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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.25-29

TEXTO: ROMANOS 2.25-29

“25 Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão. 26 Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão? 27 E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei. 28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. 29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.

INTRODUÇÃO

Hoje concluiremos essa série de mensagens sobre o falso moralismo na Igreja, até agora vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16); 4. A confiança do falso moralista nas coisas externas sem uma mudança interior (vv.17-20); 5. A confiança do falso moralista baseada em uma teoria sem pratica correta (vv.21-24). Hoje nós veremos sobre a confiança dos falsos moralistas apenas em uma filiação externa à Igreja, isso faremos tendo como base o assunto e tema propostos.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA

TEMA: A CONFIANÇA DOS FALSOS MORALISTAS EM UMA FILIAÇÃO EXTERNA À IGREJA

1. A CIRCUNCISÃO/BATISMO NÃO PODE SER SUBSTITUTO PARA A OBEDIÊNCIA. V.25

1.1 A circuncisão/batismo é uma ordenança de Deus para pais e filhos na Antiga e Nova Aliança (v.25).

Nós estamos verificando que Deus ordenou a circuncisão/batismo: “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão” (v.25). Notas: I. A aliança de Deus com o seu povo envolvia pais e filhos: “Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações” (Gn 17.9). “38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (At 2.38-39). II. A Aliança envolvia uma sinal visivel: Circuncisão: “Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado” (Gn 17.9). Batismo: “10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). III. A aliança trazia o sinal para pais e filhos: “11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe” (Gn 17.11-12). “14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (At 16.14,15). “1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co 10.1-2). “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37)

1.2 A circuncisão/batismo não traz salvação, é uma figura desta bênção eterna (Cl 2.10-12; I Pe 3.21).

Nós estamos observando que ninguém é salvo porque se batizou, pois este não é a realidade, mas o símbolo da salvação (I Pe 3.21). Aprendizados: I. A circuncisão e o batismo simboliza a purificação no coração feito pelo Espírito Santo: “Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz” (Dt 10.16). “Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). II. A circuncisão e o batismo simbolizam um despojamento feito não por mãos, no interior: “10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). III. A circuncisão/batismo é simbolo da salvação, não a realidade do que ocorre no coração: “A qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus, por meio da ressurreição de Jesus Cristo” (I Pe 3.21).

1.3. A circuncisão tal qual o batismo não pode ser dissociado da vida de obediência (v.25).

A Escritura nos afirma que a circuncisão/batismo deve ser associado à vida cristã de pratica do evangelho (v.25). Ensinos: I. A circuncisão/batismo não tem valor sem o novo nascimento: “Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6.15). II. A circuncisão/batismo vivendo em pecado é impiedade: “Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão” (v.25). III. A circuncisão/batismo deve ser seguida de vida de santidade: “A circuncisão, em si, não é nada; a incircuncisão também nada é, mas o que vale é guardar as ordenanças de Deus” (I Co 7.19).

2. A CIRCUNCISÃO/BATISMO E A RELIGIÃO EXTERNA NÃO SIGNIFICA TRANSFORMAÇÃO INTERIOR. VV.26-27

2.1. a transformação interior é mais importante que o rito exterior (v.26).

O texto biblico afirma que é mais importante a transformação interior do que a cerimônia externa (v.26). Observemos: I. Há pessoas judias que falavam de Deus e seu coração estava longe Dele: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). II. Há pessoas gentias que observavam a Palavra de Deus e são povo da aliança: “Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?” (v.26). III. judeus e gentios são pecadores e ambos precisam de Deus e de sua misericórdia: “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Rm 3.9). “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos” (11.32).

2.2. o cumprimento da lei se dá por transformação interna e não por rito externo (v.27).

O texto nos orienta que a obediência deve ser fruto de um coração transformado e não por meio de cerimônias externas: “E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti, que, não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei” (v.27). Lições: I. Os gentios crentes que não tinham a circuncisão obedeciam a Deus: “E, se aquele que é incircunciso por natureza cumpre a lei, certamente, ele te julgará a ti […]” (v.27a). II. Os judeus incrédulos que tinham a circuncisão transgrediam a Palavra de Deus: “[…] não obstante a letra e a circuncisão, és transgressor da lei” (v.27b). III. Judeus e gentios entravam na aliança por uma ação de Deus no coração e não por religião externa: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Jl 2.13).

2.3. A religiosidade externa sem um coração transformado é abominável para Deus

Alguns religiosos até falam de Deus, mas sua religião não vem de um coração regenerado, é apenas uma religião externa sem transformação, vejamos: I. A verdadeira religião inicia no coração regenerado, pois Deus dá um novo coração: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26). II. A falsa religião provém de um coração cheio de pecado: “Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mt 15.19). III. A verdadeira ou falsa religião proveem do coração, sendo a verdadeira fontes da vida e a falsa abominaççao: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Pv 4.23). “Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene” (Is 1.13)

3. A CIRCUNCISAO/BATISMO DO VERDADEIRO JUDEU/CRISTÃO NÃO É PARA QUEM HERDA O SANGUE DE ABRAÃO, MAS A SUA FÉ. VV.28-29

3.1 O verdadeiro povo de Deus não possui apenas uma fé externa, mas interna (v.28).

A passagem bíblica nos traz a verdade cristalina que os verdadeiros cristãos não possuem apenas uma féformal, mas espiritual e interna: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne” (v.8). Notas: I. Há pessoas que são crentes apenas de forma externa: Judeus/cristãos externos (v.28). II. As pessoas que são crentes apenas externamentes não pertencem a Cristo - Não são judeus/cristãos de fato (v.28). III. Aqueles que são judeus/crentes apenas externamente caminham para condenação: “11 Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. 12 Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 8.11,12).

3.2 O verdadeiro povo de Deus não possui apenas uma aliança externa, mas interna (vv.28-29).

A passagem bíblica está informando que não devemos apenas receber o simbolo externo, mas receber o que ele simboliza de forma real no coração, vejamos: “28 Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. “29 Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (vv.28-29). Verdades: I. Existe uma aliança com um sinal visível - Circuncisão (v.28). II. Existe uma aliança com um sinal interno - Circuncisão no coração (v.29). III. Existe uma aliança apenas que é eficaz, no coração - A outra é incompleta, pois é apenas externa (v.29).

3.3 O verdadeiro povo de Deus é conhecido por Deus e não por homens apenas (v.29).

O texto vai dizer ainda que o povo que tem seu coração resgatado por Cristo, é conhecido por Deus, conforme observamos: “Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (v.29). Argumentos bíblicos: I. O senhor conhece todos aqueles que lhe pertencem: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19). II. O Senhor conhece o louvor daqueles que o pertencem: “Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (v.29). III. O Senhor conhece o caminho do seu povo, pois Ele traçou: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” (Sl 1.6)

CONCLUSÃO:

Nós vimos nessa mensagem que o falso moralista confia apenas em uma filiação externa á Igreja. Sobre issovimos sobre a Circuncisão/Batismo que esta(e) não pode substituir a obediência; nem significa transformação de vida e; não é para quem herda o sangue de Abraão ou religião dos pais, mas para quem tem a sua fé. Aplicação: Crentes: Você que está aqui e já recebeu o sinal externo do batismo cristão, você tem obedecido ao evangelho ou acha que porque já batizado pode viver em pecado que está tudo bem? O seu nome está na membresia da Igreja, mas você já faz parte da Igreja dos salvos? Você segue a religião dos seus pais ou já recebeu verdadeiramente a fé em Cristo que eles possuem. Lembre que naquele dia Jesus dirá para alguns que estiveram na Igreja: Apartai-vos que nunca vos conheci, vós que praticais a iniquidade (Mt 7.23). Se a sua situação for de religioso apenas, Jesus lhe convida para experimentar o novo nascimento hoje e ter certeza de vida eterna. Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que muitos virão do Oriente e do Ocidente e se assentarão à mesa com Abraão, Isaque e Jacó (Mt 8.11). Isto significa as Bodas do Cordeiro, a morada eterna no céu. Você já tem certeza que estará no céu com Jesus? Senão, hoje você pode ter um encontro pessoal com Cristo, entregando sua vida a Ele. Quer fazer isso hoje?

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.21-24

TEXTO: ROMANOS 2.21-24

“21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? 23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? 24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa”.

INTRODUÇÃO

Estamos ainda trazendo a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso, nós já vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16); 4. A confiança do falso moralista nas coisas externas sem uma mudança interior (vv.17-20), hoje trabalharemos sobre a falsa confiança do falsa moralista numa vida teórica sem prática, para isso usaremos o assunto e tema postos a seguir.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA!

TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA BASEADA EM UMA TEORIA SEM PRATICA CORRETA!

1 A RESPONSABILIDADE DO ENSINO DA IGREJA. VV.21-22

1.1 Quando o ensino da igreja falha pela falta de disciplina própria (v.21a).

A Igreja quando ensina sem que tenha uma disciplina em si mesma (v.21). Vejamos: I. A disciplina deve ser amada e não odiada pelo crente: “Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido” (Pv 12.1). II. A disciplina quando rejeitada demonstra falta de confiança e distância de Deus: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (Sf 3.2). III. A disciplina só faz efeito positivo se a pessoa que a exerce fizer uma autodisciplina: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? (v.21a)

1.2 Quando não há honestidade real, isto é, é ortodoxo nas palavras e heterodoxo nas atitudes (v.21b).

O ensino da Igreja será sem efeito se ela tem verdade sem prática (v.21b). Consoante veremos: I. O ensino da Igreja não pode ser farisaico - Faça o que digo e não faça o que eu faço: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23.3). II. O ensino da Igreja não pode ser apenas de aparência, mas real: “27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.27,28). III. O ensino da Igreja não deve ser apenas ortodoxo, mas ortopraxo: “Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? […]” (v.21b)

1.3 Não há pureza moral de modo real, pois, ensina-se a moralidade cristã e vive como pagão (v.22).

A Escritura vai nos dizer que quando se prega moralidade e se vive de forma ímpia s eprejudica o ensino da Igreja (v.22). Aplicações: I. Homens que condenam o pecado do adultério e o praticam direta ou indiretamente: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes?” (v.22a). II. Homens que condenam a idolatria, mas agem como idolátras, até de si mesmo: “Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22b). “Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” (II Tm 3.2). III. Homens que pregam moralidade, mas vivem um paganismo pessoal: “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1.16).

2. A RESPONSABILIDADE DA PRATICA DA IGREJA. VV.22-24

2.1 Quando há contradiçao entre o fala e o praticar (v.22).

O versículo em destaque demonstra o problema da pratica contrariar o que se diz: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22). Anotações: I. Fala é não praticar é um ato de julgamento: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12). II. Falar e não praticar é um ato enganoso: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (I Jo 2.4). III. Falar e não praticar é um ato de insensatez: “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (Mt 7.26).

2.2 Obediência apenas de aparência (v.23).

O texto nos atesta a respeito da obediência apenas aparentemente, sem uma pratica real (v.23). Explicações: I. Orgulho do conhecimento da Lei: “Tu, que te glorias na lei […]” (v.23a). II. Desonra á lei pela vida ímpia: “[…] desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23b). III. Vida que leva fala mais alto que aquilo que fala: “Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?” (Tg 2.20).

2.3 Desonram a Deus por suas práticas (v.24).

O texto diz que aquelas pessoas causam desonra ao Senhor (v.24). Notas: I. Deus é puro de olhos e não poder ver o mal sem puni-lo: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13). II. Deus deseja que todos os seus servos pratiquem o evangelho: “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tt 3.8). III. Deus é blasfemado quando os que se dizem crentes não vivem o evangelho: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24).

3. A TEORIA DEVE SER ALIADA Á PRÁTICA. VV.23-24

3.1 O conhecimento deve ser aliado à pratica porque o contrário desonra a Deus (v.23).

O texto vai nos dizer que o saber deve ser ligado ao fazer, conforme se verifica (v.23). Verdades: I. Conhecer e praticar é o ideal para o cristão: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). II. Conhecer e praticar é o ideal para o cidadão do céu: “1 Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? 2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade” (Sl 15.1,2). III. Conhecer e praticar honra a Deus e o contrario o desonra: “Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23).

3.2 O conhecimento deve ser aliado á prática, pois sem viver a verdade, Deus será blasfemado (v.24).

A Escritura nos afirma que deve-se saber e fazer, para que o nome do Senhor não seja blasfemado (v.24). Explicações: I. Somos vigiados por uma grande nuvem de testemunha, devido a isso devemos ter pratica do evangelho: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). II. Somos filhos de Deus e devido a isso devemos viver uma vida que agrada a Deus: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10). III. Somos povo de Deus e uma vida pratica divorciada do conhecimento irá trazer blasfemia ao Nome de Deus: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24)

3.3 O conhecimento deve ser aliado à pratica para que Deus seja glorificado (I Pe 2.12).

Quando nós vivemos uma vida que Deus se agrada, aliando o saber a vida prática, sobre isso veremos que: I. A nossa vida de boas obras traz gloria ao Nome do SENHOR: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (I Pe 2.12). II. Somente teremos um testemunho relevante se santificarmos a Cristo em nosso coração: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). III. Somos chamados para termos uma vida pratica de testemunho como luzeiros neste mundo perverso: “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

CONCLUSÃO:

Nós observamos nessa mensagem sobre uma falsa confiança do falso moralista baseado em uma teoria sem pratica correta. Observamos que a Igreja tem responsabilidade pelo ensino; pela prática, pois a teoria deve ser aliada à prática. Aplicação: Crentes: O ensino da Igreja somente terá eficácia se for seguida de vida pratica dos seus membros, como veremos o mundo sendo tomado pela glória do Senhor se a Igreja não fizer a diferença. Não adianta ter boa teoria sem uma pratica correta. Você pratica o que você diz crê?. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que há um lugar no céu para aquele que é o cidadão do Céu, aquele que creu e depositou sua vida nas mãos de Cristo, vivendo para ele de verdade. Quer entregar sua vida a Cristo hoje?

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.17-20

TEXTO: ROMANOS 2.17-20

“17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; 18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; 19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade”.

INTRODUÇÃO

Continuamos hoje a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso dentro da Igreja, vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16)), a partir de hoje traremos mensagens sobre a falsa confiança dos falsos moralistas, tratando a respeito hoje de depositar esta em coisas externas sem mudança no coração. Isso faremos tendo como o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA

TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA NAS COISAS EXTERNAS SEM UMA MUDANÇA INTERIOR

1. NÃO BASTA VOCÊ DIZER QUE É CRENTE SEM UMA TRANSFORMAÇÃO REAL. V.17

1.1 . Ter nome de quem serve a Deus e não servir é tolice (v.17).

Ter nome de cristão e não servir é bobagem, conforme se observa: “Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus” (v.17). Anotações: I. Nem todo que diz que Jesus é Senhor entrará no céu, mas o que fizer a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). II. Nem todo o que diz que Jesus é senhor está disposto a obedecer os seus ensinos: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46). III. Nem todo que diz que serve a Jesus está disposto a renunciar por Ele: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).

1.2 Ter nome de quem serve a Deus, mas é apenas religioso externamente, não no coração (Rm 2.28).

Muitos apenas servem de aparência, conforme o texto nos afirma: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne” (Rm 2.28). Notas: I. Muitos possuem Cristo nos lábios e o mundo no coração: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). II. Muitos possuem um atitude de piedade externa sem agir no coração: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Jl 2.13). III. Muitos parecem sepulcros caiados, por fora parecem piedosos, por dentro há podridão: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23.27).

1.3. Ter nome de que serve a Deus, mas está interessado apenas nas coisas daqui (Fp 3.18,19)

A Escritura nos afirma que aqueles que pensam apenas nas coisas daqui não serve a Deus realmente: “18 Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. 19 O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp 3.18-19). Verdades: I. As pessoas que se preocupam apenas com as coisas tererenas são inimigas da cruz de Cristo (v.18). II. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas possui um outro Deus: Seu ventre (v.19). III. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas estão em busca de uma glória passageira (v.19). IV. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas caminham para a perdição (v.19).

2. NÃO BASTA CONHECER A PALAVRA E NÃO SABER SOBRE DEUS. V.17

2.1. O conhecimento da palavra é uma ordem de Deus (Mt 22.29).

A Escritura traz a realidade do conhecimento da Palavra de Deus sendo requerido pelo SENHOR (Mt 22.29). Anotações: I. Todos precisam conhecer a Palavra de Deus: “Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos” (Cr 16.8). II. Erram as pessoas porque não conhecem a Palavra de Deus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29). III. As pessoas perecem por falta do conhecimento da Palavra de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4.6)

2.2 O conhecimento da palavra não pode ser divorcidado da pratica (Tg 1.22)

Conhecimento e pratica da Palavra devem andar juntos, vejamos: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). Lições: I. O conhecimento da Palavra é importante para o cristão (v.22). II. O conhecimento precisa estar associada á piedade (v.22). III. O conhecimento sem pratica é um engano (v.22).

2.3 O conhecimento da Palavra precisa nos levar à confiança em Deus e não soberba (Rm 3.27).

O texto nos afirma que saber da verdade não deve nos levar ao orgulho, mas confiança no Senhor: “Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé” (Rm 3.27). Verdades: I. O conhecedor da Palavra deve entender que não foi salvo por obras - Não tem do que se gloriar (v.27). II. O conhecedor da Palavra deve entender que foi salvo pela fé - Isto denota confiança em Deus (v.27). III. O conhecedor da Palavra deve entender que a sabedoria de Deus e não do mundo é o que importa (I Co 1.20).

3. NÃO BASTA SABER DO COMPROMISSO COM DEUS SEM UMA AÇÃO REAL. VV.18-20

3.1. O nosso compromisso é conhecer a vontade revelada de Deus (v.18; Dt 29.29).

O texto nos afirma que precisa-se saber a vontade que Deus revelou na sua lei: “Que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei” (v.18). Aplicações: I. A vontade de Deus precisa ser conhecida (v.18). II. A vontade de Deus não apenas deve ser conhecida, mas aprovada (v.18). III. A vontade de Deus está revelada na Lei: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (v.18; Dt 29.29).

3.2 O nosso compromisso é levar outros ao conhecimento de Deus pela vontade revelada (v.19-20).

O texto está afirmando que precisamos transmitir o conhecimento a respeito de Deus, vejamos: “19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” (vv.19-20). Notas: I. Quando conhecemos a Cristo devemos guiar outros na luz (v.19a). II. Quando vivemos o que pregamos, podemos testemunhar melhor de Cristo: (v.19b; Fp 2.15). III. Quando temos a vontade revelada escrita recebemos o conhecimento (sabedoria) para praticar (verdade) (v.20).

3.3 O nosso compromisso nao e apenas saber a vontade de Deus, mas viver (v.21).

A passagem aqui nos traz o ensino de que precisamos não apenas de saber a verdade, mas vivê-la, segundo se observa: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?” (Rm 2.21). Explicações: I. Antes de ensinar aos outros devemos ensinar a nós mesmos (v.21a). II. Deve-se viver o que se prega para que a pregação tenha eficácia e credibilidade (v.21b). III. A pregação deve ser ornada por uma vida de boas obras (Charles H. Spurgeon).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa primeira mensagem a respeito do falso moralismo dos judeus religiosos, observamos que eles estavam com o coração na religião e não em Deus, confiando nas coisas externas sem uma mudança interior. Nós vimos que não basta dizer que é crente sem uma transformação real; não basta conhecer a Palavra sem saber quem é Deus e; não saber do compromisso com Deus sem uma ação real. Crentes: Você e eu precisamos fazer uma autoavaliação para não sermos apenas religiosos, dizendo que servimos ao SENHOR sem experimentar uma mudança de vida, conhecer sobre Deus é importante, mas precisamos saber quem é Deus na nossa vida, devemos saber não apenas do compromisso, mas viver isso na vida real. Não Crentes: Você pode conhecer a Deus e Ele está interessado em ser conhecido por ti, podes conhecê-lo para salvação e receber a certeza de vais morar no céu com Jesus! Você quer experimentar essa benção eterna na sua vida? Entregue-se a Cristo hoje!

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.12-16

TEXTO: ROMANOS 2.12-16

“12 Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados. 13 Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. 14 Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. 15 Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se, 16 no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho”.

INTRODUÇÃO

Estamos vendo uma série de mensagens sobre o falso moralismo, vimos que: 1. O Juízo de Deus vem ontra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11), hoje iremos tratar sobre a imparcialidade do juízo de Deus aos críticos moralistas, isto faremos tendo como base o tema seguinte.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA

TEMA: O JUÍZO DE DEUS AOS CRÍTICOS MORALISTAS É IMPARCIAL

1. O JULGAMENTO DIVINO SERÁ SOBRE TODOS CONHECEDORES OU NÃO DA LEI. V.12

1.1 Os homens que não conheceram a lei perecerão, mesmo sem ela. (v.12a).

O texto da Escritura nos informa que mesmo aqueles que não conheceram a lei, se não crerem em Cristo serão condenados. Vejamos: A. Os homens serão condenados sem lei, pois estes já possuem a lei dentro de si: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (v.14). B. Os homens serão condenados sem lei por causa dos seus pecados: “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão […]” (v.12a). C. Os homens serão condenados sem lei, por causa da revelação geral de Deus rejeitada por eles: “20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (Rm 1.20,21)

1.2 Os homens que conheceram a lei também serão julgados (v.12b).

A passagem nos diz que os que conheceram a lei (judeus também serão julgados por Deus: “[…] e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (v.12b). Explicações: A. Os homens serão condenados com a lei, pois a lei aponta para o pecado: “Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado” (v.12b; Rm 3.20). B. Os homens serão condenados com a lei, pois a Bíblia traz o pecado como a transgressão da lei: “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (I Jo 3.4). C. Os homens serão condenados com a lei, pois esta não justifica, aponta para Cristo como justificador: “Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado, para que, mediante a fé em Jesus Cristo, fosse a promessa concedida aos que creem” (Gl 3.22).

1.3 Os homens sejam conhecedores ou não da lei são pecadores (Rm 3.9-10).

Nós podemos observar nesse trecho que todos, sejam judeus ou gentios, são pecadores, conforme observamos: A. O judeu não é menos pecador que o gentio: “Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (v.9). B. O judeu e o gentio foram contaminados totalmente pelo pecado: “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer” (v.10). C. O judeu e o gentio se não receberem a Cristo estão igualmente condenados: “Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados” (Rm 2.12).

2. A RELIGIÃO FORMAL NÃO PODERÁ AJUDAR O HOMEM NO JULGAMENTO. V.13

2.1 Conhecimento sobre a lei de Deus não lhe faz escapar do julgamento (v.13).

Paulo alertava sobre o julgamento de Deus que virá até sobre os religiosos: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). Lições: A. Não adianta apenas conhecer, deve-se praticar (v.13). B. Não se deve apenas conhecer, deve ter o coração permeado pela verdade: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). C. Não deve conhecer, mas ter prática fiel, pois do contrário receberá juízo (v.13).

2.2 A prática da lei de Deus é necessária ao cristão (v.13; Tg 1.22; Tg 2.12).

Nós vimos que a Bíblia afirma a necessidade de pratica fiel da Palavra de Deus(v.13). Verdades: A. O verdadeiro cristão precisa conhecer a lei de Deus: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). B. O verdadeiro cristão precisa praticar a lei de Deus: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (v.13). C. O verdadeiro cristão precisa entender que conhecimento e pratica andam juntos: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12).

2.3 A prática da lei de Deus será verdade apenas nos justificados (v.13)

Aqueles que Cristo justificou irão desejar ter uma vida de obediência (v.13). Aprendizados: A. A justificação é somente pela fé sem as obras da lei: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28). B. A justificação nos prepara para uma vida de boas obras: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10). C. A justificação nos ajuda na pratica da Palavra de Deus, pois Deus age em nós: “12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13).

3. ANTES DE SER JULGADO NO TRIBUNAL DE DEUS, SOMOS NA CONSCIÊNCIA. VV.14-16

3.1 A lei está dentro da consciência de todos os homens, mesmo que não a conheçam. V.14

Nós pudemos verificar que Paulo trata da consciência de cada pessoa, lá dentro está a lei que regula a vida, vejamos: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (v.14). Aplicações: A. Os gentios não possuem a lei de modo formal, mas natural (v.14a). B. Os gentios não possuem a lei, mas eles tem a lei em si mesmos (v.14b). C. Os gentios podem obedecer o que a lei ordena, mesmo não a tendo como os judeus (v.14c).

3.2 A lei está dentro da consciência de todos os homens, levando estes á reflexão (v.15).

O texto da Bíblia que a lei estando na consciência faz a pessoa refletir, observemos: “Estes mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-lhes também a consciência e os seus pensamentos, mutuamente acusando-se ou defendendo-se” (v.15). Notas: A. Deus gravou a lei dentro do coração dos homens (v.15a). B. A lei é confirmada dentro da consciência de cada pessoa (v.15b). C. A lei dentro da consciência acusa quando erramos e nos defende quando acertamos (v.15c).

3.3 A lei está dentro da consciência de todos os homens, antes do julgamento de Deus (v.16).

O apóstolo vai dizer que esta lei dentro da consciência nos deixa claro que passaremos pelo julgamento, consoante está escrito: “No dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, de conformidade com o meu evangelho” (v.16). Anotações: A. Deus já marcou o dia do julgamento: Dia da volta de Jesus (2.16). B. Deus já nomeou o juiz do julgamento: Cristo Jesus (v.16). C. Deus já definiu a abrangência do julgamento: Segredos dos homens (v.16). D. Deus já estabeleceu a referência do julgamento: Crença ou descrença no evangelho (v.16).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem que Deus é imparcial no julgamento aos criticos moralistas. Observamos que este julgamento será sobre todos com ou sem lei; o religioso não escapa do julgamento e antes do tribunal de Cristo, o homem é julgado na consciência. Aplicação: Crentes: Não basta sem um moralista, religioso, você precisa ter a consciência tranquila com Deus. Você tem ciência de que é um nascido de novo e não apenas religioso? Se há apenas religiosidade, caminha para o juízo e condenação. . Não Crentes: Se você comparecesse hoje perante o tribunal de Cristo hoje, teria certeza da sua salvação? Gostaria de ter certeza da sua salvação? Basta entregar a vida a Cristo ainda hoje. Quer fazer isso hoje?

 

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.5-11

TEXTO: ROMANOS 2.5-11

“5 Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, 6 que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento: 7 a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; 8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego;Porque para com Deus não há acepção de pessoas”.

INTRODUÇÃO

A Carta aos Romanos foi escrita por Paulo para uma igreja que ele nunca visitou, pois quando esteve lá estava preso, durante sua primeira prisão, a carta é a mais teológica de Paulo, tratando de teologia dura dos capítulo 1 ao 11, e a partir do capitulo 12 ao 16 trata de vida devocional e piedosa, ele trata sobre a realidade dos falsos moralistas dentro da igreja (vv.1-4), aqui ele vai dizer que Deus de forma justa condenará os falsos moralistas, nós veremos algumas lições a partir do tema exposto.

TEMA: O JUÍZO DE DEUS AOS FALSOS MORALISTAS É JUSTO

1. A DEMORA DO JULGAMENTO NÃO DIMINUI O PESO DA SENTENÇA. V.5

1.1. O juizo vem por causa da dureza do coração humano (v.5)

O texto afirma que Deus de forma justa age com juízo por que o coração humano é duro, segundo se observa: “Mas, segundo a tua dureza […] (v.5). Verdades: A. A dureza no coração é causado pelo diabo: “São estes os da beira do caminho, onde a palavra é semeada; e, enquanto a ouvem, logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles” (Mc 4.15). B. A dureza do coração é causado pela pessoa (v.5). C. A dureza do coração só pode ser tirada por Deus: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36.26).

1.2. O juizo acontece devido ao coração ser impenitente (v.5).

A passagem continua afirmando que o coração além de duro é impenitente, conforme vemos: “Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente […]” (v.5). Lições: A. O termo impenitente vem da língua grega “Ametanoetos” e significa recusa a se arrepender (v.5). B. O termo impenitente indica alguém que insiste em viver na impiedade (v.5). C. O termo impenitente demonstra a responsabilidade humana que deseja o pecado e rejeita o arrependimento (v.5).

1.3. O juízo acontece aos que permanecem no estado pecaminoso (v.5)

A passagem bíblica nos diz que Deus julgará todos que permanecem no pecado, conforme observamos: “[…] acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus” (v.5). Aplicações: A. O juízo de Deus acumula ira para o julgamento dos que vivem no pecado sem arrependimento (v.5). B. O juízo de Deus é justo sobre aqueles que vivem na impiedade (v.5). C. O juízo de Deus vem com ira que se manifestará no dia do juízo, isto é, na segunda vinda de Jesus (v.5)

2. A FORMA DO JULGAMENTO DIVINO.

2.1. o juízo de Deus é individual, intransferível e absolutamente justo (v.6).

O juízo não terá escapatória, todos irão passar pelo juízo, conforme observamos: “Que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento” (v.6). Notas: A. O julgamento será uma retribuição ou salário aos que vivem no pecado: Que retribuirá (v.6; Rm 6.23). B. O julgamento será de forma pessoal, isto indica que ninguém escapará: A cada um (v.6). C. O julgamento será pelas obras, ou seja, a pessoa sem Cristo tem uma conta eterna a pagar: Segundo o seu procedimento(v.6).

2.2. no julgamento divino haverá penalidades e recompensas eternas (vv.7-8)

“7 a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade; 8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça” (vv.7-8). Explicações: A. Haverá a vida eterna ao que perseveram e vivem em santidade (v.7). B. haverá ira e tormento aos que vivem na desobediência da verdade e prática do pecado (vv.8). C. Haverá uma separação no mesmo instante de uns para vida eterna e outros para o tormento eterno: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna” (Mt 25.46).

2.3. a salvação é pela fé, mas o julgamento é pelas obras (vv9,10)

A Bíblia nos apresenta a salvação sendo recebida pela fé, mas as pessoas seriam julgadas pelas obras (vv.9-10). Aprendizados: A. A justificação se dá pela graça e fé sem as obras da lei: “23 Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.23,24,28). B. A condenação se dará pelas obras, pois quem não está em Cristo suas melhores obras são impuras: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6). C. A salvação e o julgamento são reais e pessoas serão salvas ou condenadas: ”9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; 10 glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego” (vv.9,10).

3. NÃO HÁ IMUNIDADE ESPECIAL NO JULGAMENTO DIVINO. V.11

3.1. Deus tratará todos de forma igual no julgamento (vv.10-11).

A passagem bíblica nos informa que ninguem será tratado de modo parcial no julgamento, vejamos: “10 glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego. 11 Porque para com Deus não há acepção de pessoas” (vv.10-11). Notas importantes: A. Deus tratará o judeu de forma justa no julgamento (v.10,11). B. Deus tratará o grego/gentio de forma justa no julgamento (v.10,11). C. Deus tratará todos sem privilégios ou acepção no julgamento (v.11)

3.2. Deus não levará em conta os tempos da ignorância no julgamento (At 17.30)

No julgamento Deus não levará os tempos da ignorância em consideração (At 17.30), por isso Deus age, vejamos: A. Deus não levou os tempos da ignorância em consideração, por isso chama todos ao arrependimento: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At 17.30). B. Deus não levou os tempos da ignorância em consideração, por isso estende sua misericórdia: “A mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade” (I Tm 1.13). C. Deus não levou os tempos da ignorância em consideração, por isso deixa o passado para trás e nos torna novas criaturas: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17).

3.3. Deus não condenará o penitente nem absolvirá o impenitente (vv.8-10).

Ainda nós iremos observar que Deus no juízo, será muito justo sem condenar quem é penitente nem salvar os impenitentes, vejamos: “8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça. 9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego; 10 glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego” (vv.8-10). Anotações: A. Há pessoas que são impenitentes, vivendo na desobediência e pecado (v.8,9). B. Há pessoas que são penitentes, vivendo na obediência e pratica do bem (v.10). C. Há uma sentença de salvação aos penitentes e de condenação aos impenitentes (vv.8-10).

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem que Deus julgará de forma justa os falsos moralistas. Observamos que o julgamento não diminiu o peso da sentença por causa da sua demora; também vimos que a forma do julgamento é individual com penas e recompensas eternas, pois a salvação é fé, mas o julgamento pelas obras; observamos também que não há imunidade especial no julgamento, todos sendo tratados de modo igualitário, sem levar em conta os tempos da ignorância e condenando o impenitente e absolvendo o penitente. Aplicação: Crentes: Os falsos moralistas não terão sua pena diminuída por causa da demora no dia do juízo, se a pessoa estiver na igreja e não em Cristo é um falso moralista e receberá a condenação eterna, ninguém será salvo porque é religioso, mas se tiver um encontro com Cristo. Qual sua situação? Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem haverá penalidade eterna de condenação para quem está fora de Cristo e salvação eterna para quem está em Cristo. Se você comparecesse hoje perante o justo juiz de toda a terra, tem certeza que receberia a sentença de salvação eterna? Se não tem certeza, receba Jesus e Ele te dá certeza absoluta eterna de salvação. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.1-4

TEXTO: ROMANOS 2.1-4

INTRODUÇÃO

Esta Carta tem como autor o apóstolo Paulo (Rm 1.1), escrita por Tércio (Rm 16.22), é a carta mais teológica de Paulo, ensinou o pecado universal sobre judeus e gentios (Rm 3.9); sendo justificados pela fé sem obras (Rm 3.28; Rm 5.1); o Espírito Santo age no cristão confirmando sua salvação e vivendo Nele (Rm 3.9,15,16); Deus é soberano na salvação de judeus e gentios (Rm 8-11), os cristãos devem viver o evangelho na prática (Rm 12-16). Na passagem trata sobre a pecaminosidade dos judeus, sendo falsos moralistas que falam da verdade, mas não vivem aquilo que ensinam, sobre isso iremos ver lições segundo o tema sugerido.

TEMA: O JUÍZO DE DEUS CONTRA O FALSO MORALISMO!

1. O FALSO MORALISTA É INDESCUPÁVEL POR CAUSA DO SEU CONHECIMENTO. V.1

1.1 O falso moralista conhece a verdade do evangelho (v.1)

Paulo nos afirma aqui o falso moralista como alguém que tem conhecimento bastante para jugar as atitudes erradas, vejamos: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas […]” (v.1). O termo julgar (Gr. Krinô) indica discernimento, conhecimento. Lições: A. O conhecimento que o moralista tem é segundo a carne: “Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos segundo a carne; e, se antes conhecemos Cristo segundo a carne, já agora não o conhecemos deste modo” (II Co 5.16). B. O conhecimento deles nunca o levam á verdade para salvação: “Que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade” (II Tm 3.7). C. O conhecimento do moralista é apenas externo sem um reconhecimento do poder de Deus: “Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (Rm 1.21)

1.2 O falso moralista tem o seu conhecimento separado da prática (v.1)

Além de dizer que o falso moralista tem conhecimento, vai se afirmar que este conhecimento incoerente com a prática, observemos: “[…] porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas […]” (v.1). Verdades: A. Conhecer sem praticar é um engano espiritual: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). B. Conhecer sem praticar leva à condenação (v.1). C. Conhecer sem praticar torna o homem indesculpável diante de Deus: “Portanto, és indesculpável, ó homem ..]” (v.1)

1.3 O falso moralista fala muito bem e vive muito mal (v.1)

O texto afirma que este homem que fala bem, mas vive mal, segundo está escrito: ”[…] pois praticas as próprias coisas que condenas” (v.1). Aplicações: A. O falso moralista diz e não faz como os fariseus: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23.3). B. O falso moralista tem duas caras falando de acordo com a conviniência: “Falam com falsidade uns aos outros, falam com lábios bajuladores e coração fingido” (Sl 12.2). C. O falso moralista tem facilidade de falar, mas sua vida é enganosa: Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14)

2. O FALSO MORALISTA É INDESCULPÁVEL PORQUE NÃO VÊ SEUS ERROS. VV.1-2

2.1 Ele julga corretamente os erros de certas pessoas. V.1

O texto nos informa que o falso moralista julga os erros de outras pessoas de forma certa, como se observa: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas […]” (v.1). Notas: A. Ele vê o cisco no olho do outro: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mt 7.3). B. Ele julga com facilidade os erros alheios (v.1). C. Ele julga sem misericórdia: “Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg 2.13)

2.2 Ele vive erroneamente naquilo que condena os outros. V.1

O homem que é falso moralista vive de forma errada no que condena as outras pessoas, conforme observamos: “[…] no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas” (v.1). Aprendizados: A. Ele julga as demais pessoas e realiza as mesmas coisas que condena (v.1). B. Ele julga os outros e será julgado na mesma medida: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também” (Mt 7.2). C. Ele ao observar os erros dos outros esquece dos seus: “3 Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? 4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5 Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mt 7.3-5)

2.3 Ele caminha para a condenação de Deus. V.2

O texto bíblico está nos dizendo que o falso moralista além de julga os erros, erra naquilo que condena e caminha para o juízo de Deus, segundo vemos: “Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas” (v.2). Explicações: A. Ele caminha para a condenação porque vive na pratica do pecado (v.2). B. Ele caminha para condenação apesar do conhecimento e julgamento correto sobre os erros (v.2). C. Ele caminha para a condenação, pois vive uma farsa, vivendo uma vida de ilusão (v.2)

3. O FALSO MORALISTA É INDESCUPÁVEL PORQUE POSSUI UMA FALSA SEGURANÇA. V.3-4

3.1 Ele possui uma falsa segurança porque prega e vive em pecado. V.3

O texto afirma que há uma falsa segurança por está vivendo numa vida de pecado, segundo observamos: “Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas […]” (v.3). Ensinamentos: A. Saber a verdade não indica salvação, mas praticar o evangelho (v.3). B. Viver na pratica do pecado indica que não se conhece a Deus: “Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus” (I Jo 3.9). C. O pecado não traz vida, ele gera a morte espiritual e eterna: “Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.15).

3.2 Ele possui uma falsa esperança e não imagina o que o espera: Juizo (v.3)

O texto da Escritura nos orienta que a falsa esperança o fazia viver em pecado, achando que escaparia do juízo, conforme observamos: “[…] pensas que te livrarás do juízo de Deus?” (v.3). Verdades: A. Ele possui uma falsa segurança porque acha que escapará do juízo vivendo em pecado (v.3). B. Ele possui uma falsa segurança porque o juízo de Deus virá contra toda impiedade, mesmo dos que se dizem cristãos: “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm 1.18). C. Ele possui uma falsa segurança porque o juizo de Deus iniciará dentro da sua casa: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (I Pe 4.17).

3.3 Ele Possui Uma Falsa Segurança Porque interpreta errado a teologia bíblica. V.4

O texto indica o falso moralista judaizante interpretando o que ensina a teologia bíblica: “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (v.4). Notas: A. Eles interpretavam errado a bondade de Deus (v.4). B. Eles interpretavam errado a tolerância de Deus (v.4). C. Eles interpretavam errado a longanimidade de Deus (v.4). D. Eles interpretavam errado que tudo citado anteriormente deveria gerar arrependimento (v.4).

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem que Deus derrama seu juízo contra o falso moralista. Nós vimos que o falso moralista é indesculpável por que tem conhecimento, não vê seus erros e possui uma falsa segurança. Aplicação: Crentes: Você que já conhece a Palavra de Deus, precisa viver aquilo que prega, o falso moralismo é uma praga dentro da Igreja, pois estes condenam os outros e cometem os mesmos erros, possuem um esperança fajuta vivendo em pecado, mas receberá o juízo divino. Você se encontra nessa situação? Então saia do falso moralismo, viva uma vida cristã autêntica, pois do contrário não é verdadeiro cristão. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que o juízo de Deus virá sobre todos, a única maneira de escapar dessa ira vindoura de Deus é tendo um encontro pessoal com Jesus e vivendo com Cristo. Você deseja ter certeza de vida eterna e se livar da eterna danação, receba Jesus hoje como seu ùnico e Suficiente Senhor e Salvador! Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva.