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domingo, 3 de setembro de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO TÓPICO BASEADO EM GENESIS 50.22-26

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: GÊNESIS 50.22-26
22 José habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu cento e dez anos. 23 Viu José os filhos de Efraim até à terceira geração; também os filhos de Maquir, filho de Manassés, os quais José tomou sobre seus joelhos. 24 Disse José a seus irmãos: Eu morro; porém Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó. 25 José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui. 26 Morreu José da idade de cento e dez anos; embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito”.

INTRODUÇÃO
Quando uma pessoa avisa que vai visitar sua casa, você corre, prepara a melhor comida, forra a mesa com a melhor toalha, deixa a casa limpa e perfumada. Porém, se a pessoa diz que vai visitar e não marca o dia, o que você faria? Deus com certeza promete visitar-nos, mas Ele não marca dia e nem hora, precisamos estar aguardando a sua visitação que ocorrerá em nosso meio, vivendo uma vida de boas obras para que as pessoas glorifiquem a Deus no dia da visitação. A passagem escolhida trata sobre a morte de José com 110 anos (v.22, 26), também diz o texto que ele viu a sua descendência até a terceira geração, ou seja, viu netos, bisnetos e trinetos (v.23), mas algo que José falou que usaremos como ponto de contato para esta mensagem que foi “[...] Deus certamente vos visitará [...]” (v.24-25), e os fez prometer que transportariam os seus ossos dali do Egito (v.25), claro que há um cumprimento imediato desta passagem que foi no êxodo do povo de Deus do Egito para terra prometida quando eles transportaram os seus ossos (Êx 13.19), mas podemos fazer uma aplicação para nós sobre o assunto da visitação de Deus, e o faremos tendo como base o tema abaixo.

TEMA: A VISITAÇÃO DE DEUS SOBRE A HUMANIDADE

1.        TRAZ O CONHECIMENTO SOBRE DEUS AO HOMEM. Os 6.3
3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

1.1     O conhecimento de Deus de modo geral vem pela natureza. Rm 1.19-21
19 porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; 21 porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”.

1.2     O conhecimento de Deus de maneira especial vem pela Escritura. Jo 5.39
39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim”.

1.3     O conhecimento de Deus a nós revelado vem até certo ponto. Dt 29.29
29 As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”.

1.4     O conhecimento de Deus exaustivo é ilimitado. Sl 139.6
6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir”.

1.5     O conhecimento de Deus deve ser buscado constante. Os 6.3
3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

2.        TRAZ A SALVAÇÃO GRACIOSA DE DEUS PARA O SEU POVO. Sl 106.4
4 Lembra-te de mim, SENHOR, segundo a tua bondade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação”.

Vamos extrair algumas lições na Bíblia sobre a salvação:

2.1     A salvação é causada pela graça de Deus. Ef 2.8a
8 Porque pela graça sois salvos [...]”

2.2     A salvação é por meio da fé em Cristo. Ef 2.8b
[...] mediante a fé [...]”

2.3     A salvação é um presente de Deus. Ef 2.8c
[...] e isto não vem de vós, é um dom de Deus”.

2.4     A salvação não é por obras. Ef 2.9
9 não de obras, para que ninguém se glorie”.

2.5     A salvação é segura nas mãos de Cristo. Jo 10.28
Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”.

3.        TRAZ O JUSTO JUIZO DE DEUS CONTRA O PECADO. Mq 5.15
15 Com ira e furor, tomarei vingança sobre as nações que não me obedeceram”.

3.1     O homem está separado de Deus por causa do pecado. Is 59.1-2
1 Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.

3.2     O pecado será condenado por  causa do pecado. Rm 6.23
“23 porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

3.3     O homem será livre de ser condenado se deixar o pecado e se entregar a Jesus. I Ts 1.10
“10 e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura”.

CONCLUSÃO

A mensagem pregada tratou sobre a visitação de Deus sobre nós, e vimos que que Deus na sua visitação traz conhecimento Dele para o homem, a sua salvação para as pessoas que crêem na sua obra e o juízo ou condenação para todos os que que são desobedientes ao evangelho. Na última parte da mensagem falamos que Deus se ira contra o pecado e se vingará dos desobedientes, e que o único escape, a única maneira  do homem escapar da ira de Deus, da condenação eterna, do inferno é entregando-se a Cristo. Você já pensou se Deus te visitar hoje e pedir contas da tua vida? O que você tem para apresentar a Ele? Faça uma análise agora e busque entregar-se a Jesus, pois só Ele te livra da ira vindoura de Deus (I Ts 1.10). Amém!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM ROMANOS 11.33-36

TEXTO: ROMANOS 11.33-36
33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? 36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

VERSÍCULO-CHAVE: 36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

EXÓRDIO
Há um site  denominado de “gotquestions.org” que trabalha com temas teológicos, o referido site trouxe uma definição de teologia, ao tratar sobre isso disseram que

A palavra “teologia” vem de duas palavras gregas que significam o “estudo de Deus”. Teologia cristã é apenas uma tentativa de entender Deus como revelado na Bíblia. Nenhuma teologia vai completamente explicar a Deus e Seus caminhos porque Deus é infinitamente e eternamente maior do que somos. Portanto, qualquer tentativa de descrevê-lo por completo vai falhar (Romanos 11:33-36). No entanto, Deus quer que O conheçamos o máximo possível, e teologia é a arte e ciência de conhecer e entender o que podemos sobre Deus de uma forma organizada e compreensível. Muitas pessoas tentam evitar teologia porque acreditam que teologia traz discórdia. No entanto, quando compreendida de forma adequada, teologia une as pessoas. Teologia é organizar os ensinos da Palavra de Deus de uma forma compreensível. Teologia bíblica e própria é uma coisa boa; ela é os ensinos da Palavra de Deus (2 Timóteo 3:16-17) (Qual o Significado de Teologia. Extraído de: <https://www.gotquestions.org/Portugues/que-teologia.html>Acessoem18/07/2017).

Esta definição sobre teologia é bem interessante, precisamos conhecer a Deus e todas as vezes que estamos debruçando sobre as Escrituras, lendo e orando pedindo a Deus compreensão, estamos em suma fazendo teologia. Todo cristão precisa ser um teólogo, pois todo cristão busca conhecer a Deus e este conhecimento é constante (Os 6.3), assim sendo não fujamos da teologia, antes nos envolvamos com ela, conhecendo e prostrando-nos ao Senhor!

NARRAÇÃO
A Bíblia de Estudo de Genebra, traz o esboço da Carta de Paulo aos Romanos, ele é esmiuçado da seguinte forma: I. Saudações e Desejo de Paulo (1.1-17). II. Pecaminosidade de Judeus e gentios (1.18-3.20). III. A salvação para Judeus e Gentios (3.21-8.39). IV. Os papéis dos Judeus e Gentios na Salvação (9.1-11.36). V. Instruções Praticas (12.1-15.13). VI. Saudações finais (15.14-16.27). O autor é descrito como sendo Paulo, servo de Deus e chamado para ser apostolo (Rm 1.1), esta carta, porém, mesmo sendo da autoria dele, foi escrita por um amanuense chamado Tércio (Rm 16.22) que estaria a serviço de Paulo.

Esta é a carta mais teológica de Paulo, chamada por muitos como “A Carta Magna da Fé Cristã”, como ele não visitou a Igreja de Roma, escreveu de uma maneira esplendida, para que entendessem toda a teologia desde o inicio até a aparição de Jesus, salvação pela fé somente, a responsabilidade do homem diante de Deus, No intervalo dos capítulos 9 ao 11 Paulo fala de maneira mais especifica sobre a soberania na eleição e reprovação de pecadores dentre os judeus na figura de Esaú e Jacó (9.1-13); fala que Deus não é injusto em escolher uns e reprovar outros, pois Ele é soberano, não depende de quem quer quer, mas da misericórdia de Deus (9.14-18); após Ele continua falando sobre o tema da soberania de Deus, quando de uma mesma massa faz um vaso para honra e outro para desonra, os eleitos são dentre judeus e gentios, esta salvação somente acontece por causa da preservação de Deus do seu povo (9.19-29); após ele trata sobre a responsabilidade humana, que Israel o rejeitou porque rejeitaram Cristo, a Palavra Viva (9.30-33, 10.6-15), rejeitou a justiça de Deus, porque esta decorre da fé e não da Lei (10.1-5), rejeitaram o convite de arrependimento pela pregação apostólica sobre o Filho de Deus, ao passo que os gentios o aceitaram (v.16-21)

O capitulo 11 é, na verdade, uma continuação do anterior, tratando sobre a responsabilidade de Israel pela sua rejeição, Deus tem um israel remanescente que será salvo pela graça, ou outros judeus da carne permanecerão no pecado (11.1-10); Paulo trata de Deus falando da ligação de Israel e Igreja como uma só oliveira, uma só arvore, os ramos naturais (judeus) foram quebrados para que outros ramos foram enxertados, estes e aqueles possuem a responsabilidade de viver em humildade e não orgulho (11.11-24); Paulo fala que o “endurecimento” de Deus para com Israel foi para que entrassem os gentios, tudo isto é pela misericórdia de Deus que deseja manifestar ela a todos (todos aqui é judeus e gentios) (11.25-32). Paulo encerra como todo teólogo sério faz, contemplando que Deus é muito maior do que a teologia, embora esta seja importante, possa definir, se refere ao que havia exposto antes, as relações de judeus e gentios na salvação, finalizando que tudo acontece por que há um Deus supremo que tem uma vontade soberana (Dele), uma ação soberana (por meio Dele) e uma glória soberana (Para Ele) (11.33-36).

A teologia de Paulo refletia não apenas o seu conhecimento, mas a sua disposição de dar a Deus toda a glória, para ele toda a teologia tinha em Deus o seu centro unificador, uma teologia que não centraliza Deus não pode ser útil para a vida cristã, sobre este tão solene assunto, iremos extrair algumas lições tendo como base o tema abaixo.

TEMA: UTILIDADE DE UMA TEOLOGIA CENTRALIZADA EM DEUS

1.       INDUZ O SERVO DE DEUS À DEVOÇÃO.
33 Ó profundidade da riqueza [...]”

O apostolo usa aqui o vocativo que era usada para invocação ou exclamação de um objeto ou ser em devoção, no caso estudado, Ele se refere a Deus e a sua soberania. Ele se espanta com tamanha majestade, como se um “judeu interlocutor” ficasse sem entender como relacionar tudo que foi dito anteriormente, Paulo simplesmente mostra a grandeza de Deus em tudo isso, coisa esta que não é possível entender, mas aceitar e se prostrar de maneira devocional, você não precisa entender tudo sobre como funciona um computador para usar, da mesma forma, Paulo não precisava entender tudo sobre Deus, para ter uma devoção a Ele. Sobre a devoção iremos examinar algumas lições bíblicas:

1.1    A devoção a Deus requer exclusividade. Mt 6.24
24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas”.

Paulo obedecia esta palavra do mestre em seus termos, pois disse que tudo que sabia recebeu mediante revelação de Jesus Cristo (Gl 1.12), para Ele sua pregação era falar e testemunhar sobre Jesus (Rm 15.20), um pregador deve ser um homem devotado a Jesus, se você quer saber se um pregador é devotado, examine o valor que Ele dá a Jesus, o reformador francês João Calvino disse: “Eu deixei por Cristo, e o que eu encontrei em Cristo? Tudo”, a visão de Calvino, bem como de Paulo era uma visão exclusiva de Cristo, nós não podemos dividir a gloria Dele como outros. Este ano completa 500 anos de Reforma Protestante, um dos pilares desta reforma foi “Solus Cristus”, somente Cristo, Ele deve ocupar o primeiro lugar na nossa vida.

Aqueles que possuem uma teologia centrada em Jesus almejam por Ele ardentemente, quando eu era diácono visitávamos sempre os idosos, uma irmã bem idosa chamada Gerogina (Geó), a segunda pessoa a se converter em Monteiro, quando chegávamos na casa dela e batíamos na porta, ela respondia: “Eu estou esperando a hora de me encontrar com meu Jesus”, ela almejava tanto, que quando entravávamos na sua casa, ela não deixava a gente falar quase nada, fazia questão de falar empolgada sobre o seu amado Senhor. Paulo também tinha este desejo imenso de se encontrar com Cristo, o seu amado mestre (Fp 1.23), se temos devoção precisamos colocar Cristo como exclusivo em nossa vida! Lembre-se! Mas, a devoção não apenas denota exclusividade, também conhecimento de Deus, assunto este tratado abaixo.

1.2    A devoção a Deus requer conhecimento de Deus. Os 6.3
3 Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra”.

É impossível se devotar a um Deus que não se conheça a Deus, este conhecimento não pode ser um momento, mas uma pratica constante, a teologia traz algumas revelações a respeito de Deus que precisamos conhecer, como por exemplo:

a.       Deus é transcendente, Ele é maior e distinto da criação. I Rs 8.27
27 Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”.

b.       Deus é imanente, Ele se faz presente na criação. Is 57.15
15 Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos”.

c.        Deus é cognoscível, Ele se faz conhecer ao homem por meio de Jesus. Mt 11.27
27 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.

Ele se dá a conhecer de tal forma que é possível ao homem se relacionar com Ele, a Confissão de Fé de Westminster diz que Deus se revela de modo geral pela criação, mas que este conhecimento é insuficiente para a salvação, assim Deus deu a sua Palavra escrita e perfeita para que venhamos a conhecer a Deus, Vejamos o trecho da obra que trata sobre isto:

Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo. Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19 (CFW. Da Escritura Sagrada. Cap. I, Seção 1. Extraído de: http://www.monergismo.com/textos/credos/cfw.htm).

É impossível que você tenha prazer e deleite se não o conhecer, quando as pessoas perseguiam os apóstolos, eles diziam que não podiam deixar de falar das coisas que estavam vendo e ouvindo (At 4.20). Conhecer a Jesus faz toda a diferença, eu fui religioso durante 20 anos da minha, mas há 22 anos eu conheci a Jesus e me tornei um devoto de Jesus, hoje vivo uma vida de devoção a Ele. Paulo podia falar em devoção porque Ele tinha uma devoção, uma paixão incrível por Jesus, quando conheceu a Cristo, ele disse

Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: 5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, 6 quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. 7 Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. 8 Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo (Fp 3.4-8)

A diferença na vida devocional de Paulo está no seu conhecimento sobre Jesus, só pode ser um pregador espiritual, quem tem devoção a Jesus, somente vai ter vida com Ele quem o conhece. Você já o conhece? Para ter esta vida devocional, precisamos ter exclusividade por Jesus, conhece-lo e também viver em uma vida pratica de consagração, falaremos um pouco nestas próximas linhas.

1.3    A devoção a Deus requer vida prática de consagração: Jejum, oração, congregação e pregação. Lc 2.36-38
36 Havia uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser, avançada em dias, que vivera com seu marido sete anos desde que se casara 37 e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações. 38 E, chegando naquela hora, dava graças a Deus e falava a respeito do menino a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém”.

Como uma pessoa pode de modo pratico demonstrar devoção a Cristo, neste texto de Lucas algumas praticas de Ana que apontam para uma pessoa que buscava viver em devoção pelo Senhor, como por exemplo:

a. Ela jejuava constantemente. O jejum ajuda o crente a vencer a carne, valorizar o Senhor e se aproximar mais Dele e ter devoção. Paulo e todos os demais apóstolos jejuaram, nós também devemos jejuar, muitos não buscam realizar esta pratica bíblica e vivem cheios de conhecimento, mas sem poder.

b. Ela Orava diuturnamente. A oração é indispensável para quem deseja ter uma vida de devoção, se você observar a Bíblia verá que Jesus orou (Mt 14.23), os discípulos oraram (At 1.24), a igreja primitiva orava (At 4.31), Paulo orou (At 16.25), estes homens, inclusive Jesus, será que nós seremos cheios do Espírito Santo, pregaremos com poder, ganharemos almas sem orar? Jamais, levante desta preguiça, deixa de criticar, olhar para a vida dos outros e vai orar! Você só vai entender a beleza de ter comunhão com Jesus se for uma pessoa de oração. Quer se devotar a Jesus, vai falar com Ele Primeiro!

c. Ela congregava regularmente. Aquela mulher não deixava de ir para o culto, ela tinha prazer de estar no templo, talvez o que falte para nós hoje seja devoção ao Senhor, pois quando tivermos devoção a Jesus, futebol, lazer, frio, calor, não nos impedirão de cultuar em comunhão com outros irmãos. Há um grupo chamado de desigrejados que negam o valor da instituição igreja, estes estão fora da Biblia, pois há textos bíblicos que falam em Congregar, templo, igreja (Lc 24.53; Hb 10.25), o que fica nítido é que o falta nestes, em sua esmagadora maioria, é conversão e novo nascimento. Não há como uma lenha queimar isolada da fogueira, não há como ter devoção com Cristo se você despreza sua igreja.

d. Ela falava de Jesus ousadamente. Irmãos, quando conhecemos a Jesus e vivemos em devoção a Ele, nossa boca se abre e as maravilhas de Deus são proclamadas pelos nossos lábios, pregar a Palavra somente faz efeito se formos boca de Deus, somente conseguiremos causar impacto se nossas palavras forem aplicadas em cada coração pelo Espírito Santo, para isto precisamos abrir a boca e falar de Jesus. Parece que nossas igrejas têm gerado um monte de homens preguiçosos que estão deixando de tomar sua posição, a pregação do evangelho é uma tarefa primeiramente masculina, embora a mulher possa fazer também, mas este chamado foi dado aos homens. Nada contra, mas as mulheres estão tomando conta de tudo, por causa da inercia masculina. Pregação requer estudo, preparação, disciplina, se prepare tecnicamente com estudo, e espiritualmente com consagração, só assim você falará de Jesus e sua mensagem trará vida a quem o ouve.

2         INDUZ O SERVO DE DEUS À HUMILHAÇÃO. V.33-35
33 Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! 34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?”

Paulo ao contemplar a soberania de Deus na salvação e reprovação de judeus e gentios (Rm 9.1-11-32), quando examina que mesmo este Deus tendo decretado todas as coisas, a rejeição dos réprobos se dá por causa dos pecados daqueles, embora Seja Deus soberano. Contemplando isto, Paulo chega à conclusão, do que chama a teologia, da sua “douta ignorância”, humilhando-se por reconhecer que não tinha todas as respostas para estes assuntos, só pode se humilhar e reconhecer a grandeza de Deus.

Os termos usados por Paulo aqui, estão em Isaías capitulo 40, quando Ele pergunta quem guiou o Espírito do Senhor, ou foi seu conselheiro, quem o instruiu (v.13), mas a resposta óbvia e certa é ninguém, pois Ele mede na concha da sua mão as aguas dos oceanos, mede o universo que nos parece infinito a palmos, pesa todos os montes da terra em romana e os outeiros em balança e precisão (v.12), as nações para Ele são como um pingo de agua dentro de um balde (v.15), os moradores terra são como gafanhotos para Ele, estende o céu como uma cortina e os desenrola como uma tenda para neles habitar (v.22), Ele torna em nada os príncipes e os juízes da terra e com um sopro os leva (v.23-24), conta todas as estrelas dos céus e as chama pelo nome, por ser Ele grande em força e forte em poder, quando Ele chama nenhuma das estrelas vem a faltar (v.25-26). Diante de um Deus grande e poderoso como este, Paulo só restava uma coisa a fazer senão adorar e se humilhar. Você já se humilhou diante deste Deus hoje? Reconheça o poder que este Deus tem e se dobre diante Dele. Nesta mensagem iremos examinar algumas razões para nos humilharmos diante de Deus:

2.1    Devemos nos humilhar porque Deus é profundo em riqueza. V.33
33 Ó profundidade da riqueza [...]”

Paulo ao observar o que foi dito anteriormente sobre a misericórdia de Deus nos vasos de honra e a reprovação nos vasos de ira preparados para a perdição, Ele se espanta com a riqueza da soberania deste Deus e da sua misericórdia com quem não merece, sobre a riqueza grandiosa de Deus, podemos examinar algumas lições, expostas a seguir.

a. Deus é rico em bondade (Rm 2.4). Por Ele ser rico em bondade, por esta causa Ele enviou o seu Filho Jesus Cristo para morrer em nosso lugar (Jo 3.16), a causa de Deus nos amar não está em nós, mas somente Nele, se Ele nos tratasse segundo os nossos pecados estaríamos perdidos, mas por causa da sua bondade, Ele nos conduz ao arrependimento e à salvação.

b. Deus é rico em perdoar (Is 55.7). Todos nascemos no pecado (Sl 51.5), este pecado atingiu a toda a raça humana (Rm 3.23), o pecado separa de Deus (Is 59.1-2), o pecado leva o homem à morte eterna (Rm 6.23), mas há uma oportunidade para todos aquele que arrependido se entregue ao salvador, peça perdão pelos seus pecados, deixe seu caminho perverso e Ele perdoa e esquece (não passa em rosto) (Hb 10.17), porque a maior riqueza que Deus nos dá é o perdão de pecados, porque Ele é rico em perdoar, confesse seu pecado e Ele te perdoa (I Jo 1.9)

c. Deus é rico em doar. Ele deu o seu Filho para dar vida eterna a todo o que crê (Jo 3.16), nos deu o seu reino (Lc 12.32), nos deu o seu Espírito (Gl 3.5), nos deu a sua paz (Jo 14.27), Ele nos deu a sua herança eterna (I Pe 1.4). Ele é galardoador de todos os que o buscam (Hb 11.6). Ele tem muito para dar porque Ele é riquíssimo, só Ele tem o melhor para nos dar.

Paulo fala das riquezas insondáveis do evangelho (Ef 3.8), de fato este Deus tem uma riqueza imensa, um tesouro de inigualável valor, que ele dá a conhecer a frágeis vasos de barro iguais a nós, para que entendamos que o poder vem de Deus. Paulo entendia que este Deus riquíssimo é um Deus generoso, Ele abre o seu bom depósito e derrama sobre nós as suas riquezas. Devemos nos humilhar diante deste Deus riquíssimo!

2.2    Devemos nos humilhar porque Deus é inescrutável em sabedoria. V.33b
“[...] tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos!”

A teologia chama o conhecimento de Deus de onisciência, o sentido de tudo isto é que Seu conhecimento é universal, alcança todas as coisas, pessoas e, acontecimentos. Paulo aqui percebe que a diferença entre o seu conhecimento e o de Deus possui um abismo intransponível. O homem conhece pouco de Deus, mesmo aqueles que conhecem a Cristo, pois seu entendimento se obscureceu com o pecado. Ele começa sua carreira terrestre em quase completa ignorância, e após uma vida de estudos, conhece pouco do que deveria conhecer. Depois de Cristo, Ele conhece um pouco mais sobre Cristo, mas apenas o que Deus revelou, Deus revelou apenas o que queria que o homem soubesse (Dt 29.29). Vamos examinar algumas lições sobre este assunto.

a. Por causa da sua sabedoria, Deus é onisciente. A teologia chama o conhecimento de Deus de onisciência, o sentido de tudo isto é que Seu conhecimento é universal, alcança todas as coisas, pessoas e, acontecimentos. Paulo aqui percebe que a diferença entre o seu conhecimento e o de Deus possui um abismo intransponível. O homem conhece pouco de Deus, mesmo aqueles que conhecem a Cristo, pois seu entendimento se obscureceu com o pecado. Ele começa sua carreira terrestre em quase completa ignorância, e após uma vida de estudos, conhece pouco do que deveria conhecer. Depois de Cristo, Ele conhece um pouco mais sobre Cristo, mas apenas o que Deus revelou, Deus revelou apenas o que queria que o homem soubesse (Dt 29.29). Vamos examinar algumas lições sobre este assunto. O seu conhecimento é incalculável (Sl 145.5), inatingível pelo ser humano (Sl 139.6), alcança até coisas básicas como falar, sentar, levantar (Sl 139.1-5); Ele sabe o numero das estrelas e chama pelo nome (Sl 147.4), não cai uma ave sem que Ele consinta (Mt 10.29); Ele conhece o oculto e o escondido e ao homem resta se prostrar em humilde adoração.


b. Por causa da sua sabedoria, Deus é insondável em seus juízos. Insondável significa algo que cujo fundo e/ou limite não se consegue encontrar. Dizer que os seus juízos são insondáveis é reconhecer que não conseguimos compreende-los, mas as Escrituras dizem que os seus juízos são justos (Ap 15.3), santos (Sl 145.17), mas a forma que ele os realiza nem sempre são compreensíveis para as nossas mentes, muitas vezes um erro moral, mesmo Deus não sendo o autor do mesmo, ele utiliza para a sua gloria, como no caso dos irmãos de José que odiaram, planejaram e venderam seu irmão como escravo, lá na escravidão ele foi abençoado por Deus e injustiçado pelos homens, mas no final ele chega a conclusão que antes dos irmãos o enviarem, foi Deus que o enviou para preservar as suas famílias, os irmãos de José eram culpados, mas Deus na sua soberania estava guiando todos os acontecimentos, culminando na vitória de José e na preservação de todo o povo de Deus, inclusive dos seus algozes (Gn 50.19-211). Paulo entende que não há como entender os juízos de Deus, mas aceita-los como justos e bons.

c. Por causa da sua sabedoria, Deus é inescrutável em seus caminhos. Os caminhos do Senhor, tal como os seus juizos são traçados de tal forma que mesmo que pareçam desconexos, mas eles se encontram na perfeição divina, Deus não precisa dizer como vai realizar a sua obra, Ele nos apresenta a sua revelação para que saibamos do seu caráter justo e santo, para que entendamos que mesmo quando as coisas não parecem se encaixar, elas na mente de Deus se encaixam perfeitamente. O Senhor fala para o povo de Israel que eles não estavam vendo os frutos da videira, figueira, nem os animais crescendo, mas prometeu que os abençoaria, eles não estavam vendo, porém deveriam crê que Deus iria fazer Ag 2.20). Paulo via os caminhos do Senhor e só fazia se espantar e se humilhar em solene contemplação.

2.3    Devemos nos humilhar porque Deus é suficiente em seu ser. V.34-35
34 Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? 35 Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído?

Paulo nesta passagem trata da independência de Deus, as perguntas que Ele faz aqui foram as mesmas de Isaias no capitulo 40, e as respostas são nítidas e retoricas, ninguém conheceu o mente do Senhor, senão Ele próprio na Trindade. Ninguém o aconselhou, pois Ele é perfeito, a própria Trindade Santa já é suficiente para realizar todo o conselho de Deus, a salvação foi feita toda na Trindade, Deus pai elegendo, Deus Filho redimindo e Deus Espírito santificando a aplicando a salvação (I Pe 1.1-2). Ninguém deu a Ele para ser restituído, pois Ele não precisa de mãos humanas como se de alguma coisa precisasse, mas Ele é quem dá a todos vida respiração e tudo mais (At 17.25-28), ninguém deu a Ele, pois Ele é quem nos deu tudo!

3         INDUZ O SERVO DE DEUS À UMA TOTAL RENDIÇÃO.V.36
36 Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

O apostolo aqui está culminando com a sua doxologia, a sua admiração pela grandeza de Deus e pelas suas obras grandiosas, sua soberania exaustiva, sua rica sabedoria, conhecimento, já o havia feito se humilhar diante deste Deus e termina com uma total rendição ao Senhor, sobre este assunto iremos extrair algumas lições, expostas abaixo. Algumas lições são expostas abaixo:

3.1    Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas tem origem Nele. V.36a
36 Porque dele [...]”

Deus é a origem do mundo natural , espiritual, é a origem da criação material, mas também da igreja multirracial, Ele é o autor de tudo que existe, por causa da sua vontade todas as coisas vieram a existir (Ap 4.11), a criação não veio de explosão cósmica ou de uma evolução, segundo a biologia códigos genéticos não são originados  espontaneamente, ou seja, eles são implantados em nós pelo Deus Todo Poderoso. Tudo veio Dele! Ele é o criador das coisas visíveis e invisíveis, Louvado seja o seu Nome.

3.2    Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas são sustentadas por Ele. V.36b
“[...] e por meio dele [...]”

Paulo está tratando aqui sobre a origem de tudo. Se perguntarmos de onde surgiram todas as coisas, nossa resposta será que veio de Deus. Mas, as coisas não somente foram criadas, elas continuam existindo “por meio Dele”, porque este Deus cria, sustenta o universo criado pela palavra do seu poder (Hb 1.3), nada existe sem que Ele tenha criado, nada há sem que o Senhor sustente.

3.3    Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas têm a sua finalidade de existência Nele. V.36c
“[...] e para ele são todas as coisas [...]”

Deus criou tudo e sustenta tudo, mas isto tem uma finalidade “para Ele”, as preposições gregas “EK”, “Eis” indicam finalidade, ou seja, a finalidade de todas as coisas é estar junto a Deus, quando os homens entenderem isto, estarão satisfeitos em Deus, devido a isto que os puritanos entendiam que o fim principal para o qual Deus criou o homem, foi para que este glorificasse a Ele e gozasse da sua presença para sempre. Quando os homens entenderem que a sua vida tem por finalidade se deleitar em Deus, Ele vai se alegrar em toda e qualquer circunstância.

3.4    Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas redundam em gloria a Ele. V.36c
“[...] A ele, pois, a glória eternamente. Amém!”

Paulo conclui aqui dizendo que como todas as coisas são criadas, sustentadas e motivadas por Deus, fecha com chave de ouro dizendo: “A Ele, pois, a gloria eternamente. Amém”. Toda a glória deve ser dada a Deus, somente vai se declarar desta forma, aqueles que se rendem a Ele de maneira total. Um homem quando reconhece que somente o Senhor é digno de toda a honra e toda a glória, ele vai se render a Ele e o servir de todo o seu coração.

CONCLUSÃO
A presente mensagem trouxe algumas lições sobre a Utilidade de Uma Teologia Centrada em Deus, as lições foram: Primeira, induz o servo de Deus à devoção: Tendo exclusividade, Conhecimento de Deus e vida prática de consagração: Jejum, oração, congregação e pregação. Segunda, induz o servo de Deus à humilhação: Devemos nos humilhar porque Deus é profundo em riqueza, inescrutável em sabedoria e, suficiente em seu ser. Terceira, induz o servo de deus à uma total rendição: Rendemo-nos ao Senhor porque todas as coisas tem origem Nele, são sustentadas por Ele, têm a sua finalidade de existência Nele e, redundam em gloria a Ele.

APLICAÇÃO:

Temos tido devoção, nos humilhado e nos rendido totalmente a Ele? Só podemos dizer que a nossa teologia está centrada em Deus se vivermos desta forma. Se você já tem andado desta forma, vivendo para Deus, graças a Deus! Como tem sido a teologia que nos dá prazer, aquela que exalta a Deus ou que massageia o ego humano? A Igreja evangélica, nós crentes precisamos voltar a teologia boa, antiga centrada na Bíblia. Que Deus nos abençoe!

sexta-feira, 7 de julho de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 5.1-47

TEXTO: JOÃO 5.1-47

EXÓRDIO
Quando recebemos uma pessoa nova no nosso meio, fazemos questão de apresentar a pessoa para que os outros a conheçam. Dizemos de onde ela é, como a conhecemos, o grau de amizade que temos com ela para que as pessoas possam ter uma ideia bem bacana de quem é esta pessoa. Será que a apresentação que temos feito de Jesus para as pessoas tem levado elas a querer proximidade ou afastamento Dele?

NARRAÇÃO
Este evangelho tem como autor o apostolo João, o livro não diz quem era o autor, assim foi preciso fazer uma pesquisa para que se verificasse a autoria. Segundo Donald Kaller, o evangelho de João possui provas internas e externas da sua autoria, vejamos as palavras do autor:

“Os primeiros escritores teólogos foram Irineu de Lião, Clemente de Alexandria e Justino [...] o primeiro historiador da igreja foi Eusébio de Cesareia, bem como houve dois homens de nome Policarpo e Papias, contemporâneos de João, o que liga estes é que declararam que João foi o autor [...]. No livro também há provas de quem seria o autor: O autor foi testemunha da glória de Cristo (Jo 1.14), sabia que pesca maravilhosa depois da ressurreição havia 153 grandes peixes (Jo 21.11), o autor é identificado como aquele discipulo a quem Jesus amava (Jo 21.7, 20-25), este amor aqui seria intimidade, proximidade, os três discípulos mais próximos de Jesus são Pedro, Tiago e João (Mt 17.1; Mc 5.37; Mc 9.2; Mc 14.33), assim um destes três deveria ser o autor, se verificar desta forma, Pedro é visto conversando com o discipulo autor do livro (Jo 21.7), Tiago morreu decapitado no ano 48 d.C. e o livro foi escrito no intervalo de 73 a 90 d.C., resta somente João” (KALLER, Donald. O evangelho Segundo João. 8ed. Patrocínio-MG, 2012. Pp.24-37).

Além de falar sobre a autoria, o autor citado, também falou sobre o esboço deste livro que assim é enunciado: 1. Introdução (Jo 1.11-18); 2. Ministério Publico (Jo 1.19-12.50); 3. Ministério Particular ((13.1-17.26); Acontecimentos finais (18.1-21.25). O capitulo 5, no qual estamos refletindo está inserido no ministério publico e numa parte que é marcada por manifestações de fé e incredulidade. Neste capitulo há um acontecimento que foi a cura de um paralitico, o nome que este capitulo dá a Jesus é Filho de Deus, aqui Cristo apresenta o Pai, não por meio de um ensino, mas da sua própria pessoa, ou seja, Ele é igual ao Pai, nós refletiremos juntos neste texto, isto faremos tendo como base o tema abaixo.

TEMA: JESUS APRESENTA A SUA IGUALDADE COM O PAI

1.     ELE APRESENTA DE MANEIRA PÚBLICA A SUA IGUALDADE COM O PAI. V.1-16

1.1   A cura aconteceu em um lugar público: Tanque de Betesda (v.1-5);
1 Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. 2 Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. 3 Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos 4 [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos”.

1.2   Teve uma pergunta pública: Queres ser curado? (v.6);
6 Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado?”

1.3   Teve uma resposta pública (v.7);
7 Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim”.

1.4   Teve uma declaração pública: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa (v.8);
8 Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda”.

1.5    Foi em um dia público: Sábado (v.9-13);
9 Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. 10 Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. 11 Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda?”

1.6   Gerou uma advertência pública (v.14);
14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior”.

1.7   Resultou em uma perseguição publica (v.15-16);
15 O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. 16 E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado”.

2.     ELE APRESENTA COM AUTORIDADE A SUA IGUALDADE COM O PAI. V.17-18

2.1   A sua autoridade é apresentada, porque é ativo com o Pai e não passivo (v.17)
17 Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.

2.2   A sua autoridade é apresentada porque possui uma Divina filiação (v.18).
18 Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”.

3.     ELE APRESENTA O POR QUÊ DA SUA IGUALDADE COM O PAI. V.19-30

3.1   Ele é igual ao Pai pode fazer as mesmas obras que o Pai faz (v.19);
19 Então, lhes falou Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que o Filho nada pode fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o Pai; porque tudo o que este fizer, o Filho também semelhantemente o faz”.

Estas obras são:

a)     Ressuscitar mortos (v.21, 25)
21 Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão”.

b)     Dá vida a quem crê (v.24-26)
24 Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão. 26 Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.

c)     Julgar todas as pessoas (v.22, 27-30)
22 E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento, 27 E lhe deu autoridade para julgar, porque é o Filho do Homem. 28 Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. 30 Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou”.

3.2   Ele é igual ao Pai porque tudo porque o pai lhe entregou tudo nas mãos (v.20, 23);

a)     Isto aconteceu porque o Pai o ama (v.20)
20 Porque o Pai ama ao Filho, e lhe mostra tudo o que faz, e maiores obras do que estas lhe mostrará, para que vos maravilheis”.

b)     Isto aconteceu para Ele ser honrado da forma do Pai (v.23)
23 a fim de que todos honrem o Filho do modo por que honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou”.

4.     ELE APRESENTA A COMPROVAÇÃO DA SUA IGUALDADE COM O PAI (v.31-40)

4.1   O testemunho de João sobre Ele aponta para a sua igualdade com o Pai (v.31-35);
31 Se eu testifico a respeito de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro. 32 Outro é o que testifica a meu respeito, e sei que é verdadeiro o testemunho que ele dá de mim. 33 Mandastes mensageiros a João, e ele deu testemunho da verdade. 34 Eu, porém, não aceito humano testemunho; digo-vos, entretanto, estas coisas para que sejais salvos. 35 Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz”.

4.2   O testemunho das obras dele que eram iguais às do Pai apontam para a sua igualdade com o Pai (v.36);
36 Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; porque as obras que o Pai me confiou para que eu as realizasse, essas que eu faço testemunham a meu respeito de que o Pai me enviou”.

4.3   O testemunho do Pai sobre Ele aponta para a sua igualdade com o Pai (v.37);
37 O Pai, que me enviou, esse mesmo é que tem dado testemunho de mim. Jamais tendes ouvido a sua voz, nem visto a sua forma”.

4.4   O testemunho das Escrituras sobre Ele apontam para a sua igualdade com o Pai (v.38-40).
38 Também não tendes a sua palavra permanente em vós, porque não credes naquele a quem ele enviou. 39 Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. 40 Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida”.

5.     ELE APRESENTA UMA REPREENSÃO ÀQUELES QUE NEGAM A SUA IGUALDADE COM O PAI. V.41-47

5.1   Eles fazem isto por que o trocaram por glorias humanas (v.41-44);
41 Eu não aceito glória que vem dos homens; 42 sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. 43 Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, certamente, o recebereis. 44 Como podeis crer, vós os que aceitais glória uns dos outros e, contudo, não procurais a glória que vem do Deus único?”

5.2   Eles fazem isto desprezando as Sagradas Escrituras (v.45-47);
“45 Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança. 46 Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em mim; porquanto ele escreveu a meu respeito. 47 Se, porém, não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?”

5.3   Eles fazem isto e serão acusados pela própria Escritura (v.45)
45 Não penseis que eu vos acusarei perante o Pai; quem vos acusa é Moisés, em quem tendes firmado a vossa confiança”.

CONCLUSÃO
Nesta mensagem trouxemos uma reflexão que trabalhou sobre o tema “Jesus apresenta a sua igualdade com o Pai”, assim extraímos as seguintes lições: primeira, Ele apresenta publicamente a sua igualdade com o Pai: Realizando uma cura em um lugar publico: Tanque de Betesda, fazendo uma pergunta publica: Queres ser curado? Teve uma resposta publica; proferiu uma declaração publica: levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa; tudo isto foi realizado em um dia publico: Sábado; Gerou uma advertência pública; resultou em uma perseguição publica. Segunda, Ele apresenta com autoridade a sua igualdade com o Pai: Porque é ativo com o Pai e não passivo; porque possui uma Divina filiação. Terceiro, Ele apresenta o por quê da sua igualdade com o Pai: Ele é igual ao Pai pode fazer as mesmas obras que o Pai faz. Estas obras são: Ressuscitar mortos, Dá vida a quem crê, Julgar todas as pessoas (v.22, 27-30); Ele é igual ao Pai porque tudo porque o pai lhe entregou tudo nas mãos: Isto aconteceu porque o Pai o ama, Isto aconteceu para Ele ser honrado da forma do Pai. Quarto, Jesus apresenta a comprovação da sua igualdade com o Pai: O testemunho de João sobre Ele aponta para a sua igualdade com o Pai, O testemunho das obras dele que eram iguais às do Pai apontam para a sua igualdade com o Pai; O testemunho do Pai sobre Ele aponta para a sua igualdade com o Pai, O testemunho das Escrituras sobre Ele apontam para a sua igualdade com o Pai. Quinta, Ele apresenta uma repreensão àqueles que negam a sua igualdade com o Pai: Eles fazem isto por que o trocaram por glorias humanas; Eles fazem isto desprezando as Sagradas Escrituras; Eles fazem isto e serão acusados pela própria Escritura. Desafio: Gostaria de ler com vocês a passagem deste mesmo evangelho no capitulo 20 e os versículos 30 e 31: 30 Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”. Você já conhece o Pai pessoalmente? Sabe como fazer para conhecer o Pai? Se sua resposta é positiva, graças a Deus, mas se ela é negativa, você precisa hoje ainda hoje ter um encontro com Jesus, o Filho de Deus, para que crendo Nele você tenha vida eterna.

AUTOR: Missº Veronilton Paz da Silva

quinta-feira, 29 de junho de 2017

ESBOÇO DE SERMÃO BASEADO EM JOÃO 4.31-38

Veredas da Justiça: Sermões que Edificam

TEXTO: JOÃO 4.31-38
31 Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come! 32 Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33 Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? 34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos, pois já branquejam para a ceifa. 36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa e entesoura o seu fruto para a vida eterna; e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro. 37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro. 38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

INTRODUÇÃO
A palavra missionário vem do grego “apostolew” que significa enviado, esta palavra tem dois sentidos amplos, o chamado geral que abrange todos os crentes, neste sentido Alexander Duff estava certo ao dizer que “todo coração com Cristo é um missionário e todo coração sem Cristo é um campo missionário”; porém, também há uma definição restrita deste termo, que se aplica aqueles homens que Deus chamou para um trabalho especifico de plantar igrejas, como o caso da igreja de Antioquia, que estavam orando e jejuando e o Espírito Santo ordenou que Barnabé e Saulo fossem separados para a obra missionária (At 13.1-4). Todos temos a responsabilidade de fazer a obra missionária seja indo ao campo, orando pelos que foram e contribuindo com o seu sustento.
O evangelho que lemos a passagem é de autoria de João, segundo a obra de Donald kaller traz o seguinte esboço do livro: Introdução (1.1-18); Ministério Público (1.19-12.50); Ministério Particular (13.1-17.26); Acontecimentos Finais (18.1-21.25). Dentro do Ministério Público há uma subdivisão chamado de “O Evangelho Anunciado” (3.1-4.54), nesta subdivisão está assim esboçada: Pregação de Cristo aos judeus (3.1-36); Pregação de Cristo aos samaritanos (4.1-45); Pregação de Cristo aos romanos (4.46-54). A passagem se deu logo após Cristo pregar para uma mulher samaritana (4.1-30), seus discípulos que haviam ido comprar comida e no retorno o encontraram falando com aquela mulher samaritana, eles se admiraram (v.27a), mas não tiveram coragem de perguntar (v.27b), assim Jesus tomou a iniciativa e decidiu dar a eles uma aula sobre a obra missionária a partir da sua própria vida, do seu próprio exemplo, sobre isto extrairemos algumas verdades, partindo do texto lido e tendo como base o tema abaixo.

TEMA: A MISSÃO DE CRISTO, A NOSSA MISSÃO

1.     O OBJETIVO PRINCIPAL DA MISSÃO: FAZER A VONTADE DE DEUS. V.31-34

1.1   Cumprir a vontade de Deus , fazendo missões, traz uma satisfação que só conhece aquele que tem intimidade com Ele. V.31-32
31 Nesse ínterim, os discípulos lhe rogavam, dizendo: Mestre, come! 32 Mas ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis”.

1.2   Cumprir a vontade de Deus, fazendo missões, traz uma satisfação maior do que as necessidades físicas. V.33-34
33 Diziam, então, os discípulos uns aos outros: Ter-lhe-ia, porventura, alguém trazido o que comer? 34 Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”.

2.     O TEMPO EXATO DE FAZER A MISSÃO: AGORA. V.35

2.1   Para perceber a necessidade urgente da obra missionária precisamos questionar a nossa inércia. V.35a
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até à ceifa? [...]”

2.2   Para perceber a necessidade urgente da obra missionária precisamos ter a visão espiritual restaurada. V.35b
“[...] Eu, porém, vos digo: erguei os olhos e vede os campos [...]”

2.3    Para perceber a necessidade urgente da obra missionária precisamos nos preparar para a colheita. V.35c
“[...] pois já branquejam para a ceifa”.

3.     A RECOMPENSA POR FAZER A MISSÃO: VEM DE DEUS. V.36

3.1   Deus dá a recompensa, desde já, a quem faz a obra missionária. V.36a
36 O ceifeiro recebe desde já a recompensa [...]”

3.2   Deus dá a recompensa, ainda mais no futuro, a quem faz a obra missionária. V.36b
“[...] e entesoura o seu fruto para a vida eterna [...]”

3.3   Deus dá a recompensa, que se traduz em alegria, por ver o resultado da obra missionária. V.36c
“[...] e, dessarte, se alegram tanto o semeador como o ceifeiro”.

4.     A FORMA DE FAZER A MISSÃO: MANEIRA COOPERATIVA. V.37-38
37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro. 38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

4.1   A obra missionária é realizada por quem semeia a Palavra. V.37a
37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador [...]”

4.2   A obra missionária é realizada por quem faz a colheita. V.37b
“[...] e outro é o ceifeiro”.

4.3   A obra missionária é realizada na dependência do Deus que nos enviou. V.38
38 Eu vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho”.

CONCLUSÃO
A mensagem tratou da missão de Cristo como nossa missão, extraímos algumas lições sobre a obra missionária, As quais foram assim enunciadas: Primeira, o objetivo principal da missão: Fazer a vontade de Deus: Quando Cumprimos a vontade de Deus, fazendo missões, recebemos uma satisfação que só conhece aquele que tem intimidade com Ele; Quando Cumprimos a vontade de Deus, fazendo missões, recebemos uma satisfação maior do que as necessidades físicas. Aplicação: Queremos fazer a obra com que objetivo? Fazer a vontade de Deus ou receber elogios e glórias? Quando nós pregamos nos esforçamos para que a vontade de Deus seja estabelecida ou fazemos com o fim de trazer uma mensagem agradável ao coração humano? Lembre-se que para que nós façamos a vontade de Deus na obra missionária devemos ter intimidade com Ele e colocar a sua vontade acima da nossa e até do nosso bem estar físico. Segunda, o tempo exato de fazer a missão: Agora: Para perceber a necessidade urgente da obra missionária precisamos questionar a nossa inércia; ter a visão espiritual restaurada e; nos preparar para a colheita. Aplicação: Você está incomodado ou acomodado, faz a obra ou fica vendo os outros fazer e apenas criticando? Quando você olha para as almas perdidas, você vê sua necessidade de Deus ou sua classe social (pobre ou rica) e quantidade de dizimo que ela pode dar, quando vai evangelizar, você vê uma pessoa caminhando para condenação ou vê alguém que pode te ajudar a ficar famoso na cidade? Quando você evangeliza, você prepara antecipadamente um plano de discipulado para acolher e ensinar quem se converte Ou Faz tudo sem planejamento algum e deixa os novos convertidos abandonados? Lembrete: Evangelização é para ser feito por todos os crentes e não apenas pelo pastor e missionário, saia deste seu comodismo e inércia; Se quando vai evangelizar, você fica a escolher entre este e aquele porque aquele vai dar um dizimo maior ou vai fazer a igreja e você ficar famoso na cidade, sua visão está turva e precisa ser restaurada; se ao evangelizar você faz de maneira desorganizada e não apoia os novos decididos, você precisa se arrepender de fazer a obra de maneira relaxadamente e discipular e acolher os convertidos. Terceira, a recompensa por fazer a missão: Vem de Deus: Deus dá a recompensa a quem faz a obra missionária, desde já; ainda mais no futuro e; se traduz em alegria, por ver a obra sendo feita. Aplicação: A recompensa da obra missionária vem de Deus e ela acontece agora com bênçãos, no futuro com galardão e se traduz em alegria tanto por quem prega como por quem colhe os frutos da obra, por isto não espere elogios humanos, nem sucesso e fama, a minha e sua recompensa vem de Deus, mas para quem prega a Palavra, não existe uma alegria maior do que vê alguém se redendo a Cristo a sendo salvos, os resultados da sua pregação quem dará será Deus. Quarta, a forma de fazer a missão: Maneira cooperativa: A obra missionária é realizada por quem semeia a Palavra; por quem faz a colheita; na dependência do Deus que nos enviou. Aplicação: Na obra é importante tanto o que semeia, como quem colhe, mas é sempre importante enfatizar que quem faz a semente do evangelho germinar no coração do pecador é Deus. Não sejamos orgulhosos achando que as pessoas se converteram porque fomos nós que pregamos, nós somos apenas frágeis vasos de barro, mas o poder de converter vidas vem de Deus. Que Deus faça de nós uma igreja missionária para a sua gloria e honra, em Nome de Jesus! Amém!


AUTOR: Missº Veronilton Paz da Silva