TEXTO: ROMANOS 2.17-20
“17 Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; 18 que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei; 19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade”.
INTRODUÇÃO
Continuamos hoje a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso dentro da Igreja, vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16)), a partir de hoje traremos mensagens sobre a falsa confiança dos falsos moralistas, tratando a respeito hoje de depositar esta em coisas externas sem mudança no coração. Isso faremos tendo como o assunto e tema expostos.
ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA
TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA NAS COISAS EXTERNAS SEM UMA MUDANÇA INTERIOR
1. NÃO BASTA VOCÊ DIZER QUE É CRENTE SEM UMA TRANSFORMAÇÃO REAL. V.17
1.1 . Ter nome de quem serve a Deus e não servir é tolice (v.17).
Ter nome de cristão e não servir é bobagem, conforme se observa: “Se, porém, tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus” (v.17). Anotações: I. Nem todo que diz que Jesus é Senhor entrará no céu, mas o que fizer a vontade de Deus: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). II. Nem todo o que diz que Jesus é senhor está disposto a obedecer os seus ensinos: “Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?” (Lc 6.46). III. Nem todo que diz que serve a Jesus está disposto a renunciar por Ele: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14.33).
1.2 Ter nome de quem serve a Deus, mas é apenas religioso externamente, não no coração (Rm 2.28).
Muitos apenas servem de aparência, conforme o texto nos afirma: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne” (Rm 2.28). Notas: I. Muitos possuem Cristo nos lábios e o mundo no coração: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Mt 15.8). II. Muitos possuem um atitude de piedade externa sem agir no coração: “Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Jl 2.13). III. Muitos parecem sepulcros caiados, por fora parecem piedosos, por dentro há podridão: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia!” (Mt 23.27).
1.3. Ter nome de que serve a Deus, mas está interessado apenas nas coisas daqui (Fp 3.18,19)
A Escritura nos afirma que aqueles que pensam apenas nas coisas daqui não serve a Deus realmente: “18 Pois muitos andam entre nós, dos quais, repetidas vezes, eu vos dizia e, agora, vos digo, até chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. 19 O destino deles é a perdição, o deus deles é o ventre, e a glória deles está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp 3.18-19). Verdades: I. As pessoas que se preocupam apenas com as coisas tererenas são inimigas da cruz de Cristo (v.18). II. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas possui um outro Deus: Seu ventre (v.19). III. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas estão em busca de uma glória passageira (v.19). IV. As pessoas que pensam apenas nas coisas terrenas caminham para a perdição (v.19).
2. NÃO BASTA CONHECER A PALAVRA E NÃO SABER SOBRE DEUS. V.17
2.1. O conhecimento da palavra é uma ordem de Deus (Mt 22.29).
A Escritura traz a realidade do conhecimento da Palavra de Deus sendo requerido pelo SENHOR (Mt 22.29). Anotações: I. Todos precisam conhecer a Palavra de Deus: “Rendei graças ao Senhor, invocai o seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os seus feitos” (Cr 16.8). II. Erram as pessoas porque não conhecem a Palavra de Deus: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus” (Mt 22.29). III. As pessoas perecem por falta do conhecimento da Palavra de Deus: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos” (Os 4.6)
2.2 O conhecimento da palavra não pode ser divorcidado da pratica (Tg 1.22)
Conhecimento e pratica da Palavra devem andar juntos, vejamos: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). Lições: I. O conhecimento da Palavra é importante para o cristão (v.22). II. O conhecimento precisa estar associada á piedade (v.22). III. O conhecimento sem pratica é um engano (v.22).
2.3 O conhecimento da Palavra precisa nos levar à confiança em Deus e não soberba (Rm 3.27).
O texto nos afirma que saber da verdade não deve nos levar ao orgulho, mas confiança no Senhor: “Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não; pelo contrário, pela lei da fé” (Rm 3.27). Verdades: I. O conhecedor da Palavra deve entender que não foi salvo por obras - Não tem do que se gloriar (v.27). II. O conhecedor da Palavra deve entender que foi salvo pela fé - Isto denota confiança em Deus (v.27). III. O conhecedor da Palavra deve entender que a sabedoria de Deus e não do mundo é o que importa (I Co 1.20).
3. NÃO BASTA SABER DO COMPROMISSO COM DEUS SEM UMA AÇÃO REAL. VV.18-20
3.1. O nosso compromisso é conhecer a vontade revelada de Deus (v.18; Dt 29.29).
O texto nos afirma que precisa-se saber a vontade que Deus revelou na sua lei: “Que conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei” (v.18). Aplicações: I. A vontade de Deus precisa ser conhecida (v.18). II. A vontade de Deus não apenas deve ser conhecida, mas aprovada (v.18). III. A vontade de Deus está revelada na Lei: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei” (v.18; Dt 29.29).
3.2 O nosso compromisso é levar outros ao conhecimento de Deus pela vontade revelada (v.19-20).
O texto está afirmando que precisamos transmitir o conhecimento a respeito de Deus, vejamos: “19 que estás persuadido de que és guia dos cegos, luz dos que se encontram em trevas, 20 instrutor de ignorantes, mestre de crianças, tendo na lei a forma da sabedoria e da verdade” (vv.19-20). Notas: I. Quando conhecemos a Cristo devemos guiar outros na luz (v.19a). II. Quando vivemos o que pregamos, podemos testemunhar melhor de Cristo: (v.19b; Fp 2.15). III. Quando temos a vontade revelada escrita recebemos o conhecimento (sabedoria) para praticar (verdade) (v.20).
3.3 O nosso compromisso nao e apenas saber a vontade de Deus, mas viver (v.21).
A passagem aqui nos traz o ensino de que precisamos não apenas de saber a verdade, mas vivê-la, segundo se observa: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas?” (Rm 2.21). Explicações: I. Antes de ensinar aos outros devemos ensinar a nós mesmos (v.21a). II. Deve-se viver o que se prega para que a pregação tenha eficácia e credibilidade (v.21b). III. A pregação deve ser ornada por uma vida de boas obras (Charles H. Spurgeon).
CONCLUSÃO
Nós vimos nessa primeira mensagem a respeito do falso moralismo dos judeus religiosos, observamos que eles estavam com o coração na religião e não em Deus, confiando nas coisas externas sem uma mudança interior. Nós vimos que não basta dizer que é crente sem uma transformação real; não basta conhecer a Palavra sem saber quem é Deus e; não saber do compromisso com Deus sem uma ação real. Crentes: Você e eu precisamos fazer uma autoavaliação para não sermos apenas religiosos, dizendo que servimos ao SENHOR sem experimentar uma mudança de vida, conhecer sobre Deus é importante, mas precisamos saber quem é Deus na nossa vida, devemos saber não apenas do compromisso, mas viver isso na vida real. Não Crentes: Você pode conhecer a Deus e Ele está interessado em ser conhecido por ti, podes conhecê-lo para salvação e receber a certeza de vais morar no céu com Jesus! Você quer experimentar essa benção eterna na sua vida? Entregue-se a Cristo hoje!
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