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quinta-feira, 23 de abril de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.42-47

TEXTO: ATOS 2.42-47 

INTRODUÇÃO

Atos trata sobre o derramamento do Espírito Santo na Igreja, vimos os cristãos tendo o coração e a língua aquecida (vv.1-4), evangelizando 15 nações em línguas estrangeiras (vv.5-13), depois Pedro fez uma pregação avivada segundo a Escritura (vv.14-21), apontando para Jesus como o autor do avivamento (vv.22-36), exigindo arrependimento para a pessoa receber o dom da salvação dado pelo Espírito Santo (vv.37-41), por fim observamos que a vida das pessoas convertidas pelo Espírito Santo era o próprio evangelho (vv.42-47), perseverando de forma sólida e espiritual (v.42); tendo temor, poder e liberalidade na prática (vv.43-45) e uma vida alegre, influenciando as pessoas, bem como crescendo em número (vv.46-47). Os membros daquela igreja depois do avivamento viviam na prática o evangelho. Sobre isso trataremos tendo como base o assunto e tema exposto

ASSUNTO: PENTECOSTES, LUZ NA MENTE, FOGO NO CORAÇÃO!

TEMA: A IGREJA CHEIA DO FOGO DO ESPÍRITO VIVE O EVANGELHO NA PRÁTICA!

I. A IGREJA PRIMITIVA PERSEVERAVA SENDO ESPIRITUAMENTE FUNDAMENTADA. V.42

1. Sua perseverança era na doutrina apostólica (v.42).

A Escritura nos afirma que devemos permanecer na doutrina dos apóstolos (v.42a). Algumas verdades: A. A Palavra ensinada era o alicerce da fé apóstolica: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). B. A sã doutrina preserva a igreja da apostasia: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (I Tm 4.16). C. A perseverança revela compromisso contínuo com a verdade: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). D. A doutrina correta traz vida aos que a recebem de verdade: “Goteje a minha doutrina como a chuva, destile a minha palavra como o orvalho, como chuvisco sobre a relva e como gotas de água sobre a erva” (Dt 32.2).

2. Sua perseverança era na comunhão (v.42).

O texto além de falar da permanência na doutrina, também na comunhão fraternal (v.42b). Aplicações bíblicas: A. A fé cristã é vivida coletivamente em comunhão: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” (v.42). B. A comunhão fortalece os laços espirituais: 24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.24-25). C. O Espírito Santo promove unidade entre os salvos: 1 Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! 2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. 3 É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.1-3).

3. Perseveravam no partir do pão (v.42).

O texto afirma que eles além de permanecer na doutrina, comunhão, também deveria fazer com respeito a Ceia do Senhor (v.42c). Notas explicativas: E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações: A. O partir do pão mantinha viva a memória do sacrifício de Cristo: 23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim” (I Co 11.23-25). B. O partir do pão apontava para a segunda vinda de Cristo: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha” (I Co 11.26). C. O partir do pão é somente para quem é discípulo de Cristo: “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos […]” (Mt 26.26). D. O partir do pão deve ser realizado preferencialmente no culto dominical: 7 No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. 8 Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos” (At 20.7,8).

4. Perseveravam nas orações (v.42).

Nós vimos que eles permaneciam na doutrina, comunhão, Ceia do Senhor e faziam também com respeito ás orações (v.42d). Anotações: A. A oração demonstra dependência e confiança em Deus: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará” (v.42; Sl 37.5). B. A oração traz avivamento duradouro e coragem de pregar a Palavra: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a palavra de Deus” (At 4.31). C. A oração deve ser feita tendo como base a Trindade: 1ª Ao Pai: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9), 2º Em nome do Filho: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13), 3º Com o apoio do Espírito Santo: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

II. UMA IGREJA QUE VIVE O PODER E A GENEROSIDADE (VV.43-45)

1. Eles viviam no temor de Deus (v.43a)

 Aqueles irmãos viviam uma vida de temor ao Senhor diário, conforme está escrito: “Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (v.43). Lições: A. O temor do Senhor produzia reverência santa: 5 Deus continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Moisés escondeu o rosto, porque temeu olhar para Deus” (Êx 3.5-6). B. O temor do Senhor é o principio da sabedoria: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência” (Pv 9.10). C. O temor do Senhor é fruto de uma ação interior: “Em cada alma havia temor […]” (v.43).

2. Eles viviam vendo as maravilhas de Deus acontecendo (v.43b)

A Igreja Primitiva era permeada por sinais e maravilhas, como o texto nos diz: “Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos” (v.43). Verdades: A. Os sinais confirmavam a autoridade apostólica (v.43). B. Os sinais (Gr. Semeion) indicam que o reino de Deus já estava presente (v.43). C. Os sinais e maravilhas aconteciam através de uma vida dependente de Deus: 35 Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre? 36 Mas Jesus, sem acudir a tais palavras, disse ao chefe da sinagoga: Não temas, crê somente” (Mc 5.35-36).

3. Eles tinham uma vida unida e solidária (vv.44-45)

O texto nos indica que a Igreja deve ter unidade e solidariedade uns para com os outros, conforme observamos: 44 Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45 Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”. 47 Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que íam sendo salvos” (vv.45,45,47). Verdades: A. A sua unidade fazia que quisessem viver junto a seus irmãos (v.44). B. A sua liberalidade não era forçada, mas voluntária (v.45). C. A sua vida comunitária cristã era vista pelos homens e glorificavam a Deus (v.47).

III. UMA IGREJA ALEGRE, INFLUENTE E EM CRESCIMENTO (VV.46-47)

1. Perseveravam unânimes diariamente (v.46)

Eles viviam sempre agindo unanimimente na igreja, conforme observamos: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (v.46). Algumas verdades: A. A constância era diária, não esporádica (v.46). B. Unanimidade revela maturidade espiritual (V.46). C. A disciplina espiritual da busca diária leva ao crescimento: “A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Galileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor, e, no conforto do Espírito Santo, crescia em número” (At 9.31).

2. Comiam com alegria e singeleza de coração (v.46)

O texto nos aponta que eles viviam de forma alegre e singela sua vida cristã: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração” (v.46). Aplicações: A. Eles tinham alegria como fruto da sua vida no Espírito: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade” (Gl 5.22). B. Eles viviam com Singeleza (Gr. “Aphelotêti”) indicando pureza e sinceridade (v.46). C. Eles com a sua vida cristã saudável viviam contentes: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (v.46; Fp 4.11).

3. Eles louvavam, testemunhavam e cresciam (v.47)

O texto trata sobre louvor, testemunho e crescimento, consoante se observa: “Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que íam sendo salvos” (v.47). Implicações: A. O louvor era central na vida comunitária (v.47a). B. A igreja caía na graça do povo pelo testemunho coerente (v.47b). C. O crescimento era obra soberana do Senhor: “acrescentava o Senhor à igreja” (v.47c)

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem que o Pentecostes trouxe luz á mente e fogo ao coração, e que a Igreja cheia do fogo do Espírito persevera em fudamentos espirituais como doutrina, comunhão, ceia e oração; viviam com poder e generosidade com temor a Deus, sinais e maravilhas e união e solidariedade; eles viviam alegremente, influenciando os outros e crescendo em número. Aplicação: Crentes: Você já tem o fogo do Espírito no seu coração? Se isto é verdade, então necessita seguir a doutrina bíblica, ter comunhão com seus irmãos na igreja, não negligenciar a participação na Santa Ceia e nem sua vida de oração. Necessitas também viver uma vida de temor ao Senhor, desfrutando das suas maravilhas, tendo unidade e generosidade; sua vida deve rer alegria a tal ponto das pessoas serem influenciadas por você, assim verás Deus trazer os salvos á Igreja. Se sua vida não é uma expressão viva do evangelho, você ainda não tem o fogo do Espírito. Quer ter? Vamos orar por isso agora? Não crentes: Nós observamos em uma parte dessa mensagem que Deus acrestavava á Igreja os que íam sendo salvos, você pode ser acrescentado ao número dos salvos pelo Senhor ainda através da fé em Jesus. Você já tem certeza de vida eterna (salvação)? Se sua resposta é negativa, estás caminhando em um labirinto escuro e perigoso que pode te levar á eterna condenação. A Bíblia nos diz que você pode ter certeza da sua salvação, se pela fé se render a Cristo. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (IPB Zé Doca MA). 

sábado, 21 de março de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.37-41

TEXTO: ATOS 2.37-41

37 Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar. 40 Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. 41 Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”

INTRODUÇÃO

Continuamos trabalhando sobre o derramamento do Espírito Santo em pentecostes, vimos que veio como fogo (vv.1-4), evento de voz e audição com línguas idiomáticas (vv.5-13), estamos tratando da pregação cheia do Espírito Santo desse derramar pelas Escrituras (vv.14-21), tendo Jesus como o autor desse derramamento (vv.22-36), por fim trataremos a respeito da necessidade de arrependimento que foi trazida pela mensagem, levando homens ao arrependimento (vv.37-41). Faremos isso tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO ESPÍRITO!

TEMA 03. UMA PREGAÇÃO QUE APRESENTA A NECESSIDADE DE ARREPENDIMENTO PARA RECEBER O DOM DO ESPÍRITO SANTO

1. A pregação que alcançou o coração daqueles homens. V.37

A. Eles ouviram a pregação dos apóstolos (v.37a).

A Escritura nos informa que aqueles antes de se quebrantados, ouviram a Palavra de Deus pregada pelos apóstolos, consoante se observa: “Ouvindo eles estas coisas […]” (v.37a). Lições: I. É papel da Igreja pregar o evangelho a toda criatura: E disse-lhes: Ide por todo o mundoe pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). II. A pregação deve ser segundo as Escrituras Sagradas: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm 4.2). III. A pregação visa a salvação de pecadores: 30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30-31).

B. Eles tiveram o seu coração compungido (v.37b).

O texto nos diz que os seus corações foram compungidos, segundo se observa: “[…] compungiu-se-lhes o coração […]” (v.37b). Verdades: I. Deus abre o coração dos pecadores á fé: 14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (At 16.14-15). II. Deus ilumina os olhos do coração para a fé: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Ef 1.18). III. Deus tira a cegueira espiritual do coração para a fé: 4 nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus. 5 Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. 6 Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (II Co 4.4-6). IV. Deus perfura o coração empedernido para que o evangelho penetre: “[…] compungiu-se-lhes o coração […]” (v.37b). O verbo conpungir está conjugado no texto grego da seguinte forma: “Katenygêsen en Kardia”, foram pergurados no coração (vp). Deus perfurou seus corações para se quebrantarem.

C. Depois que o seu coração foi perfurado ou aberto pelo Espírito Santo, eles se preocuparam com o seu estado atual (v.37c).

Aqueles homens depois que Deus interveio no seu coração, viram seu estado pecaminoso e pediram ajuda (v.37c). Explicações: I. O homem antes de Cristo está totalmente insensível ao seu estado, pois estava morto: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (Ef 2.1). II. O homem ao ouvir a Palavra de Deus Deus infunde a fé ao seu coração: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). III. O homem depois de ser despertado pelo Espírito Santo reconhece seu estado e busca ajuda: “[…] e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos?” (v.37).

2. A pregação que desafiou aqueles homens à mudança. VV.38-40

A. Aqueles homens foram desafiados ao arrependimento (v.38).

O texto vai nos dizer que Pedro desafiou aqueles homens ao arrependimento, vejamos: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito” (v.38). Sobre o arrependimento nós observamos que: I. O arrependimento é concedido por Deus aos salvos: “Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5.31). “E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (At 11.18). “Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?” (Rm 2.4). II. O arrependimento é a porta de entrada no reino dos céus: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 3.2). “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos,porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4.17). III. O arrependimento verdadeiro faz que nossos pecados sejam apagados: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19).

B. Aqueles homens foram desafiados á integrar a Igreja pelo batismo (vv.38-39).

Depois que se arrependessem e cressem, eles deveriam ser batizados para fazer parte formalmente da Igreja (vv.38-39). Anotações: I. O batismo deve ser feito em nome da Trindade: “Ide,portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). II. O batismo deve ser na autoridade do nome de Jesus: Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38). III. O batismo deve ser para os pais e seus filhos pequenos como era a circuncisão: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso chamar” (At 2.39). 10 Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. 11 Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. 12 O que tem oito dias será circuncidado entre vós, todo macho nas vossas gerações, tanto o escravo nascido em casa como o comprado a qualquer estrangeiro, que não for da tua estirpe” (Gn 17.10-12). 10 Também, nele, estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. 11 Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, 12 tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos” (Cl 2.10-12). 1 Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, 2 tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés” (I Co 10.1-2). “Assim, partiram os filhos de Israel de Ramessés para Sucote, cerca de seiscentos mil a pé, somente de homens, sem contar mulheres e crianças” (Êx 12.37).

C. Aqueles homens receberam a promessa de salvação (v.38).

Aqueles homens foram desafiados a se arrepender e serem batizados, receberiam o dom do Espírito Santo que é a salvação (v.38). Sobre isso observamos que: I. Deus chamou para a salvação pessoas longe Dele: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3). II. Deus chama para a salvação pessoas de forma eficaz: 37 Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.37,44). III. Deus chama para a salvação pessoas através da Palavra: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). IV. Deus chama para a salvação pessoas deforma graciosa, pois a salvação é um dom: “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (v.38).

D. aqueles homens receberam o desafio de viver vida santa (v.40).

O texto fala para sair da perversidade que está na geração, usando os termos geração perversa (Gr. gêneas skolias) indica pessoas que tinham valores invertidos, que não buscavam valores de Deus, mas do mundo (v.40). Nós devemos fazer o contrário e viver em santidade. Verdades: I. A santificação do crente inicia na conversão com a justificação: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Co 1.2). II. A santificação do crente continua na vida cristã com o progresso espiritual: 12 Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12-13). III. A santificação do crente será finalmente concluída no céu: 1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus. Por essa razão, o mundo não nos conhece, porquanto não o conheceu a ele mesmo. 2 Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é. 3 E a si mesmo se purifica todo o que nele tem esta esperança, assim como ele é puro” (I Jo 3.1-3). IV. A santificação implica em abandonar toda perversidade: “Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa” (v.40).

3. A pregação que levou aqueles homens a aceitar a Jesus. V.41

A. Os que aceitaram a Jesus, aceitaram a Palavra. (v.41).

A primeira parte do versículo diz que aquelas pessoas aceitaram a Palavra, isto demonstra que aceitaram o que a Palavra fala sobre Jesus, vejamos: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). Aplicações: I. Aceitar a Jesus é crer Nele: 30 Depois, trazendo-os para fora, disse: Senhores, que devo fazer para que seja salvo? 31 Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16.30-31). II. Aceitar a Jesus é confessá-lo com a boca: 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9,10). III. Aceitar a Jesus é obedecer seus ensinos: “Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (Jo 15.14). IV. Aceitar a Jesus é fazê-lo conhecido por outros: 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro) (Jo 1.40-41)

B. Os que aceitam a Jesus recebem o batismo bíblico (v.41).

O texto afirma que as pessoas que aceitaram Jesus receberam o batismo bíblico (v.41), conforme já vimos deve ser para os pais e seus filhos pequenos grego Teknóis, crianças (v.39). O batismo não salva, mas é um compromisso com Deus (v.41). Verdades: I. O batismo bíblico é figura da morte do crente na morte de Cristo: 3 Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? 4 Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida” (Rm 6.3-4). II. O batismo é um compromisso formal com Deus: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). III. O batismo deve ser aplicado uma única vez a mesma pessoa: “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4.5).

C. Os que aceitam a Jesus integram a Igreja. V.41

Aqueles que aceitaram Jesus integraram a Igreja, segundo se observa: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (v.41). Verdades: I. As pessoas salvas devem integrar a Igreja como membros: 20 O certo é que há muitos membros, mas um só corpo. 27 Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (v.41; I Co 12.20,27). II. As pessoas salvas não abandonam a Igreja, mas nela permanecem: 24 Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. 25 Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.24-25). III. As pessoas que abandonam a Igreja e voltam ao estado anterior nunca foram salvas: ”Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (I Jo 2.19).

APLICAÇÃO 03: Nós vimos nessa terceira parte dessa mensagem que a pregação cheia do Espírito Santo convida os homens ao arrependimento para salvação. Vimos que aquela pregação alcançou o coração daqueles homens, foram desafiados a se arrepender e aceitar Jesus. Crentes: Você já ouviu a pregação, já foi alcançado pelo Espírito Santo, já integra o povo de Deus, então você precisa se livrar dessa geração perversa (v.40), viver em santidade e levar a Palavra à frente. O que você vai levar para casa dessa mensagem? Quero desafiar você nesse momento. Algum crente quer aceitar esse desafio? Não Crentes: Aqui nós vimos que aquelas pessoas tiveram seus corações compungidos ao ouvir a pregação, ficaram desesperados ao perceberem sua situação pecaminosa, receberam a Jesus a Cristo e foram salvos, passando a integrar a igreja. Você já pensou na sua situação se você partir desse mundo sem Jesus? Partir desse mundo sem Jesus é padecer eternamente. Você gostaria de ter certeza que vai para o céu com Jesus? A solução é fazer igual aqueles homens e mulheres ali, receber Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Você quer fazer isso hoje?

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.22-36

TEXTO: ATOS 2.22-36

22 Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. 32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. 33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés. 36 Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”.

INTRODUÇÃO

Estamos trazendo mensagens sobre o derramamento do Espírito Santo em Pentecostes, observamos que desceu como fogo (vv.1-4), trouxe um milagre tanto de audio como de audição, os discipulos falando línguas estrangeiras de forma sobrenatural e 15 nações foram evangelizadas ese comunicaram com os apóstolos (vv.5-13), estamos agora observando a pregação cheia do fogo do Espírito (vv.14-41), na primeira parte vimos ue a pregação explica segundo a Escritura sobre a promessa e recebimento do Espírito Santo (vv.14-21), agora trataremos a respeito da pregação indicando que Jesus é o doador do derramamento do Espírito (vv.22-36), faremos isso tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO ESPÍRITO

TEMA 02: UMA PREGAÇÃO QUE APONTA PARA JESUS COMO O DOADOR DO DERRAMENTO DO ESPÍRITO SANTO

1. Pregação que aponta para a vida de Cristo. V.22

A pregação de Pedro trata sobre Jesus como o doador do Espírito Santo, mas antes Ele viveu entre nós conforme a passagem cita: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis” (v.22). Verdades bíblicas:

A. Jesus veio aqui para ser como o salvador aprovado por Deus (v.22a).

O texto da Bíblia que Jesus recebeu aprovação de Deus para realizar a sua missão, vejamos: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus […]” (v.22). pontuações: I. Jesus foi aprovado por Deus porque Ele foi tentado em tudo, mas não pecou: “Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado” (Hb 4.15). II. Jeus foi aprovado por Deus, porque Ele cumpriu a missão de salvar todos que o Pai lhe deu: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). III. Jesus foi aprovado por isso recebeu toda autoridade no céu e na terra: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18)

B. Jesus veio aqui para realizar obras poderosas (v.22b).

Jesus realizou aqui obras poderosas, Pedro na sua pregação relembra isso (v.22b), sobre essas obras de poder observaremos que: I. As obras poderosas de Jesus o aprovaram como messias prometido nas Escrituras: 17 Então, lhe deram o livro do profeta Isaías, e, abrindo o livro, achou o lugar onde estava escrito: 18 O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19 e apregoar o ano aceitável do Senhor. 20 Tendo fechado o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fitos nele. 21 Então, passou Jesus a dizer-lhes: Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.17-21). II. As obras poderosas de Jesus demonstram Deus agindo entre os homens: “[…] com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis” (v.22b). III. As obras de Cristo foram realizadas para fazer o bem ás pessoas: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com Ele” (At 10.38).

C. Jesus veio aqui para libertar pessoas das amarras do diabo (I Jo 3.8)

O texto está nos infirmando que Jesus veio trazer uma verdadeira libertação, consoante vemos na passagem: “Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (I Jo 3.8). Verdades: I. O diabo que levou os homens ao pecado: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (II Co 11.3). II. Quem vive na pratica do pecado pertence ao diabo (v.8). III. Cristo ao se manifestar libertou pessoas e destruiu a obra do diabo que havia naquela pessoa (v.8). A vinda de Cristo além da redenção trouxe grande libertação para o seu povo! Você já foi liberto por Jesus? Já tem certeza da sua salvação?

2. Pregação que aponta para a morte de Cristo. V.23

A. Jesus morreu dentro de um plano soberano de Deus (v.23a).

A passagem nos apresenta um plano eterno e perfeito de Deus para que Jesus morresse por nós (v.23). 

Sobre isso aprendemos que: I. O termo presciência não significa apenas pré-conhecimento, pois Deus quem colocou o futturo lá: “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus […]” (v.23; I Pe 1.2). Deus não paenas sabia, Ele determinou o futuro. II. A morte de Cristo dentro de um plano (Determinado Designio, Gr. Horismenê Boulê) de Deus demonstra que seus planos não podem ser frutados: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (v.23a; Jó 42.2). III. A morte de Cristo já estava dentro de um plano salvador eterno: “E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). Deus está no controle de tudo, Ele tem um plano soberano para salvar seu povo pela morte do seu Filho!

B. Jesus morreu por mãos de homens iniquos (v.23).

O texto nos diz que aqueles homens que mataram Jesus, fizeram porque são iniquos (v.23b), então nós observamos que: I. Aqueles homens iniquos mataram Jesus por inveja: “Porque sabia que, por inveja, o tinham entregado” (Mt 27.18). II. Aqueles homens iniquos mataram Jesus com tramas mentirosas: “Ora, os principais sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte” (Mt 26.59). III. Aqueles homens iniquos mataram Jesus por maldade, pois eram iniquos: “[…] vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos […]” (v.23). Jesus foi morto por homens invejosos, mentirosos e maus. Aqueles homens eram culpados por isso, mas Deus não teve seu plano fracassado!

C. Jesus morreu por mãos humanas, dentro de um plano de Deus (At 4.26-28).

A soberania de Deus não retira a responsabilidade humana, então Lucas registra isso: 26 Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; 27 porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, 28 para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram” (At 4.26-28). Verdades: I. Homens cometem pecados contra Jesus porque quiseram, não foram forçados (vv.26.27). II. Deus de uma forma que não entendemos já predeterminou todas as suas ações (v.28). III. Deus não é pego de surpresa, Ele decretou tudo e a culpa pelo pecado é dos homens, não de Deus : 19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (Gn 50.19-21). Deus já predeterminou tudo que acontece, mas isso de tal forma que nem Ele é o autor do pecado nem fere a vontade do homem!

3. Pregação sobre a ressurreição de Cristo. VV.24-32

A. A ressurreiçao de Jesus aconteceu pelo poder de Deus (v.24).

Deus pelo seu poder ressuscitou a Jesus Cristo (v.24), pelo seu poder (I Co 6.14), sobre isso nós observamos que: I. A ressurreição de Jesus foi uma vitória definitiva contra a morte: “Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia” (Cl 1.18). II. A ressurreição de Jesus foi uma vitória de um mais forte do que ela: “Ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela” (v.24). III. A ressurreição de Jesus foi vitória para nós na futura ressurreição: “Sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos apresentará convosco” (II Co 4.14)

B. A ressurreição de Jesus já estava profetizada na Escritura (vv.25-31).

O texto nos mostra que já no Antigo Testamento foi predito a ressurreição de Jesus, vejamos: 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer-vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu-se à ressurreição de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou a corrupção” (vv.25-31). Verdades: I. A Escritura já falava sobre a posição exaltada de Cristo antes de se tornar homem (v.25).II. A Escritura já atesta sobre a vida perfeita de Jesus na terra (vv.26,27). III. A Escritura afirma que Jesus ressuscitaria dos mortos (vv.28-31)

C. A ressurreição de Jesus foi testemunhada por pessoas (v.32).

O texto trata de nos dizer que a ressurreição não foi apenas contada, ela foi vista por testemunhas oculares, vejamos: “A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas” (v.32). Verdades: I. Jesus foi ressuscitado e vistos pelas mulheres: “E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram” (Mt 28.9). II. Foi visto pelos discipulos: 19 Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos judeus, veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco! 20 E, dizendo isto, lhes mostrou as mãos e o lado. Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor” (Jo 20.19,20). III. Foi visto por mais de quinhentos irmãos: “Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até agora; porém alguns já dormem” (I Co 15.6). IV. Foi visto por Paulo como por um nascido fora de tempo: “E, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo” (I Co 15.8).

4. Pregação sobre a exaltação de Cristo no céu. V.33-36

A. Jesus foi assunto ao céu exaltado á Direita de Deus (v.33a).

Jesus ao ressuscitar de entre os mortos foi assunto aos céus e se assentou à direita de Deus em exaltação (v.33a). Aplicações: I. À direita de Deus é uma posição de autoridade: “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (v.33). II. À direita de Deus é uma posição de mediação: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, Homem” (I Tm 2.5). III. À direita de Deus é uma posição de intercessão: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34)

B. Jesus foi assunto ao céu e de lá enviou o Espírito Santo (v.33b).

O texto nos afirma que Jesus ao ser recebido no céu à direita de Deus, enviou o Espírito Santo, vejamos: “[…] tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (v.33b). Lições: I. Cristo enviou o Espírito Santo como seu substituto: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco” (Jo 14.16). II. Cristo enviou o Espírito Santo para todos os crentes: “E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento” (I Jo 2.20). III. Cristo enviou o Espírito Santo para agir na sua igreja: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3.6). “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17).

C. Jesus foi assunto ao céu com superioridade sobre os seus inimigos (v.34-35).

Jesus ao ser assunto aos céus tem superioridade aos seus inimigos (vv.34-35), sobre isso aprendemos que: I. Todos os seus inimigos estão debaixo dos seus pés: 34 Porque Davi não subiu aos céus, mas ele mesmo declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, 35 até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés” (vv.34-35). II. Jesus é superior a toda e qualquer pessos, todos se dobrarão diante Dele: 9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2.9-10). III. Jesus se fez por um pouco menor que os anjos: “Vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e de honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem” (Hb 2.9), com sua ascensão se fez maior que o céu: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26).

D. Jesus foi assunto ao céu como Senhor e Cristo: Deus e Homem (v.36).

Nesta passagem nós observamos que Ele no céu é Senhor (Deus) e Cristo (Homem) ao nosso favor, conforme se observa (v.36). Explicações: I. Ele é o Deus verdadeiro e a vida eterna: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20). II. Ele é o homem perfeito que nos representa como nosso mediador: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). III. Ele é Deus e Homem ao mesmo tempo no céu: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (v.36).

APLICAÇÃO 02:Nesta segunda parte da mensagem nós vimos que Pedro enfatiza que Jesus é o que derrama o Espírito Santo sobre a Igreja. Ele tratou da vida de Jesus como sendo aprovada por Deus (v.22), morrendo dentro de um plano soberano de Deus para nos salvar (v.23), ressuscitando dentre os mortos para nos justificar e viver conosco para sempre (vv.24-32) e sendo exaltado sobre tudo e todos, de lá derramando o Espírito Santo (vv.33-36). Crentes: Nossa pregação deve fazer igual Pedro fez, pode faltar tudo, menos Cristo. Devemos sempre exaltar a obra de Cristo na Igreja e não à homens, Sua obra se conclui com sua exaltação, pois Cristo morreu, mas ressuscitou, está entronizado no céu. Amém! Não Crentes: Nós vimos em uma parte da mensagem que Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna, isto indica que somente Ele concede a vida eterna. Você sabia que você pode ter certeza absoluta de sua salvação? Basta que você entregue sua vida a Cristo, faça isso agora ou nos procure após o culto.

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ATOS 2.14-21

TEXTO: ATOS 2.14-21

14 Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras. 15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. 19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. 21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

INTRODUÇÃO

Nós estamos observando algumas mensagens sobre a descida do Espírito Santo no dia de pentecostes, vimos que O Espírito Santo foi derramado como fogo (vv.1-4), depois vimos que houve um milagre de audio e audição em que os discípulos falaram línguas estrangeiras de forma sobrenatural e 15 nações foram evangelizadas (vv.5-13), agora tratamos sobre a pregação de Pedro cheio do Espírito Santo (vv.14-41), observando nessa primeira parte a promessa da vinda do Espírito (vv.14-21), nós veremos isso a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: A PREGAÇÃO CHEIA DO FOGO DO FOGO DO ESPÍRITO!

TEMA 01: UMA PREGAÇÃO QUE EXPLICA A PROMESSA DO DERRAMENTO DO FOGO DO ESPÍRITO.

1. Pedro se levanta com os onze e chamam a atenção daqueles homens. VV.14-15

A. Os apóstolos com os outros discipulos foram alvo de zombaria. V.13

Nós vimos que os apóstolos sofreram escárnio das pessoas (v.13). Anotações: I. O evangelho sempre foi perseguido desde o Éden: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). II. O evangelho sofreu perseguições na época de Cristo: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). III. O evangelho sempre será perseguido pelo mundo: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo 15.18). IV. O evangelho foi zombado e perseguido até mesmo na descida do Espírito Santo: 12 Todos, atônitos e perplexos, interpelavam uns aos outros: Que quer isto dizer? 13 Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” (At 2.12,13). Se os discípulos foram escarnecidos, se você é um cristão sério, será também!

B. Os apostolos não revidam o ultraje recebido, mas falam com aqueles homens. V.14

Os homens e mulheres de Deus foram uktrajados e ao invés de devolver na mesma moeda, eles pregaram a verdade para eles (v.14). notas: I. Os apostolos ao não revidar o ultrage estavam imitando Jesus: “Pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente” (I Pe 2.23). II. Os apóstolos ao não revidar deram àqueles homens a oportunidade de ouvir o evangelho: “Então, se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os nestes termos: Varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai conhecimento disto e atentai nas minhas palavras” (v.14). III. Os apóstolos por não revidar, mas pregar puderam ganhar almas para Cristo: “Então, os que lhe aceitaram a palavra foram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas” (At 2.41). Aqueles homens, semelhante a Jesus, não revidaram, mas pregaram!

C. Os apóstolos trataram de retirar o falso entendimento sobre o que aconteceu. V.15

A pregação de Pedro tratou de ensinar a verdade, extraindo as ideias erradas deles naquele momento (v.15), Eles defenderam sua crença. Lições: I. Eles defenderam a sua fé e nós devemos fazer também: “Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia” (v.15). “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). II.Eles defenderam sua integridade moral ao dizer que não estavam embriagados: “Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia” (v.15). III. Eles retiraram aquele falso entendimento para que o verdadeiro evangelho fosse pregado: 15 Estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito por intermédio do profeta Joel” (vv.15,16). A Bíblia nos ensina a defender a fé sempre como fizeram os apóstolos.

2. Pedro e os onze tratam sobre o derramento do Espírito como uma promessa de Deus. V.16

A. O avivamento é uma promessa de Deus na Escritura: Derramarei. V.17

O texto nos apresenta a promessa de Deus na Escritura de derramar do seu Espírito sobre seu povo (v.17). Explicações: I É uma promessa segura pois Deus é Todo- Poderoso: “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente” (Gn 17.1). II. É uma promessa abundante, pois Deus dá o Espírito sem medida: “Pois o enviado de Deus fala as palavras dele, porque Deus não dá o Espírito por medida” (Jo 3.34). III. É uma promessa vificadora, pois Deus traz vida pelo Espírito ao seu povo: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida” (Jó 33.4).

B. O avivamento é uma promessa de Deus sem dinstinção: Toda carne. V.17

A promessa de derramamento não foi somente para judeus, mas também gentios, por isso se usou a expressão “toda carne” (v.17). Verdades: I. Deus não faz acepção de pessoas, por isso derrama seu Espírito sobre todos os povos: judeus ou gentios: 44 Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. 45 E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo” (At 10.44,45). II. Deus derrama seu Espírito sobre todos, pois seu desejo é que todos os povos o louvem: 1 Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos. 2 Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. Aleluia!” (Sl 117.1-2). III. Deus derrama seu Espírito sobre todos, pois Ele é soberano: O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). IV. Toda carne indica convertidos de todos os homens e não todos os indivíduos: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (v.17).

C. O avivamento é uma promessa de Deus que é certa, pois quem prometeu é fiel.

O Deus que prometeu enviar o Espírito Santo não deixará de fazer, pois fiel, consoante se observa: I. Deus prometeu que enviaria seu Filho para para pisar na cabeça da serpente, Ele cumpriu: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2.15). II. Deus prometeu que enviaria seu Espírito Santo e derramaria sobre sua Igreja, ele assim fez: “Porque derramarei água sobre o sedento e torrentes, sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade e a minha bênção, sobre os teus descendentes” (Is 44.3). “Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2.33). III. Deus promete na sua Palavra que dá o Espírito Santo a todo aquele que lhe pede, Ele assim vai fazer: “Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem” (Lc 11.13).

3. Pedro junto com os onze trata de falar dos benefícios trazidos sobre o derramamento do Espírito Santo. VV.16-21

A. O derramamento do Espírito Santo é uma marca do final dos tempos.

O derramar do Espírito marca um evento dos últimos tempos que iniciou com o nascimento de Cristo (), continua com a dispensão do Espírito sobre a Igreja, vejamos: I. Aconteceu nos últimos tempos da presente era: “E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos” (v.17). II. Aconteceu antes dos eventos cataclismaticos da vida de Jesus: 19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor” (vv.19-20). III. Aconteceu e nós devemos buscar sempre sermos cheios do Espírito Santo: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).

B. O derramamento do Espírito Santo quebrou as barreiras.

O derramamento do Espírito retirou barreiras que os judeus impunham sobre as pessoas, vejamos: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão” (vv.17-18). Verdades: I. As barreiras de gênero foram quebradas: Filhos e filhas (v.17). II. As barreiras de idade foram quebradas: Jovens e velhos (v.17). III. As barreiras sociais foram quebradas: Servos e servas (v.18).

C. O derramamento do Espirito Santo é uma promessa de Deus que leva à Igreja aos salvos. V.21

O texto vai nos dizer que o Espírito Santo quando é derramado faz os pecadores correrem para Cristo em busca de salvação (v.21), consequentemente leva a Igreja ir em busca dos perdidos. Aplicações: I. O Espírito impulsiona a igreja a fazer missões escolhendo obreiros para a obra: 1 Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço de Herodes, o tetrarca, e Saulo. 2 E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram” (At 13.1-3). II. O Espírito impulsiona a Igreja a fazer missões, pois Ele convence pecadores para que creiam no Salvador: “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16.8). III. O Espírito impulsiona a Igreja a fazer missões, levando pecadores a clamarem por Jesus e serem salvo: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (v.21). “Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo” (I Co 12.3).

APLICAÇÃO 01: Nesta primeira parte nós vimos a pregação tratando da promessa sobre o derramamento di Espírito Santo. Pedro e os demais apóstolos mesmo sendo zombados falaram para eles sobre a verdade; relataram a promessa da vinda do Espírito Santo nas Escrituras e; trataram sobre os benefícios que trouxe o derramar do Espírito Santo. Aplicação: Crentes: Você e eu recebemos uma promessa de que aquele que busca, recebe o derramar do Espírito Santo, pois Deus prometeu, é fiel para cumprir sua promessa, não havendo barreira de gênero, idade ou classesocial. Busquemos esse derramamento prometido. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que o Espírito Santo leva os honens a clamarem por Jesus em busca de salvação, você está sentindo o toque do Espírito Santo? Renda-se a Cristo hoje e receba certeza de vida eterna! Quer fazer isso hoje?