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domingo, 22 de maio de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM EFÉSIOS 5.22-6.4 (A FAMÍLIA CRISTÃ, LUGAR DE UNIDADE E RESPONSABILIDADE)

EFÉSIOS 5.22-6.4

TEMA: A FAMÍLIA CRISTÃ, LUGAR DE UNIDADE E RESPONSABILIDADE.

1. O PAPEL DO HOMEM NA FAMÍLIA.

Ao tratar do papel do homem na família precisamos ter em mente algo muito importaante, as Escrituras colocam sobre o sexo masculino a parte mais pesada, afinal de contas, ele tem mais força física, deve assumir os deveres que exigem mais peso e a mulher deve ocupar as funções mais suaves, assim a Bíblia nos ensina, não estamos dizendo que a mulher seja incapaz, mas exige do homem mais ação enérgica, vejamos:

a) O papel diretivo do homem. Ef 5.23, 25, 31

O homem precisa tomar as rédeas da sua casa, não como um tirano, mas sendo justo e ao mesmo tempo forte nas suas decisões, Deus criou o homem com um papel nato de liderar, então, ele é um mordomo de Deus, administrando o que Deus lhe deu, sobre este papel de líder iremos aprender algumas lições.

I. Líder que orienta a família. Ef 5.23

A Escritura traz a ideia de cabeça como um líder que orienta a família, conforme vamos conferir: “Porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo” (Ef 5.23). Ser ocabeça não significa ser um tirano,um déspota, mas alguém que dá direção. O termo cabeça dar ideia de direção, orientação, da cabeça vem o comando para o resto do corpo. Homem dirija seu lar, oriente sua esposa e seus filhos!

II. Líder que ama e protege a família. Ef 5.25

Á sociedade da época que foi escrita esta carta não havia nenhuma exigência para o marido amar a esposa, assim sendo Paulo trouxe um benefício para as mulheres, confira: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). O amor que Paulo exige aqui devem ser analisados cuidadosamente, vejamos: 1. Amar a mulher é uma ordem, pois está no imperativo (v.25a). 2. Amar a mulher deve ser como cristo amou a igreja, isto é, incondicional (v.25b). 3. Amar a mulher deve ser até as últimas consequências, pois como Cristo morreu pela igreja, o marido deve morrer pela esposa se necessitar (v.25c). O amor que o homem tem pela família deve levá-lo á proteção desta!

III. Líder que assume a responsabilidade. Ef 5.31

O homem deve assumir a total responsabilidade na sua família, comforme se examina: Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne (Ef 5.31). Este texto no indica que: 1. O casamento é entre homem e mulher (v.31). 2. O casamento é entre um homem e uma mulher (v.31). 3. O casamento é entre homem e mulher que se unem carnalmente (v.31). 4. O casamento é entre homem e mulher que deixam seus pais de modo geográfico, emocional e financeiro para se unir (v.31). Você homem, assuma suas responsabilidades na sua família!

b) O papel provedor do homem.

O homem também foi chamado para cuidar de modo providente da sua família, ele não pode terceirizar esta função, pois vai colocar sua casa em perigo. A provisão que o homem deve oferecer para a sua família possui algumas características descritas a seguir.

I. O homem deve prover o sustento família. Ef 5.29

O alimento da família dever ser ordinariamente providenciada pelo homem, Paulo trata disso ao afirmar: “Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.29). O texto se refere ao cuidado com a esposa, mas ninguem cuida da esposa sem que também não se importe com os filhos. Ao homem cabe trazer alimento para a família, pois é responsável por cuidar de cada membro dela, ele deve fazer isso com o suor do seu rosto (Sl 128.3), ou seja, não deve buscar dinheiro fácil, mas se esforçar para ganhar seu próprio dinheiro para ter sustento e da sua família.

II. O homem deve prover a integridade física e emocional da família. Ef 5.28-29

Paulo vai tratar além do sustento aliementar da sua família também afirma que o homem deve zelar também pela integridade física da mesma, vejamos: 28 Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama. 29 Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja” (Ef 5.28-29). Sobre a integridade física podemos examinar algumas questões importantes: 1. Quem ama não maltrata nem trata com violência (v.28). 2. Quem ama, trata bem se parecendo com Cristo (v.29). Não se submeta à violência doméstica, alguém que agride não serve para viver em sua companhia. Se você agride quem está ao seu lado acabará sozinho.

c) O papel espiritual do homem. Ef 5.25,26,27,30

O homem além do papel de dirigir e sustentar sua família, também possui um papel de sacerdote, tendo o dever de zelar espiritualmente pela sua família, vejamos algumas características desse sacerdócio.

I. O homem deve imitar Cristo na família. Ef 5.25

O modelo de homem para o marido seguir não é outro igual a ele, mas o próprio Cristo que amou a sua igreja incondicionalmente, vejamos: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). O homem tem o papel de ser parecido com Jesus, imitá-lo no amor, cuidado, perdão e entrega pelo outro. Jesus é o nosso maior exemplo!

II. O homem deve buscar a santificação da família. Ef 5.26

O homem também deve zelar pela santificação da família como Cristo o fez com a igreja: “Para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra” (Ef 5.26). O homem deve zelar para que sua família seja santa, isto é, quando você permite que sua esposa e filho(a)s façam coisas que contrariam a Palavra de Deus, seja no vestir, falar, andar, não repreendendo seu erro, você está sendo negligente com a santtificação da família. Esta santificação se dá pela limpeza feita pela Palavra de Deus (Ef 5.26). Zele pela santidade da sua família, ensinando a Palavra a eles!

III. O homem deve visar à salvação da sua família. Ef 5.27

O homem precisa estar preocupado com a ssalvação da sua família, o texto tratando sobre Cristo e a igreja traz a ideia que Jesus queria apresentar a igreja perfeita no céu, ou seja, salva eternamente e finalmente, segundo constatamos: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef 5.27). O homem precisa envidar esforços para que sua família seja salva. negligenciar a salvação da família é uma falha muito grave que precisa ser consertada.

IV. O homem deve introduzir a família à igreja visível. Ef 5.30

O homem precisa tomar a iniciativa de introduzir sua família na igreja de Cristo, vejamos: “Porque somos membros do seu corpo (Ef 5.30). Quando você, sob a alegação de assistência à família deixa de vir aos cultos no dia do Senhor para ir a outros lugares, além de estar usando o dia do Senhor de forma errônea, ainda está ensinando sua família que a guarda deste dia não é importante. Ensine sua família a congregar. Seja exemplo para sua casa!

APLICAÇÃO: Vimos até aqui que o homem posui um papel dado por Deus na família: Diretivo - Orientando, amando e protegendo; bem como assumindo a responsabilidade no lar; Provedor - Sustentando e zelando pela integridade física, bem como emocional da família; Espiritual - Buscando a santificação, salvação e introdução da família no povo da aliança. Você, homem, é o sacerdote do lar, deve dirigir seu lar, sustentar e zelar pela vida espiritual da sua família, orando com eles e por eles, lendo e estudando a Escritura com eles e congregando regularmente. tens feito isso? Cuide do lar, pois um exemplo vale mais do que mil palavras!

2. O PAPEL DA MULHER NA FAMÍLIA.

a) A mulher deve ser submissa ao marido. VV.22-23

22 As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; 23 porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. 24 Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas ao seu marido (Ef 5.22-24).

I. O que não é submissão.

Submissão não é inferioridade, pois a Escritura afirma que em Cristo ambos são dependentes um do outro (I Co 11.11); também não é obediência incondicional, pois a Escrirtura nos orienta que entre a obediência a Deus e o homem, deve-se escolher obedecer a Deus (At 5.29). Se um marido violento exige obediência cega, enquanto ele te bate e violenta, não se submeta a isso, pois não anadarão dois juntos sem que estejam em acordo (Am 3.3).

II. O que é submissão.

A submissão que a Escritura cita é por causa de Cristo (v.22), este marido que ela é submissa é o seu provedor (V.29), a ama incondicionalmente (v.25), cuida dela (v.23), a submissão da mulher ao invés de escravizá-la a liberta, pois sua submissão é a mesma submissão da igreja a Cristo (v.24), a igreja de Cristo é liberta e purificada por ele (Jo 8.32; v.26). A palavra submissão indica uma missão dentro de uma outra missão (v.22), isto é, a mulher ajuda o marido na missão e ele a ama como Cristo amou a igreja.

III. O que se ganha com a submissão.

Ao ser submissa a mulher está tendo o privilégio de participar da missão que Deus deu ao homem como sua ajudadora idônea (Gn 2.18), da mesma forma que a igreja participa da missão de Cristo, como cooperadora, a mulher também tem este mesmo privilégio, pois a sua submissão indica isto. A mulher que entende sua missão possui autoridade dada por Deus para com o seu testemunho correto ganhar pessoas para Cristo!

b) A mulher deve respeitar ao marido. Ef 5.32-33

O apostolo Paulo vai nos informar de forma muito importante que o respeito precisa fazer parte da vida da serva de Deus, comforme podemos ler: 32 Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja. 33 Não obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e a esposa respeite ao marido” (Ef 5.32-33).

I. Deve respeitar a sua liderança.

A mulher usurpar a liderança do marido, passando por cima da palavra dele, vejamos: 11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. 12 E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio” (I Tm 2.11-12). A Escritura não prpibe definitivamente a mulher ensinar e pregar, pois a Bíblia diz que no derramemamento do Espírito os filhos e filhas profetizariam (At 2.17), também em Corinto diz que as mulheres poderiam orar e profetizar (I Co 11.5), assim sendo, o que este texto proíbe é a mulher ensinar usurpando a autoridade do marido e não uma proibição definitiva. A mulher precisa respeitar a liderança do marido e o marido deve ama-la como a si mesmo (Ef 5.33). A cultura da época impediam as mulheres estudar, não sabiam ler, quando Paulo orienta a ficar em Silêncio e aprender em casa (I Co 14.34-35), estava na verdade dando ao marido a responsabilidade de ensiná-las e as mulheres o privilégio de aprender, o que era negado á época! O cristianismo fez o bem as mulheres!

II. Deve respeitar a aliança do casamento.

A mulher também deve ser fiel ao seu voto de fidelidade no casamento, a Escritura ao falar sobre a mulher adúltera a trata como alguém que será julgado por Deus, seja homem ou mulher, segundo está escrito: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4). A traição é uma escolha que aquele ou aquela que fizer deve arcar com as consequências dos seus atos.

III. A mulher deve respeitar o limite do marido.

A Escritura conpara a mulher briguenta e contenciosa com uma goteira que fica gotejando no telhado, consoante o texto relata: “O filho insensato é a desgraça do pai, e um gotejar contínuo, as contenções da esposa” (Pv 19.13). Todos nós temos limites impostos pela nossa existência nesta terra, algo terrível é alguém que vive contendendo constantemente, pois nem essa pessoa tem paz, nem dá sossego as outras pessoas. Deve-se respeitar o limite da outra pessoa. A Escritura também afirma que a palavra dura suscita a ira (Pv 15.1), precisamos então tomar cuidado nas palavras, todas as pessoas possuem um limite e não devemos extrapolar

c) A mulher deve junto com o esposo cuidar dos filhos. Ef 6.4

É papel do pai e da mãe cuidar dos filhos, conforme o texto nos indica: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6.4). Sobre este cuidado podemos aprender que:

I. É dever dos pais disciplinar seus filhos. Ef 6.4

A Escritura nos alerta que devemos disciplinar nossos filhos, sabe porque? 1. Disciplinar é necessário por causa do coração pecaminoso que nascemos com ele: “A loucura está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Pv 22.15). 2. Disciplina é um ato de amor: “Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv 3.12), 3. Discicplina livra o filho do inferno: 13 Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. 14 Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” (Pv 23.14). Pais que não disciplinam seus filhos não amam, nem se importam com o destino da sua alma. Lembre que disciplinar não é espancar, mas, primeiro conversar, orientar e se necessário for, usar a discilina física.

II. É dever dos pais admoestar seus filhos. Ef 6.4

O termo admoestar significa encorajar, os pais devem não apenas mostrar o erro dos filhos, mas também encorajá-los para que vençam as lutas que militam contra a sua alma, incentivá-los na leitura da Bíblia, oração e participação na igreja. O maior incentivo que você pode dar ao seu filho é pelo seu exemplo, pois se você ensina, ele sabe que é verdade, mas se vive ele é impulsionado a lhe imitar. Não envie seu filho ao culto, venha com ele! Quando você deixa de estar no culto porque preferiu estar em outro lugar, seu exemplo vai ensinar seu Fiho para fazer o mesmo! Incentive seu filho com seu ensino e exemplo!!!

III. É dever dos pais criar os filhos no Senhor. Ef 6.4

A disciplina e admoestação que os pais devem trazer aos filhos deve ser segundo o Senhor e aquilo que achamos ou pensamos, muitos estão trazendo fardos tendo como base usos e costumes humanos, mas a base da nossa admoestação e disciplina deve ser Deus e sua Palavra. Se sua vida não está nos parametros de Deus como vais apresentar o Senhor para os seus filhos? Ande com o Senhor e viva para o Senhor, diga como Josué: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor (Js 24.15).

IV. É dever dos pais não provocar seus filhos à ira. Ef 6.4

Provocar os filhos poderia ser explicado da seguinte forma: 1. fazer coisas que os façam ficar humilhados em público com ofensas, gritos, etc. 2. fazer coisas como: comparações entre filhos, favoritismo (Jacó), desistimulo, indisciplina sem correção. 3. Os pais quando não repreende seus filho estão emurrando eles para a ira de Deus (Ex: Fihos de Eli: Hofini e Finéias; Filhos de Samuel). Não provoque seus filhos á ira nem empurre eles para experimentarem à ira de Deus, coloque redéas nele!

APLICAÇÃO: Sobre o papel da mulher na família vimos algumas características que ela deve ter: Submissão - Não é escravidão, nem uma obediencia cega. mas é uma missão como uma ajudadora; recebendo um grande privilégio de participar da missao dada ao homem como a igreja participa da missão de Cristo; Respeito -´À liderança do marido, aliança do casamento e limite do esposo. Criação de Filhos Junto ao marido - Disciplinando; admoestando (Encorajando), criando no temor de Deus e não provocando á ira. Que tipo de mulher você tem sido? É submissa, ou seja, participa da missão que Deus deu ao seu esposo ou o prejudica? Respeita o marido, casamento e o limites dele ou você é rebelde e provocativa? Ajuda na criação dos seus filhos ou esconde os erros deles do marido?

3. O PAPEL DOS FILHOS NA FAMÍLIA. Ef 6.1-3

Os filhos são a parte gerada e estão debaixo da autoridade do pai e mãe, eles recebem algumas responsabilidades dentro da família. Os filhos não devem querer dar ordens na casa, nem passar por cima da ordem dos pais, pois devem obediência aos seus pais. Sobre este papel dos filhos extraíremos algumas lições expostas a seguir.

a) O papel da obediência aos pais. V.1

O primeiro papel que este texto trata sobre os filhos é a obediência aos pais, conforme podemos observar: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef 6.1). A Escritura trata deste dever desde os primórdios da história humana demonstrando a necessidade do ser humano obedecer aos seus pais como uma ordenança de Deus. Os pais são autoridades dadas por Deus, assim são os primeiros que devemos prestar obediência. Sobre esta obediência iremos analisar algumas verdades.

I. A obediência aos pais deve ser feita porque é uma ordenança de Deus. Ef 6.1

O texto nos ensina uma primeira verdade de que a obediência aos pais não é uma opção, mas uma ordem direta de Deus, conforme observamos, o verbo obedecer está conjudado na forma verbal imperativa: Filhos, obedecei a vossos pais” (Ef 6.1a). A desodiência nunca é algo saudável, pois não estamos fazendo apenas conttra os pais, mas principalmente contra Deus, se você é um filho desobediente tome cuidado, pois Deus não tem o culpado por inocente. Se seus pais lhe ordenaram, obedeça!

II. A obediência aos pais deve ser feita, mas somente no Senhor. Ef 6.1

Outro detalhe que não podemos deixar escapar é que esta obediência não é irrestrita, mas somente se aquilo não ofende a Deus, conforme o texto afirma: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor (Ef 6.1b). Qualquer ordem que os pais lhe der, não deve ferir a Palavra de Deus, por exemplo: Seus pedem para você mentir, abandonar sua fé em Cristo, óbvio que você não irá fazer, pois esta ordem não é no Senhor. Toda ordem que vier dos pais deve ser avaliada segundo a ótica da Palavra de Deus, não sendo pecaminosa, obedeça no Senhor!

III. A obediência aos pais deve ser feito, pois é o correto. Ef 6.1

Ainda podemos aprender que a obediência aos pais nada tem haver com a postura deles, embora o exemplo seja importante, mas mesmo que seu pai seja um péssimo exemplo, se ele te der a ordem para fazer o certo, você deve obedecer, pois é o correto a ser feito, conforme o texto afirma: “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo” (Ef 6.1c). Você não vai ser julgado pelas atitudes dos seus pais, mas pelas suas próprias atitudes. O texto não diz para obedecer se eles forem exemplares naquilo que ordenam, mas porque é o justo a se fazer.

b) O papel da honra aos pais. V.2

O texto traz o dever dos filhos para com os pais no quinto mandamento de honrá-los, segundo podemos observar: “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa)” (Ef 6.2). Sobre esta honra que devemos ter para com os nossos pais, devemos observar algumas lições importantes, nas Escriturasque estarão disponíveis a seguir.

I. Honrar os pais emvolve não desferir palavras malcriadas contra eles.

A honra aos pais se revela nas palavras, pois aqueles que falam palavras ofensivas ou grosseiras contra os contra os pais, vejamos: Porque Deus ordenou: “Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte” (Mt 15.4). Maldizer vem do grego “Kalologôn” e significa falar mal, ofender, insultar, isto é, honrar os pais é não usar palavras duras, grosseiras e ofensivas contra os pais. O texto não diz que é para agir assim se os pais forem corretos, pelo contrário, mesmo que os pais errem, os filhos devem agir de modo correto e nãao distratar seus genitores.

II. Honrar os pais envolve cuidar deles quando eles precisarem.

Jesus além de tratar sobre honrar pai e mãe com relação ao modo de falar com os pais, também vai informar que esta honra aos seus genitores também deve ocorrer no cuidado com eles e até sustento quando precisar, conforme podemos ler: 10 Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe seja punido de morte. 11 Vós, porém, dizeis: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta para o Senhor, 12 então, o dispensais de fazer qualquer coisa em favor de seu pai ou de sua mãe, 13 invalidando a palavra de Deus pela vossa própria tradição, que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes” (Mc 7.10-13). Jesus estava denunciando os fariseus que doavam todo seu dinheiro ao templo para não sustentar os pais com seus recursos, descumprindo o quinto mandamento, portanto, honrar os pais é cuidar dos mesmos quando estes não cconseguirem mais se sustentar sozinhos.

III. Honrar aos pais implica em não esquecer do que eles ensinaram. pv 3.1-2

A Palavra de Deus vai também nos informar que honrar os pais é também não menosprezar aquilo que eles nos esinaram, segundo está registrado: 1 Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; 2 porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz” (Pv 3.1-2). Este texto também se refere ao mandamento de honrar pai e mãe, pois no versículo 2 a promesa é a mesma. Quando você trocao ensino correto dos seus pais por qualquer outro ensino, seja de quem for, estarás desonrando eles. Honre seu pai e sua mãe, não despreze os seus ensinos!

c) O papel de obedecer e honrar os pais vem acompanhado de promessas. Ef 6.2-3

O texto da Bíblia afirma que a obediência e a honra aos pais vem acompanhado de promessas, como está relatado: 2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef 6.2-3). Sobre as promessas advindas de uma vida obediente, podemos observar algumas lições que serão conferidas a seguir.

I. Viver bem aqui fisicamente e emocionalmente é uma consequência da obediência. Ef 6.2-3a

A Bíblia nos diz que aquele que busca viver em obediência e honra aos pais será agraciado com uma vida saudável tanto fisicamente como espiritualmente, conforme está escrito: 2 Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), 3 para que te vá bem [...]” (v.1-2a). Os filhos que querem ter uma vida abençoada tanto no físico como na mente precisam respeitar e obedecer seus pais. Filho desobediente paga um preço caríssimo! Não queira pagar para ver, pois Deus cumpre a sua palavra tanto nas bençãos como nas disciplinas.

II. Viver aqui longamente é uma consequência da obediência.

A Escritura afirma que a obediencia nos faz viver longa vida nesta terra, devido a isto, lemos no texto: para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (v.3). O texto está afirmando claramente que um filho que obedece e honra os pais vai ter longa vida sobre a terra, vai ter longevidade, observe que muitos filhos desobedientes que se enredam por caminhos errados, desobedecendo aos pais, tem partido desta vida na flor da idade por desobediência. Há bons filhos que partem cedo, mas não é regra, e sim exceção. Afinal tudo está dentro de um plano de Deus que tem prazer na morte dos seus santos (Sl 116.15), mas ele não fere nem tira a responsabilidade humana. Seja obediente e viva bem e longamente. Exemplos de filhos desobedientes que partiram cedo: Nadabe e Abiu filhos de Arão (Nm 26.61), Hofini e Finéias, filhos de Eli (I Sm 2.12; 4.11),

III. Viver eternamente longe de Deus é uma consequência da desobediência. Jd 1.8,13

Judas vai falar de pessoas ímpias que rejeitavam governos e autoridades, Deus e os nossos pais, assim sendo este texto também se aplica aos filhos desobedientes, segundo podemos observar: 8 Ora, estes, da mesma sorte, quais sonhadores alucinados, não só contaminam a carne, como também rejeitam governo e difamam autoridades superiores. 13 ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd 1.8,13). O versiculo 8 trata destas pessoas que rejeitam e difamam as autoridades, quando o filho desobedece e densonra os pais, ele se encaixa nestes, e o destinos destes se não se arrependerem é a condenação quando será isolado de Deus nas trevas eternas. Você que tem sido rebelde e desobediente aos seus pais, tome cuidado! A condenação é logo ali!

APLICAÇÃO: Examinamos as caracteristicas que os filhos precisam ter e o resultado de seguir ou não o que Deus nos ordena fazer: Obediência aos Pais - É ordenança de Deus, deve ser feita somente no Senhor e porque é o correto a ser feito; Honra aos pais - Não falando palavras malcriadas contra eles, cuidando deles quando precisarem e não esquecendo do que ensinaram; Recompensa - saude fisica, mental e espiritual, vinda longa e vida eterna e o resultado para os desobedientes e rebeldes é a condenação eterna. Filhos, vocês têm sido obedientes aos seus pais? Seus pais podem dizer que se alegram ou se decepcionam com você. Obediencia traz bençãos, mas desobediência traz maldição e condenação. O que você vai querer?

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo de Genebra. Texto e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2010.

CHAMPLIN, Russel Norman. Comentário do Novo Testamento (V.4): I Corintios - Efésios. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2002.

HENDRIKSEN, William. Comentário de Efésios e Filipenses. 1 Ed. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 1999.

LOPES. Hernandes Dias. Comentário de Efésios. Comentário de Efésios. 1 Ed. São Paulo: Hagnos, 2010.

 AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

sexta-feira, 13 de maio de 2022

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM PROVÉRBIOS 4.3

TEXTO: PROVÉRBIOS 4.3

Quando eu era filho em companhia de meu pai, tenro e único diante de minha mãe,

INTRODUÇÃO

O nome mãe no hebraico e “Hima” e significa aquela que une o lar”. O dia das mães foi comemorado pela primeira nos Estados Unidos da América, ofocializzado no Século XX, ano 1914, sendo criado por Anna Jarvis para homenagear sua mãe ann Jarvis, metodista falecida. No Brasil foi colocado no calendário por Getúlio vargas nadecada de 1930 pelo presidente Getúlio Vargas. Hoje gostaríamos de fazer uma reflexão para os filhos e para as mães, istto faremos tendo como base o tema abaixo.

TEMA: MÃE, UM PRESENTE DE DEUS!

I. DEUS NOS DEU UMA MÃE

1. Para honrarmos ela. Ef 6.2

“Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa)”.

2. Para obedecermos. Ef 6.1

“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo”

3. Para tratarmos ela bem, sem desprezo. Pv 15.20

“O filho sábio alegra a seu pai, mas o homem insensato despreza a sua mãe”.

II. A MÃE DEVE TER ALGUMAS QUALIDADES.

1. Ser sãbia na condução da sua casa e filhos. Pv 14.1

“A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba”.

2. Ser amável para com os seus filhos. Fp 4.8

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.

3. Conduzir eles na Palavra de Deus. II Tm 1.5

“Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti”.

III. SER MÃE É BENÇÃO DE DEUS.

1. Deus é faz as mulheres serem mães. Is 66.9

“Acaso, farei eu abrir a madre e não farei nascer? — diz o Senhor ; acaso, eu que faço nascer fecharei a madre? — diz o teu Deus”.

2. A mãe deve louvar a Deus por dar a luz. Gn 29.35

“De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o Senhor . E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz”.

3. A mãe deve ser exemplo para os filhos. Pv 31.28-29

28 Levantam-se seus filhos e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: 29 Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas.

CONCLUSÃO

Deus deu uma mãe, devemos cuidar bem dela, amá-la, obedecê-la e não desprezá-la. As mães precisam ser sábias, amáveis e guiar os filhos na Palavra de, também examinamos que ser mãe é uma benção de Deus, pois é Ele que dá as mulheres o dom da maternidade, então as mães devem louvá-lo e ser exemplo para os filhos. Que tipo de filhos temos sidos para nossas mães. Você que é mãe tem dado exemplo ao seu Filho? Tem sido grata pelo dom da maternidade?

 AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

domingo, 10 de abril de 2022

OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO: O SÉTIMO BRADO – O BRADO DE SATISFAÇÃO

TEXTO: LUCAS 23.46

“Então, Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou”.

INTRODUÇÃO

Nós estamos trazendo a serie de mensagens sobre os brados que o Salvador deu na cruz, vimos que o primeiro foi de perdão; o segundo, de salvação; o terceiro, de afeição; o quarto, de angústia; o quinto, de sofrimento, o sexto, de vitória. Hoje estaremos tratando do sétimo brado de Cristo na cruz, que foi o de satisfação, no qual Ele satisfez a justiça de Deus, ficou satisfeito ao morrer por nós e abriu o céu para sermos aceitos satisfatoriamente por Deus. Trataremos disso conforme o assunto e tema expostos a seguir.

ASSUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: SÉTIMO BRADO – O BRADO DE SATISFAÇÃO

I. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE SATISFEZ TODA A JUSTIÇA DE DEUS.

A. A justiça de Deus exigia o cumprimento da pena do pecado. Êx 34.6,7

Deus é um juiz justo e inflexível quanto ao pecado, este precisa ser punido, pois Ele não inocenta o culpado, conforme observamos: 6 E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor , Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; 7 que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!” (Êx 34.6,7). Deus não inocenta o culpado, pelo contrário, sua justiça exige que puna o pecado, devido a isto que Cristo levou sobre si o nosso pecado para assumir nossa culpa (I Pe 2.24). O homem sozinho diante de Deus está perdido!!!

B. A justiça de Deus exigia que a pena fosse paga por alguém perfeito. I Pe 1.18-19

A satisfação da justica de Deus encontra-se em Cristo, visto que o homem não poderia quitá-la, pois era imperfeito, afinal Deus olhou do céu para terra e não havia um justo sequer (Rm 3.9-10), então, alguém perfeito deveria arcar com aquela conta, então entra a obra do Senhor Jesus, vejamos: 18 sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (I Pe 1.18-19). Algumas verdades sobre o assunto: 1. Coisas materiais não pagam a divida com homem com Deus (v.18). 2. Somos devedores a Deus porque herdamos a natureza caída dos nossos pais (v18b). 3. Somente o sangue valoroso (precioso), oferecido em sacrifício (cordeiro), perfeito (sem defeito e sem mácula) pode nos salvar. (v.19a). 4. Somente Cristo ocupa toda a perfeição, sendo capaz de pagar com a sua vida pelo nosso pecado (o sangue de Cristo).(v.19b). A justiça de Deus exigiu que um perfeito morresse para pagar o preço do pecado dos imperfeitos.

C. A justiça de Deus exigia que o pagamento fosse a morte. Rm 6.23

Deus havia dito ao homem que se comesse da arvore do conhecimento do bem e do mal, ele morreria (Gn 2.16-17), Paulo vai enfatizar que o pecado traz morte: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). Existem três tipos de morte (Gr. “Thanatos”, separação): 1. Morte fisica que é a separação do corpo do Espírito (Tg 2.26). 2. Morte espiritual sendo a separação do homem de Deus (Ef 2.1). 3. Morte eterna indicando a separação eterna de Deus (Jo 11.25-26). Ao render o espirito e expirar, Jesus nos garatiu a vitória sobre a morte física (ressurreição), da morte espiritual (regeneração) e da morte eterna (vida eterna).

II. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE FICOU SATISFEITO AO MORRER POR NÓS, NÃO DESISTIU.

A. Aquele momento de entrega final indicava que Ele foi até o fim, chegou até a cruz. Fp 2.8

Cristo sabendo que iria morrer e experiementar o cálice da ira de Deus, não arredou um milimetro da sua missão, foi até o fim, sobre isso Paulo diz que: “A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Podemos observar algumas particularidades neste versículo, segundo veremos: 1. Ele se humihou (v.8a), sua humilhação se deu ao nascer como homem (Jo 1.14), nascido sob a lei e de mulher (Gl 4.4), foi rejeitado pelos seus (Jo 1.11). 2. Ele foi obediente em tudo ao plano do Pai (v.8b), Ele rejeitou um caminho que excluísse a cruz,alguns diziam: desça da cruz se é o Filho de Deus (Mt 27.40), mas Ele não desceu, nós precisavamos Dele na cruz. 3. Ele culminou sua caminhada na cruz (v.8c), a cruz foi a prova que Jesus não desistiu.

B. Aquele momento de entrega final apresenta que Ele trocou a alegria proposta pela cruz.

Jesus poderia ter permanecido no céu com a sua alegria e gloria já existente, pois trocou aquela alegria pela cruz: “Olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12.2). Jesus subsistindo como Deus, trocou a sua glória celeste pela humanidade e morte na cruz (Fp 2.6-8), não desistiu de nós!

C. Aquele momento de entrega final apresenta que Ele nos amou até as últimas consequencias. Jo 15.13

Jesus não desistiu de nós, mas ficou satisfeito em morrer por que Ele nos amou como ninguém, vejamos: Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). Ele nos amou tanto que deu a sua vida por nós, fez isso voluntariamente (Jo 10.17-18), você e eu precisamos entender que ninguém nos ama como Jesus, pois Ele morreu por nós na cruz!

III. A MORTE DE JESUS NA CRUZ INDICA QUE ELE SATISFEZ O PAI E ABRIU O CÉU PARA SERMOS ACEITOS POR DEUS.

A. O momento da entrega final de Cristo na cruz abriu o nosso acesso direto a Deus. Hb 10.19-20

Quando Cristo rendeu o espirito ao Pai o véu se rasgou (Mc 15.37-38), o autor aos Hebreus vai nos explicar o que significou este véu se rasgar, vejamos: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19-20). Quando o véu se rasgou na morte de Cristo recebemos alguns benefícios: 1. Podemos entrar no Santo dos Santos, o lugar mais profundo da presença de Deus (v.19). 2. O acesso que temos é pela obra de Cristo realizada por nós na cruz (v.19b-20). Ele satisfez a justiça de Deus e abriu acesso ao céu para nós!

B. O momento da entrega final de Cristo na cruz nos traz a seguranca de que somos aceitos por Deus. Rm 5.10

Paulo vai nos informar que somos aceitos por Deus através da obra do seu Filho na cruz, segundo está escrito: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10). Algumas lições explicadas: 1. Todos nós éramos inimigos de Deus, estavámos condenados (v.10a). 2. Fomos reconciliados com Deus pela morte do seu Filho (v.10b). 3. Somos salvos pela sua vida (ressurreição) (v.10c). Nós fomos recebidos por Deus mediante a morte do seu Filho! Você pode ser aceito por Deus e ter certeza de vida eterna se você se entregar a Cristo!

 

C. O momento da entrega final de Cristo na cruz nos cobriu com a sua perfeita justica. II Co 5.21

A morte de Cristo foi uma troca conosco, Deus colocou o nosso pecado sobre o seu Filho e ao mesmo tempo nos imputou a sua perfeita justiça, conforme está escrito: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). O nosso pecado feio, nojento, imundo foi lançado sobre Jesus, Ele experimentou o cálice da ira de Deus e nos tornou aceitáveis por Deus. Jesus aceitou trocar a sua alegria e gloria celeste para nos substituir na cruz, Ele ao entregar o seu espírito ao Pai estava cumprindo a sua missão, satisfez a perfeita justiça do Pai e fez que o Pai se satisfizesse em nós por causa da sua justiça em nós colocada.

CONCLUSÃO

Jesus satisfez a justiça de Deus e ao mesmo tempo ficou satisfeito ao morrer por nós, depois do seu brado final, a sua missão foi cumprida, sobre isso o profeta Isaías diz: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si” (Is 53.11). Jesus ficou satisfesto ao morrer por nós, como sua morte satisfez a justiça de Deus, Ele pode nos tornar e aceitos por Deus, basta que entreguemos o nosso coração e a nossa vida a Cristo!

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO: O SEXTO BRADO - O BRADO DE VITÓRIA

TEXTO: JOÃO 19.29-30

29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando-a num caniço de hissopo, lha chegaram à boca. 30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”

INTRODUÇÃO

Nós Vimos até agora cinco Brados do salvador na cruz do calvário: Primeiro, o brado de perdão aos que o vilipendiavam; Segundo, o brado de salvação ao malfeitor moribundo que nada merecia; Terceiro, o brado de afeição à sua mãe terrena e seu apóstolo João não os deixando desamparados; Quarto, o brado de angústia, sendo desprezado na cruz por Deus por causa dos nossos pecados; Quinto, o brado de sofrimento, no qual teve sede e lhe deram vinagre, assumindo nossa sede e amargor para nos oferecer a doçura do céu. Hoje trataremos sobre o sexto brado do salvador na cruz: “Está Consumado” que é a expressão grega “Teléstai” que indica para a conclusão de uma tarefa, quitação de uma dívida e a posse de uma propriedade, iremos observar estas questões tendo como base o assunto e tema expostos.

ASUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: SEXTO BRADO – O BRADO DE VITÓRIA

I. INDICA A CONCLUSÃO DE UMA TAREFA.

1. A obra da salvação já está segura da sua conclusão desde o seu começo. Fp 1.6

O termo “teléstai” usado por Jesus ao indicar uma tarefa cumprida aponta para o total cumprimento da obra salvadora de Jesus, sobre isso Paulo aponta isto na seguinte passagem: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). Paulo aqui nos informa algumas verdades: a) A salvação é uma certeza para quem crê em Jesus: Estou plenamente certo [...]” (v.6a). b) A fonte da salvação é Deus: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós [...]”. c) A salvação não ficará pela metade será totalmente concluída: “[...] aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus”. A salvação já está concluída desde o começo!

2. A obra da salvação já está segura da sua conclusão até aquele dia. II Tm 1.12

O termo teléstai para o cumprimento da salvação de modo seguro, pois o Senhor é quem nos assegura, vejamos: “E, por isso, estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (II Tm 1.12). Quando Jesus diz que “está consumado” (Teléstai) está garantindo que esta salvação está segura, vejamos: a) A vida cristã aqui passa por lutas e sofrimentos (v.12a). b) A fé em Cristo nos traz esta certeza de segurança (v.12b). c) A nossa salvação está segura nas mãos de Deus (v.12c). Até a volta de Jesus, Deus nos segura salvos!

3. A obra da salvação já está segura da sua conclusão por causa de Cristo. Jo 10.28

A palavra de Cristo sobre esta salvação completa é que ela não será impedida de forma nenhuma, conforme observamos: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão” (Jo 10.28). Jesus nos traz algumas verdades sobre a salvação: a) Jesus nos traz a vida eterna hoje, pois o verbo está no presente (v.28a). b) Jesus garante que os que são salvos por, no futuro, eles jamais se perderão (v.28b). c) Jesus informa que a salvação está garantida porque ninguém pode tirar os salvos das mãos Dele (v.28c). Cristo é a causa da salvação tanto agora como na eternidade.

II. INDICA A QUITAÇÃO DE UMA DÍVIDA.

1. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, é impagável para o homem. Sl 49.7-8

O homem ao pecar contra Deus adquiriu uma dívida para com a justiça de Deus, observemos: 7 Ao irmão, verdadeiramente, ninguém o pode remir, nem pagar por ele a Deus o seu resgate 8 (Pois a redenção da alma deles é caríssima, e cessará a tentativa para sempre.)” (Sl 49.7-8). Vejamos: a) nenhum ser humano pode remir o pecado da humanidade (v.7a). b) Nenhum ser humano pode pagar o resgate da alma do homem (v.7b). c) Nenhum ser humano tem as condições de pagar o valor da alma, pois é caríssima (v.8a). d) Nenhum ser humano viverá para sempre e sua oportunidade de pagar a dívida cessaria (v.8b). A dívida do homem com Deus, ele não poderia pagar.

2. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, foi paga definitivamente por Cristo. Cl 2.14

A Bíblia diz que Cristo pagou definitivamente o preço do nosso pecado, conforme o texto nos indica: 13 E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; 14 tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz” (Cl 2.13-14). O texto nos informa algumas lições: a) Nós estamos vendidos à escravidão do pecado: mortos – incapazes; incircuncisos – Fora da aliança (v.13a). b) Cristo rasgou a divida que era contra nós, removendo totalmente a nossa culpa na cruz (v.14). Alguém que era preso por dívida, quando ele pagava a dívida, subia na parte mais alta da cidade, rasgava a nota promissória e gritava: “Teléstai”, a divida está ´paga. Cristo subiu parte mais alta, na cruz e gritou “telestai”, a nossa dívida foi paga!! Estamos perdoados!

3. A dívida do homem, por causa dos seus pecados, recebe a absolvição total pela fé em Cristo. Rm 5.1

Devido ao pagamento de Cristo na cruz, Ele assumiu nossa culpa nos absolvendo de todos os nossos pecados, vejamos: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5.1). O verbo justificar utilizado aqui vem do grego “dikaiôthentes”, está na voz passiva (tendo sido absolvidos), isto é, o termo indica que por causa de Cristo, Deus nos absolve de todos os nossos pecados, pois Cristo pagou a nossa dívida na cruz!

III. INDICA A POSSE DE UMA PROPRIEDADE HERDADA.

1. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade no céu. Sl 73.24

Cristo quando bradou “está consumado” (Teléstai) nos adquiriu uma propriedade no céu, vejamos: “Tu me guias com o teu conselho e depois me recebes na glória” (Sl 73.24). Deus nos guia enquanto aqui vivermos, quando chegar o fim dessa vida seremos recebidos no céu de glórias, ali teremos a maior alegria que é ver Jesus como Ele é (I Jo 3.2). O brado de Cristo nos deu vitória eterna e uma casa nova no céu.

2. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade permanente no céu.

Enquanto estivemos aqui vivemos como peregrinos, pois nossa morada permanente não aqui, mas no céu, conforme o texto nos informa: “Na verdade, não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a que há de vir” (Hb 13.14). As pessoas muitas vezes estão apenas preocupadas com as coisas terrenas (Fp 3.19), mas todos os que seguem a Cristo pela Bíblia sabem que nossa vida aqui é apenas uma passagem, um dia partiremos para uma morada permanente ao lado de Cristo. Detalhe: Somente irão para este lugar os que já se renderam a Cristo e receberam Dele a certeza de vida eterna!

3. Por meio de Cristo recebemos uma propriedade para viver eternamente com Ele no céu.

Jesus nos garantiu que temos uma propriedade no céu, na qual viveremos para sempre ao lado Dele, consoante o texto nos indica: 1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. 3 E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também (Jo 14.1-3). Jesus vai falar algumas verdades sobre esta casa: a) Irá morar nesta casa celeste apenas os que nele creem (v.1). b) Irá morar nesta casa apenas quem confiar no que Jesus disse (v.2a). c) Esta casa foi preparada por Jesus (v.2b). d) Jesus voltará para levar todos os que Nele creem para estar ao seu lado sempre nesta casa (v.3). Jesus tem uma propriedade adquirida para nos oferecer e somente entregando a vida a Ele iremos morar Nela.

CONCLUSÃO

Jesus disse no sexto brado na cruz: “Está consumado (Teléstai). Ele concluiu a obra da salvação; quitou a dívida do nosso pecado e; nos deu posse de uma propriedade no céu. Você pode hoje receber a salvação de uma vez por todas pela fé em Cristo. Pode ter todos os seus pecados perdoados e ainda hoje receber uma morada eterna no céu. Tudo que aqui falamos ficou claro? Isso faz sentido para você? Gostaria de receber estas bençãos descritas e ter a plena certeza da sua salvação? Você que já experimentou tudo isso, nada que você faça para Jesus é muito, pois tudo Ele fez por ti, assim sendo, evangelize, viva o evangelho para glória de Deus!

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. Textos e Notas de Rodapé. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. Textos Bíblicos Selecionados. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz

OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ: O QUINTO BRADO - O BRADO DE SOFRIMENTO

TEXTO: JOÃO 19.28-29

INTRODUÇÃO

Nós estamos tratando sobre uma série de mensagem sobre os brados que Cristo deu na cruz. Vimos que no primeiro brado foi o brado de perdão aos que o matavam; o segundo foi de salvação para um malfeitor moribundo; o terceiro foi o brado de afeição para sua mãe e João; o quarto foi de angustia quando foi abandonado pelo Pai para que nós fôssemos aceitos por Deus; hoje trabalharemos sobre o quinto brado de Jesus na cruz, que foi de sofrimento, tendo sede e recebendo aos invés de água, vinagre para que recebêssemos a água da vida (salvação). Extrairemos algumas lições tendo como base o assunto e tema propostos a seguir.

ASSUNTO: OS SETE BRADOS SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: QUINTO BRADO – O BRADO DE SOFRIMENTO.

I. O SOFRIMENTO DE CRISTO ATESTA QUE ELE É HUMANO: TENHO SEDE.

1. Os sofrimentos de Cristo e a sua sede como ser humano. O quinto brado de Cristo na cruz foi: “Tenho sede”, este revela a sua humanidade, pois somente homens podem ter sede, Jesus como homem que se tornou na encarnação (Jo 1.14), revela sem sombra de dúvidas que Ele tinha uma natureza humana, estava ali exposto ao sol na cruz, devido a isto teve sede. Ele é o nosso representante, devido a isto, tornou-se homem e sofreu nossas dores, até mesmo nossa sede.

2. O sofrimento de Cristo e a sua sede cumpriu todas as Escrituras. Quando Cristo declarou sua sede ali estava cumprindo as Escrituras, pois esta passagem havia sido profetizada no Salmo 69.21: Por alimento me deram fel e na minha sede me deram a beber vinagre”, pois quando pediu água lhe deram vinagre, o seu sofrimento foi intensificado na cruz, mas tudo isso já estava no plano de Deus e revelado nas Escrituras, tudo que aconteceu a Jesus, inclusive as ações dos homens que o mataram já estava predeterminado por Deus (At 4.25-28).

3. O sofrimento de Cristo e a sua sede cumpre de modo submisso a vontade do Pai. Tudo o que aconteceu com o Filho estava em um plano soberano e eficaz do Pai para salvar todo o que Nele crê, vejamos: De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.40).O Filho cumpriu toda a vontade do Pai na cruz, inclusive o sofrimento, até mesmo a sua sede e o vinagre que lhe ofereceram, pois tomava nosso lugar para nos tirar o amargor da condenação e conceder a doçura do céu.

II. O SOFRIMENTO DE CRISTO NOS SUBSTITUI: TENHO SEDE.

1. A alma do homem tem uma sede que somente Deus pode satisfazer. O homem possui uma sede que nada nem ninguém pode saciar, exceto Jesus, vejamos: 1 Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma. 2 A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus? (Sl 42.1-2). Quando Jesus disse “tenho sede” estava fazendo de modo vicário, pois sua sede abria a porta para que nós pudéssemos saciar a sede da nossa alma.

2. Jesus assumiu a nossa sede na cruz para nos conceder a água da vida. Ao afirmar tenho sede, Jesus também estava fazendo um convite, pois Ele estava nos chamando para receber a água da vida, segundo o texto afirma: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap 22.17). Jesus convida-nos a experimentar o fim da sede espiritual, vejamos: a) A água da vida é ofertada pelo Espírito através da igreja (v.17a). b) Esta água deve ser oferecida individualmente por cada pessoa que já experimentou (v.17b). c) Os que ouvem precisam querer receber esta água da vida (v,17c). A sede de Jesus na cruz nos convida a sair da sede espiritual e receber a água da vida (vida eterna).

3. A água que Jesus oferece acaba a nossa sede de modo eficaz e eterno. Jesus teve sede na cruz para que nós fôssemos saciados eternamente, consoante o que o texto nos afirma: “Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14). Ele nos oferece uma satisfação eterna, aquele que recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador recebe a água da vida e nunca mais sua alma terá sede, mais uma fonte começa a jorrar para a vida eterna. Isto significa satisfação plena em Cristo e certeza de vida eterna. Você já tem esta certeza?

III. O SOFRIMENTO DE CRISTO NOS LIVROU DO SOFRIMENTO ETERNO.

1. Há uma sede eterna que o homem sofrerá no inferno: Condenação. Há um registro interessante sobre o inferno na história sobre o rico e Lázaro, vejamos: 22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama” (Lc 16.22-24). Aprendemos aqui que: a) A morte chega para todos (v.22). b) A morte inicia a eternidade no céu ou inferno (v.22-23). c) O homem sofrerá uma sede eterna no inferno que jamais será saciada (v.24). Pense hoje na sua eternidade, pois depois da morte será tarde demais.

2. Há uma sede eterna que já se demonstra no afastamento de Deus. A sede eterna e insaciável se dá porque o homem se afastou de Deus, como Deus é o manancial de águas vivas, se afastar Dele é viver uma sede eterna, segundo examinamos: “Porque dois males cometeu o meu povo: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas” (Jr 2.13). O texto vai nos informar que o povo de Israel se afastou de Deus e devido a isto ficaram com sede (v.13a) e por se afastar do Senhor eles tentaram produzir sua própria satisfação para a sede, mas as suas tentativas são como cisternas rotas que não retém águas (v.13b). Como você está vivendo? Satisfeito em Deus ou insatisfeito por estar distante Dele?

3. Há apenas uma maneira de se livrar desta sede eterna: Por meio de Jesus. Jesus traz um desafio para os seres humanos, vejamos: 37 No último dia, o grande dia da festa, levantou-se Jesus e exclamou: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37-38). Jesus neste texto nos diz algumas verdades: a) Os seres humanos possuem uma sede espiritual (v.37a). b) Jesus convida todos que reconhecem sua sede espiritual para ir até Ele (v.37b). c) Somente recebe a satisfação espiritual aquele que crê em Jesus segundo as Escrituras (v.38). A sede de Jesus na cruz é um convite para saciarmos nossa sede espiritual Nele!

CONCLUSÃO

Jesus disse na cruz: “Tenho sede” como nosso substituto Ele estava tomando nossa sede na cruz para que nossa alma fosse satisfeita em Deus. O homem possui uma sede na alma que nada neste mundo pode satisfazer, devido a isto somente podemos ter nossa alma satisfeita entregando nossa vida a Cristo. Você já tem certeza de vida eterna? Se sua resposta é positiva então ande com Cristo e anuncie este evangelho para que outras pessoas tenham suas almas satisfeitas em Deus. Se sua resposta é negativa, você pode ainda hoje ter um encontro com Cristo e ter sua sede espiritual satisfeita e receber certeza de vida eterna. Você quer fazer isso hoje?

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006.

AUTOR: Pastor Veronilton Paz da Silva

 

quarta-feira, 16 de março de 2022

OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO: O QUARTO BRADO: O BRADO DE ANGÚSTIA

TEXTO: MATEUS 27.46

“Por volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?

INTRODUÇÃO

Estamos dando uma série de mensagens sobre os Sete Brados do salvador na Cruz. Vimos que o primeiro brado foi de perdão; o segundo, de salvação, o terceiro, de afeição, hoje trataremos sobre o quarto brado, de angústia que é uma profecia do Salmo 22. Sobre este assunto, extrairemos algumas lições tendo como base o assunto e tema expostos.

ASSUNTO: OS SETE BRADOS DO SALVADOR NA CRUZ DO CALVÁRIO

TEMA: O QUARTO BRADO – O BRADO DE ANGÚSTIA

1. A ANGÚSTIA DE CRISTO FOI PORQUE TOMOU SOBRE SI NOSSO PECADO.

a) Aqui vemos a malignidade do pecado e o caráter de seu salário. Rm 6.23

A Escritura afirma que o pecado gera a morte, vejamos: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). A palavra morte usada aqui vem do grego “thanatos” e significa separação. Há três tipos de mortes: a) Morte física que é a separação do corpo do espírito (Tg 2.26). b) Morte espiritual que é a separação do homem de Deus (Ef 2.1). c) morte eterna que é a separação eterna de Deus (Jo 11.25,26). A angústia de Cristo era experimentando nossa morte por causa dos nossos pecados para nos libertar do pecado e nos oferecer vida eterna.

b) Aqui vemos a inabalável fidelidade a Deus do Salvador. Fp 2.8

Jesus foi fiel e obediente ao plano proposto por Deus até o momento crucial da sua vida, que foi a morte na cruz, mesmo sendo esquecido na cruz por causa dos nossos pecados, mas não voltou atrás, sobre isso Paulo afirma: “A si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2.8). Jesus enfrentou tudo isso, até a angústia por causa dos meus e dos seus pecados. E nós o que faremos por Ele? Já é crente, evangelize, viva em santidade. Não é crente, se converta a Ele!

c) A sua angústia demonstra o seu amor ao morrer por nós. Jo 15.13

Ele foi angustiado na cruz assumindo o nosso lugar, fez isso porque nos amou, conforme Ele mesmo declarou aos seus discípulos: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). O brado de angústia de Cristo aconteceu para que nós fossemos acolhidos por seu amor. Jesus nos amou e naquela cruz escolheu ser angustiado em nosso lugar. QUE AMOR É ESSE?

2. A ANGÚSTIA DE CRISTO FOI PORQUE FOI ABANDONADO PELO PAI.

a) Aqui vemos a absoluta santidade e a inflexível justiça de Deus. Na 1.3

Deus é um juiz santo e justo, sendo assim não pode ver o pecado e não punir, devido a isto o profeta inspirado fala: “O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés” (Na 1.3). Deus não inocenta o culpado, mas ele também é um Pai amoroso, então, colocou a angústia do nosso pecado na cruz sobre Jesus, fazendo-o culpado em nosso lugar. Devido a isto, Ao olhar para cruz, Deus enxergou o nosso pecado sobre o Filho e virou as costas para Ele, por isso Jesus grita na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46). Este seria nosso grito no inferno, mas Jesus assumiu nosso inferno na cruz para que recebêssemos o céu!!! ALELUIA!!!

b) Aqui vemos a separação que o pecado faz de Deus. Is 59.2

O pecado fez a pior coisa que poderia acontecer com o ser humano, a separação de Deus, conforme Isaías relata: “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2). O brado de angústia na cruz foi de separação do Pai, Ele estava sozinho na cruz, nosso pecado o separou do Pai para que nós nos uníssemos ao Pai para sempre. Se você ainda não tem Cristo, estás separado de Deus, mas se você hoje entregar hoje sua vida a Cristo, abandonando o pecado receberás Dele a vida eterna e o brado de angústia será substituído pelo de alegria.

c) Aqui vemos o alerta de Deus para que não vivamos em pecado. Jo 8.21

O pecado traz a condenação para quem vive e morre nesta prática, Cristo alertou as pessoas sobre isso: “De outra feita, lhes falou, dizendo: Vou retirar-me, e vós me procurareis, mas perecereis no vosso pecado; para onde eu vou vós não podeis ir” (Jo 8.21). O brado de angústia de Cristo na cruz substitui o grito de desespero que daríamos no inferno, mas todo aquele que rejeitar Jesus dará gritos desesperados no inferno e será tarde demais. Lembre do grito de angústia de Cristo na cruz e lembre que este pode ser seu grito no tormento eterno. Ainda há chance para você, abrace o tempo da oportunidade antes que seja tarde demais!

3. A ANGÚSTIA DE CRISTO ABRIU A PORTA PARA NOSSA FELICIDADE ETERNA

a) Ele na sua angústia abriu o caminho para recebermos a sua justiça. II Co 5.21

Cristo nos substitui na cruz tomando o nosso pecado sobre si e nos imputando sua justiça, vejamos: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5.21). O brado de angústia que Cristo deu na cruz era o grito da nossa culpa, nós como culpados merecíamos o desprezo de Deus, Cristo como filho merecia o apreço de Deus. Na cruz aconteceu o oposto, Jesus tomou nossa culpa e nos ofereceu sua justiça. Devido a isto, ao olhar para cruz, Deus não viu seu Filho, mas nosso pecado e desprezou o Filho; quando Deus olha para os que pertencem a Cristo, Ele não vê nosso pecado, mas a justiça do seu Filho e nos aceita.

b) Ele na sua angústia abriu o caminho ao céu para todos os que Nele creem. Hb

Quando Cristo derramou seu sangue na cruz, Ele abriu um caminho vivo e permanente ao céu, vejamos: 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.19,20). Ao dar seu brado de angústia, Jesus estava abrindo o caminho para que todos os seus tivessem acesso à felicidade eterna através do caminho aberto no céu pelo seu sangue. O brado de angústia de Cristo nos abriu a porta para o brado de felicidade eterna pelo novo e vivo caminho que Ele preparou.

c) Ele na sua angústia abriu a porta para que fossemos aceitos por Deus. Rm 5.10

As Escrituras afirmam que o homem no seu estado natural é inimigo de Deus, sendo assim não pode ser aceito por Deus, mas quando Cristo o reconciliou com o Deus, Este o aceitou, vejamos: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm 5.10). O brado de angústia de Cristo na cruz fazia parte do plano de Deus para nos salvar. Seu brado era de alguém que foi desprezado por Deus para que nós fossemos aceitos por Ele.

CONCLUSÃO

Arthur W. Pink no livro Os Sete Brados do Salvador na Cruz faz uma aplicação que queremos aqui transcrever: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Eis aqui um Brado de Desolação — Leitor, possa você nunca ecoá-lo. Eis aqui um Brado de Separação — Leitor, possa você jamais experimentá-lo. Eis aqui um Brado de Expiação — Leitor, possa você apropriar-se de suas virtudes salvíficas. O brado de angústia de Jesus na cruz foi de desolação e separação de Deus, mas fez tudo isso para não precisarmos dar gritos de desespero no inferno. Ele assumiu nosso lugar, nosso inferno na cruz. Hoje você pode aceitar o Jesus que bradou de angústia na cruz e viver eterna felicidade ou pode rejeitá-lo e viver dando brados de angústias eternamente no inferno. Qual sua decisão?

REFERÊNCIAS

Bíblia de Estudo Genebra. 2 Ed. Ampl. São Paulo: Cultura Cristã, 2010.

Bíblia Nova Almeida Atualizada. 3 Ed. Barueri – SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.

PINK, Arthur W. Os Sete brados do Salvador na Cruz do Calvário. Tradução Vanderson Moura da Silva. 1 Ed. São Paulo - SP: Monergismo, 2006

AUTOR: Pastor Veropnilton Paz da Silva