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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Esboço de Sermão Baseado em Efésios 1.15-23

EFESIOS 1.15-23

INTRODUÇÃO

A igreja pode ter boa música, boa pregação, bons relacionamentos, mas se faltar o poder de Deus, ela não terá feito nada. Paulo nesta seção está tratando sobre o poder sobre a igreja, para isso ele ora pela igreja para que isto aconteça, sobre esta verdade iremos extrair algumas verdades tendo como base o tema abaixo.

TEMA: A MANIFESTAÇÃO DO PODER DE DEUS

1. O PODER DE DEUS VEM ATRAVÉS DE UMA VIDA DE ORAÇÃO.VV.15-17

a) A oração deve ser para que a igreja manifeste fé em Deus e amor mútuo. V.15

Paulo vai dizer que estava orando para que a igreja faça Deus manifesto através da demonstração da sua fé prática por uma vida de amor demonstrada uns aos outros, segundo vemos: “Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com todos os santos” (v.15). A fé cristã precisa ser vivenciada de tal forma que ela seja comentada por pessoas de fora, seu amor precisa ser prático de modo que influencie outros positivamente.

b) A oração deve ser incessante diante de Deus. V.16

A oração deve ser feita de modo constante, pois a inconstancia não receberá favor nenhum de Deus, vejamos como Paulo fala: “Não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações” (v.16). Quando vamos orar precisamos entender que a resposta acontece dentro da vontade de Deus, então a resposta deve ser esperada em oração constante. Devemos perseverar em oração até Deus responder!!!

c) A oração deve ser objetiva. V.17

Paulo ao orar tinha um objetivo ao orar que era pedir discernimento espiritual, segundo o texto nos afirma: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele (v.17). A passagem citada afirma que Paulo ao pedir discerninento clamou por algumas petições: I. Espírito de sabedoria (v.17a), isto é, se precisamos de sabedoria devemos pedir a Deus . II. Paulo pede que a igreja receba Espírito de revelação (v.17b), estamos . III. Paulo entende que o discernimento espiritual nos leva ao pleno conhecimento de Deus (v.17c).

2. O PODER DE DEUS FAZ COM QUE A IGREJA TENHA ESPERANÇA. V.18-19

a) A nossa esperança se deu quando tivemos os olhos do nosso coração iluminados. V.18

A esperança que o Senhor nos ofereceu somente pôde ser desfrutada depois que fomos tirados da cegueira espiritual, conforme o texto nos indica: “iluminados os olhos do vosso coração [...]” (v.18a). A palavra iluminação vem do grego “Pephôtismenous” e significa abrindo os olhos, isto é, tirando a cegueira espiritual. Outra verdade que este texto nos apresenta é que a cegueira acontece no coração, devido a isto, a iluminação é também no coração, aliás, a conversão também acontece no coração, gerando atos visiveis de louvor.

b) A nossa esperança aconteceu quando recebemos o chamado eficaz de Deus. V.18

A verdadeira esperança aconteceu quando depois do Senhor retirar a cegueira espiritual, o chamado do evangelho alacançou o nosso coração, segundo o autor relata: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento [...]” (v.18). A palavra chamado vem do grego “Kleseos” e indica um chamado ou convite. Existem dois tipos de chamado (pregação): I. O Chamado externo que é a pregação do evangelho (Mc 16.15). II. O Chamado interno e eficaz que é a pregação que alcança o coração (At 16.14). III. Paulo trata de chamado com este segundo significado, pois trata dele no coração (v.18).

c) A nossa esperança é real porque temos uma herança eterna. V.18

Temos esta tão grande esperança porque recebemos uma herança eterna dada por Deus no céu, olhemos o texto: “Iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos” (v.18). Tendo a garantia de recebermos uma herança eterna - salvação, nós temos esperança e demonstramos ela na nossa vida, tendo paz na alma e alegria na vida.

d) A nossa esperança é segura porque depende da eficácia do poder de Deus. V.19

A nossa esperança depende não das nossas forças, mas do poder de Deus, vejamos: “E qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder”. O texto nos afirma algumas verdades sobre o poder de Deus: I. É supremamente grande, ou seja não há limites para Deus agir (v.19a). II. Devemos crer confiantemente neste poder, isto é, mesmo Deus tendo poder, mas exige fé Nele (v.19b). III. O poder de Deus é totalmente eficaz, portanto, Deus não falha em nenhum plano ou ação (v.19c). Busque ao Senhor confiado no seu poder!

3. O PODER DE DEUS RE REVELA NA PESSOA DE JESUS CRISTO.

a) O poder de Deus se revela em Cristo porque Ele ressuscitou dos mortos. V.20a

A pessoa de Jesus é receptáculo do poder de Deus, uma prova disso foi a sua ressurreição, vejamos: “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos [...]” (v.20a). A ressurreição dde Cristo é uma prova que sua obra agradou ao Pai e que toda a autoridade estava sobre Ele, para conhecer o poder de Deus, precisamos conhecer a Cristo. Sem Cristo não há poder de Deus, nem evangelho, muito menos salvação (Rm 1.16).

b) O poder de Deus se revela em Cristo porque Ele subiu ao céu. V.20b

O poder está somente em Cristo porque somente Ele está assentado nos lugares celestiais á direita de Deus, Paulo registra: “o qual exerceu ele em Cristo [..] fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais” (v.20b). Não temos outros intercessores como querem dizer alguns, pois quem nos representa à direita de Deus é Jesus, devido a isto nós podemos ter segurança eterna de salvação, pois Cristo está lá no céu nos guardando.

c) O poder de Deus se revela em Cristo porque Ele está acima de todos. VV.21-22

Paulo informa ainda que o poder de Deus está sob Cristo porque Ele conquistou uma posição de honra acima não apenas dos homens, mas também de anjos e demônios, não apenas nesta presente era, mas também no mundo vindouro, reflitamos: “21 acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” (v.21-22). Cristo tem e sempre terá autoridade sobre tudo e todos. Adoremos prostrados aos seus pés!

4. O PODER DE DEUS É VISTO NA SUA IGREJA. VV.22-23

a) Cristo age através da igreja lhe dando poder. v.22

A Igreja não possui poder em si mesmo, pois todo poder emana de Deus, Ele é quem dá poder à igreja, segundo o texto: “E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja” (v.22). A passagem está clara ao afimar que o poder foi Ele que deu a igreja, assim sendo, a igreja não possui autoridade para fazer o quer, pois está debaixo da autoridade de Deus, seu poder vem Dele.

b) Cristo age através da igreja governando a igreja. V.23a

Cristo é chamado de cabeça (v.22), a igreja é chamada de corpo de Cristo, segundo o texto afirma: “a qual é o seu corpo [...]” (v.23a). A igreja como corpo de Cristo indica que ela é um organismo vivo, tendo Cristo como cabeça indica que é uma organização governada pelo próprio Cristo por meio de líderes que Ele mesmo preparou. Cristo governa a Igreja do céu, esta não está largada no mundo, ela tem um dono que é Jesus!!!

c) Cristo age através da igreja, dando a ela a plenitude do seu poder. V.23b

A Palavra de Deus afirma sobre a sua ação derramando a plenitude do seu poder sobre a Igreja, conforme podemos observar: “A qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (v.23b). Não há como você experimentar o poder de Deus de forma plena longe da comunhão dos santos, pois a igreja é o lugar onde onde Deus manifesta a sua glória, O Espírito Santo foi derramado numa reunião (At 2.1-4), o Espírito Santo chamou Barnabé e Saulo para obra numa reunião (At 13.1-3). Seja parte da igreja local!

CONCLUSÃO

Esta mensagem tratou sobre a manifestação do poder de Deus, vimos que este poder se revela na oração, traz esperança, vem por meio de Cristo e é visto principalmente na igreja. Irmãos! Precisamos orar mais, ter mais comunhão com Deus. Não perca a esperança em dias melhores, confie no poder de Deus. O poder de Deus, inclusive para salvação, vem somente por meio de Cristo, entregue-se a Cristo e seja salvo eternamente pelo poder de Deus. Deus manifesta seu poder na igreja, na assembléia dos santos, você não pode ser cristãos sem integrar a igreja local, integre-se ao povo de Deus!

 AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM EFÉSIOS 1.13-14

TEXTO: EFESIOS 1.13-14

INTRODUÇÃO

Vimos sob a Santíssima Trindade que há um Único Deus que subsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Estamos numa série de mensagens tratando sobre as bençãos espirituais que este Deus Trino traz para nós, examinamos que o Pai nos abençoa (vv.3-6), o Filho também nos traz bençãos (vv.7-12), veremos a partir deste momento o agir abençoador do Espírito Santo, tendo como base o assunto e tema propostos a seguir.

ASSUNTO: A TRINDADE ABENCOANDO O POVO DE DEUS

TEMA 3: SOMOS ABENÇOADOS PELO ESPÍRITO SANTO.

1. O ESPÍRITO LEVA A PREGAÇÃO DO EVANGELHO AO NOSSO CORAÇÃO. V.13a

O apóstolo Paulo, bem como os outros autores bíblicos atrelam o Espírito Santo as Escrituras, nesta passagem, ele vai afirmar que para ser selado pelo Espírito e receber o penhor (garantia) da salvação, precisa ter contato com as Escrituras: “Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação [...]” (v.13a). Sobre esta verdade vejamos algumas verdades.

I) O Espírito Santo nos leva á Palavra de Deus. Jo 16.13

O Espírito Santo não traz novas doutrinas através de “supostas novas revelações’, Ele nos guia à verdade das Escrituras, aliás, o próprio Senhor Jesus falou: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13). Algumas lições: a) O Espírito é da verdade, profetas que falam fora da verdade da Bíblia não provém de Deus (v.13a). b) O Espírito nos guiará á toda a verdade da Escritura e não partes dela (v.13b). c) O Espírito na Bíblia lembra o passado, para viver o presente e esperar o futuro (v.13c).

II) O Espírito Santo tira nossa cegueira para entendermos a Palavra. II Co 4.6

Paulo fala os incrédulos são cegos por Satanás (II Co 4.4), existe a pregação do evangelho centralizado em Cristo (II Co 4.5), depois da pregação o próprio Deus age no nosso coração para que possamos conhecer a Cristo para salvação, vejamos: “Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo” (II Co 4.4). Podemos aprender aqui algumas verdades: 1. Paulo nos chama a atenção para a criação (Gn 1.3), quando Deus criou a luz, ou seja, é impossível ser cristão e não crer que Gênesis 1 e 2 é literal (v.6a). 2. Ele faz uma analogia da terra em trevas para luz gerada por Deus como a nossa vida antes e depois de Cristo, antes éramos trevas e agora somos luz (v.6b). 3. Ele vai nos afirmar que a luz divina ao brilhar em nossa vida nos revela a glória de Deus e nos traz o conhecimento para salvação em Cristo (v.6c).

2. O ESPÍRITO SANTO NOS SELA PARA DEUS. V.13b

Depois de tratar da pregação do verdadeiro evangelho, Paulo vai informar que o Espírito Santo nos selou para Deus, vejamos “[...] tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (v.13b). A Palavra tem a etimologia no grego “Esphragida” no texto está “esphragisthêtes” (fostes selados. V.P, sujeito sofre a ação). O termo tem três significados que explicaremos a seguir.

I) O selo fala de uma transação comercial consumada, portanto nossa salvação é completa. Fp 1.6

O primeiro significado aqui tratado sobre o selo é que este indica compra ou venda concretizada, semelhantemente nossa salvação também é um fato consumado, conforme Paulo noutra passagem afirma: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). O selo do Espírito é a garantia que não ficaremos pelo meio do caminho, pois o Deus iniciou a obra a concluirá.

II) O selo fala de um direito de posse, somos propriedade exclusiva de Deus. I Pe 2.9

O segundo significado de Selo é que Deus nos tornou possessão sua, conforme observamos: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pe 2.9). Ao nos tornar propriedade sua, não fazemos o que queremos e sim sua vontade, não ´podemos dividir seu senhorio sobre nós com ninguém (Mt 6.24), pois Ele é nosso dono, Dele somos, o selo do Espírito nos torna totalmente do Senhor, não temos o direito de dividir nossa devoção com nada ou ninguém.

III) O selo fala de segurança e proteção, temos a salvação segura e nada pode tirá-la. Jo 10.28

O terceiro significado de Selo indica que Deus nos mantém em segurança eterna, nos guardando de todo mal, preservando nossa salvação, vejamos: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.28). Quando Deus nos selou com o Espírito Ele nos deu alguns benefícios: a) Ele nos concede a vida eterna, isto é, quando cremos já somos salvos (v.28a). b) Ele nos preserva salvos no futuro, ou seja, somos eternamente salvos (v.28b). c) Seu poder nos mantém seguros em suas mãos, portanto, quem Ele segura ninguém tira Dele (v.28c). Selados pelo Espirito, estamos seguros eternamente!

IV) O selo fala de autenticidade, o Senhor conhece os que lhe pertencem. Jo 10.27; II Tm 2.19

O quarto significado de selo indica quem é discípulo verdadeiro ou não, Jesus indica as características daqueles que são cristãos verdadeiros, vejamos: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (Jo 10.27). Nesta passagem Ele vai dizer que suas ovelhas ouvem a sua voz (pregação), quem não gosta de ouvir a pregação fiel do evangelho não é convertido (v.27a). b) Suas ovelhas são conhecidas por Cristo (v.27b), ou seja, somente o Senhor conhece os que lhe pertencem: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem” (II Tm 2.19a). c) As ovelhas de Cristo o seguem (v.27c), portanto. Eles fogem do pecado para seguir Jesus: “E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19). O selo do Espírito faz a diferença entre quem segue Cristo e quem são segue. E você segue a Cristo verdadeiramente? Já deixou o pecado?

3. O ESPÍRITO GARANTE QUE A NOSSA SALVAÇÃO ESTÁ GARANTIDA. V.14

O apostolo Paulo usa outro termo para se referir ao Espírito Santo que é o a expressão “Penhor, conforme o texto diz: “O qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (v.14). Ele usa palavra grega “arrabon”, esta palavra indica a garantia de que uma dívida ou promessa seria cumprida, sobre isto observamos algumas verdades.

I. A garantia do Espírito santo é que somos filhos de Deus. Rm 8.16

O Espírito Santo é a garantia que aqueles que se entregaram a Cristo se tornaram filhos de Deus, sobre isso Paulo falou: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16). A presença do Espírito Santo que nos batizou na hora da conversão (I Co 12.13), traz o testemunho interno de que nós somos filhos de Deus adotados por meio de Jesus Cristo.

II. A garantia do Espírito Santo é que pertencemos a Cristo. Rm 8.9

A presença do Espírito Santo em nós também nos garante que pertencemos a Cristo, consoante Paulo afirma: “Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele” (Rm 8.9). A presença do Espírito Santo traz á tona esta verdade que somos do Senhor e que nunca deixaremos de ser, pois nos deu o seu Espírito.

III. A garantia do Espírito Santo é que nossa herança eterna está garantida. V.14

Quando recebemos a Cristo, o Espírito passou a fazer morada em nós, esta habitação garante que temos uma herança guardada no céu e que podemos descansar nesta verdade, observemos: “O qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (v.14). Martinho Lutero confiando nesta herança eterna cantou: “Se temos de perder, família, bens, prazer! Se tudo se acabar. E a morte enfim chegar, com Ele reinaremos”. Deus nos deu o seu Espírito como uma garantia do céu, como uma certeza que um dia recebemos uma herança eterna, a maior riqueza, uma alegria indizível, uma vida inaudita no céu!!!!

APLICAÇÃO

Vimos que na Trindade, a Terceira Pessoa, o Espírito Santo nos traz as seguintes bençãos: Leva a Palavra ao nosso coração, guiando a Escritura e tirando a nossa cegueira para entendermos, Ele nos sela, isto é, atesta que a salvação é completa, que pertencemos a Deus, temos a segurança eterna de salvação e que Deus nos conhece. Ele garante somos filhos de Deus, pertencemos a cristo e que nossa herança está garantida. Isto se resume na verdade que quando recebemos Jesus como o nosso Único e Suficiente Senhor e salvador, recebemos a salvação e a garantia é que recebemos o Espírito Santo. Se você não tem certeza da sua salvação, o Espírito ainda não habita em você, ainda tens a herança eterna no céu, mas podes ter ainda hoje, basta render-se a Cristo!

AUTOR: Pastor veronilton Paz

 

Esboço de Sermão de Ano Novo - Salmos 23

TEXTO: SALMOS 23

INTRODUÇÃO

A Figura do pastor de ovelhas sempre foi muito abundante na Bíblia (Sl 80.1; Jo 10.11). O salmo 23 foi escrito por Davi para falar sobre o Deus que cuida do seu povo em qualquer situação e ainda guarda uma morada eterna para ele, usando a figura de linguagem de um pastor e nós queremos aplicar isto ao ano novo.

TEMA: CONHECENDO O BOM PASTOR PARA UM ANO NOVO ABENÇOADO

1. ELE QUER SER O DEUS DA PROVIDÊNCIA NA SUA VIDA NO NOVO ANO. V.1-3a

a) Deus na sua providencia supre as nossas necessidades. V.1

O texto vai nos indicar um Deus providente que supre as nossas necessidades, vejamos: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (v.1). O texto nos indica algumas verdades sobre como satisfazer as nossas necessidades: I. A fonte da nossa satisfação: O Senhor (v.1a), isto é, não devemos colocar expectativas em pessoas ou coisas, mas Deus. II. A convicção e confiança é Pessoal: Meu Pastor (v.1b), eu não devo me basear nas experiencias de outros, mas ter a minha própria confiança em Deus. III. A extensao da providência é tudo que preciso: “Nada me faltará (v.1c), portanto, devo colocar todas as areas da minha vida nas mãos do Senhor e Ele cuidará de tudo (Mt 6.33; Sl 37.5).

b) Deus na sua providência cuida de nós no dia-a-dia. V.2-3a

Tal qual um pastor todos os dias levava as ovelhas ao pasto, águas tranquilas e refrescantes diariamente o Senhor faz assim conosco, vejamos: 2 Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; 3 refrigera-me a alma [...]” (vv.2-3a) Aqui nesta passagem são notórios algumas expressões como: “Pastos verdejantes, águas tranqüilas, refrigera a alma”, etc. Estas expressões fazem alusão ao cuidado de Deus figuradas nos cuidados pastorais com as ovelhas nos campos. Deus tem cuidado de nós e nos enchido de bênçãos, precisamos abrir os olhos para enxergar isso e não ficar reclamando.

2. ELE DESEJA ESTAR AO NOSSO LADO NO ANO NOVO. V.3b-5

a) O Senhor está presente conosco para nos guiar. V.3b

Deus nos guia constantemente, todos os que são do Senhor precisam ser guiados por Ele, conforme o texto indica: “[...] guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome” (v.3b). Este particula do versiculo nos ensina algumas verdades: 1. Ele nos guia por uma vereda (v.3), a vereda é um caminho estreito, ninguem pode ser salvo fora deste caminho (Mt 7.13-14). 2. Ele nos guia pela vereda da justica (v.3), isto é, por um camimho santo, ninguém verá Deus sem santidade (Hb 12.14). 3. Deus nos guia por amor ao seu Nome (v.3), para honrar seu Nome, Ele nos guia e nos salva.

b) O Senhor está presente conosco mesmo nas horas difíceis. V.4a

Mesmo que estejamos passando horas dificeis, devemos confiar Nele, confiramos: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum [...]” (v.4a). Nesta passagem o termo “vale da sombra da morte” seriam os perigos da profissão como ataques de animais ferozes ou peçonhentos. Sombra também tem alusão à noite e suas dificuldades, pois facilmente uma ovelha ou o pastor poderia cair em um buraco ou em um pântano o que poderia ser fatal devido à escuridão. Mas, não devemos temer se o Senhor está conosco, pois com Cristo na nossa vida tudo vai muito bem.

c) O Senhor está presente conosco para que aprendamos a depender totalmente Dele. V.4b

O motivo que não devemos temer nas lutas da vida não é nossa força, mas a presença de Deus, conforme podemos observar: “[...] porque tu estás comigo [...]” (v.4b). A razão de não temer os males nem os revezes da vida não está na nossa própria força. Mas na força que vem do Senhor. A razão da nossa vitória está na presença do Senhor conosco e não nos nossos méritos de justiça. A presença do Senhor é tudo que preciso!

c) O Senhor está conosco para nos trazer segurança. V.4c

O pastor tinha dois instrumentos para trazer segurança ao rebanho, consoante o texto nos diz: “[...] o teu bordão e o teu cajado me consolam” (v.4c). O bordão do pastor servia para espantar animais ferozes e o cajado para dirigir o rebanho e para retirar as ovelhas que caíssem em algum buraco e também para experimentar se as águas por onde ia conduzir as ovelhas para beber se eram tranqüilas e rasas ou profundas e bravias, ou seja, o bordão e o cajado eram uma forma do pastor conduzir o rebanho de forma segura. A minha e a tua segurança está somente em Deus.

d) O Senhor está conosco para nos garantir a vitória. V.5

O salmista indicar que Deus nos traz a vitória usando a figura de uma vitória como acontecia naquela época,vejamos: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda” (v.5). Nos retornos dos combates era dado um banquete ao guerreiro que mais se destacava, ele tomava o cálice mais cheio e sobre sua cabeça era derramado o óleo como acontece nas competições automobilísticas, estas festas eram uma forma de apresentar a integridade das pessoas e desmascarar aqueles que estavam infiltrados no meio do povo, mas apenas para causar desgraça. Os nossos inimigos precisam ser vencidos, tais como: O Diabo, a carne e o mundo. Deus nos torna vitoriosos!!!

3. ELE QUER DISPENSAR SUA GRAÇA SOBRE NÓS NO ANO NOVO. V.6a

a) Deus graciosamente derrama sua bondade e misericórdia sobre nós.

Deus é bom e misericordioso para conosco, Ele permea toda a toda a terra da sua bondade e misericórdia, observe o texto: “Bondade e certamente me seguirão [...]” (v.6). Em toda a criação nós vemos a bondade e a misericordia de Deus, mas especialmente, podemos examiná-las na salvação de pecadores que não merecem, olhe para sua vida e veja que Deus te abençoa aqui, mas Ele te oferece mais, quer de modo bondoso e maravilhoso te salvar.

b) Deus é bondoso e misericordioso conosco todos os dias da nossa vida.

O salmista continua dizendo que esta manifestação de bondade e misericórdia de Deus não é apenas por alguns dias, mas durante toda nossa vida, veriquemos a passagem: “[...] Bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida” (v.6). Todos os momentos da nossa existência Deus tem demonstrado seu cuidado que provém da sua graça e misericórdia. Olhe para o que Deus tem te dado e seja grato (a)!

4. ELE QUER QUE VOCÊ RECEBA ACESSO LAR ETERNO NO ANO NOVO. V.6b

a) Uma convicção pessoal: Habitarei.

O salmista tinha uma convicção real e pessoal de que iria habitar com o Senhor para sempre, pois disse: “[...] babitarei na casa do Senhor para todo o sempre” (v.6b). O verbo está na primeira pessoa do singular indicando que a convicção de ir morar no lar eterno preparado por Deus não era apenas uma teoria aprendida, mas uma verdade na vida de Davi. Você precisa ter convicção pessoal da sua salvação, pois a fé das outras pessoas não podem nos salvar, precisamos ter nossa fé pessoal em Jesus para salvação.

b) Uma convicção espiritual: Habitarei na casa do Senhor - Céu.

O escritor sacro também demonstra que sua certeza era com respeito as questões espirituais, na passagem ele fez afirmação: “[...] babitarei na casa do Senhor para todo o sempre” (v.6b). A casa do Senhor do Senhor faz referência ao templo de Jerusalém, mas também à nova jerusalém que habitarão todos aqueles que aqui nesta vida tiveram um encontro real com Jesus (Hb 12.22), o cristão vive na terra, mas sua mente está no céu onde Cristo está (Cl 3.1-2). Ele tem uma convicção espiritual que o céu é real e que um dia irá habitar nele com o Senhor.

c) Uma convicção eterna: habitarei na casa do Senhor para todo o sempre.

O autor ainda vai tratar da sua convicção de ir morar na casa do Pai como algo eterno, pois relatou: “[...] babitarei na casa do Senhor para todo o sempre(v.6b). A morada de Deus é eterna, um dia nós estaremos neste lugar para sempre com o Senhor (I Ts 4.17). Devido a isto é que a nossa tribulação aqui é leve e momentânea se compararmos a glória que receberemos naquele lugar eterno (Rm 8.18; II Co 4.17). Por isso, nós preferimos perder os prazeres transitórios que este mundo oferece, pois temos um lugar eterno no céu. Creia nisso!

APLICAÇÃO: Você quer ter um feliz ano novo, então precisa ter jesus como como Supremo Pastor. Se Deus é de fato seu Supremo Pastor você precisa confiar Nele e entregar sua vida aos cuidados Dele, pois Ele tem um lar eterno preparado para todos os que se entregam ao seu cuidado. Deseja fazer isso?

AUTOR: Veronilton Paz da Silva

 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

SERMÃO DE NATAL BASEADO EM LUCAS 2.1-7

TEXTO: LUCAS 2.1-7

INTRODUÇÃO

 Há alguns grupos, até mesmo no meio reformado, que são contra a comemoração do Natal, afirmando que esta festa é pagã e que não deveríamos comemorar. Nós sabemos que Cristo não nasceu em dezembro, porém, isto não torna a comemoração do Natal uma festa pagã, pois para nós o importante não é a data, mas o fato de sabermos que um dia Jesus nasceu e trouxe paz, vida e alegria para o mundo perdido, abrindo as portas da alegria e vida eterna para a humanidade. O evangelho de Lucas foi escrito entre os anos 60 a 63 para evangelizar os gregos, devido a isto, ecoa uma ideia de um homem perfeito, sem pecado ou mancha, este homem é Jesus. O autor relata a ideia de Deus trazer seu Filho ao mundo para restaurar o homem consigo, usando um decreto de um rei ímpio para cumprir a profecia do nascimento de Cristo em Belém (vv.1-4), trazendo seu Filho no tempo marcado por Ele próprio (vv.5-6). Nós queremos observar o versículo 7: “e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”, ele cita dois lugares: Manjedoura e Hospedaria, sobre estes dois lugares queremos fazer uma reflexão.

I. A HOSPEDARIA NEGOU POUSADA PARA JESUS. V.7

José e Maria chegaram em Belém com Jesus no seu ventre, ali os dias se completaram (v.6), eles foram então procurar lugar numa hospedaria, conforme o texto nos indica: “e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.  A hospedaria estava lotada e não havia lugar para Jesus. Ali tinha muitas pessoas importantes que tinham vindo de longe para se recensear e não havia lugar para Jesus. Naquele lugar, quem sabe o dono disse: “Não insistam, não temos vagas, estamos lotados”. Eles não tinham lugar para Jesus!!!

Aquela hospedaria era o lugar mais apropriado para receber Jesus, mas não havia lugar, Cristo foi rejeitado na hospedaria, o Rei pedia pousada e por causa da humilde aparência dele e da sua família, foi-lhe negada a pousada. Talvez, se Herodes, ou um dos líderes religiosos famosos da época surgissem ali, eles dariam um jeito para recebê-lo, mas não havia lugar para Jesus. Este episódio da pousada já apontava para a rejeição que Jesus sofreria dos ricos e poderosos. Há muitos lugares hoje que Jesus foi trocado pelo personagem fictício de “Papai Noel”, noutros a comilança e bebedice tomaram lugar de tudo ao passo de não existir mais lugar para Jesus!

A sociedade se prepara para o Natal, mas não para receber o Cristo do Natal, as roupas e sapatos caros, o vinho entorpecente, as entregas de presentes, não que seja errado dar e receber presentes, o problema é que deixam o principal personagem de fora, Jesus. Aquele hospedeiro não sabia a oportunidade que estava perdendo, o próprio Deus estava ali na sua porta pedindo pousada e Ele negou, o criador e divino governador do universo passou na sua porta e ele ignorou. Aquela pousada de Belém perdeu a oportunidade de ter o céu habitando dentro dela. Que reação você terá neste Natal, você deixará passar a oportunidade igual aquele hospedeiro? Pensemos e reflitamos!

II. A MANJEDOURA LHE DEU LUGAR. V.7

O segundo lugar tratado neste versículo é a manjedoura, onde o Rei Jesus Cristo foi colocado depois de sair do ventre da bendita virgem Maria, vejamos: “E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura [...]” (v.7). A manjedoura se tornou a antessala do céu, lembrando do Antigo Testamento, quando Jacó em Betel, teve uma visão de uma escada cujo topo alcançava o céu e anjos subiam e desciam por ela e o Senhor estava ali perto dele (Gn 28.12-13), Jacó quando despertou do sono disse que Deus estava ali e ele não sabia, Ele disse que aquele lugar era a casa de Deus e a porta do céu (Gn 28.16-17). Semelhantemente, aquela manjedoura naquele dia de Natal se tornou a casa de Deus, a porta do céu!

A manjedoura tornou-se o lugar mais iluminado quando a luz do mundo é depositada nela (Jo 8.12). Ali que era um estabulo insignificante, de repente se tornou o céu, pois Deus Emanuel estava ali (Mt 1.23). Aquela manjedoura tornou-se o lugar onde O Filho divino de Deus nasceu. Cristo não nasceu num palácio rodeado de príncipes, mas rodeado de camponeses. Ele não nasceu em um berço de ouro, mas de palha, não havia lugar para ele naqueles lugares, mas na manjedoura houve um lugar aberto para Ele.

Naquela manjedoura ele foi adorado e louvado pelos anjos (Hb 1.6; Lc 2.10-14), ali também o Cristo do Natal, naquele estábulo foi adorado pelos pastores, homens simples (Lc 2.20). A manjedoura tornou-se o depósito do maior tesouro que a humanidade podia ter, o Eterno Filho de Deus estava ali, rejeitado pelos hospedeiros, mas aceito por camponeses simples que cederam aquele lugar para o nascimento do Rei. A manjedoura também representa a aceitação que os homens podem ter de Cristo, da mesma forma que a hospedaria a rejeição, este é o assunto do item seguinte.

III. O NOSSO CORAÇÃO SE PARECE COM A HOSPEDARIA OU MANJEDOURA?

O versículo escolhido faz esta dupla realidade de rejeição e/ou acolhimento, vejamos: “E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (v.7). O texto afirma categoricamente que Jesus foi rejeitado pelo hospedeiro e aceito pelos camponeses, tendo nascido na manjedoura. Aqui já nos desafia para termos uma atitude, pois não há três opções, o homem aceita ou rejeita Jesus. João disse que Ele veio para os seus e os seus não o receberam, mas a todos que o receber e crer Nele se tornam filhos de Deus (Jo 1.11-12).

O coração do ser humano vai parecer, inexoravelmente, com a hospedaria ou com a manjedoura, pois nós colocamos o coração naquilo que nos agrada mais, conforme Jesus ensina no Sermão do Monte: “Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6.21). Da mesma forma que aquela hospedaria, nosso coração pode estar lotado com as práticas do mundo, religiosidade, prazeres etc. e não haverá lugar para Jesus, podemos também ser como aquela manjedoura, onde Cristo encontra lugar e adoração.

O nosso coração precisa tomar uma decisão, nós recebemos a Cristo ou o rejeitamos. Adoramos Ele ou o trocamos pelos prazeres transitórios que o mundo oferece. Queremos ter Ele como Senhor ou buscamos viver longe do seu senhorio. O nosso maior prazer está Nele ou buscamos nos satisfazer em coisas que não satisfazem. Hoje ainda podemos tomar uma posição, dizendo não para os pecados que estão hospedados na nossa vida, jogando para fora tudo aquilo que nos afasta de Deus e neste Natal convidar o Cristo verdadeiro para vir morar em nós.

CONCLUSÃO

Deus na sua soberania trouxe seu filho ao mundo usando fatos da história para realizar o seu plano. Deus cumpriu sua promessa de enviar seu Filho ao mundo para salvar o pecador. Deus é Senhor do tempo e na época certa trouxe seu Filho para realizar a obra da salvação. Havia dois lugares que podemos fazer uma analogia com o nosso coração:  a) A hospedaria, não havia lugar para Jesus; b) A manjedoura, havia lugar para Jesus; c) O seu coração é qual destes dois lugares: Hospedaria ou manjedoura? Neste Natal convide Jesus para viver no teu coração, faça dele a manjedoura que o acolhe. Você já tem certeza da sua salvação? Se sua resposta for sim, seu coração se parece com a manjedoura, mas se sua resposta for não, seu coração se parece com a hospedaria, a Bíblia diz que a dúvida traz condenação (Rm 14.23), mas você pode sair desta dúvida e ainda hoje entregar teu coração a Jesus, tornando ele a manjedoura do Filho de Deus e ter certeza de vida eterna. Quer fazer isso agora?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva.

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM EFÉSIOS 1.7-12

TEXTO: EFÉSIOS 1.7-12

INTRODUÇÃO

A Trindade é uma doutrina Bíblico-Teológica esposada na parte da Teologia Sistemática chamada de Teontologia, esta ensina, embasada na Bíblia, que existe um só Deus (Jo 17.2-3) que subsiste em três pessoas (Jo 1.1,14; 5.18; Jo 5.18; At 5.3-5; II Co 3.17.18; Fp 2.9-11), O apóstolo Paulo tratando sobre as bênçãos oriundas do Deus, na primeira seção explicou que somos abençoados pelo Pai (vv.3-6), nesta segunda seção vai trazer as bençãos provindas do Filho, a segunda pessoa da Trindade, Vamos examinar estas bençãos tendo como base o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: A TRINDADE ABENCOANDO O POVO DE DEUS

TEMA 2: SOMOS ABENÇOADOS PELO FILHO.

1. O FILHO NOS REDIMIU. V.7a

I. O Significado da Palavra redenção.

A nossa redenção aconteceu em Cristo, pois pela sua obra, redimiu pessoas dentre toda a raça humana para que obtivessem a salvação, vejamos: “Nele temos a redenção, [...] pelo seu sangue” (v.7a). A palavra redenção vem do grego “Apolytrosin” quer dizer “comprar e deixar livre mediante pagamento de um preço”, nós nos tornamos escravos por cauda da dívida do nosso pecado, mas Jesus pagou a dívida e nos libertou, devido a isto que Jesus foi louvado por ter comprado pelo sangue homens de todas as nações, vejamos: “E entoavam novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação” (Ap 5.9). Nossa salvação não é conquistada por nós mesmo, mas comprada por Cristo e entregue gratuitamente.

II. A necessidade da redenção de Cristo. Is 53.6

Todos n´s seres humanos estávamos longe de Deus, devido a isto a redenção comprada por Cristo era necessária, observemos: “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6). Deus colocou sobre seu Filho a nossa iniquidade, pois Ele pagou o preço do nosso pecado e da nossa redenção

III.O poder da redenção de Cristo. Cl 1.13

A redenção que Cristo conquistou é poderosa, pois nos arrancou do mundo de modo poderoso, vejamos: 13 Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados” (Cl 1.13-14). O texto nos diz que pela redenção somos perdoados e também transportados (Gr. “Metestesên”, transferido, arrancado), isto é, a redenção nos transfere do reino das trevas para o reino da luz de forma poderosa nos arrancando de um lugar para outro.

2. O FILHO NOS PERDOOU. V.7b

I. Cristo perdoou nosso pecado por sua morte. v.7b

A Escritura usa o termo sangue para se referir ao sacrifício de Cristo, por meio deste sacrifício os nossos pecados são perdoados conforme o texto nos afirma: “[...] pelo seu sangue, a remissão dos pecados [...]” (v.7b). Os nossos pecados não são perdoados por um sacerdote humano, mas através do sacrifício perfeito de Cristo, feito de uma vez por todas (), assim sendo, Cristo pela sua morte conquistou o perdão para o homem, basta que este se arrependa dos seus pecados, se volte para Deus e será perdoado (I Jo 1.9).

II. Cristo perdoou nosso pecado nos chamando de volta para si.

O termo remissão (Gr. “Aphesin”, trazer de volta ao caminho), quando Cristo perdoa nos traz de volta para Deus, pois o pecado nos separou de Deus, vejamos: 1 Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.1-2). Assim sendo, ao usar o termo remissão, está dizendo que nos traz de volta para Ele perdoando-nos totalmente!

III. Cristo nos perdoou porque é rico em graça. v.7c

Jesus nos perdoa não porque temos algum mérito, mas porque sua graça é riquíssima, conforme podemos observar: “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça (v.7). Cristo é riquíssimo em graça, sua graça é capaz de salvar o mais miserável dos pecadores. A sua graça é capaz de perdoar o mais miserável dos pecadores, Ele é rico em perdoar (Is 55.7), apagando todo o nosso passado (Is 43.25), Jesus está ao nosso lado e sua graça é riquíssima para nos perdoar os pecados e nos receber como seus servos. Não importa como você se comportou até hoje, a partir de hoje podes ter uma vida diferente como aquele ladrão da cruz,

3. O FILHO NOS REVELOU O PAI. VV.8-10

I. Cristo nos revelou toda sabedoria e entendimento do Pai. V.8

Deus ao revelar através do seu Filho Jesus derramou sobre nós de modo abundante sabedoria e prudência, conforme o texto nos indica: “Que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência” (v.8). A palavra sabedoria vem do grego “Sophia” e aponta para um conhecimento interno e espiritual provindo do coração, portanto, Cristo abre nosso entendimento para compreendermos o Pai para salvação (Lc 24.45). A palavra prudência é a palavra grega “Phronesis” trata de uma compreensão exata que nos leva a uma prática correta, ou seja, Jesus nos traz o verdadeiro entendimento do Pai para salvação e santidade prática.

II. Cristo nos revelou o mistério outrora escondido do Pai. V.9

Cristo trouxe à humanidade o mistério que a Trindade havia planejado na eternidade, mas que se revelaria na história com a chegada de Cristo, vejamos: “Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo” (v.9). Sobre este mistério revelado podemos aprender que: a) Cristo trouxe o mistério da eternidade para nós, pois desvendar (Gr. “Gnôrisas”), Trazer oculto ao conhecimento (v.9a). b) Cristo nos fez agradáveis a Deus, afinal, beneplácito (Gr. “Eudokian”), prazer (v.9b). c) Cristo aceitou a proposta de vir aqui e realizar o plano salvador (v.9c).

III. Cristo nos revelou de maneira plena o Pai tanto na terra como no céu. V.10

A revelação de Deus é plena na pessoa de Jesus, não há como haver novas revelações, pois Deus se revela somente em Cristo, vejamos: “De fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (v.10). A expressão fazer convergir vem do grego anakephalaiosasthai” significa juntar coisas separadas em uma só, ou seja, dois povos em um só (Israel e igreja), a plenitude dos tempos se refere à vinda de Cristo para reconciliar o homem com Deus e unir a terra ao céu, pois temos livre acesso ao céu por meio de Jesus, onde um dia estaremos todos juntos em louvor e adoração.

4. O FILHO NOS TORNOU HERDEIROS DE DEUS. VV.11-12

Jesus trouxe a filiação divina para nós (Gl 4.7), como filhos de Deus, também recebemos uma herança eterna no céu, sobre esta herança eterna aprendemos algumas lições.

I. Somos herdeiros de Deus através de Jesus. V.11a

Da mesma forma que recebemos a filiação divina em Cristo também recebemos a herança eterna – salvação através de Cristo, confiramos: nele, digo, no qual fomos também feitos herança [...]” (v.11a), ou seja, a herança eterna no céu somente é dada a quem teve um encontro e vive em união com Cristo. Não receberemos a herança da salvação se nós ainda não tivemos um encontro com Cristo. Somente por meio de Cristo nossa herança está assegurada no céu.

II. Somos herdeiros de Deus mediante o seu plano eterno. V.11b

A Escritura afirma que a nossa herança eterna da salvação não é fruto da nossa conquista, mas de um plano eterno que Deus fez antes que nós existíssemos, conforme o texto afirma: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade (v.11b). Paulo usa o termo Predestinados (Gr. “Prooristhentes”, Tendo sido predestinados, destinados anteriormente), o termo está na voz passiva, isto é, não dependeu do homem, mas da ação de Deus, conforme sua própria vontade. Os herdeiros foram escolhidos soberanamente em cristo.

III. Somos herdeiros de Deus para sua glória. V.12

A herança que Deus nos dá efetivamente não traz mérito algum para nós, mas deve nos levar ao louvor ao Senhor, segundo o texto afirma: “a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (v.12). Ao olhar para sua salvação herdada no céu, precisamos render a Deus toda a glória, pois o Senhor foi quem realizou toda a nossa salvação desde o plano eterno até a execução desta salvação. Então, exaltemos ao Senhor que nos salvou e o adoremos prostrados aos seus pés.

APLICAÇÃO

Nós vimos nesta segunda mensagem sobre as bençãos oriundas da Trindade, desta feita tratando a respeito das bençãos vindas do Filho, estas bênçãos são: Ele nos redimiu (pagou o preço do nosso pecado), nos perdoou os pecados, revelou o Pai para nós e nos trouxe uma herança eterna. Todos nós tínhamos uma divida impagável, Jesus pagou a dívida, nos perdoou, revelou seu Pai ao nosso coração e nós temos uma herança eterna garantida. Esta herança somente será entregue aos que renderam seus corações e vida a cristo. Você já tem certeza de salvação? Se ainda não tem, precisas receber a Cristo e ter a sua salvação eterna garantida. Faça isso hoje!!!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM EFÉSIOS 1.3-6

TEXTO: EFESIOS 1.3-6

INTRODUÇÃO

Primeiramente, Paulo vai tratar das bênçãos como sendo vindas do Pai, pois, de modo didático, a primeira pessoa da Trindade é Deus Pai, sendo o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, doador da vida e galardoador dos que o buscam, este Deus tem dispensado para todas as pessoas bênçãos físicas e materiais a todas as pessoas (Mt 5.45), porém, as bênçãos espirituais de Deus, Ele envia apenas para os que lhe pertencem, sobre estas bençãos espirituais iremos trabalhar algumas questões importantes vistas a seguir.

ASSUNTO: A TRINDADE ABENCOANDO O POVO DE DEUS

TEMA 1: SOMOS ABENÇOADOS PELO PAI.

1. A REALIDADE DAS BENÇÃOS PATERNAIS DE DEUS. V.3

As bençãos descritas são reais e podem ser desfrutadas por todos aqueles que pertencem a Cristo, pois esta passagem não transmite apenas uma ideia ou utopia, mas algo tão cristalino na vida dos seus servos, que estes não possuem dúvidas sobre a verdade destas bençãos recebidas. Deus, o Pai derrama sobre o povo da aliança, além de bençãos materiais, principalmente as espirituais. Deus está interessado na vida espiritual do seu povo, devido a isto, Ele enche o nosso espírito de tantas bençãos para fortalecimento, algumas lições.

I) A fonte de nossas bênçãos. Deus, o Pai, nos faz ricos em Jesus Cristo. V.3a

Deus é o autor de onde vem estas bençãos, conforme o texto indica: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (v.3). Deus através do seu Filho, o Pai traz a riqueza da graça para nós (Ef 2.7), esta riqueza é a salvação, pois a condenação é para todos aqueles que são ricos para com os homens, mas não para com Deus como o fazendeiro rico citado por Jesus que planejou o futuro e se perdeu (Lc12.16-21). Um exemplo desta riqueza espiritual é a Igreja de Esmirna que era pobre diante dos homens, mas rica diante de Deus (Ap 2.9).

II) A natureza de nossas bênçãos. Nós temos toda sorte de bênção espiritual. V.3b

O texto continua tratando da natureza destas bençãos recebidas, que são espirituais, conforme o texto indica: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (v.3). As bençãos espirituais somente são recebidas pelo povo de Deus, não são apenas algumas delas, mas toda sorte de bençãos espirituais. Deus sempre mais para nós, por isso Paulo orou para que fôssemos cheios de toda a plenitude de Deus (Ef 3.19), pois Deus tem sempre mais para nós.

III) A esfera das bênçãos: Nas regiões celestiais em Cristo. V.3c

Somos abençoando pelo Pai em Cristo “nas regiões celestiais em Cristo” (v.3c), esta expressão indica algumas verdades que precisam ser descritas: a) Cristo ressuscitou dos mortos para ser nosso representante á direita de Deus: “O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais” (Ef 1.20); b) Cristo ao ressuscitar dentre os mortos nos ressuscitou juntamente com Ele: “E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Ef 2.6); c) Cristo ao ressuscitar, assentou à direita de Deus nos lugares celestiais e coopera conosco: 19 De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à destra de Deus. 20 E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam” (Mc 16.19,20).

2. A DESCRIÇÃO DAS BENÇÃOS RECEBIDAS.

Depois de tratar sobre as bençãos espirituais concedidas por Deus, o apóstolo Paulo vai descrever quais são estas bençãos que Deus nos concedeu, vejamos como elas são descritas:

I) A benção da eleição. vv.4-5

As provas bíblicas acerca da eleição divina são incontestáveis. Paulo fala sobre vários aspectos da eleição, nos versículos seguintes: A. O autor da eleição: Deus: “Assim como [Deus] nos escolheu [...]”, não foi o homem que fez algo para ser recebido por Deus, mas Deus escolheu soberanamente. B. O tempo da eleição: Eternidade: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo [...]” (v.4), isto é, a eleição é incondicional, ela aconteceu antes que houvesse mundo. C. O agente da eleição: Cristo (v.4) “Assim como nos escolheu, nele [em Cristo] [...]” (v.4), a eleição aconteceu na eternidade, realiza-se através da obra de cristo que morreu, ressuscitou e intercede pelos eleitos. D. O objeto da eleição: Pessoas: “[Deus] nos elegeu” (v.4), alguns alegam que Deus elegeu a igreja e não pessoas, mas isto é tolice, pois a igreja é formada de pessoas como membros (I Co 12.20,27). E. O propósito da eleição: I. Para vivermos uma vida santa: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis [...]” (v.4), ou seja, Deus não nos escolheu por nos ver santos, mas para sermos santos. II. Para termos comunhão plena com Ele: 4 assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele [...]” (vv.4-5a), ou seja, nos escolheu e predestinou para vivermos perante e para Ele, somos chamados para ter comunhão com Deus.

II. A benção da adoção. V.5b. 

A Escritura vai nos informar que somos adotados por Deus como filhos, devido a isto Ele nos predestinou para a adoção de filhos, sobre esta verdade, precisamos aprender algumas verdades: A. Somos adotados como filhos de Deus por meio de Jesus, vejamos: “Nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo” (v.5), sobre esta verdade o apóstolo João disse que somente recebe a salvação os filhos de Deus que recebem a Jesus e creem Nele (Jo 1.12). B. Somos adotados como filhos de Deus e recebemos o Espirito Santo: “O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16), a adoção de Deus é confirmada pelo Espírito Santo. C. Somos adotados como filhos de Deus e recebemos uma herança eterna nos céus: “De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus” (Gl 4.7).

III. A benção da aceitação. V.6

A Escritura afirma que Deus nos aceita nos concedendo a salvação e nos recebendo para si mesmo: “Para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (v.6). Sobre esta aceitação nós aprendemos que: A. Somos aceitos por Deus pela fé, independente das obras: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.28), o homem não é aceito por Deus pelas obras e sim mediante a fé. B. Somos aceitos por Deus por meio de Jesus Cristo: “[...] ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (v.6b), quando o texto cita o amado está se referindo a Cristo que é o Filho amado de Deus, somente por Ele somos aceitos por Deus. C. Somos aceitos por Deus para ter o passado apagado e viver vida nova: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (II Co 5.17), quando estamos em Cristo, todo nosso passado é Perdoado e somos transformados em novas criaturas.

3. O PROPÓSITO FINAL DAS BENÇÃOS RECEBIDAS. V.6

A palavra de Deus vai nos dizer o propósito final das bençãos recebidas, pois a Escritura afirma isto: “Para o louvor da glória da sua graça, que nos deu gratuitamente no Amado” (V.6a). As bençãos provenientes como a eleição, adoção e aceitação diante de Deus tem propósitos definidos, descritos a seguir.

I. Devemos louvar a Deus porque dispensa graça a quem não merece. V.6

A Palavra de Deus vai nos apresentar um dos propósitos para os quais Deus nos concedeu as bençãos que a exaltação da sua graça, vejamos: “Para o louvor da glória da sua graça, que nos deu gratuitamente no Amado” (v.6), quando um pecador é salvo, não é por méritos, mas por graça (favor imerecido), o salvo deve exaltar o nome do Senhor por sua graça bendita, pois se não houvesse uma ação graciosa de Deus, ninguém seria salvo, assim sendo, o intento de Deus ao nos conceder as bençãos citadas é que sua gloriosa graça seja destacada.

II. Devemos louvar a Deus porque tudo de bom vem Dele. Tg 1.17

Tudo de bom que recebemos não vem de nós mesmos, mas de Deus, vejamos observar esta verdade: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1.17). Devemos exaltar a Deus e não aos homens, pois todas as coisas boas vêm de Deus, estas bençãos provindas de Deus, somente podem ser dadas aos homens imperfeitos porque Ele é imutável. Que o nome deste Deus imutável e bom seja louvado por nos conceder tantas dádivas!

III. Devemos louvar a Deus porque ele nos recebeu através do seu Filho amado. V.6b

O recebimento de pecadores como seus filhos, salvando-os por meio do seu Filho é a tônica da Escritura, devido a isto precisamos, exaltá-lo, vejamos: “Para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (v.6), O hino 47 Hinário Novo Cântico que diz: “Louvamos-te, ó Deus, pelo dom de Jesus. Que, por nós, pecadores, morreu sobre a cruz. Aleluia! Toda a glória te rendemos, Senhor! Aleluia! Tua graça imploramos. Amém”. Louve a Deus pela sua obra salvadora realizada através do seu Filho.

APLICAÇÃO:

Esta mensagem trouxe à baila as bençãos provenientes do Pai para o seu povo. Estas bençãos são reais, tendo como fonte Deus, como natureza, toda sorte de bençãos espirituais e nas regiões celestes. As bençãos descritas são a eleição, adoção e aceitação por Deus, as bençãos tem por objetivo louvar a Deus por sua graça a quem não merece, nos dando tudo de bom e nos concedendo salvação em Cristo. As Bençãos provindas do Pai são espirituais, queremos aqui aplicar para você que aqueles que pertencem a Cristo, que são filhos de Deus e são aceitos por Deus, são os que ouvem a voz do bom pastor, seguem em seu caminho e se rendem a Cristo. Você já tem certeza que pertence a Cristo? Já tem certeza de vida eterna? Se sua resposta é não, entregue-se a Cristo ainda hoje.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

domingo, 5 de dezembro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM EFÉSIOS 1.1-2

 TEXTO: EFESIOS 1.1-2

INTRODUÇÃO

Paulo vai iniciar a carta se identificando com o autor humano da carta, seu oficio cristão, os manuscritos antigos trazem a identificação dos cristãos de Éfeso como os destinatários desta carta. Ele tinha o propósito de ensinar à Igreja de Éfeso as maravilhas e implicações de fazer parte da igreja de Cristo. Nesta carta ele ensina que a igreja recebe bençãos maravilhosas por sua união com Cristo, que os cristãos passaram da morte para a vida, que a igreja é universal com judeus e gentios, devendo estes cristãos lutar pela unidade da fé, vivendo em santidade e combatendo espiritualmente e não carnalmente. Inicialmente iremos extrair algumas verdades sobre esta carta tendo como base o tema abaixo exposto.

TEMA: CARTA ABERTA AO POVO DE DEUS!

1. A AUTORIA DA CARTA. V.1a

a) O autor foi um enviado de Deus com uma missão.

Paulo fala do objetivo de Cristo tê-lo chamado, que é para cumprir uma missão, vejamos: “Paulo, apóstolo [...]” (v.1a). A palavra apostolo (Gr. “Apostolew”, Enviado com uma missão), devido a isto que ele foi pregar o evangelho aos que não conheciam Cristo (Rm 15.20), pois o apostolo tinha esta missão de levar cristo para pessoas que ainda não o conheciam, devido a isto, a igreja também tem esta missão apostólica de levar Cristo aos perdidos. Se a igreja não evangeliza, não está cumprindo a missão apostólica e desobedecendo a Deus. Não existem apóstolos hoje, mas existe a missão apostólica da igreja que é levar Cristo aos perdidos.

b) O autor foi enviado para divulgar o nome de Jesus.

O autor declara que o seu apostolado era para divulgar o nome de Jesus, pois ele informa que seu apostolado era de Cristo Jesus, conforme o texto nos indica: “Paulo, apóstolo de Cristo Jesus [...]” (v.1a). O apóstolo foi enviado não para divulgar uma instituição, nem um ser humano, mas nosso Senhor Jesus. na sua divulgação ele deveria divulgar que Ele seria o Cristo (Gr. “Kristos”, Ungido), isto indicava que Jesus seria o enviado oficial para salvar o seu povo, seria o profeta que trouxe a Palavra viva de Deus; Sacerdote, que oferece sacrifício e intercessão pelo seu povo e; Rei, que vence a resistência dos homens e os conquista para si, bem como vence os inimigos do seu povo. O nome Jesus indica único salvador que devemos crê (Mt 1.21).

c) O autor foi enviado segundo a vontade Deus.

O chamado apostólico de Paulo não se deu por uma indicação humana, nem por hereditariedade, mas por um chamado especial de Deus, observemos: Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus [...]” (v.1a). Sobre este chamado podemos examinar nas Escrituras que: I. Foi pela graça de Deus e não por méritos humanos: “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça” (Gl 1.15). II. Houve uma intervenção especial de Deus no coração para ele recebesse o evangelho: “Aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (Gl 1.16), III. Este chamado foi para salvação mediante a determinação e graça de Deus: “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (II Tm 1.9). O chamado da salvação não se dá porque Deus viu algo bom em nós, mas porque Ele dispôs o nosso coração para buscá-lo.

2. O DESTINO DA CARTA. V.1b

a) Os destinatários eram santos do Senhor.

Paulo descreve os destinatários da carta como sendo santos, conforme o versículo nos indica: “[...] aos santos [...]” (v.1b). O termo santo (Gr. “Hagion”, Separado e transformado). O termo indica uma casca de uma árvore que alguém tirou, mas não apenas fez isso, também fez nela uma pintura de arte, de modo que aquele que olha para a casca não enxerga como ela era antigamente, mas, enxerga a obra de arte, assim também o salvo em Cristo não deve ter a mesma vida de antigamente, mas uma nova vida nova em Cristo Jesus, tendo todo seu passado ficado para trás (II Co 5.17).

b) Os destinatários eram integrantes da igreja local.

O autor não apenas vai tratar da essência da igreja, mas também indica que eles integram uma igreja local que se localiza em uma cidade, vejamos: [...] aos santos que vivem em Éfeso [...]” (v.1b). O cristão precisa congregar em uma igreja local, pois somos membros do corpo (I Co 12.27), não existe membro vivo fora do corpo. A Escritura nos afirma que não devemos deixar de reunirmo-nos como igreja, mas juntos admoestarmos uns aos outros pois o dia se aproxima (Hb 10.25). Se alguém diz que é salvo, mas não deseja ser membro e se comprometer com uma igreja local, precisa fazer uma autorreflexão se de fato já foi salvo por Cristo.

c) Os destinatários eram fiéis à sua fé cristã.

Além de Paulo indicar que os destinatários eram santos (separados e transformados), integrantes de uma igreja local (congregam), também vai dizer que são fiéis em Cristo Jesus, vejamos: “[...] aos santos que vivem em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus” (v.1b). O termo fiel (Gr. “Pistóis”, Pratica a fé). Os cristãos precisam ser ortodoxos (crença na Doutrina Correta), e também Ortopraxos (Pratica da Doutrina Fiel). Paulo chama os cristãos verdadeiros de fiéis, ou seja, praticantes da fé (doutrinária), que é o corpo doutrinário deixado por Cristo e pelos apóstolos, ou seja, a Escritura. Ser fiel não é apenas crê, mas praticar o ensino das Escrituras. Pregar e viver o que se prega, ser convicto da sua fé e coerente com aquilo que crê. Você crê na Palavra de Deus? Você vive o que a Palavra de Deus nos diz?

3. O EVANGELHO PRESENTE NA CARTA. V.2

a) A graça é a causa da salvação apresentada pelo evangelho. V.2a

Paulo inicia sua saudação não com a paz, mas com a graça, conforme se observa: Graça a vós outros [...]” (v.2a). Ou seja, a graça é o início da vida cristã. A palavra graça (Gr. “Kharis”, favor imerecido) nos apresenta uma salvação que é impossível ao homem alcançar (Mt 19.25-26), mas Deus torna ela possível quando alcança o homem e age no seu coração tirando toda cegueira espiritual (II Co 4.6), dando-lhe vida espiritual abundante (Jo 10.10), assim este homem irá crer e receber a Jesus como seu Senhor e Salvador!

b) A paz é o resultado da ação graciosa de Deus pelo evangelho. V.2b

Depois de tratar da causa da salvação, Paulo informa que passamos a ter paz com Deus, conforme podemos examinar: “Graça a vós outros e paz [...]” (v.2b). A palavra paz (Gr. “Eirene”, conciliação, satisfação, bem estar) indica que fomos reconciliados com Deus na morte de Jesus, deixando de ser seus inimigos (Rm 5.10), também indica que somente em Cristo temos plena satisfação e alegria, pois na sua presença há plenitude de alegria e delícias perpetuamente (Sl 16.11). Estamos plenamente satisfeitos em Jesus, pois Ele nos traz perfeita paz.

c) A ação de Deus é que garante a eficácia do evangelho. V.2c

Paulo na sua saudação nos traz uma informação muito importante que é a ação de Deus que torna a graça eficaz na nossa salvação e a paz uma realidade na nossa vida, vejamos: “Graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo (v.2c). Se houvesse a ação de Deus nós não seríamos salvos, pois Deus criou o homem sem pecado e este decidiu se afastar do Senhor (Ec 7.29), Deus na sua misericórdia enviou seu filho Jesus para salvar pecadores que nada merecem Dele (I Tm 1.15), mas, Cristo sofreu a nossa punição para que fossemos aceitos, O Pai propôs ao seu Filho que morresse pelos homens, o Filho aceitou e se tornou nosso salvador (Rm 3.24-25). Graças a Deus por tão grande salvação que nos foi concedida gratuitamente! Aleluia!!!

CONCLUSÃO

Examinamos nesta mensagem que Paulo foi enviado com uma missão de divulgar o nome de Jesus pela vontade Deus. Vimos também que os destinatários foram os cristãos chamados de santos, para integrar uma igreja local e fiéis à sua fé. Por fim vimos que o evangelho apresentado por Paulo na carta traz a graça como a causa da salvação, a paz como o resultado da salvação e que esta salvação somente acontece pela ação de Deus. Aplicação: A Igreja tem uma missão apostólica que é divulgar o nome de Cristo onde Ele não foi anunciado. O Crente precisa ter uma vida de modo santo (separado e transformado), fazer parte de uma igreja local (membresia e congregar), e fiel à sua fé (ortodoxo e ortpopraxo). O homem precisa ser alcançado pela graça de Deus, assim terá paz (reconciliação, satisfação plena), Deus não precisa do homem, esse é que precisa do Senhor. Você gostaria de se entregar totalmente a Cristo, ter certeza de salvação e integrar a igreja?

AUTOR: pastor Veronilton Paz da Silva