TEXTO: ROMANOS 5.12
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.
INTRODUÇÃO
O termo Depravação Total trata do modo do ser humano depois da queda com o pecado original, essa doutrina nos diz que o pecado não é apenas ação, mas estado e natureza que foi herdada de Adão, o texto em que baseamos a mensagem nos diz que a a origem, extensão e as consequências do pecado atingiram toda a humanidade. O termo grego usado aqui para pecado é hamartia e significa “errar o alvo”, denotando erro na moralidade e espiritualidade frente ao padrão da santidade divina, contextualmente ele possui não apenas atos, mas a natureza totalmente corrompida dominando seu ser. A Depravação Total do homem apresenta que o pecado atingiu todas as partes da natureza humana, separando-a de Deus e deixando o ser humano totalmente incapaz de ir à Cristo ou se preparar para isto, sendo necessário que Deus intervenha no seu coração. Sobre isso iremos observar algumas verdades , tendo como base o assunto e tema expostos.
ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA - DEUS EM BUSCA DO HOMEM
TEMA: DEPRAVAÇÃO TOTAL: A QUEDA QUE CONTAMINOU TODA A HUMANIDADE
1. O INÍCIO DA DEPRAVAÇÃO: POR UM HOMEM ENTROU O PECADO (v.12a).
“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo […]”
1.1. O pecado teve um ponto histórico: a queda de Adão no Éden (v.12).
A passagem informa que o pecado inicia no primeiro casal, vejamos: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo […]” (v.12). Lições: a) O homem foi criado perfeito, mas escolheu desobedecer a Deus: “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29). b) A entrada do pecado não foi acidental, mas resultado de uma decisão consciente: “Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (I Tm 2.14). c) Isso revela a responsabilidade moral do homem diante de Deus: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” (Rm 3.19).
1.2. O pecado teve Adão como representante federal da humanidade (v.12)
O texto nos traz Adão como representante federal da humanidade (v.12). Sobre isso observamos que: a) Ele agiu como cabeça federal de toda a raça humana: “Por um só homem entrou o pecado no mundo” (v.12). b) Sua queda afetou não apenas a si mesmo, mas toda a descendência: “A morte passou a todos os homens” (v.12). c) A humanidade herdou sua natureza corrompida: “Não há homem que não peque” (I Rs 8.46).
1.3. O pecado trouxe uma natureza pecaminosa transmitida a todos
Essa natureza pecaminosa, bem como a morte foi se transmitiu a todos os seres humanos (v.12), obsevemos: a) Não nascemos neutros, mas inclinados ao mal: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). b) O pecado tornou-se parte da essência humana caída: “2 Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. 3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14.2,3). c) Isso explica a universalidade do pecado em todas as culturas e épocas: “9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; 10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.9-12).
2. A UNIVERSALIZAÇÃO DA DEPRAVAÇÃO: TODOS OS HOMENS FORAM CONTAMINADO (v.12b).
2.1. A depravação nao deixa escapar ninguém (v.12).
O texto bíblico afirma que ninguém escapa disso, verifiquemos: “[…] e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens […]” (v.12). Aplicações: a) Não há exceção entre os seres humanos: “Não há um justo,nem um sequer” (Rm 3.10). b) Todos estão debaixo do pecado: “[…] tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Rm 3.9b). c) A corrupção atinge todas as áreas da vida: Palavras: “13 “A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura” (Rm 3.13-14); Pensamentos: “No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas” (Pv 6.14); e atitudes: “15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria” (Rm 3.15-16).
2.2. O pecado faz com que o homem se torne inapto ao paraíso.
A passagem bíblica nos diz que o ser humano está distante do céu, conforme verificaremos: a) O pecado do homem o torna indigno do céu, pois lá não entra pecado: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21.27). b) O homem natural devido ao pecado não aceita as coisas de Deus: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2.14). c) Sem intervenção divina, permanece afastado de Deus: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44).
2.3. A incapacidade humana de salvar-se atingiu a todos.
O homem tornou-se morto diante de Deus, isto é, incapaz de se achegar a Deus por suas forças, vejamos: a) O homem não pode regenerar a si mesmo: “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (Jo 6.65). b) Obras humanas são insuficientes diante da santidade divina: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6). c) A salvação depende inteiramente da misericórdia de Deus: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16)
3. A CONSEQUÊNCIA DA DEPRAVAÇÃO: TODOS PECARAM (v.12c).
3.1. O pecado é tanto natureza quanto prática.
O homem teve sua natureza corrompida pelo pecado original, mas ele continua pecando na atualidade (v.12). Verdades: a) Pecado original e atual: I. Herdamos a inclinação ao pecado: “Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3); II. Também pecamos voluntariamente: “14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15). b) A prática do pecado confirma a natureza pecaminosa: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). c) Isso evidencia a profundidade da depravação humana: “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1.6).
3.2. A morte como salário do pecado (Rm 6.23)
O texto nos diz que o pecado tem uma recompensa amarga, observemos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Explicações: a) A morte física é consequência da queda: “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2.26). b) A morte espiritual separa o homem de Deus: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1). c) A morte eterna é o juízo final para os não redimidos: “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).
3.3. A necessidade urgente de redenção.
O homem que se tornou pecador precisa ser redimido, segundo verificaremos a parttir desse instante: a) Somente Cristo pode reverter os efeitos da queda: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tm 1.15). b) A graça de Deus oferece salvação ao pecador: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). c) A regeneração é obra do Espírito Santo no coração humano: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5).
CONCLUSÃO
Nós vimos que o Homem é Totalmente Depravado/Corrompido em seu ser, esta depravação do pecado iniciou por um homem - Adão; Alcançou a todos os homens, as consequencias deaste ato também atingem a todos. Aplicação: Crentes: Você que foi salvo por Cristo não tem do que se orgulhar, todos nós estávamos depravados totalmente, merecíamos de Deus o inferno, não tínhamos condições de ir á Cristo ou nos preparar para isto, mas Deus veio ao nosso encontro e nos salvou, sejamos gratos e proclamemos seu evangelho para outros pecadores sejam salvos como nós. Não Crentes: Nós vimos nesta mensagem que todos os homens foram atingidos pelo pecado de Adão, as consequências do pecado são: Morte fisica - Sepração do corpo do Espírito; Morte espiritual - Separação de Deus e; Morte eterna - Separação definitva de Deus no lago de fogo. Só há uma forma de escapar das consequências do pecado, inclusive da condenação, é receber Jesus como o seu ùnico e Suficiente Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?
AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca - MA).
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