I. Jesus conhece aqueles que lhe pertencem e os que não são dele: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19). II. Jesus chama pecadores e somente os que lhe pertencem o atendem: 26 Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10.26-27). III. Jesus salva os que o confessam com  a boca e crêem no coração: 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9-10).

CONCLUSÃO

Nesta mensagem vimos que as pessoas agiram com fé ou increulidade ao contactar com a vida e milagres de Jesus, nós vimos que alguns demonstram fé ao contactar o evangelho, outros demonstram incredulidade ou fé falsa; Jesus conhece se a manifestação de fé é verdadeira ou falsa. Aplicação: Crentes: A fé leva o Senhor a ser glorificado, o pecador à salvação e a igreja a ser edificada. Não são todos que dizem ter em fe em Jesus que são verdadeiros, que fogem de pecar, estes não entrarão nas mansões celestiais. Somente Cristo conhece os que são dele, estes ouvirão sua voz, obedecerão seu chamado e estarão salvos no céu. Faça uma autoavaliação da sua fé, veja se você está em Cristo de verdade, sendo verdadeira sua fé, não fique calado (a) mas divulge Jesu com palavras e ações. Faça isso urgente! Não Crentes: Você já o confessou como seu Senhor e salvador? Já declarou sua fé Nele? Já tem a plena certeza no coração que pertence a Ele e já está salvo? Se você ainda não manifestou sua fé em Cristo, entregando-se a Ele, faça isto agora, entregue-se totalmente aos cuidados do Senhor. Em Nome de Jesus. Amém!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva (Igreja Presbiteriana do Brasil).

Esboço de Sermão Baseado em João 2.22

TEXTO: JOÃO 2.22

INTRODUÇÃO

Nós estamos tratando aqui sobre a relação de Jesus com o templo, observamos que Ele purificou o culto do templo (vv.13-17), realizou o o sacrificio no templo (vv.18-21) e; por fim veremos que Ele traz nova vida aos que adoram no templo, trabalharemos verdades tendo como base o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 03: JESUS TRAZ NOVA VIDA PARA OS ADORADORES NO TEMPLO

1  A NOVA VIDA ACONTECE POR CAUSA DA SUA RESSURREIÇÃO DENTRE OS MORTOS. V.22A

O texto nos orienta que como Cristo ressuscitou nos dá uma nova vida (v.22a).: 22 Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto [...]” (v.22a). sobre isso nós observaremos algumas verdades a seguir.

A. Jesus ressuscitou e voltou para os seus discupulos para lhes lembrar do seu ensino (v.22a)

O texto nos mostra que o Cristo ressurreto voltou para relembrar seus ensinamento aos discípulos, conforme vemos: 22 Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto [...]” (v.22a). Anotações: I. Quando Jesus ressuscitou deu mandamentos aos discipulos pelo Espírito Santo: 1 Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar 2 até ao dia em que, depois de haver dado mandamentos por intermédio do Espírito Santo aos apóstolos que escolhera, foi elevado às alturas” (At 1.1,2). II. Quando Jesus ressuscitou capacitou os discípulos para compreender as Escrituras: “Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45). III. Quando Jesus ressuscitou deu-lhes o ensino da grande comissão para seus discípulos levar adiante: 18 Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-20).

B. Jeus ressuscitou e restaurou os seus discúpulos que tinham falhado (Mc 16.7)

Jesus foi negado pelos seus discípulos tanto Pedro como os demais apósrolos, mas não desistiu deles (Mc 16.7). Algumas colocações: I. Jesus foi negado por Pedro: “Então, Pedro se lembrou da palavra que Jesus lhe dissera: Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente” (Mt 26.75). II. Jesus foi abandonado pelos demais discípulos: “Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, os discípulos todos, deixando-o, fugiram” (Mt 26.56). III. Jesus ao ressuscitar não os deixou para trás: “E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e, de medo, nada disseram a ninguém” (Mc 16.7).

C. Jesus ressuscitou para estar com os seus discípulos sempre (Mt 28.20).

Quando Jesus ressuscitou, Ele voltou para estar os seus discípulos (v.28), conforme veremos: I. Ele prometeu que voltaria para os seus discípulos: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). II. Ele prometeu que estaria para sempre com eles: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20). III. Ele está conosco, pois Ele é sempre o mesmo: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8)

2. A NOVA VIDA ACONTECE POR MEIO DO CONHECIMENTO DAS ESCRITURAS. V.22B

A passagem da Escritura nos afirma que os discípulos creram na Palavra de Deus, conforme observamos: “[...] e creram na Escritura [...]” (v.22b). A seguir observaremos algumas verdades.

A. A Escritura é inspirada por Deus para nos ensinar sobre Ele (II Tm 3.16).

O texto nos afirma que Deus inspirou a sua Palavra , devemos crer Nela, vejamos: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (II Tm 3.16). Aprendizados extraídos: I. O termo inspirada por Deus (Gr. Theopneustos) que é soprada por Deus (v.16). II. A inspiração é verbal (palavras) e plenária (conteudo) das Escrituras (v.16). III. Deus usou homens santos para transmitir a sua Palavra inspirada: 20 sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; 21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (II Pe 1.20,21).

B. A Escritura é a maneira correta de conhecermos a Jesus (Jo 5.39)

A Palavra de Deus nos afirma que o modo mais correto de conhecer o Senhor Jesus é através da sua revelação escrita (Jo 5.39). Algumas lições: I. Deus falou de muitas maneiras no passado de forma progressiva até chegar em Cristo: 1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2 nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo” (Hb 1.1,2). II. Deus somente nos fala pelo seu Filho através das Sagradas Escrituras: “Examinaisas Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). III. Deus nos revela a Escritura através do Espírito Santo que fala na, pela e com a Escritura: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13).

C. A Escritura é a espada do Espírito que penetra o nosso coração (Ef 6.17).

A Bíblia é descrita como a Espada do Espírito (Ef 6.17), sobre isso aprendemos algumas aplicações descritas a seguir: I. A Escritura como espada do Espírito sai da boca do próprio Deus: “Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força” (Ap 1.16). II. A Escritura como espada do Espírito penetra no mais profundo do ser humano: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12). III. A Escritura como espada do Espírito é a Palavra de Deus: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17)

3. A NOVA VIDA ACONTECE POR MEIO DA CRENÇA NA PESSOA DE JESUS. V.22C

Para termos nova vida precisamos crê na ressurreição, Escritura e pessoa de Jesus, segundo se observa: “[...] e creram [...] na palavra de Jesus” (v.22c). Algumas lições importantes serão expostas neste instante.

A. A fe em Cristo é essencial para a salvação (II Tm 3.15).

A Escritura vai nos afirmar que a salvação se dá unicamente pela fé em Jesus Cristo (v.22), vejamos também: “E que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (II Tm 3.15). Aplicações Bíblicas: I. A fé é dada por Deus para a salvação sem mérito humano: 8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). II. A fé é dada apenas aos eleitos: “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tt 1.1). III. A fé dada pela graça de Deus: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29).

B. A fé em Cristo é essencial para a oração (Mt 21.22).

Observamos que a fé é essencial para a salvação, mas também para a intimidade com Deus em oração (Mt 21.22). Sobre essa relação da fé com a oração observamos que: I. A nossa oração deve ter a fé como um elemento principal: “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt 21.22). II. A nossa oração com fé pode nos levar a ver grandes coisas acontecer: 22 Ao que Jesus lhes disse: Tende fé em Deus; 23 porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte:Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele” (Mc 11.22,23). III. A nossa oração com fé nos livra de toda ansiedade e nos faz descansar em Cristo: 6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp 4.6,7)

C. A fé em Cristo é essencial para a vida cristã (II Co 5.7).

Deus continua dizendo que a vida cristã precisa ser vivida pela fé (II Co 5.7). Sobre esta verdade nós aprendemos que: I Não vivemos pelo que vemos, mas pela fé: “Visto que andamos por fé e não pelo que vemos” (II Co 5.7). II. A nossa vida é baseada na fé em Jesus: “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2.20). III. A fé em Cristo nos faz viver bem e morrer bem: 21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 23 Ora, de um e outro lado, estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.21,23).

APLICAÇAO 03: Nós observamos nessa mensagem que Jesus traz nova vida aos adoradores do templo, por causa da sua ressurreição dentre os mortos, por meio do conhecimento das Escrituras e por meio da crença na pessoa de Jesus. Aplicação: Crentes: O Senhor Jesus trouxe nova vida para os seus adoradores, pois Ele venceu a morte e nos dá vida eterna, nós devemos crer na Escritura e em Jesus. Se temos Jesus devemos ter uma vida nova, transformação e mudança de vida, pois crente em Jesus não combina com pecado. Se cremos na Palavra de Deus e em Cristo devemos viver para agradar a Deus. Não Crentes: Nós vimos que a fé é em cristo é essencial para a salvação, para que você tenha certeza de vida eterna necessita receber a Jesus como o seu Senhor e Salvador. Se você estivesse agora frente á frente com o justo juiz, teria certeza da sua salvação? Se sua resposta é negativa, receba a Cristo ainda hoje!

AUTOR: Veronilton Paz da Silva

Esboço de Sermão Baseado em João 2.18-21

TEXTO: JOÃO 2.18-21

INTRODUÇÃO

João escreve aqui narrando Jesus falando sobre a relação que Ele tem com o templo, na primeira parte desta mensagem nós vimos que Jesus purificou o culto do templo e a partir desse momento observaremos que Ele realiza o scrificio por nós no templo, isso faremos tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 02: JESUS REALIZA O SACRIFICIO NO TEMPLO

1. JESUS DESCREVE A SUA OBRA EM NOSSO FAVOR. VV.18-21

O texto nos afirma que Jesus trata da sua obra por nós, vejamos: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. 20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? 21 Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (vv.18-21). Vejamos algumas verdades:

A. A maior obra realizada por Jesus foi a sua obra salvífica em nosso lugar (vv.18-19)

Jesus realizou sua obra na cruz em nosso favor (v.18,19). Verdades: 1. A obra de Cristo é o maior sinal realizado para nos salvar: 18 Perguntaram-lhe, pois, os judeus: Que sinal nos mostras, para fazeres estas coisas? 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei” (vv.18-19). 2. A obra de Cristo traz redenção e remissão de pecados: 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13-14). 3. A obra de Cristo salva: Perfeitamente: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (Jo 19.30) e Permanentemente: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25)

B. A obra de Cristo inicia com a morte, mas se conclui com a ressurreição (v.19-20)

A obra de Cristo inicia com sua vida, morte e se conclui na ressurreição, conforme se observa: 19 Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário,e em três dias o reconstruirei.20 Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? (Vv.19,20). Aprendizados: 1. Jesus venceu a morte de uma vez por todas: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18). 2. Jesus venceu a morte para ser nosso representante no céu: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). 3. Jesus venceu a morte, sendo nosso caminho para o céu: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20)

C. A obra de Cristo foi um sacrificio para nos salvar de forma perfeita (v.21)

Cristo trata do seu corpo como um santuário onde ocorreu o sacrifício, vejamos: Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). O seu corpo foi o santuário do sacrifício perfeito. John Stot disse que a obra de Cristo por nós se deu em tres dimensões: 1. Jesus nos salvou no santuário: Lugar do sacrifício perfeito: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (v.21; Hb 1.3). 2. Jesus nos salvou no mercado de escravos: Comprou-nos por um preço grandioso: “Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6.20). 3. Jesus nos salvou no tribunal: Ele nos absolveu dos nossos pecados e nos conduziu a Deus:1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2 por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5.1,2)

2. O SACRIFÍCIO DE CRISTO FOI FEITO DE MANEIRA PERFEITA. V.21; I PE 1.18-20

Tratando sobre a obra de Cristo verificamos que ela aconteceu no santuário (v.21), perfeitamente, vejamos: 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, 20 conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (I Pe 1.18-20). Alguns ensinos serão enfatizados a seguir.

A. A salvação não pode ser comprada nem merecida (v.18).

A Escritura deixa bem claro que nós não podemos comprar nem merecer a nossa salvação, vejamos: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram” (v.18). Verdades: 1. Deus nos salva pela graça sem obras da lei: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). 2. Deus salva pela graça tanto antes como depois de Cristo: “Mas cremos que fomos salvos pela graça do Senhor Jesus, como também aqueles o foram” (At 15.11). 3. Deus salva pela graça através da obra de Cristo: 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23-24).

B. A salvação foi paga pelo angue de Cristo (v.19).

O texto afirma que o sangue de Cristo foi o pagamento que a justiça de Deus exigiu (v.19). Lições extraídas: 1. O resgate da alma para o ser humano é impagável: 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate 8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.), 9 para que continue a viver perpetuamente e não veja a cova” (Sl 49.7-9). 2. O resgate da alma foi feita de forma perfeita por Cristo: ”Mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (v.19). 3. O resgate da alma foi feito de forma definitiva por Jesus: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14)

C. A salvação em Cristo foi planejada e executada por Deus (v.20).

O texto trata da soberania de Deus que tanto planejou como executou a salvação: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.20). Aplicações: 1. Deus planejou a obra de Cristo antes de existir o mundo (v.20a). 2. Deus executou a obra de Cristo na história, enviando seu Filho ao mundo (v.20b). 3. Deus executou a obra de Cristo por amor a nós (v.20c)

3. O SACRIFICIO DE CRISTO NOS ALCANÇOU DE FORMA TOTAL. V.21

Jesus nos alcançou de modo pleno no santuário que se tornou seu corpo, conforme observamos: “Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo” (v.21). Algumas verdades serão enfatizadas:

A. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira irrepetida:

A Escritura nos afirma que a obra de Cristo aconteceu de uma vez por todas, conforme se observa: “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12). Aprendizados: I. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrifício (v.12a). II. Jesus é o nosso sacerdote que ofereceu o sacrificio de forma perfeita (v.12b). III. Jesus é o nosso sacerdote que continua sua obra no céu (v.12c). Qualquer cerimônia que se diga ser renovação do sacrifício de Cristo é uma heresia do inferno, pois este aconteceu de uma vez por todas, não se repete!

B. O sacrifício de Cristo foi feita de maneira salvadora:

A obra de Cristo trouxe salvação para o povo de Deus, vejamos: Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). Notas: I. Jesus salva totalmente e não parcialmente (v.25a). II. Jesus salva somente os que se entregam a Ele (v.25b). III. Jesus preserva o seu povo salvo pela sua intercessão (v.25).

C. O sacrificio e ressurreição o atesta como nosso intercessor (Rm 8.31-34).

A Escritura nos demonstra a obra de Cristo pelos eleitos, nos afirmnando que: 31 Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.31-34). Anotações: I. Ninguem pode derrotar o povo eleito de Deus, pois, Deus é com Ele (v.31). II. Ninguém pode sonegar as riquezas celestes ao povo de Deus, pois, Deus em Cristo já nos deu graciosamente (v.32). III. Ninguém pode acusar o povo eleito de Deus, pois Deus o justifica (v.33). IV. Ninguém pode condenar o povo eleito de Deus, pois Cristo morreu, ressuscitou, está à direita de Deus e intercede por ele (v.34).

APLICAÇÃO 02: Nós observamos que Jesus realiza o sacrificio no templo, descreve a sua obra em nosso favor, de maneira perfeita, nos alcançando de forma total. Aplicação: Crentes: Jesus ao descrever o seu sacrificio por nós não queria apenas nos informar que fomos alcançados por este sacrificio, mas nos desafiando a proclamar esta gloriosa bênção a outras pessoas que fomos alcançados por Ele e que outras pessoas também podem ser. Vamos fazer isso? Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Cristo nos salva de modo perfeito, não por merecimentos nosso, mas pelo seu precioso sangue derramado na cruz. Você pode ser alcançado hoje por esta grande salvação, basta você render o seu coração a Cristo, aceitando-o como seu Único Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

Esboço de Sermão Baseado em João 2.13-17

TEXTO: JOÃO 2.13-17

INTRODUÇÃO

Há ajuntamento do povo de Deus, isto é normal, mas, o problema é que as pessoas sempre tiveram um certo misticismo com relação ao templo, para os judeus Deus só estaria presente no templo, Jesus veio e aqui nesta passagem faz uma prévia do que iria acontecer com o templo principal, que era seu corpo que seria destruído e depois de três seria reedificado (v.19), eles pensavam que Ele estivesse falando do templo fisico, mas falava dele próprio (v.20-21), Jesus trata aqui de uma relação dele com o templo, purificando o culto do mesmo, e sobre este assunto iremos falar tendo como base o assunto e tema exposto.

ASSUNTO: A RELAÇÃO ENTRE JESUS E O TEMPLO

TEMA 01: JESUS PURIFICA O CULTO DO TEMPLO

1. ELE PURIFICA O CULTO TIRANDO DELE OS OBJETOS ESTRANHOS A ELE. V.13-15

A Palavra de Deus nos diz Deus retira aquilo que não está prescrito por Ele, como o comércio da fé, vejamos: 13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; 15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (vv.13-15). Alguns aprendizados serão enfatizados a seguir.

A. Há pessoas que fazem do templo local de comércio (vv.13-14).

13 Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém. 14 E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados (vv.13,14). Lições: I. Eles estavam no lugar certo para a o culto - Jerusalém (v.13). II. Eles estavam no momento certo - Festa da páscoa (v.13). III. Eles mesmo no lugar e mmomento certos, mas fizeram a coisa errada - Venderam a fé (v.14).

B. Jesus é contra o comércio no templo, Ele está irado contra isso (v.15).

“Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). Verdades: I. O comercio no templo é atitude de falsos cristãos: (II Pe 2.3). II. O comércio no templo deve ser evitado pelo servo de Deus: (II Co 2.17). III. O comércio no templo traz a ira de Jesus contra os que assim agem: (v.15)

C. Jesus condenará todos os que fazem do templo lugar de comércio (II Pe 2.3).

Jesus condena o comércio da fé, no qual falsos líderes usam a boa fé das pessoas para o engano, comercializando a fé, Vejamos: I. Os que fazem do templo o lugar de comércio quer apenas lucrar com as ovelhas: (Ez 34.3). II. Os que fazem do templo o lugar de comércio pensam apenas apenas nas coisas terrenas: (Fp 3.19). III. Os que fazem do templo o lugar de comércio estão no caminho do juízo de Deus: (II Pe 2.3).

2.  ELE PURIFICA O CULTO EXTRAINDO DELE O MERCADO DA FÉ. V.16

Jesus fez a purificação do culto, tirando dali o mercado religioso contrário á sua Palavra: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16). Veremos algumas verdades expostas neste instante.

A. Jesus identifica quem são os vendilhões do templo (v.16a).

Jesus traz a identidade dos vendilhõe, falando diretamente com eles: “ e disse aos que vendiam as pombas […]”. A Escritura ainda afirma sobre eles dizendo que: deles dizendo que : A. Eles são pessoas que fazem da religião fonte de lucro (v.15). B. Eles são pessoas que fazem do culto um negócio (v.16a). C. Eles são pessoas que amam o dinheiro mais do que tudo (I Tm 6.5,10)

B. Jesus ordena que eles abandonem essa prática (v.16b).

Jesus antes da punição alerta os homens a que abandonem o erro, na questão do comércio da fé não é diferente, vejamos: “E disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b). Ensinamentos: A. O perdão não é para quem reconhece, mas para quem deixa: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv 28.13). B. O perdão vem seguido de duas partes: Arrependimento - Reconhecimento do erro e conversão - Uma volta para Deus: 19 Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, 20 a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado, Jesus” (At 3.19-20). C. O perdão para aquela paratica de tornar o templo um mercado, viria se eles deixassem isso: “[…] Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (v.16b).

C. Jesus retira do culto tudo que não está prescrito por Ele na sua Palavra.

Jesus tirou do culto ali coisas que eram contrárias á Palavra, pois Deus mesmo prescreve na Escritura o que Ele quer que esteja no culto, vejamos algumas verdades: I. O culto deve ter aquilo que está prescrito na Escritura: Oração: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele” (At 1.14); Músicas: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Cl 3.16), Leitura Bíblica: “Depois da leitura da lei e dos profetas, os chefes da sinagoga mandaram dizer-lhes: Irmãos, se tendes alguma palavra de exortação para o povo, dizei-a” (At 13.15); Pregação: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (I Tm 4.2); Ofertório: 1 Estando Jesus a observar, viu os ricos lançarem suas ofertas no gazofilácio. 2 Viu também certa viúva pobre lançar ali duas pequenas moedas” (Lc 21.1-2). e Sacramentos: Batismo: Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Ceia do Senhor: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20.7). II. O culto não pode ter negociatas como os vendilhões estavam fazendo: “15 tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas 16 e disse aos que vendiam as pombas: Tirai daqui estas coisas; não façais da casa de meu Pai casa de negócio” (Jo 2.15-16). III. O culto onde o dinheiro é mais importante que a adoração é pagão e diabólico, não cristão: 8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10 Então, Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10)

3  ELE PURIFICA O TEMPLO TENDO UM ZELO SANTO POR DEUS. V.17

Jesus teve um santo zelo pela casa de Deus e nós também devemos ter, vejamos: 17 Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Observemos algumas verdades a seguir.

A. Jesus purificou o templo porque a Escritura nos orienta quanto ao zelo pela casa de Deus (v.17a)

O texto nos afirma que a Escritura trata sobre o zelo pela casa do Senhor: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Verdades: I. O termo zelo (Gr. Zêlos) significa diligente, empenhado, cuidadoso (V.17). Deste termo vem o nome do partido político Zelotes que tinham um zelo pela idependência de Israel. II. O termo zelo pode ter sentido de um zelo sem entendimento correto: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10.2). E um zelo ignorante. III. O povo de Deus deve ter um zelo de santidade por Deus: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).

B. Jesus foi consumido pelo zelo pela casa de Deus (v.17b).

Jesus afirma que o zelo da casa de Deus o consumiria como já era predito na Escritura: “Lembraram-se os seus discípulos de que está escrito: O zelo da tua casa me consumirá” (v.17). Aplicações: I. O zelo de Jesus pela causa divina já havia sido profetizado na Escritura: “Pois o zelo da tua casa me consumiu, e as injúrias dos que te ultrajam caem sobre mim” (Sl 69.9). II. O zelo de Jesus pela causa de Deus o fez se irar contra os mercadejantes do templo: “Tendo feito um azorrague de cordas, expulsou todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas” (v.15). III. Jesus foi consumido pela casa de Deus: “[…] O zelo da tua casa me consumirá” (v.17b). Aqui se refere também á sua morte.

C. Jesus arrumou inimigos por causa do zelo pela casa de Deus (Mc 11.15-18).

O texto paralelo exposto apresenta pessoas que odiaram Jesus por causa da sua ação contra o comércio no templo, como se observa: 15 E foram para Jerusalém. Entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; 17 também os ensinava e dizia: Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. 18 E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; pois o temiam, porque toda a multidão se maravilhava de sua doutrina” (Mc 11.15-18). Notas: I. O comércio do templo acontecia com a anuência dos religiosos (v.18). II. O comércio do templo foi condenado tenazmente por Jesus (vv.15,16). III. O comércio do templo foi um meio de Jesus ensinar sobre o papel do templo (v.17). IV. O comércio do templo fez os promotores se tornarem inimigos de Jesus (v.18).

APLICAÇÃO 01: Nós observamos nessa primeira parte da mensagem que Jesus purifica o culto no templo, tirando dele os objetos estranhos a ele, extraindo dele o mercado da fé e tendo um zelo santo por Deus. Aplicação: Crentes: “[…] o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras […]” (CFW, Cap. XXI, 1). O culto não pode ser um mercado, Jesus não pode ser um produto e nem os crentes consumidores. Não Crentes: Nós observamos em uma parte da mensagem que Jesus exige que haja arrependimento com o abandono do pecado e uma conversão que é uma volta pra Deus, tendo seus pecados perdoados e apagados para salvação. Quer receber isso hoje?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva