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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 2.21-24

TEXTO: ROMANOS 2.21-24

21 tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22 Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos? 23 Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? 24 Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa”.

INTRODUÇÃO

Estamos ainda trazendo a série de mensagens no capítulo 2 de Romanos sobre o falso moralismo religioso, nós já vimos que: 1. O Juízo de Deus vem contra o falso moralismo (vv.1-4), 2. O Juízo de Deus aos falsos moralistas é justo (vv.5-11); 3. O juízo de Deus aos críticos moralistas é imparcial (vv.12-16); 4. A confiança do falso moralista nas coisas externas sem uma mudança interior (vv.17-20), hoje trabalharemos sobre a falsa confiança do falsa moralista numa vida teórica sem prática, para isso usaremos o assunto e tema postos a seguir.

ASSUNTO: O FALSO MORALISMO DENTRO DA IGREJA!

TEMA: A CONFIANÇA DO FALSO MORALISTA BASEADA EM UMA TEORIA SEM PRATICA CORRETA!

1 A RESPONSABILIDADE DO ENSINO DA IGREJA. VV.21-22

1.1 Quando o ensino da igreja falha pela falta de disciplina própria (v.21a).

A Igreja quando ensina sem que tenha uma disciplina em si mesma (v.21). Vejamos: I. A disciplina deve ser amada e não odiada pelo crente: “Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido” (Pv 12.1). II. A disciplina quando rejeitada demonstra falta de confiança e distância de Deus: “Não atende a ninguém, não aceita disciplina, não confia no Senhor, nem se aproxima do seu Deus” (Sf 3.2). III. A disciplina só faz efeito positivo se a pessoa que a exerce fizer uma autodisciplina: “Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo? (v.21a)

1.2 Quando não há honestidade real, isto é, é ortodoxo nas palavras e heterodoxo nas atitudes (v.21b).

O ensino da Igreja será sem efeito se ela tem verdade sem prática (v.21b). Consoante veremos: I. O ensino da Igreja não pode ser farisaico - Faça o que digo e não faça o que eu faço: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23.3). II. O ensino da Igreja não pode ser apenas de aparência, mas real: 27 Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! 28 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23.27,28). III. O ensino da Igreja não deve ser apenas ortodoxo, mas ortopraxo: “Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? […]” (v.21b)

1.3 Não há pureza moral de modo real, pois, ensina-se a moralidade cristã e vive como pagão (v.22).

A Escritura vai nos dizer que quando se prega moralidade e se vive de forma ímpia s eprejudica o ensino da Igreja (v.22). Aplicações: I. Homens que condenam o pecado do adultério e o praticam direta ou indiretamente: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes?” (v.22a). II. Homens que condenam a idolatria, mas agem como idolátras, até de si mesmo: “Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22b). “Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” (II Tm 3.2). III. Homens que pregam moralidade, mas vivem um paganismo pessoal: “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tt 1.16).

2. A RESPONSABILIDADE DA PRATICA DA IGREJA. VV.22-24

2.1 Quando há contradiçao entre o fala e o praticar (v.22).

O versículo em destaque demonstra o problema da pratica contrariar o que se diz: “Dizes que não se deve cometer adultério e o cometes? Abominas os ídolos e lhes roubas os templos?” (v.22). Anotações: I. Fala é não praticar é um ato de julgamento: “Falai de tal maneira e de tal maneira procedei como aqueles que hão de ser julgados pela lei da liberdade” (Tg 2.12). II. Falar e não praticar é um ato enganoso: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade” (I Jo 2.4). III. Falar e não praticar é um ato de insensatez: “E todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia” (Mt 7.26).

2.2 Obediência apenas de aparência (v.23).

O texto nos atesta a respeito da obediência apenas aparentemente, sem uma pratica real (v.23). Explicações: I. Orgulho do conhecimento da Lei: Tu, que te glorias na lei […]” (v.23a). II. Desonra á lei pela vida ímpia: “[…] desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23b). III. Vida que leva fala mais alto que aquilo que fala: “Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?” (Tg 2.20).

2.3 Desonram a Deus por suas práticas (v.24).

O texto diz que aquelas pessoas causam desonra ao Senhor (v.24). Notas: I. Deus é puro de olhos e não poder ver o mal sem puni-lo: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1.13). II. Deus deseja que todos os seus servos pratiquem o evangelho: “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tt 3.8). III. Deus é blasfemado quando os que se dizem crentes não vivem o evangelho: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24).

3. A TEORIA DEVE SER ALIADA Á PRÁTICA. VV.23-24

3.1 O conhecimento deve ser aliado à pratica porque o contrário desonra a Deus (v.23).

O texto vai nos dizer que o saber deve ser ligado ao fazer, conforme se verifica (v.23). Verdades: I. Conhecer e praticar é o ideal para o cristão: “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). II. Conhecer e praticar é o ideal para o cidadão do céu: 1 Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? 2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade” (Sl 15.1,2). III. Conhecer e praticar honra a Deus e o contrario o desonra: “Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei?” (v.23).

3.2 O conhecimento deve ser aliado á prática, pois sem viver a verdade, Deus será blasfemado (v.24).

A Escritura nos afirma que deve-se saber e fazer, para que o nome do Senhor não seja blasfemado (v.24). Explicações: I. Somos vigiados por uma grande nuvem de testemunha, devido a isso devemos ter pratica do evangelho: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1). II. Somos filhos de Deus e devido a isso devemos viver uma vida que agrada a Deus: “A fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus” (Cl 1.10). III. Somos povo de Deus e uma vida pratica divorciada do conhecimento irá trazer blasfemia ao Nome de Deus: “Pois, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por vossa causa” (v.24)

3.3 O conhecimento deve ser aliado à pratica para que Deus seja glorificado (I Pe 2.12).

Quando nós vivemos uma vida que Deus se agrada, aliando o saber a vida prática, sobre isso veremos que: I. A nossa vida de boas obras traz gloria ao Nome do SENHOR: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16). “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (I Pe 2.12). II. Somente teremos um testemunho relevante se santificarmos a Cristo em nosso coração: “Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós” (I Pe 3.15). III. Somos chamados para termos uma vida pratica de testemunho como luzeiros neste mundo perverso: “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15).

CONCLUSÃO:

Nós observamos nessa mensagem sobre uma falsa confiança do falso moralista baseado em uma teoria sem pratica correta. Observamos que a Igreja tem responsabilidade pelo ensino; pela prática, pois a teoria deve ser aliada à prática. Aplicação: Crentes: O ensino da Igreja somente terá eficácia se for seguida de vida pratica dos seus membros, como veremos o mundo sendo tomado pela glória do Senhor se a Igreja não fizer a diferença. Não adianta ter boa teoria sem uma pratica correta. Você pratica o que você diz crê?. Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que há um lugar no céu para aquele que é o cidadão do Céu, aquele que creu e depositou sua vida nas mãos de Cristo, vivendo para ele de verdade. Quer entregar sua vida a Cristo hoje?

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