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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 10.27-29 (PERSEVERANÇA DOS SANTOS)

TEXTO: JOÃO 10.27-29

“27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. 29 Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

INTRODUÇÃO

A perseverança dos santos é uma continua operação do Espírito Santo no crente, pela qual a obra da graça divina que começou no coração é continuada na vida cristã, chegando à consumação. Ele persevera porque Deus o faz perseverar. João nessa passagem trata de forma muito especial sobre esta doutrina, dizendo que Cristo morreu pelas ovelhas - eleitos (Jo 10.11), esses ouvirão sua voz, pois já conhecidas por Ele, o seguirão, recebem a vida eterna e nunca se perderão, pois Jesus os preserva seguro em suas mãos (Jo 10.27-29). Sobre esta doutrina bíblica queremos trazer uma mensagem tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA - DEUS EM BUSCA DO HOMEM!

TEMA: PERSEVERANÇA DOS SANTOS - A SEGURANÇA ETERNA DE SALVAÇÃO

1. A REALIDADE DAS OVELHAS ALCANÇADAS POR CRISTO. V.27

1.1 Elas ouvem a voz de Cristo Jesus (v.27a).

Jesus fala conosco, mas precisamos está atentos ao que o Senhor quer nos dizer, suas ovelhas ouve m sua voz (v.27a). Verdades: I. A voz de Cristo está na sua Palavra: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). II. A voz de Cristo precisa ser proclamada: “E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm 10.17). III. A voz de Cristo precisa ser atendida pelas ovelhas: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz […]” (v.27a).

1.2 Elas são conhecidas (eleitas) por Cristo (v.27b).

Jesus já conhece os seus, Ele já os elegeu, isso envolve a eleição (v.27b). Lições: I. As ovelhas de Cristo já são conhecidas de antemão na eternidade: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8.29). II. As ovelhas de Cristo são conhecidas Dele porque de antemão as amou: “7 Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, 8 mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito” (Dt 7.7-8). III. As ovelhas de Cristo já são conhecidas Dele de forma soberana: “[…] eu as conheço […]” (v.27b). “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19). IV. As ovelhas de Cristo são conhecidas Dele, não de mim, então devo pregar para todos: “9 Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; 10 porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9-10)

1.3 Elas seguem o caminho de Cristo Jesus (v.27c).

O texto nos mostra que as ovelhas ouvem a voz do Bom pastor, são conhecidas (eleitas) por Ele e também seguem o Senhor, conforme se observa: “[…] e elas me seguem” (v.27c). Verdades: I. As ovelhas seguem Jesus de forma definitiva: “27 Passadas estas coisas, saindo, viu um publicano, chamado Levi, assentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28 Ele se levantou e, deixando tudo, o seguiu” (Lc 5.27-28). II. As ovelhas seguem Jesus porque ouviram a sua voz lhe chamando: “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz” (Jo 10.4). III. As ovelhas de Cristo elas o seguem até o fim: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (II Tm 4.7)

2. A SEGURANÇA ETERNA DAS OVELHAS ALCANÇADAS POR CRISTO JESUS. V.28

2.1 As ovelhas são salvas por Cristo no presente (v.28a).

A passagem da Escritura traz o verbo no presente (v.28a). Lições: I. A salvação de Cristo é para hoje, o dia e oportunidada da salvação é hoje: “Porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (v.28a; II Co 6.2). II. A salvação de Cristo está sendo oferecida hoje, você vai tomar que decisão: “Eu lhes dou a vida eterna […]” (v.28a). III. A salvação de Cristo tem a sua realidade agora para quem crê Nele: “Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6.47).

2.2 As ovelhas são preservadas salvas por Cristo no futuro (v.28b).

A Palavra de Deus nos afirma que Jesus não deixa seus servos se perder (v.28b). Aplicações: I. Jesus promete que suas ovelhas jamais se perderão: “[…] jamais perecerão […]” (v.28b). II. A Escritura afirma que não há mais condenação para quem está em Cristo: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). III. Jesus iniciou a obra da salvação e vai conclui-la, não deixará o salvo pelo caminho: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6)

2.3 As ovelhas são preservadas tanto no presente como no futuro pelo poder de Jesus (v.28c).

O texto aqui traz Jesus prometendo segurança e cuidado pelo seu poder: “[…] e ninguém as arrebatará da minha mão” (v.28c). Aprendizados: I. Jesus pelo seu poder salva todos os que se rendem a Ele: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25). II. Jesus promete que o que experimentar a sua salvação jamais terá fome e sede espiritual: “Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (Jo 6.35). III. Jesus mantém os salvos seguros nas suas potentes mãos: “Quanto ao mistério das sete estrelas que viste na minha mão direita e aos sete candeeiros de ouro, as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas” (v.28c; Ap 1.20).

3. A PROTEÇÃO DAS OVELHAS ALCANÇADAS POR CRISTO. V.29

3.1 As ovelhas de Jesus são guardadas pelo poder recebido do Pai (v.29a).

Jesus recebeu o poder para guardar as suas ovelhas (v.29a). Aplicações: I. Jesus recebeu toda autoridade para dar a vida eterna a todos os seus eleitos: “Assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” (Jo 17.2). II. Jesus com o poder que o Pai lhe deu guarda as ovelhas: “Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo […]” (v.29a). III. Jesus ama, chama e guarda os seus servos salvos: “Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo” (Jd 1.1)

3.2 As ovelhas são guardadas pelo propósito do Pai revelado em Jesus (Ef 1.11).

Deus guarda o seu povo salvo, pois tem um propósito firme em Cristo, vejamos: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (v.11). Explicações: I. Deus já nos fez herança através de Cristo (v.11a). I. Deus Pai já nos predestinou em Cristo (v.11b). II. Deus pai nos guarda devido ao seu proposito e vontade soberana (v.11c)

3.3 As ovelhas são guardadas e nada pode tirar elas dessa segurança (v.29b).

Quando Deus nos toma pela mão não há quem possa nos tirar das suas potentes mãos (v.28b). Ensinamentos: I. As ovelhas são mantidas em segurança por causa do Pai que não nos deixa cair: “[…] e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (v.29b). II. As ovelhas são mantidas em segurança por causa da obra de Cristo: Morte, ressurreição e intercessão: “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.34). III. As ovelhas são mantidas salvas pelo selo e penhor do Espírito Santo: “13 Em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Ef 1.13-14).

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem sobre a Perseverança dos Santos. Observamos que as ovelhas alcançadas ouvem, Cristo já as conhecia e elas o seguem. Vimos ainda que as ovelhas recebem segurança eterna de salvação no presente - Ele dá a vida eterna; no futuro - jamais se perderão e o que as preserva é o poder e cuidado de Jesus. Observamos também as ovelhas são protegidas pelo poder e propósito do Pai e nada pode as levar para longe de Cristo pois o poder do Pai, intercessão de Cristo e selo e penhor do Espírito. Aplicação: Crentes: Você recebeu a salvação e também a segurança dessa salvação dada por Jesus por toda a eternidade, assim sendo proclame Jesus por suas palavras (evangelismo) e vida (santidade) para agradar ao Senhor. Não crentes: Se você não tem certeza da sua salvação, está caminhando numa estrada perigosa, pois caminha para o juizo eterno, mas hoje, podes receber a Jesus e receberás a vida eterna de forma certa, segura e garantida, não apenas hoje, mas por toda a eternidade. Basta receber a Jesus ainda hoje! Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca - MA).

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM II TIMÓTEO 1.9 (GRAÇA IRRESÍSTIVEL/VOCAÇÃO EFICAZ)

TEXTO: II TIMÓTEO 1.9

“Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos”.

INTRODUÇÃO

O chamado de Deus é um convite gracioso e eficaz, tendo início no coração do ser humano no processo da salvação. Paulo aqui destaca o chamado eficaz como algo intrinseco à salvação, tendo Deus como o ínicio do chamado de modo santo, gracioso, tendo como base seu plano eterno. O termo chamar (Gr. Kaléo) significa convocar, convidar, chamar. Existe dois tipos de chamado: Externo (pregação do evangelho) e Interno (Pregação que alcança o coração pelo Espírito Santo para responder à salvação). O Chamado Eficaz não torna possível apenas, mas efetiva a resposta do eleito à graça. Nós iremos tratar sobre este assunto tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA -DEUS EM BUSCA DO HOMEM!

TEMA: GRAÇA IRRESISTÍVEL: A EFICÁCIA DO CHAMADO DIVINO

1. A VOCAÇÃO EFICAZ SE DÁ PARA A SALVAÇÃO OPERADA POR DEUS. V.9a

1.1. O chamado é para a salvação em Cristo (v.9).

Deus chama o seu povo para a salvação através da fé em Jesus (v.9a). Algumas verdades: A. Deus age primeiro na vida do pecador abrindo-lhe o coração: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). B. Deus alcança o coração humano com o chamado eficaz: “15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve 16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (Gl 1.15,16). Separar (Aforisas, separar, escolher), chamar (kalesas, convite interno), revelar (Apokalipsei, tirar o véu). C. O chamado para salvação é uma inciattiva de Deus: “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação […]” (v.9). Deus nos chama e seu chamado nos conduz à salvação!

1.2. O chamado é santo em sua natureza (v.9).

A passagem nos ensina que este chamado além trazer salvação, induz à santidade: “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação […]” (v.9). Aplicações: A. O chamado É para ser santo: “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (I Co 1.2). Santo (Gr. Hagion, separado e transformado). B. O chamado é visto numa vida de testemunho verbal e vital da Palavra de Deus: “Para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo” (Fp 2.15). C. O chamado exige uma mudança de vida: “3 Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição. 7 Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (I Ts 4.3,7).

1.3. O chamado visa relacionamento com Deus (I Jo 1.3).

Aqueles que Deus chama de forma eficaz irão ter um relacionamento pessoal com Deus, conforme se verifica: A. O chamado não é apenas religioso, mas para se relacionar com Deus: “A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14). B. O chamado nos leva à comunhão com o povo de Deus: “O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo” (I Jo 1.3). C. O chamado leva os pecadores a ter sua comunhão perdida no Edén restaurada: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10). O chamado de Deus nos leva à salvaçaõ, santidade e relacionamento íntimo com Deus!

2. A VOCAÇÃO NÃO DEPENDE DAS OBRAS HUMANAS, MAS DA GRAÇA DE DEUS. V.9b

2.1. Não Há mérito humano algum no chamado (v.9b).

A Escritura nos afirma que este chamado não é por obras meritórias (v.9b). vejamos: A. Não há obra humana que possa merecer o favor de Deus, pois as melhores delas são pecaminosas: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6). B. O homem não possui justiça para satisfazer a de Deus, pois este não consegue cumprir toda a lei sem falhar: “Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10) C. O chamado eficaz não é por causa de obras vistas no homem, mas apesar das suas obras: “[…] não segundo as nossas obras […]” (v.9). Deus não chama por causa das obras, mas sem elas!

2.2. O chamado é um ato de pura graça (v.9c).

O chamado de Deus é uma obra da graça de Deus na pessoa do crente: “[…] conforme a sua própria determinação e graça […]” (v.9c). Aprendizados: A. Deus nos atraiu para Ele por amor quando estavamos longe Dele: “De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jr 31.3). B. Deus chamou pessoas que não eram humanamente qualificadas: “26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; 29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (I Co 1.26-28). C. Deus chamou pessoas de forma graciosa para ninguém se orgulhar diante de Deus: “A fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (I Co 1.29). Deus chama por causa da sua graça!

2.3 O chamado é respondido pelo homem porque Deus intervem no seu coração (At 2.37).

Nós Reformados afirmamos, com base nas Escrituras que o homem somente responde ao chamado do evangelho por causa da intervenção de Deus: “Ouvindo eles estas coisas, compungiu-se-lhes o coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos?” (At 2.37). Anotações: A. As pessoas precisam ouvir o evangelho: “Ouvindo eles estas coisas […]” (v.37a). B. As pessoas têm o seu coração compungido/perfurado pelo Senhor: “[…] compungiu-se-lhes o coração […]” (v.37b). (Gr Katenygêsen, Perfurado, VP). C. As pessoas depois que Deus perfura seu coração de pedra passaram a se preocupar com o seu estado espiritual: “[…] e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos irmãos? (V.37c)

3. A VOCAÇÃO ESTÁ BASEADA NO PROPÓSITO ETERNO DE DEUS

3.1. O chamado segue a determinação do próprio Deus (v.9)

O texto da Escritura nos ensina que o próprio Deus determinou o nosso chamado pela sua graça em Cristo, planejada antes de existir mundo. Observemos: A. Deus planejou a salvação antes da criação: “[…] mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (v.9c). B. Deus separa o eleito antes da fundação do mundo: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” (Ef 1.4). “Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça” (Gl 1.15). C. Deus chama o eleito pela pregação e este é alcançado por Ele: “9 Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; 10 porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9-10).

3.2. O chamado é concedido mediante a graça que está em Jesus (v.9)

A Escritura nos mostra que o chamado gracioso de Deus se realiza em Cristo Jesus (v.9). Verdades: A. A Graça de Deus no chamado se dá por Jesus Cristo: “[…] mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos” (v.9). B. A graça de Deus fez que a vinda de Jesus fosse planejada na eternidade e executada na história: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (v.9; I Pe 1.20). C. Sem a pessoa de Jesus não há chamado para salvação: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (v.9; At 4.12).

3.3. O chamado se conclui com a salvação na glória eterna (Rm 8.30).

O chamado soberano de Deus se conclui com os salvos vivendo eternamente com Ele, glorificados. Lições:

A. O plano de Deus inicia com a predestinação na eternidade e se conclui com a glorificação: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30). B. O chamado de Deus nos leva a iniciar a vida cristã, prosseguir nessa e chegar ao céu: “12 Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.12-14). C. O chamado de Deus leva o eleito a culminar na vida eterna: “Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (I Pe 5.10).

CONCLUSÃO

Nós vimos nesta mensagem sobre o Chamado Eficaz de Deus, chamado de Graça Irresistível por uns, Vocação Eficaz por outros ou Graça Eficaz por mais alguns. Observou-se que o Chamado Eficaz é para salvação operada por Deus; Não é por obras, mas por sua graça de Deus e tem como base o propósito eterno de Deus. Aplicação: Crentes: Você foi chamado por Deus, por isso que você creu em Jesus, por meio deste chamado você pode confiar em Deus tanto agora como no futuro, pois Deus tem propósito eterno neste chamado. Descanse em Deus, pois o chamado Dele para ti encerra somente na glória. Não Crentes: .Deus continua chamando pecadores pela sua Palavra para salvaçãoe este chamado precisa chegar no coração para que o pecador receba a certeza de salvação eterna. Você está sentindo Deus chamando você no coração? O que você espera para atender este chamado e receber Cristo como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Receberás a certeza de absoluta de salvação. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca - MA).

 

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 8.33-34 (EXPIAÇÃO LIMITADA/PARTICULAR)

TEXTO: ROMANOS 8.33-34

“33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.

INTRODUÇÃO

A expiação de Cristo por sua morte na cruz é o ponto central do plano salvifico de Deus. O Sinodo de Dort disse que a morte de Cristo tem virtude e dignidade infinitas, sendo suficiente para salvar o mundo inteiro, mas objetiva salvar apenas os que crêem, que são os eleitos. O capítulo 8 de Romanos trata sobre a segurança dos salvos, sem condenação (vv.1-2), livres da escravidão da carne (vv.3-15), também trata da herança eterna que nos aguarda no céu que será revelada na restauração de todas as coisas (vv.17-25), sendo confirmados e auxiliados pelo Espírito Santo (vv.9,16,26,27), tudo isso faz parte de um plano concreto e soberano de Deus que já tem tudo eficazmente planejado (vv.28-30), sendo assim nada nem ninguém nos poderá separar desse propósito (vv.31-39). Neste plano de Deus está a expiação eficaz do seu filho pelo seu povo (vv.33,34). Por quem Cristo de fato morreu, eis a questão que iremos observar a partir do assunto e tema expostos.

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA - DEUS EM BUSCA DO HOMEM!

TEMA: EXPIAÇÃO LIMITADA: POR QUEM CRISTO REALMENTE MORREU?

1. A EXPIAÇÃO DE CRISTO É EFICAZ PARA OS SEUS ESCOLHIDOS (v.33a)

1.1. Os “escolhidos” são aqueles que o Pai entregou a Cristo (v.33a; Jo 6.37)

A Bíblia nos afirma que Deus tem seus eleitos (v.33a), estes foram entregues ao Filho pelo Pai e estão seguros Nele: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). Lições: A. A eleição denota aqueles por quem Cristo morreu (v.33): “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20,28). “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). B. Os escolhidos respondem à graça por causa da eleição: “7 Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular 8 e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos. 9 Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia” (I Pe 2.7-10). C. Os escolhidos estão seguros eternamente em Cristo: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 20.28).

1.2. A expiação garante defesa contra toda acusação (v.33).

Como Deus elegeu pessoas para a salvação, ninguém pode acusá-las (v.33), vejamos: A. Nenhuma acusação pode prevalecer contra os justificados: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33). B. A expiação na cruz foi para redimir o pecado de muitos: “Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mc 10.45). C. A justiça de Cristo cobre o eleito por causa da sua expiação: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21).

1.3. A obra de Cristo é eficaz para os que creem (At 13.48).

A obra de Cristo embora tenha poder para salvar o mundo inteiro, ela salva efetivamente os que crêem como se verifica a seguir: A. Os que crêem foram destinados para vida eterna: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13.48). B. Os que crêem são alcançados pela obra de Cristo: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). C. Os que crêem são alvos da intercessão de Jesus: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17.20).

2. A EXPIAÇÃO RESULTA EM JUSTIFICAÇÃO DIVINA (v.33b).

2.1. Deus é o autor da justificação. V.33b

A passagem nos faz uma pergunta retórica, pois ninguém pode condenar quem Deus justificou, vejamos: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33b). Anotações: A. A salvação começa e termina em Deus: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). B. O homem não pode justificar a si mesmo: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O verbo justificar (Gr. Dikaiothentes) está na voz passiva, indicando que Deus é quem realiza e não nós. C. A justificação se dá gratuitamente, pela fé sem obras: “23 pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 28 Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.23,24,28).

2.2. A justificação é baseada no sacrifício de Cristo.

A Escritura nos trata de informar sobre a suficiência da obra de Cristo para nos justificar, vejamos: A. Cristo satisfez a justiça divina: “Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” (Rm 5.18). B. Cristo pagou de forma plena o preço do nosso pecado: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14). C. Cristo tem a cruz como a base da absolvição dos nossos pecados: “Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (I Pe 2.24).

2.3. A justificação é aplicada aos que creem.

A justificação é aplicada aqueles pelos quais Cristo morreu, estes crerão. Vejamos:

A. A graça nos leva a ter fé e sermos salvos: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). B. Nem todos experimentam essa justificação, somente os eleitos: “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica” (v.33) C. A fé é um dom que Deus dá apenas aos eleitos: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tt 1.1). “E para que sejamos livres dos homens perversos e maus; porque a fé não é de todos” (II Ts 3.2).

3. A EXPIAÇÃO É ASSEGURADA PELA OBRA DE CRISTO. V.34

3.1. A morte de Cristo foi substitutiva e suficiente. V.34

Paulo vai tratar da eficiência e suficiência da obra de Cristo, dizendo que Ele morreu pelos eleitos (v.34), vejamos: A. Ele morreu em lugar do pecador eleito: “33 Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. 34 Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm 8.33,34). B. Seu sacrifício foi perfeito e completo: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas” (Hb 10.10). C. Não há necessidade de complemento humano: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16).

3.2. A ressurreição confirma a eficácia da expiação. V.34

O texto fala que foi Jesus que morreu e “quem ressuscitou” (v.34), sobre a ressurreição de Jesus, nós aprendemos que: A. A. Cristo venceu a morte para ser nosso justificador: “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4.25). B. A aceitação do sacrifício foi confirmada por Deus na ressurreição: “Porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17.31). C. A vida nova é garantida aos crentes pela vida de Cristo: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (I Pe 1.3).

3.3. A intercessão contínua assegura o salvo. V.34

O texto além de dizer que Jesus morreu e ressuscitou, também diz que Ele “está à direita de Deus e também intercede por nós” (v.34). Anotações: A. Cristo atua como advogado diante do Pai: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo 2.1). B. Sua obra não terminou na cruz, Ele é nosso perfeito sacerdote: ”14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. 15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.14-16). C. A salvação é sustentada pela sua mediação: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (I Tm 2.5). D. A salvação do eleito está assegurada, pois Cristo intercede por nós sempre: “Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (v.34; Hb 7.25).

CONCLUSÃO

Nós vimos que a Expiação de Cristo tem poder para salvar o mundo inteiro, mas salva somente os que Nele crêem,. Nós observamos que esta expiação é efetivada apenas nos eleitos, ressulta em justificação divina, sendo assegurada pela obra de Cristo: Morte, ressurreição e intercessão. A expiação de Cristo tem poder ilimitada, mas somente se efetiva na vida dos eleitos (os que crêem). Aplicação: Crentes: A expiação de Cristo é poderosa, suficiente e eficaz na vida do pecador que crê em Jesus; ela é, de modo geral e sincero, oferecida a todos, mas somente desfrutam dos seus beneficios aqueles que crêem, a nossa segurança não depende das nossas forças, mas da obra consumada de Cristo, bem como da sua intercessão continua. Você que já é crente, não precisa ter receio do seu passado, presente e futuro, pois a expiação de Cristo te assegura vitória tanto agora como no final, descanse na bondade de Deus, viva para Deus e proclame Jesus! Não Crentes: Nós vimos em uma parte dessa mensagem que Cristo assegura por sua obra na cruz como o cordeiro e no céu sendo nosso intercessor, mediador e advogado, a nossa eterna redenção. Você gostaria de ter um encontro com Cristo, aceitando-o para obter segurança eterna da sua salvação. Você pode fazer isso hoje! Você quer?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca MA).

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 9.11-13 (ELEIÇÃO INCONDICIONAL)

TEXTO: ROMANOS 9.11-13

“11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), 12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço. 13 Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.

INTRODUÇÃO

A doutrina da eleição incondicional trata na soberania de Deus quanto à salvação dos homens, Paulo vai explicar neste texto que a eleição divina antecede a qualquer merecimento humano, diferente de outras linhas que afirmam uma eleição antibíblica na qual Deus elege com base em algo que viu o homem fazer, a Escritura afirma diferente, trata de um propósito de Deus que está acima da nossa compreensão. O termo eleição vem da língua grega e indica uma escolha deliberada, separando alguns de entre a raça humana do restante da massa caída. A eleição se baseia na infalível presciência de Deus (I Pe 1.2), bem como na sua determinação e graça (II Tm 1.9)

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA

TEMA: ELEIÇÃO INCONDICIONAL: ESCOLHIDOS PELA GRAÇA DE DEUS!

1. DEUS ELEGEU ANTES DE QUALQUER OBRA HUMANA, V11a

1.1. A escolha divina antecede qualquer ação humana (v.11).

O texto vai nos informar que a eleição não aconteceu por causa de algo que Deus viu no homem, mas sem qualquer ação anterior, vejamos: A. Jacó e Esaú ainda não haviam praticado obras: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse […]” (v.11). B. A eleição não se baseia numa resposta humana: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16). C. Deus elegeu pessoas não pela qualificação, mas apesas da sua desqualificação: “26 Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28 e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; 29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (I Co 1.26-29).

1.2. A eleição pela graça sem nenhum tipo de mérito humano (v.11).

Segundo a Escritura nós observamos que a eleição é pela graça sem merecimento humano algum, segundo observa-se: A. A escolha divina separa um remanescente, mas pela graça: “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça” (Rm 11.5). B. A escolha divina não é uma conquista humana, mas ela conquista os eleitos: “6 E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça. 7 Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos” (Rm 11.6-7). C. A eleição acontece antes de qualquer resposta humana à Deus: “[…] nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)” (v.11b)

1.3. A eleição divina tem resultados (Ef 1.4,5; II Ts 2.13).

A Escritura nos traz propósitos da eleição, segundo podemos observar: A. Deus nos escolheu antes da fundação do mundo: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo […]” (Ef 1.4a). B. Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis: “[…] para sermos santos e irrepreensíveis perante ele” (Ef 1.4b). C. Deus nos escolheu para sermos filhos de Deus por adoção: “4 […] e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Ef 1.4c-5). D. Deus nos escolheu para recebermos a eterna salvação: “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (II Ts 2.13)

2. DEUS ELEGEU BASEADO NO SEU PROPÓSITO. V.11b

2.1. O propósito divino é eterno e imutável (v.11).

A Bíblia nos apresenta Deus como sendo eterno e imutável, assim sendo os seus planos também seguem essa verdade. Vejamos: A. As circunstâncias humanas não mudam o plano divino: “19 Respondeu-lhes José: Não temais; acaso, estou eu em lugar de Deus? 20 Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (Gn 50.19-21). B. O propósito de Deus aconteceu na eternidade e foi executado na história: “Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós” (I Pe 1.20). C. Os planos de Deus não podem ser frustrados: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2)

2.2. O propósito divino é soberano (Pv 21.1; Rm 9.18; Ef 1.11).

Deus no seu propósito age de forma soberana, dominando sobre tudo, observemos: A. Deus governa sobre todas as coisas, até os corações humanos: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina” (Pv 21.1). B. Deus na sua soberania tem misericórdia e endurece a quem quer: “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.18). C. Sua escolha é segundo o conselho da sua vontade: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11)

2.3. O plano de Deus para a salvação inicia na eleição (At 13.48).

Os salvos são antes eleitos na eternidade para que na história seja alcançado pela salvação, consoante vemos: A. A resposta do salvo acontece por causa da eleição e não o contrário: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna” (At 13.48). B. A fé é uma dádiva que Deus dá aos eleitos: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8) “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tt 1.1). C. Deus é quem dá o arrependimento aos seus para que se arrependam: “Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados” (At 5.31). “E, ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para vida” (At 11.18)

3. A ELEIÇÃO NÃO É BASEADA EM OBRAS, MAS NO CHAMADO DE DEUS. VV.11c-13

3.1. A eleição é é a base do chamado (v.11c).

A Palavra de Deus de Deus afirma que por causa da eleição vem o chamado de Deus, conforme o texto nos indica: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)” (v.11). Verdades: A. Deus toma a iniciativa de chamar o pecador: “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eterno” (II Tm 1.9). B. Esse chamado é oferecido pela graça: “15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve 16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (Gl 1.15-16). Separar (Gr. Aforisas, escolher), Chamar (Kalesas, Chamado interno; Revelar (Gr. Apocalipyses, tirar o véu). C. Deus chamou os que Ele predestinou/elegeu: “E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Rm 8.30)

3.2. Esaú e Jacó demonstram a soberania de Deus na eleição (vv.11-12)

A passagem bíblica nos diz que Esaú e Jacó apresentam que Deus é soberano na eleição de pecadores, observemos: “11 E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama), 12 já fora dito a ela: O mais velho será servo do mais moço” (vv.11-12). Aplicações: A. Quando diz que a eleição não é “por obras, mas por aquele que chama” nos ensina que eleição está interligada com chamado (v.11). B. Quando afirma que a eleição prevalece está nos dizendo que vai acontecer da forma que Deus mesmo disse (v.11). C. Quando diz que “o maior servirá o menor” revela a vontade de Deus de forma superior (v.12)

3.3. Deus demonstra seu amor eletivo amando Jacó e aborrecendo Esaú (v.13).

A passagem bíblica demonstra que Deus ama o seu povo de forma eletiva (v.13), assim sendo precisamos entender que: A. A graça comum demonstra o amor de Deus por cada uma das suas criaturas: “Para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.45). B. A graça especial demonstra o amor de Deus pelo povo escolhido: “7 Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, 8 mas porque o Senhor vos amava e, para guardar o juramento que fizera a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão poderosa e vos resgatou da casa da servidão, do poder de Faraó, rei do Egito” (Dt 7.7-8). C. A graça de Deus de forma especial demonstra-se em Jacó e Esaú: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” (v.13)

CONCLUSÃO

Nós vimos nessa mensagem que a eleição é incondicional pela graça de Deus. Observamos antes de qualquer obra humana, elegeu com base no seu propósito imutável e soberano, não sendo baseado em obras, mas no chamado eficaz de Deus. Aplicação: Crentes: Observamos que a eleição exalta a graça e humilha o coração orgulhoso do ser humano, você que foi salvo por Cristo não pode se orgulhar, pois fomos escolhidos sem merecimento algum. “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós...” (João 15:16). Não Crentes: Se você de fato pertence a Deus, a evidência de que somos eleitos é crer em Jesus Cristo e se afastar de viver em pecado. “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (II Tm 2.19).

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca - MA).

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 5.12 (DEPRAVAÇÃO TOTAL)

 TEXTO: ROMANOS 5.12

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram”.

INTRODUÇÃO

O termo Depravação Total trata do modo do ser humano depois da queda com o pecado original, essa doutrina nos diz que o pecado não é apenas ação, mas estado e natureza que foi herdada de Adão, o texto em que baseamos a mensagem nos diz que a a origem, extensão e as consequências do pecado atingiram toda a humanidade. O termo grego usado aqui para pecado é hamartia e significa “errar o alvo”, denotando erro na moralidade e espiritualidade frente ao padrão da santidade divina, contextualmente ele possui não apenas atos, mas a natureza totalmente corrompida dominando seu ser. A Depravação Total do homem apresenta que o pecado atingiu todas as partes da natureza humana, separando-a de Deus e deixando o ser humano totalmente incapaz de ir à Cristo ou se preparar para isto, sendo necessário que Deus intervenha no seu coração. Sobre isso iremos observar algumas verdades , tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: AS DOUTRINAS DA GRAÇA - DEUS EM BUSCA DO HOMEM

TEMA: DEPRAVAÇÃO TOTAL: A QUEDA QUE CONTAMINOU TODA A HUMANIDADE

1. O INÍCIO DA DEPRAVAÇÃO: POR UM HOMEM ENTROU O PECADO (v.12a).

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo […]”

1.1. O pecado teve um ponto histórico: a queda de Adão no Éden (v.12).

A passagem informa que o pecado inicia no primeiro casal, vejamos: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo […]” (v.12). Lições: a) O homem foi criado perfeito, mas escolheu desobedecer a Deus: “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29). b) A entrada do pecado não foi acidental, mas resultado de uma decisão consciente: “Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão” (I Tm 2.14). c) Isso revela a responsabilidade moral do homem diante de Deus: “Ora, sabemos que tudo o que a lei diz, aos que vivem na lei o diz para que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpável perante Deus” (Rm 3.19).

1.2. O pecado teve Adão como representante federal da humanidade (v.12)

O texto nos traz Adão como representante federal da humanidade (v.12). Sobre isso observamos que: a) Ele agiu como cabeça federal de toda a raça humana: “Por um só homem entrou o pecado no mundo” (v.12). b) Sua queda afetou não apenas a si mesmo, mas toda a descendência: “A morte passou a todos os homens” (v.12). c) A humanidade herdou sua natureza corrompida: “Não há homem que não peque” (I Rs 8.46).

1.3. O pecado trouxe uma natureza pecaminosa transmitida a todos

Essa natureza pecaminosa, bem como a morte foi se transmitiu a todos os seres humanos (v.12), obsevemos: a) Não nascemos neutros, mas inclinados ao mal: “Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). b) O pecado tornou-se parte da essência humana caída: “2 Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. 3 Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Sl 14.2,3). c) Isso explica a universalidade do pecado em todas as culturas e épocas: “9 Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; 10 como está escrito: Não há justo, nem um sequer, 11 não há quem entenda, não há quem busque a Deus; 12 todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.9-12).

2. A UNIVERSALIZAÇÃO DA DEPRAVAÇÃO: TODOS OS HOMENS FORAM CONTAMINADO (v.12b).

2.1. A depravação nao deixa escapar ninguém (v.12).

O texto bíblico afirma que ninguém escapa disso, verifiquemos: “[…] e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens […]” (v.12). Aplicações: a) Não há exceção entre os seres humanos: “Não há um justo,nem um sequer” (Rm 3.10). b) Todos estão debaixo do pecado: “[…] tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado” (Rm 3.9b). c) A corrupção atinge todas as áreas da vida: Palavras: “13 “A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, 14 a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura” (Rm 3.13-14); Pensamentos: “No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas” (Pv 6.14); e atitudes: “15 são os seus pés velozes para derramar sangue, 16 nos seus caminhos, há destruição e miséria” (Rm 3.15-16).

2.2. O pecado faz com que o homem se torne inapto ao paraíso.

A passagem bíblica nos diz que o ser humano está distante do céu, conforme verificaremos: a) O pecado do homem o torna indigno do céu, pois lá não entra pecado: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap 21.27). b) O homem natural devido ao pecado não aceita as coisas de Deus: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Co 2.14). c) Sem intervenção divina, permanece afastado de Deus: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44).

2.3. A incapacidade humana de salvar-se atingiu a todos.

O homem tornou-se morto diante de Deus, isto é, incapaz de se achegar a Deus por suas forças, vejamos: a) O homem não pode regenerar a si mesmo: “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (Jo 6.65). b) Obras humanas são insuficientes diante da santidade divina: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como um vento, nos arrebatam” (Is 64.6). c) A salvação depende inteiramente da misericórdia de Deus: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16)

3. A CONSEQUÊNCIA DA DEPRAVAÇÃO: TODOS PECARAM (v.12c).

3.1. O pecado é tanto natureza quanto prática.

O homem teve sua natureza corrompida pelo pecado original, mas ele continua pecando na atualidade (v.12). Verdades: a) Pecado original e atual: I. Herdamos a inclinação ao pecado: “Entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais” (Ef 2.3); II. Também pecamos voluntariamente: “14 Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. 15 Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15). b) A prática do pecado confirma a natureza pecaminosa: “Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34). c) Isso evidencia a profundidade da depravação humana: “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Is 1.6).

3.2. A morte como salário do pecado (Rm 6.23)

O texto nos diz que o pecado tem uma recompensa amarga, observemos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Explicações: a) A morte física é consequência da queda: “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tg 2.26). b) A morte espiritual separa o homem de Deus: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados” (Ef 2.1). c) A morte eterna é o juízo final para os não redimidos: “Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, não verá a morte, eternamente” (Jo 8.51).

3.3. A necessidade urgente de redenção.

O homem que se tornou pecador precisa ser redimido, segundo verificaremos a parttir desse instante: a) Somente Cristo pode reverter os efeitos da queda: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tm 1.15). b) A graça de Deus oferece salvação ao pecador: “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). c) A regeneração é obra do Espírito Santo no coração humano: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5).

CONCLUSÃO

Nós vimos que o Homem é Totalmente Depravado/Corrompido em seu ser, esta depravação do pecado iniciou por um homem - Adão; Alcançou a todos os homens, as consequencias deaste ato também atingem a todos. Aplicação: Crentes: Você que foi salvo por Cristo não tem do que se orgulhar, todos nós estávamos depravados totalmente, merecíamos de Deus o inferno, não tínhamos condições de ir á Cristo ou nos preparar para isto, mas Deus veio ao nosso encontro e nos salvou, sejamos gratos e proclamemos seu evangelho para outros pecadores sejam salvos como nós. Não Crentes: Nós vimos nesta mensagem que todos os homens foram atingidos pelo pecado de Adão, as consequências do pecado são: Morte fisica - Sepração do corpo do Espírito; Morte espiritual - Separação de Deus e; Morte eterna - Separação definitva de Deus no lago de fogo. Só há uma forma de escapar das consequências do pecado, inclusive da condenação, é receber Jesus como o seu ùnico e Suficiente Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?

AUTOR: Rev. Veronilton Paz da Silva (Campo Missionário da JMN em Zé Doca - MA).

quinta-feira, 11 de junho de 2026

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 16.33

TEXTO: JOÃO 16:33

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.

INTRODUÇÃO: 

Jesus trata para os seus discípulos que eles devem ter ânimo, pois este é o agente que motiva o ser humano a agir. Jesus traz ânimo ao seu povo, Ele diz que eles devem estar animados, ter seu coração com coragem para agir, Ele quer te animar nesta noite a ter coragem de agir, deixe o desânimo, retire da sua vida esta cara de derrota, levante, sacode a poeira e dá a volta por cima. Nós queremos trazer uma mensagem de ânimo!

TEMA: TENHA ÂNIMO E FORÇA EM CRISTO!

1. DEUS NOS ORDENOU QUE FÔSSEMOS ANIMADOS EM CRISTO. V.33

A. A ordem de cristo foi direta sem rodeios: “Tende bom ânimo” (v.33). Jesus ordena que nós tenhamos ânimo (v.33), então nós devemos observar algumas verdades: I. Cristo nos ordena ter ânimo sem depender das circunstâncias: “[…] no mundo passais por aflições” (v.33). II. Cristo nos ordena ter ânimo por causa da sua paz: “Para que tenhais paz em mim” (v.33). III. Cristo nos ordenou ter ânimo, ou seja, coragem de testemunhar de Cristo: “Animo, Gr. Tharseite, coragem” (v.33).

B. A ordem saiu da boca do próprio Deus e não de homens: “Estas coisas tenho vos dito […]” (v.33). Quem é o Deus que lhe ordena ter ânimo? I. Ele é o criador de todas as coisas: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). II. Ele conta todas as estrelas e chama cada uma delas pelo nome e por Ele ser grande em força e forte em poder, quando as chama nenhuma delas vem a faltar no céu: “Levantai ao alto os olhos e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem-contadas, as quais ele chama pelo nome; por ser ele grande em força e forte em poder, nem uma só vem a faltar” (Is 40.26). III. Ele é aquele que nem o céu dos céus o podem conter: “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (I Rs 8.27), pois Ele é mais alto que os céus: “Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus” (Hb 7.26). IV. Ele é o seu Deus, Ele ama você e está te dizendo: “Tende bom ânimo” (v.33).

C. A ordem de Deus tem uma recompensa para os seus servos (v.33). Quando Deus ordena que nós sejamos animados, Ele traz recompensa para aqueles que lhe obedecem, vejamos: I. A sua ordem de ter ânimo traz paz ao seu povo: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim […]” (v.33). II. A sua ordem de ânimo trouxe perdão de pecados ao paralitico de Cafarnaum: “E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado num leito. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Tem bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados” (Mt 9.2). III. A sua ordem de ter ânimo trouxe cura a mulher do fluxo de sangue: “E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou. E, desde aquele instante, a mulher ficou sã” (Mt 9.22). IV. A sua ordem de ter ânimo pode nos tirar de situações calamitosas, basta confiarmos Nele (v.33)

2. A ORDEM DE CRISTO NOS DEMONSTRA A SUA VITÓRIA V.33

A. Cristo venceu o mundo (v.33). A Escritura nos apresenta a vitória de Cristo contra o mundo (v.33), vejamos algumas verdades: I. O mundo é um sistema contra os principios de Deus: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele” (I Jo 2.15). II. O mundo odeia Jesus e o seu povo: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim” (Jo 15.18). III. Jesus venceu o mundo como nosso represntante: “[…] No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (v.33).

B. Cristo venceu o pecado (Cl 2.14). O texto vai nos demonstrar a vitória de Jesus na cruz contra o pecado: “Tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.14). Verdades: I. Jesus venceu o pecado pagando a nossa divida (v.14). II. Jesus venceu o pecado definitivamente (v.14). III. Cristo venceu o pecado pelo seu sangue na cruz (v.14).

C. Cristo venceu o diabo (Cl 2.15). O texto nos indica que Jesus venceu o diabo na cruz: “E, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl 2.15). Lições: I. Ele despojou o diabo: Despojos eram as almas que ele tinha sob seu domínio (v.15). II. Ele os êxpôs ao desprezo publicamente: A ideia era de uma luta espetáculo onde o vencedor amarrava o vencido (v.15). Jesus é o mais valente que amarrou o valente na cruz e tirou os seus despojos (Lc 11.21,22). III. Ele trinfou dos demônios na cruz (v.15). Havia uma promessa que o descendente da mulher iria esmagar a cabeça da serpente (Gn 3.15), isto aconteceu na cruz (v.15).

3. A ORDEM DE CRISTO APRESENTA QUE SOMOS VENCEDORES NELE. V.33

A. Cristo venceu e nos garantiu a vitória (v.33). A Bíblia nos afirma que a vitória de Cristo garante a nossa: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (v.33). Anotações: I. A vitória do povo de Deus já está garantida em Jesus: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.37). II. A vitória do povo de Deus se dá porque foram eleitos em Cristo: “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele” (Ap 17.14). III. A vitória do povo de Deus não acontece pelas suas forças, mas pelo poder de Cristo: “17 Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. 18 Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt 8.17,18).

B. Cristo venceu e nós vencemos Nele (v.33). O texto nos diz que Cristo venceu e nas entrelinhas também que nós venceremos: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (v.33). Notas: I. Nós vencemos porque maior é que está em nós do que o que está no mundo: “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (I Jo 4.4) II. Nós vencemos porque cremos em Jesus Cristo e o recebemos pela fé: ““4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. 5 Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus?” (I Jo 5.4,5). III. Nós vencemos, pois nosso nome está inscrito no livro da vida: “O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos” (Ap 3.5)

C. Cristo venceu e nos dá a missão de proclamarmos a sua vitória para outros (At 2.23,24,33). A Escritura nos encarrega de proclamar a vitória de Cristo, vejamos: “23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; 24 ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela. 33 Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (vv.23,24,33). Explicações: I. Os cristãos pregavam que Cristo morreu (At 2.23). II. Os cristãos pregavam que Cristo ressuscitou dentre os mortos (At 2.24). III. Os cristãos pregavam que Cristo está entronizado à destra de Deus (At 2.33). IV. Os cristãos devem pregar hoje que: “A cruz está vazia; o túmulo está vazio; o trono está ocupado para todo o sempre”, pois Jesus venceu e está vivo. Ele venceu! Aleluia!”

CONCLUSÃO: 

Nós observamos nessa mensagem que devemos ter ânimo e força em Cristo. Cristo nos ordenou que sejamos animados, sua ordem demonstra que Ele é vencedor e por fim nós também somos vencedores. Aplicação: Crentes: Você precisa abandonar todo o desânimo, se você tem desejo de realizar coisas que ainda não conseguiu, nunca é tarde para recomeçar, não desanime, Cristo te dará força, sobretudo, busque crescer e ter vitória na sua vida espiritual, Cristo tem vitória para você, busque-a em Cristo. Não Crentes: A principal vitória que uma pessoa pode ter na vida é ter certeza que vai morar no céu e ter a sua salvação assegurada, para você ter essa certeza precisa ter certeza de vida eterna, recebendo a Jesus como seu Único e Suficiente Senhor e Salvador. Quer fazer isso hoje?