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terça-feira, 26 de outubro de 2021

SERIE DE SERMÕES SOBRE OS SOLAS DA REFORMA - SOMENTE A GRAÇA

 TEXTO: SALMOS 67.1-2

1 Seja Deus gracioso para conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; 2 para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação”.

INTRODUÇÃO

A Reforma Protestante trouxe o ensino bíblico da salvação somente pela graça, esquecido na Idade Média, sendo substituído pelo ensino pagão de uma salvação meritória, devido a isto uma das máximas do conteúdo da reforma é definido como “SOLA GRATIA – Somente a Graça. O texto lido diz que Deus é gracioso e devido a isto estende a sua salvação a todas as nações. Continuaremos trazendo a nossa série de mensagens sobre a reforma protestante baseados no assunto e tema propostos a seguir.

ASSUNTO: REFORMA PROTESTANTE, UMA VOLTA ÀS ORIGENS

TEMA: SOMENTE A GRAÇA – A ORIGEM DA SALVAÇÃO ESTÁ NA GRAÇA DE DEUS!

1. A GRAÇA DE DEUS É UM FAVOR IMERECIDO. I Co 2.12

Deus nos ofereceu sua graça através do Espírito Santo, isto nós podemos verificar através do texto: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente” (I Co 2.12). O texto diz que o Espírito Santo nos leva a conhecer o que Deus nos oferece gratuitamente (Gr. charisthenta, favor a quem não podia retribuir nem merecia). Para entendermos este favor imerecido precisamos entender alguns fatores importantes, expostos a seguir.

a) O homem foi criado perfeito, isto é, ele não tinha nenhum pecado. Ec 7.29

A Escritura afirma que Deus criou tudo do nada (Gn 1.1), criou tudo com ordem, e tudo bom (Gn 1.31), assim sendo, Ele também deu origem ao homem sem que este tivesse pecado, conforme vemos: “Eis o que tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas ele se meteu em muitas astúcias” (Ec 7.29). O homem foi criado de modo Reto (Hb. “Yasâr”, Vertical, direto, Bom, correto). Ou seja, o homem foi criado sem pecado e tinha o que os teólogos chamam de Livre-Arbítrio.

b) O homem decidiu se afastar de Deus, ou seja, tornou-se um pecador. Rm 3.23

O homem por sua própria vontade pecou e se afastou de Deus, e este pecado se estende a todos os homens, vejamos: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23). A palavra pecado (Gr. Hamartia, errar o alvo). Deus tinha um alvo para o homem, que era perfeita santidade, mas Ele errou este alvo ao transgredir a lei de Deus. O homem tornou-se pecador e se afastou de Deus totalmente!

c) O homem recebeu de Deus a dádiva da graça, isto é, algo que não merece. I Tm 1.14-15

A Bíblia além de falar da criação do homem sem pecado, diz igualmente que ele pecou voluntariamente, assim sendo, o que este homem merecia era condenação, mas Deus oferece a este homem pecador a siua graça, conforme veremos: 14 Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus. 15 Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (I Tm 1.14-15). a) A graça imerecida de ao pecador é transbordante (v.14a). b) A graça imerecida de Deus nos traz a fé e o amor de Jesus ao nosso coração (v.14b). c) A graça imerecida de Deus é oferecida aos pecadores miseráveis que nada merecem (v.15).

2. A GRAÇA DE DEUS É TOTALMENTE EFICAZ. II Co 12.9

A Palavra de Deus nos afirma que a graça de Deus oferecida ao pecador é suficiente, vejamos: Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo” (II Co 12.9). O verbo basta (Gr. “Arkei”, suficiente), isto é, a graça de Deus é suficiente para nos conduzir desde o início ao fim da vida cristã, sobre graça queremos trazer á baila algumas verdades.

a) A graça de Deus é eficaz porque é causa da salvação. Ef 2.8-9

A causa da salvação não são as obras, mas a graça do Senhor, conforme observamos: 8 Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; 9 não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). O apóstolo Paulo traz a salvação sendo causada pela graça, o resultado da graça é que recebemos a fé e somos habilitados para uma vida de boas obras. Inverter isso é perverter o evangelho de Cristo!

b) A graça de Deus é eficaz porque ela gera em nós boas obras. Is 26.12

A Escritura também vai afirmar que a graça é quem realiza as boas obras em nós, conforme observamos: “Senhor, concede-nos a paz, porque todas as nossas obras tu as fazes por nós” (Is 26.12). O texto vai nos afirmar exatamente que Deus é quem faz as nossas obras por nosso intermédio. Ou seja, até a pratica de boas obras que o cristão deve ter, acontecem por causa de Deus por sua graça.

c) A graça de Deus é eficaz porque Deus abre nosso coração para fé. At 16.14-15

A Palavra de Deus também afirma que para o homem crer, a sua graça eficaz intervém abrindo o coração do pecador como está escrito: 14 Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia. 15 Depois de ser batizada, ela e toda a sua casa, nos rogou, dizendo: Se julgais que eu sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (At 16.14-15). Se você já ouviu que o homem é quem abre o coração para Jesus, esqueça isso! A Bíblia diz que Deus é quem abre o coração do pecador à fé.

3. A GRAÇA DE DEUS É MANIFESTA NA PESSOA DE JESUS. I Co 1.4

Deus manifesta a sua graça de maneira plena na pessoa de seu Filho Jesus, conforme observamos: “Sempre dou graças a [meu] Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em Cristo Jesus” (I Co 1.4). Sobre esta graça que Cristo manifestou à humanidade podemos aprender algumas lições.

a) Jesus manifestou a graça de Deus ao se encarnar. II Co 8.9

O texto aqui usando uma linguagem figurada de riqueza e pobreza para se referir sobre a encarnação, conforme vemos: “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” (Rm 8.9). Quando o texto diz que por causa sua graça, Ele que era rico se fez pobre se refere à sua glória eterna que tinha no céu. Ao afirmar que Ele se fez pobre refere-se ao seu estado de humilhação, se encarnando, sofrendo, morrendo e sendo sepultado. Quando ele diz que pela sua pobreza nos tornou ricos. Esta riqueza é para com Deus, a salvação eterna!

b) Jesus manifestou a graça de Deus ao dar atenção aos pecadores perdidos. Lc 15.1-2

O texto afirma que Jesus veio para habitar e se importar com os pecadores, conforme o texto exaure; 1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2 E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: Este recebe pecadores e come com eles” (Lc 15.1-2). Jesus através do seu ensino gracioso atraía pecadores que eram desprezados pelos religiosos. Jesus não concordava com os seus pecados, mas Ele os acolhia e os transformava, pois diz que há maior alegria no céu por pecadores arrependidos (Lc 15.7).

c) Jesus manifestou a graça de Deus ao se entregar na cruz para nos salvar. Rm 3.24

Este texto vai nos mostrar que sua graça se manifestou de modo salvador na morte de Jesus, vejamos: 24 sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, 25 a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos” (Rm 3.24-25). O texto bíblico nos diz que a graça de Deus nos trouxe algumas questões: a) Por causa da graça de Deus na morte de Jesus, Ele nos justificou (Gr. dikaioumenoi, absolver, beneficiar) (v.24a) Voz passiva, ação de Deus. b) Por causa da graça de Deus na morte de Cristo, Ele nos redimiu (Gr. apolytrōseōs, pagamento do resgate) (v.24b). c) A graça de Deus para nossa salvação foi proposta no sangue de Cristo (v.25a). d) A graça de Deus na morte de Cristo nos cobriu da ira de Deus, propiciação (Gr. hilastērion, cobrir, proteger) (v.25b). e) Por causa da graça de Deus manifesta na cruz Deus perdoou todos os nossos pecados do passado (v.25c).

CONCLUSÃO

Hoje tratamos sobre a doutrina da Reforma: Somente a Graça, vimos que a graça é a origem da salvação, sendo um favor imerecido, totalmente eficaz na salvação e manifesta na pessoa de Jesus. Aplicação: A graça de Deus é um favor para pecadores que não merecem, na qual Deus oferece salvação eterna na pessoa de Jesus. Deus está te oferecendo salvação pela graça agora. Você já tem certeza da sua salvação? Se sua resposta é positiva, precisas pregar a Palavra a outros com suas palavras e com sua vida. Se sua resposta é negativa, podes ainda hoje entregar a tua vida e o teu coração a Jesus. Você quer? Convidamos você a fazer isso hoje!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva - Bacharel em Teologia; Licenciado em Letras - língua Portuguesa; Formação Presbiteriana de Evangelista -Missionário; Formação Básica em Capelania; Mestrado em Teologia; Pós - Graduação em Bíblia.

SÉRIE DE SERMÕES SOBRE OS SOLAS DA REFORMA - SOMENTE AS ESCRITURAS

TEXTO: II PEDRO 1.20-21

20 Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; 21 porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.

INTRODUÇÃO

A Escritura é o manual de Deus para que tenhamos uma vida com Ele, toda a nossa vida deve ser guiada por esta Palavra. A Reforma Protestante no Séc. XVI trouxe a Escritura para o centro do culto, pois durante a Idade Média, os seus ensinos foram substituídos por inúmeras doutrinas pagãs. O apóstolo Pedro vai dizer que as Escrituras não podem ser interpretadas individualmente (v.20), nem deve satisfazer a vontade humana (v.21), entretanto, Deus usou homens, os inspirando a escrever a sua Palavra (v.21), sobre esta Palavra iremos falar tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: REFORMA PROTESTANTE, UMA VOLTA ÀS ORIGENS.

TEMA: SOMENTE AS ESCRITURAS – A ORIGEM DA DOUTRINA É A PALAVRA DE DEUS.

I. A ESCRITURA, A FONTE QUE NOS MOSTRA O QUE DEVEMOS CRER. Jo 20.30-31

O apóstolo João disse que disse que o que foi registrado sobre Jesus foi para que creiamos em Jesus da forma correta, conforme o texto indica: 30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.30-31), porém, para que possamos crê na Escritura algumas coisas precisam acontecer.

a) Para que eu creia na Escritura é preciso que Jesus abra o meu entendimento (Lc 24.45).

Quando nós ouvimos a pregação da Palavra necessitamos que o próprio Jesus abra o nosso entendimento para possamos crê nas Escrituras para salvação, vejamos: Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.45). Nenhum ser humano tem a capacidade de crê por si mesmo, a Bíblia diz que há uma intervenção de Cristo abrindo seu entendimento para que possamos crer para salvação.

b) Para que eu creia na Escritura é preciso que o Espírito Santo me guie até ela (Jo 16.13).

A Bíblia além de dizer que Jesus abre o nosso entendimento, vai nos afirmar que o Espírito Santo nos guia a verdade que é a Escritura (Jo 17.17), segundo Jesus mesmo nos diz: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16.13). Desta forma nenhuma nova doutrina deve ser ensinada por revelações extrabíblicas ou tradições humanas, mas o Espírito Santo fala na, com e pela Escritura.

c) Para que eu creia na Escritura é preciso que o Pai traga a Palavra ao meu coração (Rm 10.8).

Além da Palavra de Deus nos informar que Jesus abriu o entendimento e que o Espírito Santo nos guia, vai nos dizer que o Pai traz esta palavra ao nosso coração conforme o texto indica: Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé que pregamos” (Rm 10.9). Para que possamos crê nesta palavra e sermos salvos, necessita haver uma intervenção da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, para que possamos entender a Palavra de maneira salvadora.

II. A ESCRITURA, ÚNICA AUTORIDADE QUE NOS ENSINA O QUE DEVEMOS FAZER. 

Além de nos dizer o devemos crer também a Escritura nos ensina o que precisamos fazer, devido a isto a Bíblia é a única regra, não apenas de fé, mas também de prática do cristão, vejamos: Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22). Sobre a prática da Escritura podemos aprender algumas questões importantes.

a) O que devemos fazer com a Escritura é examinar o que ela diz (Jo 5.39).

A primeira prática que devemos fazer com a Palavra de Deus é examinar tudo que nela está escrito, conforme vemos: Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (Jo 5.39). A palavra grega usada para examinar é “Eraunate” e significa um conhecimento minucioso. Devemos buscar conhecer toda a Bíblia e não apenas aquilo que nos agrada. Lembre-se que as pessoas erram por não conhecer as Escrituras (Mt 22.29).

b) O que devemos fazer com a Escritura é guardar o que ela diz (Ap 1.3).

A Palavra de Deus nos informa que além de examinar, conhecer as Escrituras, deve-se também guardar a Palavra de Deus, averiguemos: Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap 1.3). Jesus nesta revelação vai nos informar que além do conhecimento (ler e ouvir), precisa guardar (Gr. “Têurontes”, Observar, obedecer) tudo que está escrito, porque a presente era estava findando e Cristo voltaria.

c) O que devemos fazer com a Escritura é proclamar o que ela ensina (Mc 16.15).

A Bíblia além de dizer que devemos examinar (Jo 5.39), guardar (Ap 1.3), também devemos proclamar esta palavra a todas as pessoas, segundo vemos: E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Quando conhecemos e guardamos a Palavra de Deus, precisamos proclamá-la com nossas Palavras e vida.

III. A ESCRITURA, ÚNICA REVELAÇÃO DIVINA QUE NOS APONTA PARA JESUS. Lc 24.27

Toda Bíblia tem Jesus como assunto central, o Antigo testamento tinha a seguinte mensagem: Ele virá. O Novo Testamento traz a seguinte mensagem: Ele veio, e também Ele voltará. Jesus vai nos informar que as Escrituras apontam para Ele, vejamos: E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras” (Lc 24.27). Vejamos alguns aspectos que a Escritura nos aponta sobre Jesus.

a) A Escritura aponta para Jesus como um ser divino e humano. Jo 1.1,14

Vemos na Bíblia que Jesus é Deus e homem ao mesmo tempo. Sobre sua deidade a Bíblia diz: No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1). A divindade de Jesus está claramente exposta na Bíblia. Sobre sua humanidade a Bíblia assunta: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.14). Ou seja, Ele tornou-se homem. Quem nega a divindade ou humanidade de Jesus caminha para condenação, pois está negando uma verdade básica da Escritura.

b) A Escritura aponta para Jesus como o único Senhor e salvador para quem crê. Rm 10.9.10

A Escritura também nos diz que seremos salvos se o recebermos como Senhor e Salvador: 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 10 Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação” (Rm 10.9-10). Antes de Jesus ser Salvador, você precisa reconhecer Ele como seu Senhor (Gr. “Kurios”, Dono, Elevado, Comandante). Outra verdade que este texto diz é que você precisa publicar sua fé em Cristo de modo verbal, pois não existe cristão escondido, precisa se unir á igreja local.

c) A Escritura aponta para Jesus como o executor do juízo contra os que o rejeitam. Jo 3.18

A palavra de Deus vai informar que a salvação ou condenação depende de crê em Jesus ou não, observe: Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). O verbo crer vem do grego “Pysteus” que significa confiar, crê em Jesus é confiar Nele a tal ponto de se entregar a Ele totalmente, aqueles que assim o fazem recebem certeza de vida eterna, aqueles que não se entregam a Cristo já estão condenados, se morrer desta forma serão eternamente condenados.

IV. ESCRITURA É O ÚNICO CONTEÚDO DA PREGAÇÃO DA IGREJA. II Tm 4.2

A pregação não é apenas um discurso, mas a explicação do texto bíblico, vejamos: Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (II Tm 4.2). A igreja não tem o direito de mudar a mensagem, mas expor a Palavra, algumas lições.

a) A pregação da igreja deve ser a exposição fiel da Escritura. Is 8.20

A pregação deve ser a explicação fiel da Escritura, falando contra os falsos profetas que traziam falsas profecias Isaías disse: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.20). A Lei e ao Testemunho é uma forma de se referir às Escrituras, ou seja, ninguém tem direito de pregar algo fora das Escrituras, pode parecer bonito, se estiver fora da Bíblia, é maldito. “Não verão a alva”, significa não serão salvos.

b) A pregação da igreja deve ser a exposição alegre da Escritura.

A Palavra de Deus nos ordena servir a Deus com alegria, conforme o salmista indica: Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico” (Sl 110.2). A Palavra deve lhe dar mais alegria do que um jogo de futebol, servir a Deus é o mais importante serviço realizado por alguém, devido a isto deve ser feito com alegria e entusiasmo. Somente temos alegria em Jesus, devemos falar dele alegremente.

c) A pregação da igreja deve ser a exposição suficiente da Escritura. Is 55.11

O próprio Deus nos fala por meio do profeta Isaías que sua palavra é suficiente para fazer tudo que Ele designou, vejamos: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei” (Is 55.11). A palavra de Deus é suficiente para realizar a sua obra, salvando, libertando e transformando pecadores. Creia!!!

CONCLUSÃO

Vimos nesta mensagem que a Escritura nos ensina o que devemos crer, fazer, nos aponta para Jesus e deve ser o conteúdo da pregação da igreja. Se você está em uma igreja que não prega a Palavra de Deus fielmente, você está correndo perigo eterno, pois o meio de chegarmos á salvação é pela pregação fiel da Palavra. Se você não tem certeza da sua salvação, a Escritura diz que todo aquele que crê em Jesus recebe a vida eterna. Creia em Jesus e na sua Palavra e receba vida eterna. Você quer?

AUTOR: Pastor veronilton Paz da Silva

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM GÁLATAS 1.16-24

TEXTO: GÁLATAS 1.16-24

INTRODUÇÃO

Vimos nas mensagens anteriores que sobre Paulo que religiosidade não significa cristianismo real, pois Paulo mesmo sendo um religioso, era ignorante espiritualmente, perseguidor implacável e contra Jesus. Observamos também que Paulo foi salvo por uma iniciativa divina sendo eleito antes de nascer por graça de Deus, chamado pela pregação do evangelho e tudo aconteceu por uma iniciativa divina. Hoje continuamos o mesmo assunto, no qual trataremos sobre as atitudes que um salvo deve ter, vejamos abaixo.

ASSUNTO: PAULO, A HISTÓRIA DE UM HOMEM SALVO PELA GRAÇA

TEMA 3: ATITUDES QUE QUE UM SALVO DEVE TOMAR DEPOIS DE CONVERTIDO

I. PAULO FICA UM TEMPO A SÓS COM DEUS. VV.16b-17

A Escritura afirma que Paulo ficou um tempo fora de cena, sozinho com Deus, conforme vemos:16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue, 17 nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim, mas parti para as regiões da Arábia e voltei, outra vez, para Damasco” (Gl 1.16-17). Aprenderemos algumas lições:

a) Paulo consulta a Deus e não aos homens. V.16b

O apóstolo Paulo não fez uma consulta aos homens para saber o que faria, conforme o texto afirma: “Não consultei carne e sangue” (v.16b)., devido a isto que ele vai afirmar que o evangelho que ele estava ensinando não foi aprendido por homens, mas mediante revelação de Jesus Cristo (vv.11-12). Paulo não aprendeu nenhuma doutrina nova, Cristo lhe fez entender as Escrituras corretamente (II Tm 3.16). Se queres aprender com Jesus é seguir a Palavra de Deus (Jo 5.39) e não revelamentos, visagens e profetadas!

b) Paulo aprende com Cristo e não com os homens. V.17

Paulo teve um aprendizado exclusivo com Cristo, durante três anos (v.18), mas seu ensino não foi com os apóstolos de Cristo, mas com o próprio Senhor, conforme observamos: “Nem subi a Jerusalém para os que já eram apóstolos antes de mim” (v.17). Tudo que a igreja ensina devemos aprender com Jesus, na Palavra e oração.

c) Paulo foi para Arábia para ter um aprendizado intenso com Jesus.

Paulo nos informa que partiu para a Arábia, conforme a passagem bíblica aponta: “Mas parti para as regiões da Arábia (v.17). Vários comentaristas dizem que na Arábia, ele teve um aprendizado mais profundo das Escrituras e compreendeu corretamente o AT, mas o próprio Paulo informa isto (vv.11-12), Então passamos a entender que o novo cristão Paulo aprendeu com Jesus durante três anos (v.18).

APLICAÇÃO: Paulo ficava um tempo com Deus, consultando a Deus e não aos homens, aprendendo com Jesus e não com homens e buscando ter um aprendizado intenso com Jesus. Precisamos consultar primeiro a Deus antes de qualquer outra pessoa, aprendendo Dele na Palavra e oração e viver intensamente a vida cristã, pois seguir a Jesus é um projeto fascinante de vida.

II. PAULO RETORNA A DAMASCO ONDE ANTES FEZ MAL À IGREJA. V17b

Depois Paulo ainda foi para Damasco, aquela mesma cidade que estava caminhando para prender, matar e torturar os discípulos, consoante observamos: “Voltei, outra vez, para Damasco” (v.17). Sobre esta volta de Paulo para Damasco, queremos enfatizar alguns pontos.

a) Damasco foi a cidade onde Paulo esteve furioso contra o evangelho. At 9.1-2

Meus irmãos àquela cidade que Paulo queria voltar era a mesma que antes perseguiu os cristãos, vejamos: 1 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote 2 e lhe pediu cartas para as sinagogas de Damasco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém” (At 9.1-2). Seu coração estava furioso contra Jesus, agora retorna amando a Jesus!

b) Damasco foi a cidade onde Paulo foi confrontado e conquistado por Jesus. At 22.6-8

Paulo ia para Damasco com seu coração cheio de maldade contra os seguidores de Jesus, mas Cristo vai ao seu encontro: 6 Ora, aconteceu que, indo de caminho e já perto de Damasco, quase ao meio-dia, repentinamente, grande luz do céu brilhou ao redor de mim. 7 Então, caí por terra, ouvindo uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? 8 Perguntei: quem és tu, Senhor? Ao que me respondeu: Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu persegues” (At 22.6-8). Jesus aqui se revela a Paulo (v.6-7), depois disso Jesus tem uma conversa com Paulo (v.8), assim também faz conosco, vem ao nosso encontro e se revela ao nosso coração e nos conquista para si.

c) Damasco foi a cidade onde Paulo se torna um discípulo obediente. At 26.19

Quando estava testemunhando ao rei Herodes Agripa I, Paulo vai informar que depois daquele encontro com Jesus, passou a obedecer à voz de Jesus, observemos: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (At 26.19). A partir daquele diz Paulo passou à uma vida de obediência a Jesus! E nós?

d) Damasco foi a cidade onde Paulo de perseguidor passou a ser pregador. At 9.20-22

Paulo em Damasco iniciou sua nova vida, pregando com amor sobre o Jesus que ele antes odiava, como se observa: 20 E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus. 21 Ora, todos os que o ouviam estavam atônitos e diziam: Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocavam o nome de Jesus e para aqui veio precisamente com o fim de os levar amarrados aos principais sacerdotes? 22 Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confundia os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Cristo” (At 9.20-22). Paulo agora falava e demonstrava que Jesus era o Cristo, deixando todos atônitos, pois Ele provava pelo AT que Jesus era o Cristo enviado por Deus para salvação do seu povo.

APLICAÇÃO: Paulo depois de convertido retornou à cidade de Damasco onde havia perseguido à igreja, ali foi confrontado e convertido por Jesus, tornando-se um discípulo obediente e pregador do evangelho. Vemos aqui nesta passagem que um convertido busca desfazer as coisas erradas que fez no passado e se torna uma nova pessoa, tendo o desejo de publicar sua fé em Cristo para outras pessoas. Você já é convertido (a)? Tem desejo e coragem de pregar o evangelho para outras pessoas? Se não, reveja sua fé!

III. PAULO FOI A JERUSALÉM DESCONTRUIR SEU PASSADO NEFASTO. VV.18-20

Paulo retornou para Jerusalém onde atuou como religioso, inimigo e perseguidor do cristianismo, agora queria voltar para manter laços com aqueles que antes quis destruir, vejamos: 18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; 19 e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. 20 Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (vv.18-20). Sobre sua passagem em Jerusalém, veremos algumas situações vividas.

a) Paulo vai para Jerusalém manter contato os apóstolos que ele antes queria prender. VV.18-20

Paulo foi ali na capital religiosa do judaísmo para rever os apóstolos, queria manter uma irmandade com eles, conforme examinamos: 18 Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; 19 e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor. 20 Ora, acerca do que vos escrevo, eis que diante de Deus testifico que não minto” (vv.18-20). Paulo queria costurar a unidade da igreja, foi procurar os apóstolos somente depois de três anos aprendendo com Jesus, agora queria unir-se aos discípulos antigos, crente que não quer se unir a igreja está com uma fé defeituosa.

b) Paulo vai a Jerusalém, mas é rejeitado pelos discípulos originais. At 9.26

Quando Saulo se converte os discípulos de Cristo o rejeitaram, vejamos: Quando chegou a Jerusalém, tentou reunir-se aos discípulos, mas todos estavam com medo dele, não acreditando que fosse realmente um discípulo” (At 9.26). Eles o rejeitaram por alguns motivos: a) Estavam com medo dele (v.26a), muitas vezes deixamos o medo atrapalhar de ajudar alguém mudar de vida. b) Eles pensavam que ele estivesse blefando (v.26b), precisamos muitas vezes aceitar o risco e ajudar quem está chegando ao evangelho.

c) Paulo vai a Jerusalém e precisou do braço acolhedor de Barnabé para ser aceito na igreja. At 9.27

Paulo precisou que alguém o ajudasse, lhe desse o ombro amigo para que fosse recebido na igreja, observemos: “Então Barnabé o levou aos apóstolos e lhes contou como, no caminho, Saulo vira o Senhor, que lhe falara, e como em Damasco ele havia pregado corajosamente em nome de Jesus” (At 9.27). Vemos aqui algumas lições que precisamos atentar: I. Deus usa pessoas para nos abençoar (v.27a). b) Deus usa pessoas para acreditar em nós (v.27b). c) Deus usa pessoas que por ser impactadas com a ação do evangelho em nós para nos credenciar (v.27c). Sempre Deus tem pessoas para nos abençoar!

APLICAÇÃO: Paulo retorna para Jerusalém para desfazer seu passado de erros, buscando se unir aos discípulos de Cristo, tendo sido rejeitado pelos discípulos num primeiro momento, foi acolhido por Barnabé e este o apresenta aos discípulos para ser acolhido. Precisamos entender que não podemos viver vida cristã longe da comunhão da igreja, Paulo quando convertido quis se unir à igreja, você usaria as mesmas desculpas que usa para não congregar para não trabalhar ou fazer outras atividades? Precisamos acolher pessoas à igreja como Barnabé fez com Paulo.

IV. PAULO FOI A SÍRIA E CILICIA ONDE FICAVA SUA CIDADE NATAL. V.21

O apóstolo foi enviado pelo próprio Deus de volta à sua cidade natal, Tarso que fazia parte da Cilícia, vejamos: “A seguir, fui para as regiões da Síria e da Cilícia” (v.21). Ele ao voltar para sua cidade passou algumas situações, vejamos quais foram:

a) Paulo ficou um tempo em Tarso esquecido. At 9.30

Os judeus quiseram matar Saulo, os irmãos o enviaram de volta à sua terra natal, segundo vemos: “Tendo, porém, isto chegado ao conhecimento dos irmãos, levaram-no até Cesareia e dali o enviaram para Tarso” (At 9.30). Saulo passou um tempo ali fora de cena, Deus estava trabalhando em Paulo, para Deus agir por meio dele. Conosco não é diferente!

b) Paulo ficou em Tarso trabalhando na sua antiga profissão. At 18.3

Paulo ao retornar para sua cidade retorna à sua profissão de fazedor de tenda, conforme está escrito: “E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas” (At 18.3). Saulo passou um bom tempo sendo um cristão sem ocupar nenhum cargo eclesiástico, antes de alguém ser um bom líder precisa ser um bom liderado. Saulo precisava preparar-se como um cristão para depois se tornar um líder cristão, pois Deus trabalha em nós para depois trabalhar por nós!

c) Paulo ficou um tempo em Tarso até que Deus o levou para a obra missionária. At 11.25-26

Paulo ficou um tempo em Tarso, mas aconteceu um avivamento na Antioquia e a Igreja de Jerusalém enviou Barnabé para ser pastor naquela igreja, ele procurou Paulo em Tarso e o levou para trabalhar com ele, vejamos: 25 E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; 26 tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos” (At 11.25-26). Eles ensinaram a Palavra e o evangelho para aqueles cristãos, de forma tão real que os seguidores de Cristo, foram chamados de cristãos (Cr. Christianous”, pequenos Cristos, maquetes). Que possamos fazer como eles, ensinar o evangelho de forma tão viva que as pessoas nos achem parecidas com Jesus.

APLICAÇÃO: Paulo voltou á sua terra natal para ficou um tempo esquecido. trabalhando na sua antiga profissão, somente depois foi para obra missionária. O homem convertido inicia nos lugares onde ensinou erroneamente para consertar seus ensinos. Mas, antes de fazer a obra precisamos deixar Deus trabalhar na nossa vida quebrando as arestas, planeando os caminhos para depois ser usado por Deus. Conserte sua vida com Deus ainda hoje! Abandone todos os seus erros e busque viver para glória de Deus!

V. PAULO POR FIM É ACEITO PELAS IGREJAS DA JUDEIA. VV.22-24

Paulo vai trazer a realidade da sua aceitação pelas igrejas da Judeia, vejamos: 22 E não era conhecido de vista das igrejas da Judeia, que estavam em Cristo. 23 Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir. 24 E glorificavam a Deus a meu respeito” (VV.22-24). Sobre a aceitação do pecador na igreja veremos as seguintes lições:

a) A igreja tem lugar para o pecador que foi alcançado por cristo. Jo 6.37

Há lugar no reino de Deus para todos aqueles que, arrependidos dos seus pecados, se voltam para Cristo, a igreja não tem autoridade para impedir alguém que está arrependido de se achegar à igreja, vejamos este texto: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). Cristo não rejeita pecador quebrantado que se aproxima Dele, a igreja também não deve rejeitar.

b) A igreja deve exaltar a transformação causada pelo evangelho no ser humano. vv.22-23

Quando a igreja aceita o pecador e examina sua transformação e avanço na fé deve exaltar o evangelho que transformou o pecador, conforme examinamos: 22 E não era conhecido de vista das igrejas da Judeia, que estavam em Cristo. 23 Ouviam somente dizer: Aquele que, antes, nos perseguia, agora, prega a fé que, outrora, procurava destruir” (vv.22-23). Nós precisamos entender que o poder não estar no homem para ser salvo, mas no Deus Todo-Poderoso que, por meio do evangelho, salva pecadores que não merecem, as igrejas exaltavam o evangelho que transformou a vida de Paulo. Creia e pregue este evangelho, pois Ele tem poder para salvação do mais miserável dos pecadores.

c) A igreja deve exaltar a Deus pela salvação e não ao pecador que foi salvo. V.24

Paulo vai ainda informar que as igrejas da Judeia além de exaltar o poder do evangelho, exaltavam ao Deus do que o salvou, observemos: E glorificavam a Deus a meu respeito (v.24). Quando nós pregamos e acontecem conversões, é ao Senhor que devemos exaltar e não aos homens, pois a salvação vem Dele (Jn 2.9), o Senhor foi ao encontro de Paulo, da mesma forma que veio ao nosso. Precisamos aprender a dar a glória a quem ela é devida, Deus é o autor e consumador da salvação de pecadores. Exaltemos a este Deus maravilhoso.

APLICAÇÃO: Paulo foi aceito pelas igrejas da Judeia, pois a igreja deve ter sempre um lugar para quem se rende a Cristo, arrependido dos seus pecados. A igreja deve exaltar o poder do evangelho na conversão de pecadores, pois o evangelho tem poder para salvar o mais miserável dos pecadores, devemos crer e pregar a palavra de Deus. Quando um pecador é salvo devemos exaltar Deus pela conversão e nunca métodos humanos. Como temos agido com as pessoas acolhendo ou afastando-as do evangelho? Como reagimos quando alguém se converte? Exaltamos Deus ou religiosidade e estratégias humanas?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM GÁLATAS 1.15-16

TEXTO: GÁLATAS 1.15-16

15 Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve 16 revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue”.

INTRODUÇÃO

O termo salvar vem do grego “Soter”, significando livrar, libertar e preservar. Estamos trazendo uma série de mensagens sobre a conversão de Saulo, vimos na primeira parte que Saulo/Paulo antes da sua conversão era um religioso era um religioso ignorante espiritualmente, perseguidor implacável e lutando contra Jesus. Trataremos nesta mensagem sobre a salvação de Paulo como tendo uma origem divina. Faremos isso seguindo o assunto e temas expostos abaixo.

ASSUNTO: PAULO, A HISTÓRIA DE UM HOMEM SALVO PELA GRAÇA.

TEMA 2: A SALVAÇÃO ACONTECE POR UMA INICIATIVA DIVINA

I. PAULO FOI SALVO POR CAUSA DA ELEIÇÃO DIVINA. V.15a

A doutrina da eleição é aceita por todas as igrejas evangélicas sérias, pois ela não é uma decisão dogmática de concílios humanos, mas revelação da palavra de Deus, conforme observamos: Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça” (v.15). sobre esta eleição podemos aprender algumas lições expostas a seguir. Separar (Gr. “Aphorisa”, eleger, separar).

a) A eleição é soberana não dependemos das nossas forças. v.15a

As escrituras afirmam que a eleição é para salvação (II Ts 2.13), mas também para santificação (Ef 1.4) e para adoção (Ef 1.5), mas podemos aprender que esta eleição não depende das nossas forças, mas de uma ação soberana de Deus, conforme examinamos: Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer” (v.15a). Este assunto é tratado por Paulo noutra passagem quando afirma: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia” (Rm 9.16). Não depende nós, mas Dele, foi Ele que nos elegeu!!!

b) A eleição é incondicional, aconteceu antes de nascermos. v.15a

Paulo ainda vai afirmar ainda que esta eleição não teve uma condição pré-estabelecida, pois aconteceu antes de nascermos, vejamos: Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer” (v.15a). A eleição aconteceu antes de nascermos, Deus não apenas previu quem seria salvo, pois Ele não nos elegeu por nos ver santos, mas para sermos santos (Ef 1.4), nem por nos ver salvos, mas para sermos salvos (II Ts 2.13), não nos escolheu por nos ver ter fé, mas nos deu a fé (Ef 2.8; Tt 1.1). Ele nos elegeu de maneira incondicional!

c) A eleição é graciosa, aconteceu por causa da graça. V.15b; Rm 11.5

Deus nos elegeu por nos ver fazer boas obras, mas graciosamente, o texto diz: Ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça. A eleição não é uma seleção como pensam alguns inimigos da teologia reformada, pelo contrário, seleção envolve escolha dos melhores, eleição é uma ação de Deus em favor de pecadores que não merecem, pois é pela graça (Gr. “Charis”, favor imerecido). Paulo afirma em outra passagem afirma que a eleição é pela graça: 5 Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. 6 E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rm 11.5-6). Deus não nos elegeu por sermos bons, mas por que Ele é gracioso!!!

II. PAULO FOI SALVO ATRAVÉS DO CHAMADO DO EVANGELHO. V.15b

O verbo chamar vem do grego “Kalesas” significa convidar, anunciar, pregar. Assim sendo, o chamado que Deus usa para trazer os eleitos à salvação é a pregação do evangelho, o convite gracioso para que as pessoas recebam a Cristo como Senhor e salvador, sobre este chamado precisamos apontar para algumas lições.

a) O chamado geral (vocação externa) se estende a todas as pessoas. Mc 16.15

 O evangelho deve ser pregado a todas as pessoas, conforme a Escritura diz: E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Deus chama todos os homens de forma geral e sincera para que creiam em Cristo, é missão da igreja chamar todos os homens para que recebam a Jesus como seu Senhor e Salvador, assim sendo, se alguém não tem evangelizado está desobedecendo a ordem do Senhor, se alguém rejeita a mensagem será condenado e responsabilizado por rejeitar este chamado.

b) O chamado especial (vocação eficaz) alcança o coração de alguns. At 16.14-15

O evangelho, mesmo sendo pregado aos ouvidos de todos, apenas penetra no coração de alguns, observemos: “Certa mulher, chamada Lídia, da cidade de Tiatira, vendedora de púrpura, temente a Deus, nos escutava; o Senhor lhe abriu o coração para atender às coisas que Paulo dizia” (At 16.14). Para que Lídia fosse salva, precisou o senhor agisse no seu coração para que ela cresse. Você já creu em Jesus? Já tem certeza de salvação? Esta mensagem já é verdade no seu coração?

III. PAULO FOI SALVO ATRAVÉS DE UMA AÇÃO SOBRENATURAL DE DEUS. VV.15B-16

O próprio Deus agiu para que o evangelho chegasse ao coração do ser humano, vejamos o que está escrito: “Aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (vv.15b-16). Sobre esta revelação sobrenatural de Deus podemos extrair alguns aprendizados expostos a seguir.

a) Deus revela a salvação ao nosso coração. V.16a

Deus mesmo tratou de agir no coração do pecador para que este fosse salvo, Ele agiu da seguinte maneira: I. Deus revelou (Gr. “Apokalypsai”, descobrir, tirar o véu) seu Filho ao nosso coração, vejamos: “Aprouve revelar seu Filho em mim (v.16a), isto é, não é possível ser salvo sem que Cristo esteja no nosso coração. II. Deus revela o pecador ao seu filho para salvação: Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.44), ou seja, o pecador não pode ir até Cristo nem se preparar para isto, o Pai é que o leva a Cristo para salvação. III. Deus revela a salvação ao pecador pelo Espírito Santo: O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16), portanto, O senhor colocou dentro de um salvo uma garantia que Ele tem certeza da sua salvação, este é o Espírito Santo que é o selo e penhor (garantia) da nossa salvação (). O seu coração já tem esta certeza de vida eterna?

b) Deus quer que o seu nome seja pregado aos perdidos. V.16b

O texto vai nos afirmar que depois que depois que Deus revela a salvação, nós iremos ter prazer de pregar este evangelho para outras pessoas, verifiquemos: “Aprouve revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, sem detença, não consultei carne e sangue” (v,16b). Sobre a evangelização nós aprendemos que: I. devemos pregar para quem ainda não teve um encontro com Cristo – gentios (v.16). II. Devemos fazer isso com urgência – sem detença (v.16). III. A pregação não deve mensagem humana, mas divina – não consultei carne e sangue (v.16). Você que tem certeza de vida eterna, precisa evangelizar. Um salvo que tem vergonha de falar da sua fé precisa fazer uma autoanálise e rever sua fé.

CONCLUSÃO

Vimos nesta segunda mensagem sobre a conversão de Paulo, analisamos que sua salvação aconteceu por uma iniciativa divina. Ele o salvou, elegendo-o antes de nascer, o chamou pela pregação do evangelho e agiu sobrenaturalmente no seu coração. Aplicação: A salvação é um ato soberano de Deus, Ele já realizou seu plano antes de nascermos, mas esta salvação vem para nós pelo chamado (pregação) do evangelho através de uma ação de Deus que nos leva a receber Jesus como nosso Senhor e Salvador. Você já tem certeza plena da sua salvação? Se sua resposta é positiva, então você precisa pregar o evangelho por palavras e ações, tem feito isso? Se sua resposta é negativa, então estás caminhando para condenação, pois a dúvida traz condenação, hoje você receber a Cristo e ter certeza absoluta de vida eterna. O que espera para fazer isso?

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM GÁLATAS 1.13-14

TEXTO: GALÁTAS 1.13-14

13 Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo, como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava. 14 E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais”.

INTRODUÇÃO

A salvação é uma obra exclusiva da livre graça de Deus que opera no pecador convencendo-o (Jo 16.8), lhe concedendo arrependimento (At 5.31; 11.18; Rm 2.4), fé salvadora (Ef 2.8; Tt 1.1), para que estes sejam salvos. Paulo na primeira parte da carta dá uma panorâmica do assunto da carta que é defender a suficiência de Cristo, aqui, ele fala da graça de maneira prática sobre a graça dando o seu próprio exemplo, nesta saga iremos trazer a primeira parte tendo como base o tema abaixo.

ASSUNTO: PAULO, A HISTÓRIA DE HOMEM SALVO PELA GRAÇA

TEMA 1: A RELIGIOSIDADE NÃO INDICA CRISTIANISMO REAL

I. PAULO ERA UM RELIGIOSO IGNORANTE ESPIRITUALMENTE. VV.13-14

a) Paulo era um religioso fanático. V.13a

O apóstolo falou sobre a sua religiosidade, conforme se explica: Porque ouvistes qual foi o meu proceder outrora no judaísmo [...]”. Ele seguia a religião judaizante que defendia a salvação pelas obras da Lei, ele havia sido circuncidado, era da tribo de Benjamin, hebreu de hebreus, fariseu, irrepreensível segundo a Lei (Fp 3.5-6). Ele era um religioso que obedecia às leis judaicas, mas não estava servindo a Deus, pois se levantava contra o nome de Jesus. Você pode ser religioso e mesmo assim ser condenado se sua religiosidade não o leva a seguir Cristo!

b) Paulo era um religioso destacado. V.14a

Paulo desde a juventude já se destacava na sua religiosidade, conforme o texto afirma: “E, na minha nação, quanto ao judaísmo, avantajava-me a muitos da minha idade [...]”. Muitas pessoas, até crentes se destacam, mas apenas de aparência. Conhecimento da Bíblia ou da teologia não significa conversão, você não será salvo porque é calvinista, mas se de fato teve um encontro real com Cristo. Ninguém será salvo por ser membro da Igreja Presbiteriana ou de qualquer outra, mas se tiver um verdadeiro encontro com Cristo, Paulo era um teólogo afamado, mas sua salvação aconteceu apenas quando teve um encontro real com Jesus na estrada de Damasco.

c) Paulo era um religioso extremado. V.14b

Paulo era um religioso tradicional e extremado, conforme o texto diz: “[...] sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais”. Paulo seguia sua religiosidade que até matava em nome da religião, ele torturava cristãos para que blasfemassem do nome de Jesus (At 26.11), prendendo muitos cristãos arrastando-os pelas ruas como se fossem animais (At 8.3), até matando pessoas que cressem em Jesus (At 9.21). Se sua religião o ensina odiar as pessoas, esta religião não está seguindo Cristo, mas o coração carnal do homem!

II. PAULO ERA UM PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL. V.13

a) A perseguição que Paulo fazia era intensa: “Sobremaneira”

Paulo neste versículo 13 disse que a perseguição feita por ele era enorme, pois usou o termo sobremaneira (Gr. “Hyperbolên”, força excedente). Isto indica que ele usava muita força nas perseguições, perseguindo os cristãos de uma forma intensa, pois respirava ameaça e morte contra a igreja (At 9.1), ele fez da perseguição aos cristãos o seu objetivo maior de vida. Ele usava de todos os meios: Tortura, prisão, violência física e até mortes. Paulo estava cego por Satanás, sua vida estava com vendas nos olhos, quando creu em Jesus e recebeu a oração de Ananias, umas escamas caíram dos seus olhos e a cegueira espiritual saiu do seu coração. Ele de perseguidor intenso tornou-se um pregador intenso, seu ódio pelo Senhor se tornou em amor imenso, Ele chega a dizer: “Pois, não me envergonho do evangelho porque é o poder de Deus” (Rm 1.16).

b) A perseguição que Paulo fazia era espiritual: “Perseguia a Igreja de Deus”

Aquela perseguição trazida por Paulo além de intensa, era também espiritual, pois perseguia a igreja de Deus (v.13), quando perseguia a igreja, estava lutando contra o próprio Cristo, que foi ao seu encontro. Quando alguém percebe a igreja está indo contra o próprio Cristo, que é seu dono. A Igreja de Cristo sofre muitas perseguições dos inimigos do Senhor, mas o Senhor está ao seu lado e ela vencerá. Toda perseguição contra a igreja é uma luta espiritual, devido a isto se vence com armas espirituais e não carnais (II Co 10.4), devemos nos consagrar ao Senhor com Bíblia, oração e consagração. Lute da maneira certa, busque fortaleza espiritual em Deus, pois a luta é espiritual e as perseguições são espirituais.

c) A perseguição que Paulo fazia era destrutiva. “Devastava”.

Paulo perseguia a Igreja de forma animalesca, pois usa o termo devastar (Gr. “Eporthoun”, destruído por fera selvagem). Saulo estava enfurecido contra o nome de Jesus, seus olhos estavam cegos para a verdade das Escritura que Ele tanto conhecia, mas não conseguia enxergar aquele que as Escrituras apontavam desde o início, ele pensava em destruir aquela fé, mas depois passou a pregar aquela mesma fé que antes tentava destruir (Gl 1.23). É isso que o verdadeiro evangelho faz! Aleluia!!!

III. PAULO ERA UM PERSEGUIDOR LUTANDO CONTRA JESUS. V.13

a) Paulo entendia que deveria perseguir o nome de Jesus. At 26.9

O apóstolo vai dizer que ele estava tendo o entendimento que deveria perseguir o nome do nosso Senhor Jesus Cristo, vejamos: Na verdade, a mim me parecia que muitas coisas devia eu praticar contra o nome de Jesus, o Nazareno” (At 26.9). Saulo não estava apenas odiando os crentes, mas o Deus dos crentes, Ele queria extinguir a crença no nome de Jesus, mas este Nome é invencível. Ao longo da história muitos se levantaram contra este nome, mas eles passaram e Jesus reina eternamente!

b) Paulo agia como uma fera selvagem e um touro indomável contra Jesus. V.13; At 26.13-14

O termo “devastar vem do grego e indica uma fera que quer se apoderar e rasgar a sua presa, era este o sentimento de Paulo, ele era uma fera selvagem contra Cristo e seus discípulos (v.13). Paulo também era um touro indomável (At 26.13-14), pois o termo aguilhão era um ferrão utilizado para amansar touros indomáveis até deixá-los mansos, Saulo era um touro indomável que agredia os discípulos de Cristo arrastando-os pelas ruas, prendendo, matando e torturando seguidores de Jesus (At 26.13-14).

c) Paulo foi conquistado, domesticado e adestrado por Jesus. Fp 3.12

O apóstolo diz que foi conquistado por Cristo, vejamos: Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.12b). Paulo usa o termo grego “katelênphthen” que significa uma luta em que o guerreiro mais forte venceu o mais fraco e a partir daquele momento, o conquistado se torna escravo e fará tudo que o outro quiser. neste sentido Paulo tornou-se escravo de Cristo (Rm 1.1), para fazer sempre a sua vontade. Saulo, a fera selvagem e touro indomável, se encontrou com o maior domador da história, o Senhor o venceu, tornando-o de perseguidor a perseguido pelo evangelho, de ódio por Jesus, passou a ter paixão pelo mestre, largando tudo para ficar com o mestre, a ponto de afirmar que todas as suas honrarias obtidas antes do Senhor, quando comparou com Cristo, examinou que elas eram refugo – esterco (Fp 3.3-8). Jesus quer tornar você uma nova criatura como fez com Saulo! Largue tudo por Jesus e encontre tudo em Cristo!

CONCLUSÃO

Observamos nesta mensagem que Saulo é um modelo de homem salvo pela graça, nesta primeira parte observamos que ele era um religioso ignorante espiritualmente, um perseguidor implacável e que mediu forças com Jesus. Aplicação: Não sabemos como está sua vida neste instante, mas alerto que se você for um religioso, mas não tem certeza da sua salvação, sua religiosidade não está tendo nenhuma serventia para você. Se você, como Saulo, está relutando contra a Palavra de Deus e rejeitando o bendito nome de Jesus, estás caminhando debaixo da ira de Deus, mas este mesmo Jesus que interveio na vida de Saulo pode hoje intervir na sua. Você já tem certeza da sua salvação? Se sua resposta é positiva eu quero desafiar você a ter uma vida mais ativa de oração, testemunho de Cristo para os dentro e de fora pelo seu falar, andar, vestir, indo até os perdidos de modo intencional para lhes apresentar a pessoa de Jesus. Se sua resposta é negativa, convido você para que tenha um encontro com Cristo hoje e receba a plena certeza da vida eterna.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM GÁLATAS 1.6-12

TEXTO: GALÁTAS 1.6-12

INTRODUÇÃO

Algumas pessoas na atualidade quando um pregador famoso se afasta do evangelho e prega heresias, é muito comum ouvirmos as seguintes defesas: “Não toque no ungido do Senhor”, “não julgueis” e outras frases do gênero, Paulo escreve esta carta para combater o falso ensino judaizante de que a fé em Cristo não seria suficiente, eles deveriam cumprir as leis veterotestamentárias para ser salvos, Paulo faz uma defesa da plena suficiência de Cristo. Sobre este assunto iremos extrair algumas lições tendo como base o tema abaixo.

TEMA: UMA CARTA DE DEFESA DA FÉ CRISTÃ

1. PORQUE O EVANGELHO FOI ABANDONADO. VV.6-7

a) O verdadeiro evangelho pode ser abandonado em favor do falso evangelho. V.6

Paulo faz um alerta sobre a realidade de abandono do evangelho por parte de alguns cristãos conforme se observa: “Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho” (v.6). As igrejas mais puras podem se voltar para o erro, o verbo passar usando vem do grego “metatithesthe significa desertar ou abandonar. Quando Paulo fala de outro evangelho se refere ao falso evangelho de obras defendido pelos judaizantes que defendiam a salvação pela obediência à Lei, quando esta é pela fé sem as obras da Lei (Rm 3.28).

b) O verdadeiro evangelho é problematizado pelo falso. V.7

Paulo diz que o falso ensino traz problemas para a igreja, vejamos: “O qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (v.7). O apóstolo usa duas palavras: a) perturbar (Gr. “Tarasso”, agitar, confundir). Os falsos mestres confundem as pessoas, pois ensinam meias verdades e as misturam com mentiras sobre temas bíblicos como salvação, cura, contribuição etc. b) Perverter (Gr. “Metastrepsai”, inversão das coisas). Os valores são invertidos, Deus sai do trono e o homem passa a ocupá-lo, no contexto aqui de Paulo, Deus não é mais o doador da salvação, o homem conquista sua salvação, isto é heresia, pois a salvação é pela graça não pelas obras (Ef 2.8-9)! Abandone o falso evangelho das obras da lei e abrace o evangelho da graça!

c) O verdadeiro evangelho sofre abandono quando nos afastamos de Deus e da sua Palavra. V.6a

O apóstolo afirma que todos aqueles que aceitassem o ensino judaizante da salvação pela obediência a lei, estaria passando do verdadeiro evangelho para outro evangelho, isto é, abandonando o verdadeiro evangelho, vejamos: Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou [...]”. Muitos homens que outrora pregaram fielmente a Palavra se deixaram levar pelo bezerro de ouro das facilidades do falso ensino, se lamearam com a falsa doutrina e hoje rolam na lama. Cuidado com sua vida, vigie e ore!

2. PORQUE O EVANGELHO DE CRISTO É SINGULAR. vv.8-9

a) O evangelho é maior do que os pregadores.

Nenhum ´pregador tem o direito de mudar o evangelho ao seu belprazer, pois o evangelho é infinitamente maior do que qualquer pregador: Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v.8). Paulo vai dizer que nem os apostolos podem pregar outro evangelho, nenhum pastor tem o direito de atualizar a Bíblia ou desprezar o que a Bíblia diz, os que assim agem são falsos pastores e falsos cristãos.

b) O evangelho é maior do que os anjos.

Algumas pessoas dizem que recebem mensagens para pregar de anjos, mas a Escritura já está completa e nenhum anjo tem autoridade para trazer outro evangelho, conforme examinamos: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (v.8). Se um anjo aparecer para substituir o que está na Bíblia, é maldito. Fuja do misticismo!!!

c) O evangelho é maior do que os falsos mestres. v.9

Paulo também vai dizer que o evangelho é maior do que os judaizantes, vejamos: “Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (v.9). Os falsos mestres usavam o argumento de que o evangelho pregado por Paulo era muito fácil, sendo assim não poderia ser verdadeiro, Paulo com autoridade apóstolica afirma que o evangelho de obras pregado por eles era falso, pois tirava de Deus, autor da salvação o poder de salvar e entregava ao homem frágil.

d) o evangelho pregado e recebido traz bênção, mas o evangelho adulterado gera maldição. vv.8-9

Paulo trata de afirmar que aqueles que pregavam o falso evangelho estava debaixo de “anátema”, ou seja, maldição e condenação. Cuidado com o pregador que você anda escutando e apoiando, pois se ele prega o falso evangelho está debaixo de maldição tanto ele como seus apoiadores.

3. PORQUE O EVANGELHO É INEGOCIÁVEL. V.10

a) Paulo não negociou a verdade para procurar o favor dos homens. v.10a

O evangelho não deve ser pregado para agradar aos seres humanos, conforme o apostolo relata: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (V.10a). Os judaizantes estavam ensinando que as pessoas poderiam conquistar sua própria salvação, não muito diferente do falso evangelho que vemos em muitas ditas igrejas. Eles estavam ensinando um evangelho mais agradável ao ouvido ímpio, quando deveriam apresentar a real necessidade do pecador. O pecador, a menos que Ele busque refúgio em Cristo está fadado ao inferno. O pecador sozinho nada pode, precisa largar toda confiança em si mesmo e descansar em Cristo. Este é o evangelho! Pregadores parem de pregar este falso evangelho de obras para agradar aos homens!!!

b) Paulo estava a serviço de Cristo, e não dos homens. v.10b

Paulo não estava a serviço de homens, mas do próprio Cristo, como Ele mesmo diz: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (v.10b). Cristo é quem determina  a mensagem do evangelho: Deus criou o homem sem pecado (Ec 7.29), o homem pecou e está vivendo em condenação (Jo 3.36), Deus enviou seu Filho por amor à humanidade (I Jo 4.14), todo o que nele crê recebe a vida eterna (Jo 5.24), o que rejeita Cristo recebe condenação (Jo 3.18). Pare de pregar para agadrar a homens e pregue o que Deus diz na sua Palavra!!!

4. PORQUE O EVANGELHO TEM ORIGEM DIVINA E NÃO HUMANA. VV.11-12

a) O verdadeiro evangelho não tem origem humana. VV.11

O evangelho genuíno não foi gerado nas academias teologicas, nem nas rodas de conversas, mas no céu, pois este evangelho não tem humana origem, vejamos: “Faço-vos, porém, saber, irmãos, que o evangelho por mim anunciado não é segundo o homem” (v.11). Os judaizantes utilizavam as interpretações humanas dos anciãos para ensinar sobre a salvação, aqueles tinham deturpado as Escrituras e tornado a salvação uma conquista humana, Paulo aqui os acusa de ter um falso evangelho segundo o homem. Que evangelho você crê, das Escrituras ou dos homens?

b) O verdadeiro evangelho tem origem divina. V.12

Paulo ao contrário dos falsos profetas teve sua mensagem diretamente do céu, pois foi o próprio Cristo que lhe revelou, conforme o texto nos informa: “Porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (v.12). O nosso evangelho deve ser segundo Cristo e a forma correta de o conhecermos é pela Escritura (Jo 5.39) e não por supostas revelações ou tradições humanas. Creia na Palavra de Cristo!

CONCLUSÃO

Vimos nesta mensagem que devemos defender a fé porque o evangelho tem sido abandonado, ele é singular, inegociável e sua mensagem é divina e não humana. Aplicação: Na época de Paulo e hoje também tem se ensinado um falso evangelho em que o homem deve conquistar sua própria salvação (fazer por onde de ser salvo) Isto é um falso ensino! A Bíblia diz que a salvação se dá por um agir de Deus no homem, sem este agir o homem não seria salvo (Jo 6.44). Você já tem certeza da sua salvação? Se sua resposta é negativa, você precisa entregar-se a Cristo ainda hoje. Você que já é salvo, o que espera para anunciar o evangelho!!!

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva - Pastor Presbiteriano, Missionário, Bacharel em Teologia, Licenciatura Plena em Letras - Língua Portuguesa; Mestrado em Teologia, Formação de Missiologia, Capelania.