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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 8.33-34 (EXPIAÇÃO LIMITADA/PARTICULAR)

TEXTO: ROMANOS 8.33-34

33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

INTRODUÇÃO

A expiação de Cristo por sua morte na cruz é o ponto central do plano salvifico de Deus. O Sinodo de Dort disse que a morte de Cristo tem virtude e dignidade infinitas, sendo suficiente para salvar o mundo inteiro, mas objetiva salvar apenas os que crêem, que são os eleitos. O capítulo 8 de Romanos trata sobre a segurança dos salvos, sem condenação (vv.1-2), livres da escravidão da carne (vv.3-15), também trata da herança eterna que nos aguarda no céu que será revelada na restauração de todas as coisas (vv.17-25), sendo confirmados e auxiliados pelo Espírito Santo (vv.9,16,26,27), tudo isso faz parte de um plano concreto e soberano de Deus que já tem tudo eficazmente planejado (vv.28-30), sendo assim nada nem ninguém nos poderá separar desse propósito (vv.31-39). Neste plano de Deus está a expiação eficaz do seu filho pelo seu povo (vv.33,34). Por quem Cristo de fato morreu, eis a questão que iremos observar a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA - DEUS EM BUSCA DO HOMEM!

TEMA: EXPIAÇÃO LIMITADA: POR QUEM CRISTO REALMENTE MORREU?

1. A EXPIAÇÃO DE CRISTO É EFICAZ PARA OS SEUS ESCOLHIDOS (v.33a)

1.1. Os “escolhidos” são aqueles que o Pai entregou a Cristo (v.33a; Jo 6.37)

A Bíblia nos afirma que Deus tem seus eleitos (v.33a), estes foram entregues ao Filho pelo Pai e estão seguros Nele: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). Lições: A. A eleição denota aqueles por quem Cristo morreu (v.33): “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20,28). “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). B. Os escolhidos respondem à graça por causa da eleição: 7 Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (I Pe 2.7-10). C. Os escolhidos estão seguros eternamente em Cristo: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 20.28).

1.2. A expiação garante defesa contra toda acusação (v.33).

Como Deus elegeu pessoas para a salvação, ninguém pode acusá-las (v.33), vejamos: A. Nenhuma acusação pode prevalecer contra os justificados: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33). B. A expiação na cruz foi para redimir o pecado de muitos: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). C. A justiça de Cristo cobre o eleito por causa da sua expiação: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21).

1.3. A obra de Cristo é eficaz para os que creem (At 13.48).

A obra de Cristo embora tenha poder para salvar o mundo inteiro, ela salva efetivamente os que crêem como se verifica a seguir: A. Os que crêem foram destinados para vida eterna: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13.48). B. Os que crêem são alcançados pela obra de Cristo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). C. Os que crêem são alvos da intercessão de Jesus: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17.20).

2. A EXPIAÇÃO RESULTA EM JUSTIFICAÇÃO DIVINA (v.33b).

2.1. Deus é o autor da justificação. V.33b

A passagem nos faz uma pergunta retórica, pois ninguém pode condenar quem Deus justificou, vejamos: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33b). Anotações: A. A salvação começa e termina em Deus: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). B. O homem não pode justificar a si mesmo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O verbo justificar (Gr. Dikaiothentes) está na voz passiva, indicando que Deus é quem realiza e não nós. C. A justificação se dá gratuitamente, pela fé sem obras: 23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.23,24,28).

2.2. A justificação é baseada no sacrifício de Cristo.

A Escritura nos trata de informar sobre a suficiência da obra de Cristo para nos justificar, vejamos: A. Cristo satisfez a justiça divina: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” (Rm 5.18). B. Cristo pagou de forma plena o preço do nosso pecado: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14). C. Cristo tem a cruz como a base da absolvição dos nossos pecados: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (I Pe 2.24).

2.3. A justificação é aplicada aos que creem.

A justificação é aplicada aqueles pelos quais Cristo morreu, estes crerão. Vejamos:

A. A graça nos leva a ter fé e sermos salvos: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). B. Nem todos experimentam essa justificação, somente os eleitos: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33) C. A fé é um dom que Deus dá apenas aos eleitos: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade(Tt 1.1). “E para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos” (II Ts 3.2).

3. A EXPIAÇÃO É ASSEGURADA PELA OBRA DE CRISTO. V.34

3.1. A morte de Cristo foi substitutiva e suficiente. V.34

Paulo vai tratar da eficiência e suficiência da obra de Cristo, dizendo que Ele morreu pelos eleitos (v.34), vejamos: A. Ele morreu em lugar do pecador eleito: 33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.33,34). B. Seu sacrifício foi perfeito e completo: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10). C. Não há necessidade de complemento humano: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16).

3.2. A ressurreição confirma a eficácia da expiação. V.34

O texto fala que foi Jesus que morreu e “quem ressuscitou” (v.34), sobre a ressurreição de Jesus, nós aprendemos que: A. A. Cristo venceu a morte para ser nosso justificador: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4.25). B. A aceitação do sacrifício foi confirmada por Deus na ressurreição: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31). C. A vida nova é garantida aos crentes pela vida de Cristo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pe 1.3).

3.3. A intercessão contínua assegura o salvo. V.34

O texto além de dizer que Jesus morreu e ressuscitou, também diz que Ele “está à direita de Deus e também intercede por nós” (v.34). Anotações: A. Cristo atua como advogado diante do Pai: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2.1). B. Sua obra não terminou na cruz, Ele é nosso perfeito sacerdote: 14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.14-16). C. A salvação é sustentada pela sua mediação: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). D. A salvação do eleito está assegurada, pois Cristo intercede por nós sempre: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (v.34; Hb 7.25).

CONCLUSÃO

Nós vimos que a Expiação de Cristo tem poder para salvar o mundo inteiro, mas salva somente os que Nele crêem,. Nós observamos que esta expiação é efetivada apenas nos eleitos, ressulta em justificação divina, sendo assegurada pela obra de Cristo: Morte, ressurreição e intercessão. A expiação de Cristo tem poder ilimitada, mas somente se efetiva na vida dos eleitos (os que crêem). Aplicação: Crentes: A expiação de Cristo é poderosa, suficiente e eficaz na vida do pecador que crê em Jesus; ela é, de modo geral e sincero, oferecida a todos, mas somente desfrutam dos seus beneficios aqueles que crêem, a nossa segurança não depende das nossas forças, mas da obra consumada de Cristo, bem como da sua intercessão continua. Você que já é crente, não precisa ter receio do seu passado, presente e futuro, pois a expiação de Cristo te assegura vitória tanto agora como no final, descanse na bondade de Deus, viva para Deus e proclame Jesus! Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que Cristo assegura por sua obra na cruz como o cordeiro e no céu sendo nosso intercessor, mediador e advogado, a nossa eterna redenção. Você gostaria de ter um encontro com Cristo, aceitando-o para obter segurança eterna da sua salvação. Você pode fazer isso hoje! Você quer?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca MA).

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