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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM MARCOS 12.13-17 (SEGUNDA MENSAGEM)

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: MARCOS 12.13-17
[13] E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. [14] Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? [15] Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja. [16] E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. [17] Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele”.

INTRODUÇÃO
Há um personagem humorístico chamado “Conchinha” que possui a característica de bajular as pessoas na frente e critica nas costas. Ele usa duas expressões: Autarquia quando encontra a pessoa e carniça quando a pessoa vai embora, ou seja, suas palavras não condizem com o que ele diz. E nós, como temos agido, com sinceridade ou não? Marcos nesta passagem trata sobre um episódio entre Jesus e os fariseus e herodianos. Eles queriam pegar Ele em alguma palavra e pensavam, quando tentaram com relação à Lei, fracassaram, agora eles querem tentar colocá-lo contra o império romano, perguntando se era licito pagar imposto a César, Jesus sabendo do seu intendo e da falsidade daqueles homens, bem como da licitude do imposto romano, deu a resposta que Servir a Deus não impedia de pagar impostos a César. Jesus conhece o ser humano, sabe e o louvamos de verdade ou não, também sabe das nossas intenções e deseja que o sirvamos de maneira autentica, queremos tratar sobre alguns pontos importantes para nossa vida baseado no tema abaixo.

TEMA: VERDADES QUE DEUS NOS TRANSMITE NESTA PASSAGEM.

1.     JESUS É LOUVADO POR ALGUNS APENAS DA BOCA PARA FORA. V.13-14
[13] E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. [14] Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?”

1.1   Há pessoas que o louvam com a boca, mas o seu coração está longe Dele. Mt 15.7-9
“[7] Hipócritas! bem profetizou Isaias a vosso respeito, dizendo: [8] Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. [9] Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem”.

1.2   Há pessoas que o louvam com a boca, mas suas ações não condizem com as suas palavras. Tg 1.21-23
[21] Pelo que, despojando-vos de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas. [22] E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. [23] Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a um homem que contempla no espelho o seu rosto natural”.

2.     JESUS CONHECE O QUE ESTÁ POR TRÁS DAS PALAVRAS DOS HOMENS. V.15
“Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja”.

2.1   O Senhor conhece os pensamentos e intenções dos corações, mesmo que as palavras sejam bonitas. Jr 17.9-10
[9] Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? [10] Eu, o Senhor, esquadrinho a mente, eu provo o coração; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações”.

2.2   O Senhor conhece as ações mais secretas dos homens, mesmos que suas palavras sejam agradáveis.
[1] Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Isto diz aquele que tem os sete espíritos de Deus, e as estrelas: Conheço as tuas obras; tens nome de que vives, e estás morto. [2] Sê vigilante, e confirma o restante, que estava para morrer; porque não tenho achado as tuas obras perfeitas diante do meu Deus”.

3.     JESUS DESEJA QUE A FÉ DO CRISTÃO INFLUENCIE A SUA VIDA AQUI. V.16-17
[16] E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. [17] Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele”.

3.1   A vontade de Jesus é que o cristão viva o evangelho de maneira tal que as pessoas percebam nossa vida e glorifiquem a Deus. Mt 5.13-16
[13] Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. [14] Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; [15] nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. [16] Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”.

3.2   A vontade de Jesus é que o cristão viva o evangelho de tal forma que as pessoas queiram imitar a sua fé. Fp 3.17
“Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós”

CONCLUSÃO
A presente mensagem trouxe algumas verdades para a vida cristã. Foram examinadas algumas verdades: Primeira, JESUS É LOUVADO POR ALGUNS APENAS DA BOCA PARA FORA. V.13-14; Segunda, JESUS CONHECE O QUE ESTÁ POR TRÁS DAS PALAVRAS DOS HOMENS. V.15; Terceira, JESUS DESEJA QUE A FÉ DO CRISTÃO INFLUENCIE A SUA VIDA AQUI. V.16-17. Temos louvvado ao Senhor de maneira autêntica? Nossa vida tem influenciado o mundo ou está sendo influenciado por ele? Que possamos viver de maneira autentica, agradando a Deus. Amém! 


Autor: Veronilton Paz da Silva – Presbítero; Missionário; Bacharel em Teologia; licenciatura em Letras – Língua Portuguesa; Formação Presbiteriana de Evangelista

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM MARCOS 12.13-17 (PRIMEIRA MENSAGEM)

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: MARCOS 12.13-17
[13] E enviaram-lhe alguns dos fariseus e dos herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra. [14] Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar? [15] Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja. [16] E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. [17] Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele”.

INTRODUÇÃO
Segundo o Dicionário Etimológico a termo cidadania vem do latim civitas, que significa “conjunto de direitos atribuídos ao cidadão” ou “cidade”, diz ainda que o termo “cidadania” foi utilizado na Roma Antiga para designar a situação política de uma pessoa e os direitos que possuía ou que podia exercer. Nesse aspecto, a cidadania, conforme diz Dalmo Dalari: “(…) expressa um conjunto de direitos que dá a pessoa uma possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo”. Nesta passagem de Marcos ele narra mais uma tentativa dos fariseus e herodianos de pegar Jesus em alguma palavra, eles agora perguntam sobre o imposto, se Jesus dissesse que não pagasse impostos, eles o acusariam de subversão ao império. Jesus sabia das taxações indevidas do império romano, porém, Jesus atestou que o poder político é legitimo e que não devemos confundir deveres civis com deveres religiosos. Afinal, somos cidadãos do céu, mas também da terra. Gostaria de falar sobre esta cidadania cristã baseado no tema abaixo.

TEMA: A CIDADANIA CRISTÃ

1.    O CRISTÃO É UM CIDADÃO DO CÉU. Fp 3.20
“Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.

1.1  O cidadão do céu vive aqui, mas anda em busca da pátria celeste que é superior à terrena. Hb 11.13-16
[13] Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra. [14] Porque os que falam desse modo manifestam estar procurando uma pátria. [15] E, se, na verdade, se lembrassem daquela de onde saíram, teriam oportunidade de voltar. [16] Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”.

1.2  O cidadão do céu vive aqui, mas anda em busca de reconciliar pessoas com Deus. II Co 5.17-20
[17] Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. [18] Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; [19] pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação. [20] De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus”.

2.    O CRISTÃO É UM CIDADÃO DA TERRA. Jo 17.13-15
[13] quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir. [14] Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. [15] Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”.

2.1  Como cidadãos terrenos precisa-se cumprir os deveres aqui. Mc 12.16-17
“[16] E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. [17] Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele”.

2.2  Como cidadãos terrenos precisa-se viver a vida comum daqui. Jr 29.4-7
[4] Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados que eu deportei de Jerusalém para a Babilônia: [5] Edificai casas e habitai nelas; plantai pomares e comei o seu fruto. [6] Tomai esposas e gerai filhos e filhas, tomai esposas para vossos filhos e dai vossas filhas a maridos, para que tenham filhos e filhas; multiplicai-vos aí e não vos diminuais. [7] Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz”.

3.    O CRISTÃO É UM CIDADÃO DO CÉU QUE INFLUENCIA A TERRA. At 2.42-47
[42] E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. [43] Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. [44] Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. [45] Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. [46] Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, [47] louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”.

3.1  O cristão como cidadão do céu deve influenciar os costumes da terra. At 16.19-22; At 17.1-7

[19] Vendo os seus senhores que se lhes desfizera a esperança do lucro, agarrando em Paulo e Silas, os arrastaram para a praça, à presença das autoridades; [20] e, levando-os aos pretores, disseram: Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, [21] propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos. [22] Levantou-se a multidão, unida contra eles, e os pretores, rasgando-lhes as vestes, mandaram açoitá-los com varas.

[1] Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus. [2] Paulo, segundo o seu costume, foi procurá-los e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das Escrituras, [3] expondo e demonstrando ter sido necessário que o Cristo padecesse e ressurgisse dentre os mortos; e este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que eu vos anuncio. [4] Alguns deles foram persuadidos e unidos a Paulo e Silas, bem como numerosa multidão de gregos piedosos e muitas distintas mulheres. [5] Os judeus, porém, movidos de inveja, trazendo consigo alguns homens maus dentre a malandragem, ajuntando a turba, alvoroçaram a cidade e, assaltando a casa de Jasom, procuravam trazê-los para o meio do povo. [6] Porém, não os encontrando, arrastaram Jasom e alguns irmãos perante as autoridades, clamando: Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui, [7] os quais Jasom hospedou. Todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei”.

3.2  O cristão como cidadão do céu deve influenciar a moral da terra. Ef 4.25-32
[25] Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros. [26] Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, [27] nem deis lugar ao diabo. [28] Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado. [29] Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. [30] E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. [31] Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia. [32] Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou.

3.3  O cristão como cidadão do céu deve influenciar a espiritualidade da terra. Dn 3.28-29
[28] Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus.[29] Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra  o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este”.

CONCLUSÃO
A mensagem atual trouxe à tona a cidadania cristã e foram vistos algumas questões sobre a cidadania cristã que foram: Primeiro, O CRISTÃO É UM CIDADÃO DO CÉU. Fp 3.20; Segundo, O CRISTÃO É UM CIDADÃO DA TERRA. Jo 17.13-15; Terceiro, O CRISTÃO É UM CIDADÃO DO CÉU QUE INFLUENCIA A TERRA. At 2.42-47. Como temos exercido a nossa cidadania terrestre? E a celestial? Como cidadãos do céu temos influenciado as pessoas ou somos influenciados?

REFERÊNCIAS

A Bíblia de Estudo de Genebra. 2 ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Dicionário Etimológico. Origem da palavra Cidadania. Extraído de: <http://www.dicionarioetimologico.com.br/cidadania/>


Autor: Veronilton Paz da Silva – Presbítero; Missionário; Bacharel em Teologia; licenciatura em Letras – Língua Portuguesa; Formação Presbiteriana de Evangelista

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ESTUDO DOUTRINÁRIO SOBRE O HOMEM E A RELIGIOSIDADE (ADAPTADO DE MANUAL DE DOUTRINA CRISTÃ DE BERKHOF)

 Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: TIAGO 1.26-27
“[26] Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã. [27] A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”.

INTRODUÇÃO

O site Wikipédia depende a religião como “um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais que dão sentido à vida ou explicam a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana.
O trecho lido das Escrituras fala sobre o que seria a verdadeira religião na prática, tomando cuidado com o que diz (v.26ª), cuidando de maneira amorosa das pessoas necessitadas (v.27a) e se afastando das práticas que o mundo oferece (v.27b), porém, tudo isto só teria valor se forem feitas “ para o nosso Deus e Pai” (v.27). A religião seria uma ponte entre o material e o imaterial, entre o homem e o sobrenatural. Os cristãos entendem que Jesus é esta ponte entre o homem e Deus, assim sendo Ele a verdadeira religião. Mas, porque, de onde e como surgiu a religião? Vamos buscar estudar alguns aspectos sobre a religião baseados no tema Abaixo.

TEMA: A RELIGIOSIDADE UMA CARACTERÍSTICA ESSENCIAL DO SER HUMANO

1.    A RELIGIÃO É UM FENOMENO UNIVERSAL. At 28.1-6
[1] Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. [2] Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio. [3] Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. [4] Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. [5] Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum; [6] mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus.

O homem tem sido descrito com um ser totalmente religioso, ou seja, a religião é universal. Os missionários testemunharam alguma forma de religiosidade entre todos os povos da terra. A religião toca as fontes mais profundas do ser humano, controla os pensamentos, agita as emoções, guia as ações. A religião é importante na vida da humanidade, segundo o ateu Freud a religião é uma das formas de controla os instintos destrutivos do ser humano, Hume, cético diz que deve-se tomar cuidado com as pessoas vazias de religião, pois estão próximas dos brutos.
A Escritura traz a afirmação do salmista dizendo: “A minha alma tem sede de Deus do Deus vivo” (Sl 42.1-2), porque o homem tem esta sede de Deus, porque o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26-27), como tal ele foi criado como um ser moral, social e espiritual, com o afastamento do homem de Deus, ele passou a buscar o caminho de volta para Deus. O teólogo Agostinho disse que o homem possui um vazio do tamanho de Deus e só Deus pode preencher este vazio. Ele também disse que o homem foi criado por Deus para viver com Deus, ele andará em vários lugares em busca de paz, mas só achará esta paz quando estiver em Deus. Isto abrange todos os homens, pois todos os homens criados por Deus para viver com Ele (Gn 2.16-17), mas infelizmente herdaram o pecado de Adão e sua religiosidade é falha por causa disto, mas todos os homens são religiosos, até os que dizem não crê em nada.

2.    A RELIGIÃO E SUA NATUREZA ESSENCIAL. Êx 20.1-6
[1] Então, falou Deus todas estas palavras: [2] Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. [3] Não terás outros deuses diante de mim. [4] Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. [5] Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem [6] e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

O que é religião? As pessoas procuram uma resposta para esta questão, estudando os fenômenos religiosos mundiais, mas este não é o método a ser seguido. Somente a Bíblia pode dizer qual a concepção correta de religião, e ela apresenta algumas questões importantes para nossa vida expostas a partir deste momento.

2.1   A religião está interessada na relação do homem com Deus, sendo Deus quem determina as normas desta relação.

A confissão de Fé de Westminster trata sobre a esta relação de culto religioso, na qual ela diz que

[...] o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras (CFW, XXI, I)

Segundo a CFW traz acima, Deus mesmo institui a maneira de ser cultuado, não cabendo ao homem criar maneiras de cultuar a Deus, mediante os desejos do seu coração, o pensamento de Louis Berkhof concorda com os teólogos de Westminster, dizendo que

É prerrogativa de Deus especificar como o homem se relaciona com Ele, fazendo isto na sua Palavra Divina, sendo a Palavra religião do latim “religare” que significa reler, repetir, observar cuidadosamente, religar (BERKHOF, 1992, p.20).

Como a iniciativa de se relacionar com o homem foi do próprio Deus, então Ele também coloca as regras desta adoração na Escritura, os puritanos do século XVII diziam que a Bíblia era o princípio regulador do culto, por isto eles retiraram dos cultos tudo que não houvesse na Escritura como: Oração aos santos, pelos mortos; danças, confissão auricular, etc. eles instituíram o culto com: Leitura da Bíblia, Oração, Cânticos, Oferta, Sacramentos e Pregação. Devido a isto que nas igrejas de linha históricas não temos testemunhos de milagres, sal grosso, rosa ungida, água santa ou qualquer novidade do mercado da fé gospel. Vamos examinar agora como a religião é descrita no Velho Testamento.

2.2   A religião no VT é descrita como o temor ao Senhor.

O que é o temor ao Senhor? Segundo Louis Berkhof, o temor ao Senhor ao Senhor não seria semelhante ao medo, ele pode ser descrito como

O sentimento de reverência para com Deus [...] receio de desobedecer ou do castigo pela desobediência. Como tal representou a resposta do israelita piedoso à revelação da Lei do Velho Testamento (Berkhof, 1992, p.20)

Para o escritor Pb. André Sanches temer a Deus não é ter medo Dele, mas reverenciá-lo, adorá-lo, viver em santidade, sendo fiel a Ele, vivendo sabiamente, aborrecendo o mal, para o autor, não há discípulos sem temor, vejamos um trecho das palavras do referido escritor:

Muito entendem de forma errada a expressão “temor do Senhor” ou “temor a Deus”. Alguns dizem que seria ter medo de Deus. Apesar de um dos significados mais fortes da palavra temor ser “medo”, temer a Deus não é ter medo Dele, pois o medo nos faria fugir Dele e não aproximar-se Dele. Veja o que o apóstolo João diz a respeito do medo: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor.” (1Jo 4. 18). Ou seja, o temor a Deus citado na Bíblia não pode significar um medo de Deus que nos faça fugir Dele e nos traga tormento. Antes, é algo que nos aproxima ainda mais de Deus. Temer a Deus é respeitá-Lo como sendo quem é; é reverenciá-Lo e obedecê-Lo baseado em toda a revelação de Sua santidade, justiça, grandeza, misericórdia, benignidade, vontade, amor e outros milhares de atributos revelados a nós. Temer a Deus é adorá-Lo como o único Deus. “Não terás outros deuses diante de mim.” (Ex 20. 3). Temer a Deus é tomarmos atitudes de santidade e pureza. “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” (2Co 7. 1). Temer a Deus é ser fiel a Ele em qualquer situação, cultivando um coração santo. “Deu-lhes ordem, dizendo: Assim, andai no temor do SENHOR, com fidelidade e inteireza de coração.” (2Cr 19. 9). Temer a Deus é o início de uma vida de sabedoria. E a sabedoria é praticar a vontade de Deus. “O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; revelam prudência todos os que o praticam. O seu louvor permanece para sempre.” (Sl 111. 10). Temer a Deus é aborrecer o mal. “O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço.” (Pv 8. 13). Assim, o temor de Deus é como o oxigênio para a vida do discípulo. Sem temor a Deus não existe o discípulo (SANCHES, André, O que é temer a Deus? Extraído de: <https://www.esbocandoideias.com/2012/05/o-que-significa-temer-a-deus-temor-ao-senhor-temor-de-deus.html>)

O temor a que a religiosidade do VT nos convida não é um medo de um Deus carrasco, mas uma aproximação de um Deus amoroso e pessoal que convida seu povo a uma vida de intimidade com Ele (Sl 25.14). Mas. Como é que a religião é descrita no NT? Isto será visto nas próximas linhas.

2.3   A religião no NT é descrita como o evangelho e a resposta do homem a esta só pode ser pela fé.

A verdade é que a palavra fé descreve a atitude religiosa do homem, é o instrumento que Deus coloca no homem para que ele responda ao chamado (voccatis) do evangelho (Ef 2.8). Segundo Agostinho de Hipona, esta fé colocada por Deus no homem faz o homem hábil para receber o evangelho. Este termo fé é traduzido como “confiança”, refere-se a uma confiança de uma criança por seu pai, tornando-se uma fonte de amor e serviço cristão. A verdade é que tanto no VT como no NT a religião é sempre uma relação do homem com Deus. Ser religioso é buscar o contato com o transcendente, com um ser superior, que nós chamamos de Deus. Ser religioso é ter fé, confiar em algo, para o cristão é ser fiel a Cristo, confiar Nele. A palavra confiança é palavra-chave no Novo Testamento, pois o evangelho só é aceito pela fé (confiança) verdadeira, coisa esta que o homem natural não entenderá, afinal para ele é loucura (I Co 2.14).

2.4   A religião em toda a Escritura é descrita como aquela posição que o homem está em relação a Deus.

Mais uma vez o teólogo Louis Berkhof trata sobre a religião e o ser humano, diz que a religião apresenta os devidos lugares de Deus e do homem, o homem como um ser limitado e Deus como um Ser Supremo, mas esta relação longe de ser uma relação de escravidão, é uma relação de alegria e liberdade, consciente e voluntária, sendo tudo manifesto em atos de culto, somente sendo aceito o que a Palavra de Deus prescreve, vejamos um trecho da obra a seguir:

A religião torna o homem consciente da majestade absoluta e do poder infinito de Deus, e da sua própria e da sua própria insignificância e absoluta insuficiência [...]. A relação do homem com Deus na religião é consciente e voluntária, e, em vez de escravizá-lo, leva-o ao gozo da mais elevada liberdade. A religião pode ser definida como uma relação espiritual com Deus, consciente e voluntária, que se expressa na vida como um todo e particularmente em certos atos de culto. Deus é quem determina a adoração, o culto e o serviço que lhe são aceitáveis. Toda expressão de culto contrária à Palavra é absolutamente proibida (BERKHOF, 1992, p.21).

Para João Calvino a religião é uma prova da existência de Deus, pois os homens possuem certa noção de divindade, mesmo os que praticam a idolatria vêem no ídolo também uma entidade superior, além de apresentar a idéia de busca a Deus, própria do homem que é ser espiritual, tamém aponta a relação sobrenatural que a religião proporciona.
  
3.    A RELIGIÃO E SUA SEDE. Dt 6.4-6
[4] Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. [5] Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. [6] Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração”.

As opiniões divergem com relação à sede da religião na alma humana. Alguns não a colocam como central, mas apenas como uma das faculdades da alma, vejamos alguns pontos importantes sobre este assunto

3.1   Teorias parciais sobre a sede da religião.

Para alguns a sede da religião está no intelecto [...] outros a localiza nos sentimentos. Outros ainda dizem que a sede da religião está na vontade. Estas opiniões falham por não fazer justiça ao lugar central e fundamental da religião na vida humana. São contrarias à Escritura e à psicologia moderna, partindo da suposição que uma faculdade da alma pode agir independente da outra. O homem todo funciona em religião.

3.2   A opinião da Escritura (Bíblia) sobre a sede da religião.

A única opinião correta e escrituristica é que a sede da religião é no coração, também na imagem de Deus que está nele, o que torna a relação do homem com Deus central e total. Desde que a sede da religião é o coração. Por esta causa que o homem deve amar a Deus de todo o coração, como bem disse Louis Berkhof quando expõe que

Desde que a religião tem a sua sede no coração, abrange o homem inteiro com todos os seus pensamentos, sentimentos e volições. É o coração que o homem deve dar ao Senhor (Ez 36.25-27). Na religião o coração controla o intelecto, sentimentos e vontades (Mt 15.18-19) [...]. Esta é a única teoria que faz justiça à religião, e lhe reconhece a importância suprema na vida do homem (BERKHOF, 1992, P.23)
 
Assim sendo, o coração é quem comanda todas as ações, por isto que é a sede da religião de onde vem a adoração. A seguir será tratado sobre a origem da religião

4.    A RELIGIÃO E SUA ORIGEM. Is 57.15
“Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”.

Alguns influenciados pela teoria da evolução partem da suposição que o homem partiu do ser sem religião para o religioso, mas, os que procuram a solução deste problema à luz da revelação de Deus chegam, entretanto, chegam a uma conclusão inteiramente diferente. Descobrem que o homem foi criado como um ser religioso, a seguir veremos algumas questões sobre a questão da religião.

4.1   Teorias naturalísticas sobre a origem da religião.

Alguns consideram a religião como a proposta da astúcia dos sacerdotes ou da artimanha dos governantes, que manipularam a credulidade e o medo das massas ignorantes. A fim de obter e manter o domínio sobre elas. Outros que o culto fetichista e de objetos inanimados é a semente da qual se desenvolveram as diversas formas de religião. Há um pensamento muito popular que os homens por medo dos fenômenos naturais, criaram a idéia de um ser superior. Ou seja, todos estes pensamentos citados aqui querem dizer que o homem era originalmente um ser não religioso. Mas, será que é desta forma que as coisas são de fato? Vamos examinar este assunto segundo as Escrituras, a partir das próximas linhas.

4.2   A posição das Escrituras a respeito da origem da religião.

A revelação especial de Deus, na Escritura, pode nos iluminar quanto à origem da religião. Se quisermos explicar a sua origem, devemos partir da suposição de que Deus existe, pois religião sem Deus é inadmissível.
Mas, um detalhe que não se pode esquecer é que o homem não pode, por si mesmo, descobrir a Deus e conhecê-lo, por isso é necessário que Deus se revele a si mesmo.
É verdade que Deus revelou a si mesmo e sua revelação (Bíblia) determinou o custo e o serviço que lhe agrada (Deus estabeleceu com Adão o que os estudiosos chamam pacto de obras, neste Deus fez a promessa de Vida Eterna, exigiu a obediência e tinha como castigo para esta a morte).
Mas esta revelação não teria sido suficiente ao estabelecimento se Deus não agisse no homem o capacitando para entender e corresponder à revelação (At 16.14-15).
A religião (relação do homem com Deus não é imposição de fora, Deus o criou para ter contato com o ELE, assim Deus conversava com Adão (Gn 3.8-10) e continua conversando conosco pela sua Palavra (Jo 5.39; Jo 17.17).
É somente sobre a influencia da revelação especial de Deus e da iluminação do Espírito Santo que o pecador pode, prestar culto a Deus de modo que o agrade (Rm 8.26-27). Mas, como se falou até agora, religião, seria uma ligação do homem com Deus, quem é que pode de fato nos religar A Deus? Isto é o assunto do próximo item.

5.    A RELIGIÃO VERDADEIRA É JESUS. Hb 1.1-14
[1] Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, [2] nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. [3] Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas, [4] tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. [5] Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho? [6] E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. [7] Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; [8] mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino. [9] Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros. [10] Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são obra das tuas mãos; [11] eles perecerão; tu, porém, permaneces; sim, todos eles envelhecerão qual veste; [12] também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados; tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. [13] Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? [14] Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?

Qual é a religião verdadeira? Está é uma das perguntas mais freqüente na história da humanidade. Eu gostaria de mencionar algo que na Bíblia está muito claro. Ao invés de perguntarmos “qual?” deveríamos perguntar “quem?”. Quem é a verdadeira religião? A palavra religião quer dizer religar, religar-nos a Deus.  E não existe uma coisa que nos ligue a Deus, existe uma, e somente uma Pessoa que nos religa a Deus, Jesus Cristo.

5.1   A palavra religião significa religar, no sentido de reaproximar o homem a Deus, e Jesus é o único que pode religar o homem a Deus. I Tm 2.5; Hb 7.25; Jo 14.6; Rm 8.34

Pode-se ver na teologia cristã que a iniciativa de trazer o homem caído de volta para si foi do próprio Deus e não do homem, este homem jamais poderia ir à Cristo por sua própria vontade, pois ele estava morto no pecado (Ef 2.1), fazendo a vontade não de si próprio, mas da carne, mundo e diabo, estando por isto debaixo da ira de Deus (Ef 2.2-3), era preciso que alguém conquistasse isto no lugar do homem, este alguém foi Cristo , o mediador entre Deus e o homem. O Rev. Hernandes Dias Lopes tratando sobre esta mediação e intercessão viva e perfeita de Cristo disse que

Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Mediador, e isso por algumas razões: 1. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque Ele é Deus-Homem. Jesus é Deus e Homem ao mesmo tempo. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente Homem. É uma só Pessoa, mas com duas naturezas distintas. Jesus não deixou de ser Deus ao tornar-se Homem. Aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo, desceu da glória, esvaziou-se e fez-se carne. Vestiu a nossa pele, nasceu numa manjedoura, cresceu numa carpintaria e morreu numa cruz. Ele é a ponte que nos liga a Deus, o caminho que nos dá acesso ao Pai e a porta de entrada da bem-aventurança eterna. 2. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque é o nosso representante e fiador. Jesus veio ao mundo para ser nosso representante e fiador. Não veio apenas para estar ao nosso lado, mas em nosso lugar. Não veio apenas para falar por nós, mas para morrer por nós. Não veio apenas para nos defender, mas para nos substituir. Sua morte na cruz foi um sacrifício, um sacrifício substitutivo. Ele morreu a nossa morte. Ele pagou a nossa dívida. Ele sofreu o duro golpe da lei que deveríamos sofrer. Ele sorveu sozinho o cálice amargo da ira de Deus que nós deveríamos beber. Ele recebeu em si mesmo a merecida punição do nosso pecado. Ele cumpriu com todas as demandas da justiça divina ao morrer em nosso lugar, em nosso favor, para nos oferecer perdão e vida eterna. 3. Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens porque ressuscitou, venceu a morte, triunfou sobre os principados e potestades e nos fez assentar com ele nas regiões celestes. A morte de Cristo na cruz não foi um sinal de fraqueza e derrota, mas de retumbante vitória. Ele matou a morte e arrancou seu aguilhão, quando ressuscitou dentre os mortos. A vitória de Cristo é a nossa vitória. Morremos com ele e com ele ressuscitamos. Estamos escondidos com Cristo em Deus. Estamos assentados com ele nas regiões celestes, acima de todo principado e potestade. Nele somos mais do que vencedores. Por meio dele temos livre acesso ao trono da graça e chegaremos ao Céu, ao Paraíso, ao Seio de Abraão, à Casa do Pai, à Cidade Santa, à Nova Jerusalém. Ele é nosso irmão mais velho e seguindo suas pegadas, entraremos pelos portais da glória trajando vestes alvas e com palmas em nossas mãos. Com ele, assentar-nos-emos em tronos e, com ele, reinaremos em seu reino de glória, para todo o sempre. Porque Cristo foi tudo para nós na terra, no tempo, na vida e na morte, ele será tudo para nós no céu, na glória e isso, por toda a eternidade (LOPES, Hernandes Dias. Cristo, Nosso Único Mediador. Retirado de: <http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/10/jesus-cristo-nosso-unico-mediador/#.Vpb7x_krLcc>)


Já o autor aos Hebreus traz esta mediação Dele, usando o modelo do trabalho de um sacerdote que entrava no santo dos santos para pedir perdão primeiro pelos seus próprios pecados, depois pelos dos outros, assim Cristo é um sacerdote perfeito, um mediador inigualável, vejamos o trecho bíblico abaixo

[14] Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. [15] Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. [16] Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (hebreus 4.14-16).

Sendo assim, Cristo é a única religião verdadeira que existe, pois só Ele pode religar o homem a Deus. Mas, ele não apenas nos religa a Deus, bem como também nos ajuda a cultuar a Deus, isto é nosso assunto abaixo:

5.2   A palavra religião faz menção a uma relação de culto do homem com Deus e só por Jesus pode-se oferecer culto agradável a Deus. Hb 13.15

O culto só pode ser aceitável se for feito por intermédio de Cristo, no texto acima diz que é “por meio de Jesus”, ou seja, só se cultua verdadeiramente por meio de Cristo, ele mesmo recebeu adoração enquanto estava aqui na terra, a CFW afirma que o nosso culto só deve ser prestado a Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, e pela mediação de Cristo, conforme trecho abaixo:

O culto religioso deve ser prestado a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo - e só a ele; não deve ser prestado nem aos anjos, nem aos santos, nem a qualquer outra criatura; nem, depois da queda, deve ser prestado a Deus pela mediação de qualquer outro senão Cristo. João 5:23; Mat. 28:19; II Cor. 13:14; Col. 2:18; Apoc 19:10; Rom. l:25; João 14:6; I Tim. 2:5; Ef. 2:18; Col. 3:17. (CFW, 2010, XXI, II)

O culto religioso ele tem que ser oferecido por meio de alguém que possa purificar nossas faltas, e nos apresentar santos e irrepreensíveis junto ao Pai, enquanto aqui estivermos sofreremos por causa do pecado, mas no culto descansamos no Senhor, porque o culto é uma representação do céu, porém isto será visto abaixo.

5.3   A palavra religião também faz referência ao descansar em Deus e só por Jesus se pode ter descanso para a alma. Mt 11.28-30

O shabat judeu se cumpre em Cristo, pois shabat significa descanso e onde poderemos descansar senão na pessoa de Jesus. Só Ele pode nos dá este descanso ou shabat que precisamos. Façamos Isto! Ele é a verdadeira Religião e só Nele nossa alma tem descanso!

CONCLUSÃO

O presente estudo visou desmistificar sobre o tema religião, pois a religião é ligação com Deus e não uma instituição. Você é religioso? Voce já tem Cristo? Só tem a VERDADEIRA RELIGIAO quem tem Jesus, pois Jesus é a ÚNICA e VERDADEIRA RELIGIÃO! AMÉM!

REFERENCIAS

A Bíblia de Estudo de Genebra. 2 ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

A Confissão de Fé de Westminster. São Paulo: Cultura Cristã, 2009.

BERKHOF, Louis. Manual de Doutrina Cristã. 1 ed. Patrocínio-MG: CEIBEL, 1992,

LOPES, Hernandes Dias. Jesus Cristo, Nosso Único Mediador. Retirado de: <http://hernandesdiaslopes.com.br/2011/10/jesus-cristo-nosso-unico-mediador/#.Vpb7x_krLcc>



MINISTRANTE: Veronilton Paz da Silva – Presbítero na IPB Monteiro; Missionário Presbiteriano na cidade de Sumé-PB; Bacharel em Teologia; Licenciado em Letras – Lingua Portuguesa; Evangelista.

domingo, 17 de janeiro de 2016

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM MARCOS 12.1-12

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: MARCOS 12.1-12
[1] Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. [2] No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; [3] eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. [4] De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. [5] Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros. [6] Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. [7] Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. [8] E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. [9] Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros. [10] Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; [11] isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos? [12] E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.

INTRODUÇÃO
Cristo usava muitos assuntos do dia-a-dia para tratar sobre verdades espirituais, agora ele usou algo que acontecia muito, ou seja, as pessoas compravam vinhas e colocavam outras para trabalhar indo buscar apenas os frutos que lhe pertencia, nesta parábola, para tratar do reino de Deus, ele usou a figura de uma vinha, que tinha os seguintes personagens: Homem dono da vinha (Deus), lavradores maus (Principais Sacerdotes, Escribas e fariseus) e o Filho do dono da vinha que foi morto pelos malfeitores (Ele, Jesus), assim pode-se extrair algumas lições espirituais sobre o reino de Deus para a vida cristã, isto será feito baseado no tema a seguir.

TEMA: LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER NA PARÁBOLA DOS LAVRADORES MAUS

1.     O REINO DE DEUS É UMA INICIATIVA DO PRÓPRIO DEUS. V.1, 6-8, 10-12

1.1   Deus instituiu o seu reino por seu próprio poder sem precisar de ajuda humana. V.1a
“Depois, entrou Jesus a falar-lhes por parábola: Um homem plantou uma vinha, cercou-a de uma sebe, construiu um lagar, edificou uma torre [...]”

1.2   Deus instituiu o seu reino e graciosamente convida homens para integrar seu reino. V.1b
“[...] arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país”.

1.3   Deus instituiu o seu reino por meio do seu Filho Jesus Cristo. V.6-8; 10-12
[6] Restava-lhe ainda um, seu filho amado; a este lhes enviou, por fim, dizendo: Respeitarão a meu filho. [7] Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. [8] E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha. [...] [10] Ainda não lestes esta Escritura: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; [11] isto procede do Senhor, e é maravilhoso aos nossos olhos? [12] E procuravam prendê-lo, mas temiam o povo; porque compreenderam que contra eles proferira esta parábola. Então, desistindo, retiraram-se.

2.     O REINO DE DEUS É REJEITADO POR ALGUNS HOMENS. V.2-5

2.1   Rejeitam os vão até eles pregar a Palavra de Deus. V.2-5
[2] No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores para que recebesse deles dos frutos da vinha; [3] eles, porém, o agarraram, espancaram e o despacharam vazio. [4] De novo, lhes enviou outro servo, e eles o esbordoaram na cabeça e o insultaram. [5] Ainda outro lhes mandou, e a este mataram. Muitos outros lhes enviou, dos quais espancaram uns e mataram outros”.

2.2    Rejeitam Jesus Cristo que é o tema principal da Palavra de Deus. Mt 21.37-38
[37] E, por último, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu filho respeitarão. [38] Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança”.

3.     O REINO DE DEUS TERÁ ALGUNS EXCLUÍDOS E OUTROS RECEBIDOS. V.9
“Que fará, pois, o dono da vinha? Virá, exterminará aqueles lavradores e passará a vinha a outros”.

3.1   Será excluído do reino de Deus todo aquele que rejeitar Jesus, o Filho de Deus na sua vida. V.7-8
[7] Mas os tais lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo, e a herança será nossa. [8] E, agarrando-o, mataram-no e o atiraram para fora da vinha.

3.2   Será aceito no reino de Deus todo aquele que receber a Jesus, o Filho de Deus na sua vida. Mt 21.43

“Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos” (Mt 21.43).

“Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36).

CONCLUSÃO
Esta mensagem baseada na parábola dos lavradores maus teve a incubência de tratar sobre o reino de Deus. Foram extraídas as seguintes lições: Primeira, O REINO DE DEUS É UMA INICIATIVA DO PRÓPRIO DEUS. V.1, 6-8, 10-12; Segunda, O REINO DE DEUS É REJEITADO POR ALGUNS HOMENS. V.2-6; Terceira, O REINO DE DEUS TERÁ ALGUNS EXCLUÍDOS E OUTROS RECEBIDOS. V.9. Você Já faz parte do reino de Deus ou você rejeita o seu convite gracioso? Lembre que quem rejeita o reino de Deus será rejeitado por Ele.


Autor: Veronilton Paz da Silva – Presbítero na IPB Monteiro-PB; Missionário Presbiteriano na cidade de Sumé-PB; Bacharel em Teologia; Licenciado em Letras – Língua Portuguesa; Formação de Evangelista/Missionário.